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bonopaul.jpgDivertidinho pacas o show do U2 transmitido ao vivo pelo YouTube. A experiência fluiu bem, ainda mais em um contexto não só de fácil visualização, mas também com uma audiência mais conectada e expressando ideias pelo Twitter e afins.

Vale lembrar, não é o primeiro webcast desse porte. Madonna e a gfrife Victoria´s Secret já usaram esse precedente no século passado, sem falar no famoso show do retorno de Paul McCartney ao Cavern Club em dezembro de 99. Lembro de trabalhar com esse streaming ao vivo sem som mas sobre todas as janelas e depois, na madrugada, dividir ideias com amigos pelo ICQ enquanto os poucos que tinham conexão boa acompanhavam a repetição. O mesmo fenômeno, reloaded and expanded, foi o responsável pelo streaming do Live 8 ter superado as audiências das televises em 2005, permitindo ao público ser suíte diante dos vários palcos e dar um singelo bye-bye para o editor da emissora. Sem falar que minutos depois a gravação dos canais digitais gringos já pipocava no eMule, antes da TV Digital por aqui.

Mas o que mudou nesse tempo? São os mesmos fenômenos - artista famoso ao vivo em tempo real online - mas em uma escala não só global, mas quase tão acessível quanto ligar a TV.

Aqui reside a malandragem da Adobe e do YouTube, bastava acessar e clicar na chamada do site, sem apertar play, abrir algum programa ou instalar um plugin. Foi apenas a união do sr. Flash, presente em mais de 90% das máquinas conectadas do mundo, com um site conhecido. Voltamos ao bom e velho mote do YouTube, que já havia sinalizado em outros momentos que transmite ao vivo, mas só em ocasiões especiais.

adobegoogle.jpgColocar o U2 para fritar servidores, como lembrou o @LeptonZero no Twitter, serviu para o YouTube puxar mais uma vez para si o cabo-de-guerra que disputa com empresas de mídia e sites volumosos como o Hulu. Enquanto Bono pedia paz mundial, o Google reafirmava que ainda manda no campinho da Internet e que o seu site não tem restrições de conteúdo para países ao exibir video. He´s the King of the Hill.

Podem tentar tirar do ar, barrar, processar, mas aos poucos o site entra em consenso com os grandes - basta ver a silenciosa ordem marcial usada para retirar músicas usadas em vídeos sem autorização de forma automática - e marca o seu lugar na web. Mais, dá um belo chute em concorrentes como Vimeo, Qik, UStream e Justin. Rebate a qualidade do Vimeo e aos outros mostra que podem até transmitir qualquer conteúdo ao vivo por um telefone celular, mas poucos verão perto do seu fluxo violento de usuários.

Em uma comparação simples, reafirmou porque é a Globo da Internet, chamou o Hulu de Record e colocou os outros naquele canto dos canais comunitários. Os outros tentam, as emissoras contam com seus próprios sites - vide a interessanrte transmissão do show/funeral de Michael Jackson pela CNN -, mas o Tubão é o cara.

Na camada de base de tudo está o Flash. A rica criatura da Adobe - que apenas manda no Photoshop, Dreamweaver e InDesign, pra ficar "só" nisso - mostra que é maior do que imaginamos. Outros caminhos e outros codecs apostam em diferenciais, vide o Quicktime e seu potencial para alta definição e coloca muito do que temos não só na web, mas o amigo rápido engole videos, sons e aplicações para aos poucos e do seu jeito moldar a linguagem diferenciada e convergente da web. Lembro aqui do que o colega Eduardo Pellanda falava em 2002, o Flash faria (e faz, o tempo mostra) na web o que não é possível fazer em outras mídias.

Nesta segunda, mais uma vez, o vídeo chegou direitinho aos lares. Quem queria, apenas sentava, apertava full screen - a aluna @nayanebrose plugou o notebook na TV - e esquecia qual meio era usado pois valorizava a linguagem video, cada vez mais múltipla. Se a vontade fosse um pouco diferente, bastava usar a #u2youtube e entrar no fluxo mundial do Twitter exposto na página - sem falar no que era dito em messengers e blogs ao mesmo tempo.

Na city of blinding lights da Internet, as luzes da Adobe e do Google brilham cada vez mais. Resta ver se outros conseguem cortar essa luz ou puxar um fio para brilhar junto.




keynote

  • por André Pase

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