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        <title>O Chato</title>
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        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2010</copyright>
        <lastBuildDate>Sun, 07 Feb 2010 12:11:39 -0300</lastBuildDate>
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        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #22</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>Serra Gaúcha no verão!</strong></p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5uIX2CPmlfY&hl=pt_BR&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5uIX2CPmlfY&hl=pt_BR&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p>Ontem fomos passear em Nova Petrópolis, Gramado e Canela. Quer saber mais? Leia o que a <a href="http://condessa.wordpress.com">Condessa</a> disse!</p>]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As Aventuras da Condessa Clarissa</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Condessa</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Caracol</category>
            
            <pubDate>Sun, 07 Feb 2010 12:11:39 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #21</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>Casa velha!</strong></p>

<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/luizafonsoe/Chato02?authkey=Gv1sRgCLOW9trRvMrDzwE&feat=embedwebsite#5431552714645528146"><img src="http://lh4.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S2DAapdBXlI/AAAAAAAAA_M/7qA1eg2wmX8/s800/426.jpg" /></a></p>

<p>A casa tá ficando velha, precisando de umas reformas. Aos poucos vamos mudando essa porquera!</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/02/as_365_bobagens_20.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Fri, 05 Feb 2010 20:41:19 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #20</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>Livros e fervura!</strong></p>

<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/itCXhUEK57K7hxPmpVf_wQ?authkey=Gv1sRgCLOW9trRvMrDzwE&feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S2C9vMtdfqI/AAAAAAAAAs8/0ifg8_herx0/s288/043.jpg" /></a></p>

<p>Enquanto fervemos aos 40ºC aqui em Porto Alegre, com uma sensação térmica de 45ºC, o mundo mostra a sua cara. Não que alguém ainda não saiba como ela é, mas quando o todo poderoso senhor Murdoch resolve comprar briga, saiamos todos a correr, pois isso só mostra que tudo quanto possamos berrar por aí, na prática ou na filosofia, é pura bobagem.</p>

<p>Uma pequena mostra daquilo que lerão <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/a-proxima-ameaca-aos-precos-da-amazon-rupert-murdoch/">aqui</a>:</p>

<p><em>"Eles têm que nos pagar o preço por atacado de US$ 14 ou o quanto cobrarmos", afirmou. "Mas realmente acho que desvaloriza os livros e fere todos os vendedores de livros de papel"</em>.</p>

<p>e,</p>

<p><em>"O acordo que estamos fazendo com a Apple, nos permite uma possibilidade ligeiramente maior de variar os preços para cima"</em></p>

<p>Comentário bem ao estilo d'O Chato: na verdade essa gente está se lixando pro resto do mundo. Ainda bem que o mundo vai atropelá-los, só espero que os mate bem antes que morram...</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/02/as_365_bobagens_19.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/02/as_365_bobagens_19.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Thu, 04 Feb 2010 11:51:09 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #19</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>As lazanhas</strong></p>

<p><img src="http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/1212.jpg" align=left vspace="10" hspace="10" /></p>

<p>É sabido, por aqui, que os dois únicos bichos na face da Terra que têm razão são o Garfield e eu. Garfield adora lazanhas. Eu também. Por sinal, já publiquei as diversas lazanhas que fiz e não me canso de compará-las, ao fazê-las e comê-las, com as mulheres. E as lazanhas, coitadas, levam fama de "comida calórica". Sempre desconfiei, mas como não sou entendido em quase nada e posso comer o que quiser que não engordo um grama sequer, ficava na minha quando alguma representante da espécie que só come o que não engorda se manifestava.</p>

<p>Pois bem, folheando uma edição da revista Vida Natural<sup>1</sup> encontro a seguinte tabela de calorias para diversos tipos de massas (em kcal para cada 100g):</p>

<p>Caneloni (133); Lazanha (139); Nhoque (142); Espaguete (233); Capeletti (278); Ravioli (288); Rondelli (320); Macarrão instantâneo (390); Yakissoba (419) e, o grande campeão, Talharim (522).</p>

<p>Quem diria, hein? A pobre lazanha é a segunda menos calórica!</p>

<p><small><sup>1</sup>Edição Extra nº 02, Ed. Escala</small></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/02/as_365_bobagens_18.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/02/as_365_bobagens_18.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Wed, 03 Feb 2010 09:43:25 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #18</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>Teremos festa esse ano. </strong></p>

<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/U3DuB-4iOtma5Ry1A_3Hvw?authkey=Gv1sRgCLOW9trRvMrDzwE&feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S2DBudTUQKI/AAAAAAAABHQ/eOC6t_inMlI/s288/538.jpg" align=left vspace="10" hspace="10" /></a></p>

<p>O Chato comemora 6 anos de existência e 5 na Verbeat.</p>

<p>Bem ou mal, é uma façanha para um blog desse gênero, isto é, um blog com total falta de gênero. Não que eu não tenha pensado - e até, quem sabe, tentado - desenvolver um certa coerência, mas cada vez que tento, acabo me sentindo incomodado, pois descubro que:</p>

<p>1. não sou escritor ou metido a, logo, não adianta querer escrever peças literárias ou querer transformar posts em livro, ou, ainda, publicar livro em forma de posts; nada contra quem assim o faça, apenas que O Chato não foi criado pra isso;</p>

<p>2. a bem da verdade, até que alguns posts se salvam como crônicas, sofríveis eu sei, mas vá lá, os brutos também amam;</p>

<p>3. não sou jornalista, logo, não adianta querer escrever artigos comentando os fatos cotidianos, ou, como a grande maioria, simplesmente sendo nos blogs o que sempre foram nos jornais e revistas. Por sinal, essa foi a forma de a mídia tradicional se manter "no ar": publicar notícias em forma de posts, com os jornalistas pensando que são blogueiros. Não são, são apenas jornalistas escrevendo notícias. Do meio papel ao meio eletrônico, forma e conteúdo continuam os mesmos;</p>

<p>4. sou o pior tipo de gente, isto é, aquele que é convcto das suas ideias e acha que só ele tem razão. E nisso tenho razão! Além do mais, sou geminiano com ascendente em Leão e Lua em Gêmeos;</p>

<p>5. uso em demasia o blog para expressar minhas opiniões. E nisso acabo por ser muito crítico. Sou muito "duro" ao me expressar. Já chega ter que passar o dia inteiro, no trabalho, escolhendo as palavras que vou dizer ou escrever. Com isso, até para brincar acabo parecendo sério;</p>

<p>6. Não sou lido pela "nata" da blogosfera, por aqueles blogueiros referência, intelectuais. E não sem razão, afinal eles não têm tempo a perder com bobagens;</p>

<p>7. De qualquer forma, creio que hoje ao menos uma boa parte da blogosfera sabe que existe um blog chamado "O Chato", hospedado num dos mais respeitados condomínios: a Verbeat;</p>

<p>8. Via de regra, não entendo de quase nada, mas vivo dando meus pitacos. Certa vez comecei a desenvolver o gosto por escrever sobre música erudita. Desde adolescente gosto dela e tenho quase um milhar de LPs e CDs. Mas logo na primeira tentativa fui esculhambado por um blogueiro especialista e, claro, desisti. Era bem no início, ainda na fase que a gente quer ser "amado", visto, lido e comentado. </p>

<p>9. Uma das poucas incursões que ainda consigo ter certa desenvoltura é na área do meio ambiente, o que me levou a ser convidado para fazer parte do <a href="http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte">Faça a sua parte</a> e a criar os blogs (que voltarei a atualizar com freqência esse ano) retratando a relação entre arte e meio ambiente - o <a href="http://ambiarte.wordpress.com">Ambiarte</a> - e o <a href="http://lilifaz.wordpress.com">Lili faz a sua parte</a>, para relatar os projetos e as ações realizadas nas escolas de educação infantil sobre a questão do meio ambiente. Não por outra razão, também, que cobri o template com links de meio ambiente. Mas isso vai mudar. Tudo muda, afinal, por que não o meu template?</p>

<p>Pois é,</p>

<p>Pra algo O Chato serviu e tem servido: me colocou em contato com um monte de gente por esse mundo afora. Muitos dos quais acabei conhecendo pessoalmente. Já foi mais lido, mais comentado, mas depois que em 2009 andei devagar não só com ele, mas com minhas regulares visitas a outros blogs, acabei perdendo grande parte dos féis seis leitores, hoje resumidos a dois ou três. O ano passado foi muito complicado profissionalmente, o que acabou por me tirar um pouco do tesão pelos blogs. </p>

<p>Essa foi outra grande descoberta que o blog proporcionou: as pessoas são por aqui assim como são por aí, na vida real. Um misto de exigência de reciprocidade com hipocrisia. Leia meu blog e comente meus posts que farei o mesmo contigo. Caso contrário, pode me esquecer. Uma coisa é alguém deixar de ler o blog por não ver utilidade ou prazer algum nele; outra é porque eu deixei de visitar. Enfim, coisas da vida.</p>

<p>Outra coisa parecida que a blogosfera tem com a vida real é o fato de que por aqui também existe patrulhamento ideológico. Já vi muita pendenga por causa de ideias políticas ou por alguns assuntos considerados tabus por aqueles que os defendem. Participei de um grupo que se desmanchou por causa disso. Direitos humanos, censura, liberdade de expressão e tantos outros. Aqui, como na vida real, as pessoas simplesmente perdem o equilíbrio e só o que pensam está correto. Ai de quem escreva discordando: está fadado ao ostracismo cibernético. </p>

<p>Só se vive (sim, porque sobreviver é possível) sendo amigo da realeza; somente se ostentar no blogroll uma lista de reis, rainhas, barões, etc. e deixar um comentário, ao menos, nesses blogs. De preferência concordando ou elogiando, porque a crítica sempre vem acompanhada da ameaça "o blog é meu, publico o comentário que quiser!"</p>

<p>Seguidamente sou obrigado a me lembrar da frase do Descartes, quando ele diz prefirir a autoridade do argumento ao argumento da autoridade. E é assim que tem funcionado a blogosfera: vale o argumento da autoridade, muitas delas pseudo-autoridades (?) bancadas pela mídia tradicional.</p>

<p>Dito isso, O Chato continuará sendo o que sendo foi: um blog com total falta de gênero.<br />
</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/02/as_365_bobagens_17.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Blogs</category>
            
            
            <pubDate>Mon, 01 Feb 2010 09:33:34 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #17</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>Afinal, trabalhar é bom?</strong></p>

<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/26DJo3kIfJs8RZFXPYkCMA?authkey=Gv1sRgCLOW9trRvMrDzwE&feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S2TLgWMOt3I/AAAAAAAABjE/zjJjHBj4TNU/s144/macaca.jpg" align=left vspace="10" hspace="10" /></a></p>

<p>A Igreja tem muitos segredos. Mas o mais importante, e que não querem que saibamos, é que Eva era uma macaca ninfomaníaca. Essa é a origem do trabalho, do capitalismo e, por tabela, do ricardão.<br />
 <br />
Para alimentar a farta prole que a Eva gerava - na época não existiam os modernos métodos contraceptivos - o macaco que andava com ela precisou se virar. E, enquanto o Adão comia o pão que o diabo amassou, algum outro macaco, vendo Eva insatisfeita nos seus desejos, mandava ver.</p>

<p>E o pobre Adão sequer desconfiava que estava trabalhando para alimentar o filho de outro macaco. E devia ser difícil mesmo identificar quem era filho de quem: macacos são todos iguais. Terceira culpa da macaca: o capitalismo, isto é, muitos macacos trabalham para alimentar alguns outros poucos macacos e suas proles. </p>

<p>Duas conclusões simples: a culpa é das macacas e trabalhar só é bom pro ricardão!</p>

<p><small>Imagem <a href="http://cobradordapersia.blogspot.com/2008_06_01_archive.html">daqui</a>.</small></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_16.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_16.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Sat, 30 Jan 2010 22:11:18 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #16</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>Por isso ele é O CARA!<br />
</strong><br />
<a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/tOPPfBe4NrioD50hsf4THA?authkey=Gv1sRgCLOW9trRvMrDzwE&feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S2Nup5cpCtI/AAAAAAAABik/hq4BS4EkgBI/s400/495px-City_of_Davos.jpg" /></a></p>

<p>Discurso do Exmo. Sr. Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, lido pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores, Chanceler Celso Amorim, por ocasião do 40º Fórum Econômico Mundial, em Davos - Suiça, onde recebeu distinção com o título de "Estadista Global" (contra ou a favor, não importa. Leiam! É um discurso que qualquer um gostaria de ter escrito):</p>

<p><em>"Minhas senhoras e meus senhores,</p>

<p>Em primeiro lugar, agradeço o prêmio "Estadista Global" que vocês estão me concedendo. Nos últimos meses, tenho recebido alguns dos prêmios e títulos mais importantes da minha vida. Com toda sinceridade, sei que não é exatamente a mim que estão premiando - mas ao Brasil e ao esforço do povo brasileiro. Isso me deixa ainda mais feliz e honrado. Recebo este prêmio, portanto, em nome do Brasil e do povo do meu país. Este prêmio nos alegra, mas, especialmente, nos alerta para a grande responsabilidade que temos.</p>

<p>Ele aumenta minha responsabilidade como governante, e a responsabilidade do meu país como ator cada vez mais ativo e presente no cenário mundial. Tenho visto, em várias publicações internacionais, que o Brasil está na moda. Permitam-me dizer que se trata de um termo simpático, porém inapropriado.</p>

<p>O modismo é coisa fugaz, passageira. E o Brasil quer e será ator permanente no cenário do novo mundo. O Brasil, porém, não quer ser um destaque novo em um mundo velho. A voz brasileira quer proclamar, em alto e bom som, que é possível construir um mundo novo. O Brasil quer ajudar a construir este novo mundo, que todos nós sabemos, não apenas é possível, mas dramaticamente necessário, como ficou claro, na recente crise financeira internacional - mesmo para os que não gostam de mudanças.</p>

<p>Meus senhores e minhas senhoras,</p>

<p>O olhar do mundo hoje, para o Brasil, é muito diferente daquele, de sete anos atrás, quando estive pela primeira vez em Davos. Naquela época, sentíamos que o mundo nos olhava mais com dúvida do que esperança. O mundo temia pelo futuro do Brasil, porque não sabia o rumo exato que nosso país tomaria sob a liderança de um operário, sem diploma universitário, nascido politicamente no seio da esquerda sindical. Meu olhar para o mundo, na época, era o contrário do que o mundo tinha para o Brasil. Eu acreditava, que assim como o Brasil estava mudando, o mundo também pudesse mudar.</p>

<p>No meu discurso de 2003, eu disse, aqui em Davos, que o Brasil iria trabalhar para reduzir as disparidades econômicas e sociais, aprofundar a democracia política, garantir as liberdades públicas e promover, ativamente, os direitos humanos. Iria, ao mesmo tempo, lutar para acabar sua dependência das instituições internacionais de crédito e buscar uma inserção mais ativa e soberana na comunidade das nações. Frisei, entre outras coisas, a necessidade de construção de uma nova ordem econômica internacional, mais justa e democrática. E comentei que a construção desta nova ordem não seria apenas um ato de generosidade, mas, principalmente, uma atitude de inteligência política.</p>

<p>Ponderei ainda que a paz não era só um objetivo moral, mas um imperativo de racionalidade. E que não bastava apenas proclamar os valores do humanismo. Era necessário fazer com que eles prevalecessem, verdadeiramente, nas relações entre os países e os povos. Sete anos depois, eu posso olhar nos olhos de cada um de vocês - e, mais que isso, nos olhos do meu povo - e dizer que o Brasil, mesmo com todas as dificuldades, fez a sua parte. Fez o que prometeu. Neste período, 31 milhões de brasileiros entraram na classe média e 20 milhões saíram do estágio de pobreza absoluta. Pagamos toda nossa dívida externa e hoje, em lugar de sermos devedores, somos credores do FMI.</p>

<p>Nossas reservas internacionais pularam de 38 bilhões para cerca de 240 bilhões de dólares. Temos fronteiras com 10 países e não nos envolvemos em um só conflito com nossos vizinhos. Diminuímos, consideravelmente, as agressões ao meio ambiente. Temos e estamos consolidando uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, e estamos caminhando para nos tornar a quinta economia mundial. Posso dizer, com humildade e realismo, que ainda precisamos avançar muito. Mas ninguém pode negar que o Brasil melhorou.</p>

<p>O fato é que Brasil não apenas venceu o desafio de crescer economicamente e incluir socialmente, como provou, aos céticos, que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Historicamente, quase todos governantes brasileiros governaram apenas para um terço da população. Para eles, o resto era peso, estorvo, carga. Falavam em arrumar a casa. Mas como é possível arrumar um país deixando dois terços de sua população fora dos benefícios do progresso e da civilização?</p>

<p>Alguma casa fica de pé, se o pai e a mãe relegam ao abandono os filhos mais fracos, e concentram toda atenção nos filhos mais fortes e mais bem aquinhoados pela sorte? É claro que não. Uma casa assim será uma casa frágil, dividida pelo ressentimento e pela insegurança, onde os irmãos se vêem como inimigos e não como membros da mesma família. Nós concluímos o contrário: que só havia sentido em governar, se fosse governar para todos. E mostramos que aquilo que, tradicionalmente, era considerado estorvo, era, na verdade, força, reserva, energia para crescer.</p>

<p>Incorporar os mais fracos e os mais necessitados à economia e às políticas públicas não era apenas algo moralmente correto. Era, também, politicamente indispensável e economicamente acertado. Porque só arrumam a casa, o pai e a mãe que olham para todos, não deixam que os mais fortes esbulhem os mais fracos, nem aceitam que os mais fracos conformem-se com a submissão e com a injustiça. Uma casa só é forte quando é de todos - e nela todos encontram abrigo, oportunidades e esperanças.</p>

<p>Por isso, apostamos na ampliação do mercado interno e no aproveitamento de todas as nossas potencialidades. Hoje, há mais Brasil para mais brasileiros. Com isso, fortalecemos a economia, ampliamos a qualidade de vida do nosso povo, reforçamos a democracia, aumentamos nossa auto-estima e amplificamos nossa voz no mundo.</p>

<p>Minhas senhoras e meus senhores,</p>

<p>O que aconteceu com o mundo nos últimos sete anos? Podemos dizer que o mundo, igual ao Brasil, também melhorou? Não faço esta pergunta com soberba. Nem para provocar comparações vantajosas em favor do Brasil. Faço esta pergunta com humildade, como cidadão do mundo, que tem sua parcela de responsabilidade no que sucedeu - e no que possa vir a suceder com a humanidade e com o nosso planeta. Pergunto: podemos dizer que, nos últimos sete anos, o mundo caminhou no rumo da diminuição das desigualdades, das guerras, dos conflitos, das tragédias e da pobreza?</p>

<p>Podemos dizer que caminhou, mais vigorosamente, em direção a um modelo de respeito ao ser humano e ao meio ambiente? Podemos dizer que interrompeu a marcha da insensatez, que tantas vezes parece nos encaminhar para o abismo social, para o abismo ambiental, para o abismo político e para o abismo moral? Posso imaginar a resposta sincera que sai do coração de cada um de vocês, porque sinto a mesma perplexidade e a mesma frustração com o mundo em que vivemos. E nós todos, sem exceção, temos uma parcela de responsabilidade nisso tudo.</p>

<p>Nos últimos anos, continuamos sacudidos por guerras absurdas. Continuamos destruindo o meio-ambiente. Continuamos assistindo, com compaixão hipócrita, a miséria e a morte assumirem proporções dantescas na África. Continuamos vendo, passivamente, aumentar os campos de refugiados pelo mundo afora. E vimos, com susto e medo, mas sem que a lição tenha sido corretamente aprendida, para onde a especulação financeira pode nos levar.</p>

<p>Sim, porque continuam muitos dos terríveis efeitos da crise financeira internacional, e não vemos nenhum sinal, mais concreto, de que esta crise tenha servido para que repensássemos a ordem econômica mundial, seus métodos, sua pobre ética e seus processos anacrônicos.</p>

<p>Pergunto: quantas crises serão necessárias para mudarmos de atitude? Quantas hecatombes financeiras teremos condições de suportar até que decidamos fazer o óbvio e o mais correto? Quantos graus de aquecimento global, quanto degelo, quanto desmatamento e desequilíbrios ecológicos serão necessários para que tomemos a firme decisão de salvar o planeta?</p>

<p>Meus senhores e minhas senhoras,</p>

<p>Vendo os efeitos pavorosos da tragédia do Haiti, também pergunto: quantos Haitis serão necessários para que deixemos de buscar remédios tardios e soluções improvisadas, ao calor do remorso? Todos nós sabemos que a tragédia do Haiti foi causada por dois tipos de terremotos: o que sacudiu Porto Príncipe, no início deste mês, com a força de 30 bombas atômicas, e o outro, lento e silencioso, que vem corroendo suas entranhas há alguns séculos.</p>

<p>Para este outro terremoto, o mundo fechou os olhos e os ouvidos. Como continua de olhos e ouvidos fechados para o terremoto silencioso que destrói comunidades inteiras na África, na Ásia, na Europa Oriental e nos países mais pobres das Américas. Será necessário que o terremoto social traga seu epicentro para as grandes metrópoles européias e norte-americanas para que possamos tomar soluções mais definitivas?</p>

<p>Um antigo presidente brasileiro dizia, do alto de sua aristocrática arrogância, que a questão social era uma questão de polícia. Será que não é isso que, de forma sutil e sofisticada, muitos países ricos dizem até hoje, quando perseguem, reprimem e discriminam os imigrantes, quando insistem num jogo em que tantos perdem e só poucos ganham? Por que não fazermos um jogo em que todos possam ganhar, mesmo que em quantidades diversas, mas que ninguém perca no essencial?</p>

<p>O que existe de impossível nisso? Por que não caminharmos nessa direção, de forma consciente e deliberada e não empurrados por crises, por guerras e por tragédias? Será que a humanidade só pode aprender pelo caminho do sofrimento e do rugir de forças descontroladas? Outro mundo e outro caminho são possíveis. Basta que queiramos. E precisamos fazer isso enquanto é tempo.</p>

<p>Meus senhores e minhas senhoras,</p>

<p>Gostaria de repetir que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Esta também é uma das melhores receitas para a paz. E aprendemos, no ano passado, que é também um poderoso escudo contra crise. Esta lição que o Brasil aprendeu, vale para qualquer parte do mundo, rica ou pobre. Isso significa ampliar oportunidades, aumentar a produtividade, ampliar mercado e fortalecer a economia. Isso significa mudar as mentalidades e as relações. Isso significa criar fábricas de emprego e de cidadania.</p>

<p>Só fomos bem sucedidos nessas tarefas porque recuperamos o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e não nos deixamos aprisionar em armadilhas teóricas - ou políticas - equivocadas sobre o verdadeiro papel do estado. Nos últimos sete anos, o Brasil criou quase 12 milhões de empregos formais. Em 2009, quando a maioria dos países viu diminuir os postos de trabalhos, tivemos um saldo positivo de cerca de um milhão de novos empregos.</p>

<p>O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. Por que? Porque tínhamos reorganizado a economia com fundamentos sólidos, com base no crescimento, na estabilidade, na produtividade, num sistema financeiro saudável, no acesso ao crédito e na inclusão social. E quando os efeitos da crise começaram a nos alcançar, reforçamos, sem titubear, os fundamentos do nosso modelo e demos ênfase à ampliação do crédito, à redução de impostos e ao estímulo do consumo.</p>

<p>Na crise ficou provado, mais uma vez, que são os pequenos que estão construindo a economia de gigante do Brasil. Este talvez seja o principal motivo do sucesso do Brasil: acreditar e apoiar o povo, os mais fracos e os pequenos. Na verdade, não estamos inventando a roda. Foi com esta força motriz que Roosevelt recuperou a economia americana depois da grande crise de 1929. E foi com ela que o Brasil venceu preventivamente a última crise internacional.</p>

<p>Mas, nos últimos sete anos, nunca agimos de forma improvisada. A gente sabia para onde queria caminhar. Organizamos a economia sem bravatas e sem sustos, mas com um foco muito claro: crescer com estabilidade e com inclusão. Implantamos o maior programa de transferência de renda do mundo, o Bolsa Família, que hoje beneficia mais de 12 milhões de famílias. E lançamos, ao mesmo tempo, o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, maior conjunto de obras simultâneas nas áreas de infra-estrutura e logística da história do país, no qual já foram investidos 213 bilhões de dólares e que alcançará, no final do ano de 2010, um montante de 343 bilhões.</p>

<p>Volto ao ponto central: estivemos sempre atentos às politicas macro-econômicas, mas jamais nos limitamos às grandes linhas. Tivemos a obsessão de destravar a máquina da economia, sempre olhando para os mais necessitados, aumentando o poder de compra e o acesso ao crédito da maioria dos brasileiros. Criamos, por exemplo, grandes programas de infra-estrutura social voltados exclusivamente para as camadas mais pobres. É o caso do programa Luz para Todos, que levou energia elétrica, no campo, para 12 milhões de pessoas e se mostrou um grande propulsor de bem estar e um forte ativador da economia.</p>

<p>Por exemplo: para levar energia elétrica a 2 milhões e 200 mil residências rurais, utilizamos 906 mil quilômetros de cabo, o suficiente para dar 21 voltas em torno do planeta Terra. Em contrapartida, estas famílias que passaram a ter energia elétrica em suas casas, compraram 1,5 milhão de televisores, 1,4 milhão de geladeiras e quantidades enormes de outros equipamentos.</p>

<p>As diversas linhas de microcrédito que criamos, seja para a produção, seja para o consumo, tiveram igualmente grande efeito multiplicador. E ensinaram aos capitalistas brasileiros que não existe capitalismo sem crédito. Para que vocês tenham uma idéia, apenas com a modalidade de "crédito consignado", que tem como garantia o contracheque dos trabalhadores e aposentados, chegamos a fazer girar na economia mais 100 bilhões de reais por mês. As pessoas tomam empréstimos de 50 dólares, 80 dólares para comprar roupas, material escolar, etc, e isto ajuda ativar profundamente a economia.</p>

<p>Minhas senhoras e meus senhores,</p>

<p>Os desafios enfrentados, agora, pelo mundo são muito maiores do que os enfrentados pelo Brasil. Com mudanças de prioridades e rearranjos de modelos, o governo brasileiro está conseguindo impor um novo ritmo de desenvolvimento ao nosso país. O mundo, porém, necessita de mudanças mais profundas e mais complexas. E elas ficarão ainda mais difíceis quanto mais tempo deixarmos passar e quanto mais oportunidades jogarmos fora. O encontro do clima, em Copenhague, é um exemplo disso. Ali a humanidade perdeu uma grande oportunidade de avançar, com rapidez, em defesa do meio-ambiente.</p>

<p>Por isso cobramos que cheguemos com o espírito desarmado, no próximo encontro, no México, e que encontremos saídas concretas para o grave problema do aquecimento global. A crise financeira também mostrou que é preciso uma mudança profunda na ordem econômica, que privilegie a produção e não a especulação. Um modelo, como todos sabem, onde o sistema financeiro esteja a serviço do setor produtivo e onde haja regulações claras para evitar riscos absurdos e excessivos.</p>

<p>Mas tudo isso são sintomas de uma crise mais profunda, e da necessidade de o mundo encontrar um novo caminho, livre dos velhos modelos e das velhas ideologias. É hora de re-inventarmos o mundo e suas instituições. Por que ficarmos atrelados a modelos gestados em tempos e realidades tão diversas das que vivemos? O mundo tem que recuperar sua capacidade de criar e de sonhar. Não podemos retardar soluções que apontam para uma melhor governança mundial, onde governos e nações trabalhem em favor de toda a humanidade.</p>

<p>Precisamos de um novo papel para os governos. E digo que, paradoxalmente, este novo papel é o mais antigo deles: é a recuperação do papel de governar. Nós fomos eleitos para governar e temos que governar. Mas temos que governar com criatividade e justiça. E fazer isso já, antes que seja tarde. Não sou apocalíptico, nem estou anunciando o fim do mundo. Estou lançando um brado de otimismo. E dizendo que, mais que nunca, temos nossos destinos em nossas mãos. E toda vez que mãos humanas misturam sonho, criatividade, amor, coragem e justiça elas conseguem realizar a tarefa divina de construir um novo mundo e uma nova humanidade.</p>

<p>Muito obrigado."</em></p>

<p><small>Discurso transcrito de leitura do site do <a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/29/o-discurso-de-lula-em-davos/">Luís Nassif</a>.</p>

<p>Imagem da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Davos">Wikipédia</a>.</small></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_15.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Fri, 29 Jan 2010 20:57:59 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #15</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>O todo e as partes</strong></p>

<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/i2RbScInNpeDQC3Pq9SqXw?authkey=Gv1sRgCLOW9trRvMrDzwE&feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S2C_BT02LsI/AAAAAAAABgc/qEo6hW-otEA/s400/257.jpg" align=left vspace="10" hspace="10" /></a></p>

<p>Partamos de uma primeira premissa: o todo é maior que a soma das partes. Não, vamos assumir que somos matemáticos e que dois mais dois ainda é igual a quatro, ou seja, o todo é igual a soma das partes. Melhor, vamos pensar que o todo poderia ser menor que a soma das partes, por mais ilógico que essa última opção possa ser. Sim, porque as duas primeiras soam bem em qualquer ouvido, letrado ou não.</p>

<p>A verdade é que vivemos em um mundo em que o todo é menor que a soma das partes. Vejamos o caso das chamadas "minorias": negros; mulheres; índios; homossexuais; crianças e adolescentes; vamos somando...; religiões outras que não a católica; portadores de necessidades especiais; os "sem"; os agricultores familiares; vamos somando...; os desempregados; as prostitutas; os com mais de 50 anos; os mais "idosos" do que isso; as feias ("que me perdoem"...); bandidos de toda espécie, presos ou não; vamos somando...; desabrigados pelas chuvas e deslizamentos... E por aí vamos somando. </p>

<p>Esse é o todo da sociedade brasileira atualmente. E da mídia; das ONGs; dos movimentos sociais; dos governos e dos legislativos; enfim, de todos quantos se dizem defensores dos direitos humanos.</p>

<p>Mas esse todo ainda é menor que a soma dessas partes. E por uma razão muito simples: fazem questão de esquecer que acabaram por criar - em função daquilo que tanto combatem, a exclusão - uma nova e esquecida, por todos, minoria: a minoria dos homens brancos. Não qualquer homem branco, claro, apenas aqueles razoavelmente bem sucedidos, porque homem branco pobre está em alguma das classes listadas acima.</p>

<p>O homem branco razoavelmente bem sucedido - de representante da supremacia divina e estereótipo de ser superior - tornou-se um pária da sociedade. Qualquer minoria tem uma lei que a defenda, uma organização qualquer, cheia de iguais e diferentes, que faça tudo por ela, inclusive desviar dinheiro público. </p>

<p>Culpam o fato de que dez entre dez estrelas, quer dizer, dez entre os dez mais ricos do mundo - e que detém sozinhos mais que o PIB de 140 países e mais do que a renda somada de 5 bilhões de seres humanos  - são homens e, pasmem, brancos , mais que razoavelmente bem sucedidos. Ser homem, branco, razoavelmente ou bem sucedido - inclui-se nessa categoria um bom casamento, filhos bem criados, carreira profissional de sucesso, uma quantidade suficiente, ou mais que suficiente, de bens materiais, etc. - é ser um excluído da pior espécie, pois sequer merece estar na lista das espécies em extinção.</p>

<p>Sim, somos espécie em extinção e sequer temos quem nos proteja. Ricos, podres de ricos, ou meros remediados da classe média, estão todos fadados a sumir da face da terra, como outrora sumiram os dinossauros.</p>

<p>O todo é - e será enquanto existir um homem branco razoavelmente bem sucedido - menor que a soma das partes. E depois ainda querem falar em direitos humanos. Só existirá um verdadeiro "direitos humanos" quando nós, homens brancos razoavelmente bem sucedidos, tivermos a mesma proteção que a maioria esmagadora de minorias existentes por aí.<br />
</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_14.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Fri, 29 Jan 2010 06:56:57 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #14</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>Eu e eu mesmo!</strong></p>

<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/mlkhXH98gJdN5xKsP3CwrA?authkey=Gv1sRgCL-1otH_j4zMDw&feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S0-dKUtbpLI/AAAAAAAAAlU/vVJQvAJqgik/s288/160.jpg" align="left" hspace=10 vspace= "10" /></a></p>

<p>Um belo dia, assim sem mais nem menos, acordei barrigudo e grisalho. Para os mais íntimos devo confessar que esse dia foi hoje. Meu eu vê de mim aquilo que quer. Geralmente não dou bola, pois sempre é uma visão excelente. Não um gato, desses de fotonovela, mas, digamos, charmoso o suficiente para não passar dificuldade nos bares e com as colegas de trabalho.</p>

<p>Fica tranqüilo, me dizia meu eu. Tens dez anos a menos do que tens. E eu seguia me iludindo com a confusão entre ter e aparentar. E nessas de confiar nas aparências, parei de me olhar em perfil no espelho. Pra quê? De frente era tudo o que meu eu precisava. Os cabelos? Coisa de família ser um pouco grisalho. Cãs, meu eu me dizia. É sangue! Orgulhe-se de ser como teu pai e teu avô.</p>

<p>Só que meu pai e meu avô eram de outra época. Morreram antes de conhecer a palavra stress. Estresse, então, nem pensar! Eu mesmo só descobri hoje que já existe no vernáculo.  E não foi nenhum dicionário ou qualquer desses tradutores da internet que me avisaram: foi o espelho mesmo. Não eu, mas o espelho. Eu, por mim, já disse, não nunca dei bola pra mim mesmo. Ou será pro eu?</p>

<p>Descobri que eu me traiu. Estou pensando em fazer terapia para me livrar desse eu. Alguém vai ter que explicar como é que consegui viver todo esse tempo com um eu desses! Eu não sabia que eu era assim, tipo, eu mesmo, sabe? Sacana, enganador, que ilude as pessoas... Ah! As pessoas. Quantas eu não devo ter enganado. Quer dizer, eu não, eu. É, esse eu aí. Não eu.  Que fique bem claro. Eu não sou eu. Outro eu é o culpado. Pela minha barriga, pelos meus cabelos grisalhos e pelas sacanagens que andei fazendo, quer dizer, eu andou fazendo. O espelho é testemunha disso, não me deixa mentir. Eu mente, eu não minto.<br />
</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_13.html</link>
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            <pubDate>Wed, 27 Jan 2010 19:54:16 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #13</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/pki9OyAGChoXSMv-wDaulA?authkey=Gv1sRgCL-1otH_j4zMDw&feat=embedwebsite"><img align=left vspace="10" hspace="10" src="http://lh3.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S0jxR-YjKxI/AAAAAAAAAas/bq-Y47nLIo4/s288/024.jpg" /></a></p>

<p>Depois de 14 dias de um naufrágio forçado pela incompetência da Locaweb, parece que voltamos à civilização. </p>

<p>Não que ter passado esse tempo todo sem postar tenha sido um sacrifício, mas é como qualquer coisa da qual não temos as rédeas. É como um carro andando devagar na nossa frente. Passamos - e putos da cara - não para sair correndo feito doidos, mas apenas para ter o controle da situação, para termos a sensação de que se quisermos correr não será o babaca da frente que irá nos atrapalhar. Assim como os babacas da Locaweb estavam nos impedindo de postar, cada um no seu ritmo.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_12.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_12.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Tue, 26 Jan 2010 16:54:25 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #12</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><strong>Os limites da imoralidade, ou de como é fácil justificar qualquer coisa nesse país.</strong></p>

<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/up7abZHpUafXYqp5nwcxCQ?authkey=Gv1sRgCL-1otH_j4zMDw&feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S0uyABfQyiI/AAAAAAAAAcg/-5sguTCVzr8/s288/035.jpg" align=left vspace="10" hspace="10" /></a></p>

<p>Até a água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Mas, nesse caso, é como diz o velho ditado: quando a gente pensa que tá ruim, aí é que fica pior.</p>

<p>Notícia na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u677587.shtml">Folha Online (UOL)</a>:<br />
<br /></p>

<p><br />
<strong>Ex-secretários de Arruda conquistam comando da CPI da Corrupção no DF</strong></p>

<p>Só um trechinho, já que não pedi autorização:</p>

<p>"Apesar de reconhecer que fez parte da equipe de Arruda, Alírio Neto disse não vê impedimentos para assumir o posto."</p>

<p>É como eu disse antes: falta tudo nesse país. O conteúdo da notícia é de uma imoralidade de causar inveja em qualquer um. Leiam na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u677587.shtml">Folha Online</a>!</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_11.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_11.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Tue, 12 Jan 2010 06:33:21 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #11</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p>É de pequenino que se torce o pepino:</p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ErMWX--UJZ4&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en_US&feature=player_embedded&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ErMWX--UJZ4&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en_US&feature=player_embedded&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p>Esse vai longe...</p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EkHTsc9PU2A&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=pt_BR&feature=player_embedded&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EkHTsc9PU2A&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=pt_BR&feature=player_embedded&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_10.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_10.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Mon, 11 Jan 2010 08:19:58 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #10</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/SOjcH4Lu-zk0hVl2Ht0vCA?authkey=Gv1sRgCL-1otH_j4zMDw&feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S0kO-8PdaZI/AAAAAAAAAbo/5O_g4qXmVKM/s400/034.jpg" align="left" hspace="10" /></a></p>

<p><strong>Pequeno Tratado d'O Chato sobre os chatos - #1</strong></p>

<p>Uma rápida pesquisa no Google com a expressão "o chato" retorna quase duzentas mil entradas. À exceção da segunda, todas as demais só falam bobagens sobre o que é ser chato. A começar pela música do Osvaldo Montenegro (<a href="http://letras.terra.com.br/oswaldo-montenegro/82853/">O Chato</a>). Mas esse há que perdoar. Afinal, arte é arte e tomemos mais como licença poética do que como uma definição do que seja um chato.</p>

<p>Tem muita gente que gosta de definir os chatos. Há listas e mais listas de características que permitem identificar um chato. Tirando as que apelam para o lado cômico da coisa, o resto é de uma incrível falta de criatividade e inteligência. Sem mencionar, claro, aqueles que, por absoluta falta de neurônios no cérebro, limitam-se apenas a copiar as bobagens que outros escrevem.</p>

<p>O escritor <a href="http://www.marioprataonline.com.br/">Mário Prata</a>, <a href="http://www.marioprataonline.com.br/obra/cronicas/o_chato.htm">nesta crônica</a>, começa dizendo que  "<em>O chato é nato. Já nasce chato e é irreversível</em>".</p>

<p>Que me perdoe o Mário, mas ledo engano. Ninguém nasce chato. E tão pouco é irreversível.</p>

<p>A primeira coisa (a regra de ouro) que temos que entender sobre os chatos é: <strong>existem poucos e raros chatos no mundo</strong>. O que existe aos montes são pessoas inconvenientes, vulgo pentelhos, gente que não tem noção do mundo em que vive. O que acontece é que todo imbecil adora chamar alguém de chato. Daí que parece existirem muitos chatos no mundo quando, na verdade, existem muitos imbecis por aí. Explico melhor. </p>

<p>Chamar alguém de chato (confundindo com pentelho) é como olhar-se no espelho. O espelho é o símbolo da hipocrisia. Tudo mundo olha, ninguém gosta do que vê, mas todos mentem para os outros. E por quê? Porque olhar no espelho é a única oportunidade que temos de olhar nos próprios olhos. De fazer aquilo que gostamos de criticar nos outros: "fulano é falso, não olha pra gente quando conversa". Somos falsos o tempo todo e o espelho nos mostra isso todas as manhãs. O espelho mostra a humanidade que somos (ou que temos): destestável, fisica e espiritualmente. </p>

<p>Tentamos quebrar o espelho quando chamamos alguém de chato. Queremos quebrar aquilo que somos: pessoas inconformadas com o que são e com a vida. E aí preferimos chamar os outros de chatos.</p>

<p>Posto isso, e voltando ao Mário, ninguém nasce chato. Crianças correndo e berrando em restaurantes, ou "<em>batendo aquela madeira com o número da mesa na mesa, com toda a força que tinha</em>", são apenas crianças cheias daquilo que muitas pessoas já perderam: vida. Toda a força da vida, a mesma que essa criança usava.</p>

<p>Incomoda ver uma criança batendo na mesa? É falta de educação? Não! É o espelho nos mostrando o quanto talvez tenhamos sido castrados, podados, na nossa infância. É o espelho mostrando o quanto já somos incapazes de realizar aquilo que um dia era sonho, desejo. E aí a criança vira "chata". Adultos frustrados, levando uma vidinha medíocre da casa pro trabalho e do trabalho pra casa. E hipócritas, arrotando um "bem-estar" falso, uma falsa "felicidade". A vida dos outros é chata, a minha não, dirão os que chamam de chatos quem apenas sabe fazer da vida o que a vida é: livre!</p>

<p>Ser "O Chato" requer tempo, dedicação, preparo. Mas isso é para o próximo post.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_9.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Sun, 10 Jan 2010 00:15:28 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #9</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,</p>

<table style="width:auto;"><tr><td><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/i9YaucO4vYu8-f3sbOf-2Q?authkey=Gv1sRgCL-1otH_j4zMDw&feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S0C00fjW0ZI/AAAAAAAAAXE/FBJFlnAhwXk/s288/012.jpg" /></a></td></tr></table><br /><strong>Preguiça</strong><br />
<br />
Sábado nublado. Cheio de coisas para arrumar em casa e bate a preguiça. Se fizesse sol, estaria cheio de coisas para fazer em casa e bateria a preguiça. Donde se conclui que, faça chuva ou faça sol, viva a preguiça.]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_8.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Sat, 09 Jan 2010 08:10:45 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>As 365 bobagens do Chato - #8</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,<br /><br /><a href="http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/iDUIhgNjWZeCC6dZA-yxWA?authkey=Gv1sRgCL-1otH_j4zMDw&feat=embedwebsite"><img src="http://lh3.ggpht.com/_xRWlCK4UOtc/S0C0RNDW-1I/AAAAAAAAAWY/3uOPpayLEaA/s800/001.jpg" align="left" hspace="10" /></a><strong>O ópio do povo!</strong></p>

<p>Em uma população (do Brasil) na qual mais de 75% são analfabetos funcionais, isto é, mal conseguem ler e compreender pequenas mensagens e textos, a mídia "lava a égua".<br /><br />Olhem a manchete da BBC:<br /><br />"Explosão no espaço pode ameaçar vida na Terra"<br /><br /></p>

<p>Claro que, bem lá <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/01/100107_supernova_ba.shtml">na última linha</a>, está explicado que isso só acontecerá daqui a 10 milhões de anos. UFA! Quando passei rápido pela manchete até pensei que fosse mais cedo, algo como 9 milhões de anos.</p>

<p>Agora transponham esse mesmo tipo de técnica para as televisões e jornais populares. Eu sei que todo mundo sabe disso, mas não custa repetir.</p>

<p>O que me admira é que existe gente disposta a vender o pouco de ética que deve ter recebido em casa para ser jornalista que faz esse tipo de notícia (e outros tb).</p>

<p>Pior do que isso são os que ainda acreditam que o papel da imprensa é "informar". Tá certo, informando eles estão. Mudo, então. Pior do que isso são os que ainda acreditam que a imprensa presta! E é para isso que eles bradam por liberdade...</p>

<p>Se antigamente a religião era o ópio do povo, hoje é a imprensa. </p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_7.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2010/01/as_365_bobagens_7.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">As 365 Bobagens do Chato</category>
            
            
            <pubDate>Fri, 08 Jan 2010 06:30:59 -0300</pubDate>
        </item>
        
    </channel>
</rss>
