Ainda os músicos com quem gostaria de ter tocado

Syd Barrett

Syd foi chutado do Pink Floyd há uma semana. Ele me liga e diz que tem umas idéias para uma banda de rock lisérgico - eu entraria com o rock, ele com o LSD, e dividiríamos os lucros meio-a-meio. Vou até sua casa, no subúrbio londrino, para ouvir mais detalhes. A mãe dele me leva até seu quarto. Syd está em seu berço e convida-me a entrar ali com ele. Meio temeroso, concordo - mais para não decepcioná-lo do que por qualquer outro motivo. Ele me mostra uma fita, feita num gravador caseiro, que tem músicas de Mozart em 78 rotações por minuto, tocadas de trás para frente, misturadas a barulhos de garrafas sendo quebradas e gritos histéricos de groupies virgens - “Sem calcinha!”, me assegura ele. Não entendo nada, mas fico quieto para não parecer antiquado e conservador. Barrett me oferece ácido. Hesito, acabo aceitando.

Oito anos depois, sou acordado pelas lambidas de um camelo. O beduíno quer saber como fui parar no meio do deserto africano. Engraçado, estava pensando exatamente em perguntar isso para ele.

(da série)

1 Comments

Ah, era vocêeee daquela vez lá em Merzuga ? Bem que eu estranhei aquele sujeito todo pilchado cantando "Golden Hair" em ritmo de vanerão.

na escuta


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Esta página contém um post de tiagón publicado em maio 25, 2005 10:37 AM.

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