porto de pólen, pressa de outubro, vinte-zero-demais, uma tosse pesada.
não importa o quê, é hora de.
vem no vento, que chega de todas as direções e no sol seco.
dá pra notar no salgueiro balançando preso à terra, e os cupins correndo no tronco.
é no que de nós não precisa que aprendemos - de qualquer jeito, há de ser feito, observa:
as folhas esfregando-se umas nas outras lembram o afago do avô, terno, guiando.
e a grama não cansa.
e a nuvem cresce e envolve e entope e as mãos dançando.
e as risadas condensam-se em granizo, e a terra molhada.
no formigueiro do teu cérebro cheio de açúcar.
e libélulas;
a metáfora como planície, uma biosfera de palavras colhidas dos arbustos coloridos, e secas sementes de pontuação, e nem o nexo, e nem a água, e nem o fim, e nem o que move.
balançando, preso à terra.
não importa o quê, é o que o vento traz, e que enche teus pulmões.
e o espirro, faísca em motor de partida.
fazendo fumaça de gasolina.





bela força!
tantas cores e movimentos num curto espaço de tempo
Só consigo dizer uma coisa, maldito calor!
Voce está absolutamente poeta.
É a vida: faíscas de momentos entre um nada e outro. Nonada.
Que bons ventos inflem tuas velas!