Um Imbroglio Indigesto
Docudrama em três pratos
A ação se passa numa IGREJA barrôuca.
Monsenhor Potemkin: E se alguém tem algo a dizer que possa...
Comissário Brannagh: Eu!
Convivas: Oooh!
Comissário Brannagh: Você precisa saber, Jack-a-roo. Sonja, ela... bem... Ela come bolo de chocolate com... maionese! Sim, maionese! E... catchup!
Jack: Catchup? Catchup??? Eca! Nooooon!
Sonja: Comissário Brannagh, seu... biltre!
Jack: Nooooooon! Yeeeaaargh!
Sonja: Porque você fez isso? Hein? Não pode me ver feliz! Pois que todo mundo fique sabendo - eu vi quando o Comissário colocou shoyo num blueberry donut!
Comissário Brannagh: Não! Não é verdade!
Sonja: Ahahah! Toma!
Convivas: Oooh!
Comissário Brannagh: Não é possível! Não pode ser... Ninguém... estava lá...
Sonja: Yahahahah! Seu tira burro! Achou que iria se safar dessa?
Comissário Brannagh tira uma garrafa de shoyo litrão do bolso interno do paletó e a quebra num pilar da igreja. Com o gargalo cortado, afasta os convivas de si.
Comissário Brannagh: Não me toquem! Eu sou um homem da lei! Eu...
Jack: O... shoyo! O shoyo de Natasha! Eu reconheceria esse cheiro em qualquer lugar!
Convivas: Oooh!
Jack: O cheiro do shoyo de Natasha... Acho que vou... chuchu com caxumba...
Sonja: Aquela vaca! Arrr!
Comissário Brannagh: O shoyo é meu! Meu... todo meu... Vocês querem? Vocês querem pegar um pedaço do rei? é? é? Nunca! Nunquinha! Lalalalalalalala-
Comissário Brannagh arremete o gargalo contra sua própria existência, via carótida.
Entra NATASHA, vestida como bávara, a tempo de ver o corpo do Comissário caindo em câmera lenta por sobre uma poça de shoyo.
Natasha: Brannagh! Brannagh querido! As cucas! Eu trouxe as cucas! Não... non...
Jack: Katherine... as cucas... Ela trouxe...
Sonja: ô Monsenhor, dá pra tocar logo essa parada aí?
Jack: Pasta de gergelim... pimentinha do reino...
Sonja: Jack, tu te acalma!
Jack (tirando a roupa): Cuca de uva com aguarrás!
Convivas: Oooh!
Monsenhor Potemkin: E se alguém tem ainda mais alguma coisa a dizer, por favor, digam. Mas não pra mim. Tô indo pra sacristia comer o meu Chandélio com rabanete.
Sai Monsenhor
Entra PTERODáCTILO. Num rasante, ele rouba os sachês de mostarda dos convivas, gerando medo e revolta. Muita revolta.
Pterodáctilo: Graaah! Aaaack!
Convivas: Buuuh!
Sonja: Wraaaah!
Natasha: Adoro essa parte.
Sai Pterodáctilo
Jack: Sonja... eu sinto buito...
Sonja: Ei, ei, onde é que cê tá indo? A gente tá casando, cacete! Cadê o padre? Hein?
Natasha: Venha, Jack... Venha pegar um pedacinho da cuca gostosa...
Convivas: Uêpa!
Jack voa por sobre o povo, até atingir o lustre da igreja.
Jack: A luz... Eu preciso da luz...
Ele se debate entre as lâmpadas, queima e cai.
Sonja: Não!
Convivas: Ooooh! Ufs!
Entra Monsenhor
Monsenhor Potemkin (irônico): Eh, eheheh. Mais alguém aí quer dizer alguma coisa?
Sonja: Ah, eu quero! Fwwwwwaaaarambaré!
Com as palavras mágicas, Sonja transforma o Monsenhor num pote de geléia de mocotó.
Sonja: Bwhahaha! Peguem, seus idiotas!
Ela arremessa a iguaria nos convivas, que disputam o Monsenhor. Uma briga começa, e logo a barbárie é generalizada; os Convivas se transformam n'A Turba. Em meio a eles, surge um LíDER.
A Turba: ão, ão, ão! Feijão com requeijão! Inho, inho, inho! Doce de leite com lombinho!
Líder d'A Turba: Simbora, gurizada! Vamos saquear geral!
A Turba: Al, al, al! Uísque com cereal!
Sai A Turba
Sonja: Tá feliz agora, desgraçada?
Natasha: Não me culpe, mamãe. Os fatos assim ocorreram porque assim o Destino quis. Esse é o melhor dos mundos. Tudo está perfeito.
Sonja: Cale-se, idiota! Mais um pouquinho e eu seria milionária! Seria a Duquesa do Sal de Frutas!
Natasha: Ora... antes sal do que má digestão!
As duas GARGALHAM
CAI O PANO




Acho que tu devias ir me visitar... O meu pterodáctilo veio antes deste teu de agora. Abraço.
Oh, no! Natasha e Sonja têm laços de parentesco? Oh, no! O pterodátilo é capaz de ataques com precisão cirúrgica!! Oh, no! Tiagón comeu tudo sobre o qual escreveu, duma vez só, e o efeito nefasto foi fermentar em sua mente este clássico da postaria nonsense! Oh, yeah, oh yeah.
Ah... eu desisto...
Eugène Ionesco cai junto com o pano lembrando que Sonja não tem shoyo. Nem vela. Ugh!
Permanece a dúvida: Teria Jack algum parentesco com Quack, o pato milionário que virou dublê do Pato Purific?
Eu gosto especialmente da parte em que o O PANO cai. Que personagem profundo! Que interpretação!
Tiagón, depois de um dia ultra-corrido, a melhor coisa que fiz foi vir aqui. Bom final de semana! Bjoks
Céus.
Adoro esse ptedodáctilo.
Idem Ana Carolina.
Ander, ao ler "Docudrama", começa a gargalhar e só para quando lê "ao cair do pano".
Era pra ler tudo isso? Tudo bem, depois eu leio, o importante é dizer que tu não marcou nada comigo e eu to muito triste contigo.
Agora que li tenho que dizer. Cuca de uva é a melhor.
não acredito que tu não marcou nada... bah, sacanagem...
Bolo de chocolate com maionese ? Bah. Vem pra cá que eu te dou uma carona pra Marrakech, pra comer um cervelle d'agneau com cadarço de Conguinha.