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        <title>O Chato</title>
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        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2009</copyright>
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            <title>Quando o mundo for dominado pelas mulheres - IV: coleções</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />Mulheres, que eu saiba ou conheça, não fazem coleções. Para elas, e pra começo de conversa, coleções são porcarias que a gente guarda. É o que elas pensam. Só servem pra encher algum armário ou gaveta. E não adianta estarem guardadas, pois elas sempre dirão: "essas porcarias jogadas por aí...". <br /><br />Imagino que seja por ciúmes. Talvez se sintam trocadas por objetos que consideram sem valor algum, quando, no fundo, elas deveriam ser o único objeto de valor nas nossas vidas. Deve ser algo realmente insuportável ver alguém dedicar tanto tempo e cuidado a um monte de latas de papel higiênico, ou a caixas de papelão (por falar nisso, já viram a quantidade infinita de caixas que há por aí? De todos os tamanhos, estampas...), vidros de comida para crianças, chaveiros, selos e, claro, as canetas, minha principal e maior coleção, com mais de mil atualmente.<br /><br />Guardar. Verbo que será abolido quando o mundo for dominado pelas mulheres. Dependesse o mundo das mulheres e não teríamos história para contar. Mulheres são muito utilitaristas: ou serve agora ou vai para o lixo. Devem pensar o mesmo de nós (por precaução, conheço todos os depósitos de lixo da minha cidade).<br /><br />Há um velho ditado, naturalmente desconhecido das mulheres, que diz: "quem tudo guarda, quando precisa tudo tem!" Coleções são um caso particular, com a característica de não serem "utilizáveis". Não, ao menos, no sentido que as mulheres dão ao termo. Devo abrir uma exceção: mulheres donas/diretoras de escolas infantis. Elas adoram coleções "utilizáveis". Recentemente doei minha coleção de vidrinhos de comida (mais de cem) para crianças, para a escola da Condessa. Não preciso dizer que em casa era motivo de "briga". Na escola, fui recebido como grande colaborador, um pai "participativo" e por aí vai. <br /><br />Em casa? <br /><br />Grande guardador de lixo.<br /><br /><br />]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/07/quando_o_mundo_2.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">coleções</category>
            
            <pubDate>Sat, 04 Jul 2009 18:04:36 -0300</pubDate>
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            <title>Quando o mundo for dominado pelas mulheres - III: camisetas</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />Sabe aquela camiseta velha, surrada, com furinhos, que a gente não tira sequer para dormir quando está frio? Pois é outro alvo preferido das mulheres. E não adianta dizer que foi presente dela. Se bobear, vai pro lixo. Camisetas são um dos primeiros presentes que as namoradas nos dão e uma das primeiras coisas que colocam no lixo quando - e se - casam com a gente. Não servem sequer para pano de chão. Incrível a capacidade das mulheres de não reaproveitarem as coisas: ou serve (e aqui entra a doação) ou vai para o lixo. <br /><br />Uma das minhas "ex's" dava-se ao salutar hábito (para ela, claro) de, uma vez por ano, ter um ataque de qualquer coisa e rasgar todas as minhas camisetas. Outras, simplesmente esculhambavam o meu "gosto" para camisetas (o que não deixava de ser, de certa forma, uma maneira de dizer que eu andava mal vestido), talvez imaginando que eu as teria ganho das "ex's".<br /><br />Das mais de uma centena de camisetas que já tive, consegui manter apenas uma. Mantenho-a a salvo apesar das diversas tentativas de exterminá-la. E já dura, sem mentira alguma, mais de 30 anos. Era de uma namorada dos tempos de guri. Achei bonita e pedi. Ganhei e nunca mais larguei. <br /><br />Recentemente fui pego ao secar o chão do banheiro com uma camiseta velha. Ganhei, claro, dela (o "dela" refere-se aos tempos atuais...). Havia pouco ela reclamara de eu estar usando a dita. Chegou ao extremo de dizer que, se por acaso eu morresse com a camiseta, ela não me reconheceria, que era um trapo que não servia sequer para doar. Pois bem, apenas dei outra destinação mais "ecologicamente correta" para o pedaço de pano. E não adiantou argumentar que era um simples pedaço de pano...<br /><br />Mulheres não entendem de camisetas velhas...<br /> ]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/06/quando_o_mundo_1.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">camisetas</category>
            
            <pubDate>Mon, 29 Jun 2009 19:33:51 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Michael Jackson</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />Invariavelmente, aos finais de semana, escuto Michael Jackson. Alto, muito alto. Desopila, desobstrui as artérias, libera o cérebro, conecta com coisas boas. "Heal the world / make it a better place / for you and for me and entire human race"; "We are the World / we are the children".<br /><br />É do "meu tempo". Não foi dos meus pais. Também não foi, ou é, o tempo da minha filha de 19 anos. Bastaria isso para tornar suspeito qualquer depoimento sobre MJ. Afinal, tudo que é do nosso tempo é melhor do que qualquer coisa de qualquer tempo. <br /><br />Ainda bem que restam as exceções. Pessoas que obram na eternidade. Nessa pouca vida, vi somente (que me lembre) três que despertaram tamanha comoção: Elvis Presley, John Lennon e, agora, Michael Jackson (talvez coubesse um segundo lugar para Fred Mercury e Cazuza). E não se trata do fato de terem morrido em situações inesperadas. Muitas pessoas famosas morrem em situações inesperadas e as homenagens não passam de uma breve biografia nos nosticiários.<br /><br />O que as fazem especiais, eternas, não é estarem vivas ou mortas; é serem parte constante da vida das pessoas. No mundo do descarte, do supérfluo, do vendável hoje, restam poucas capazes de permanecer em nossas vidas. MJ era uma dessas. Restam poucas.<br /><br />Não vou chorar. Continuarei a escutar Michael Jackson aos finais de semana. Como faço há mais de 30 anos.<br /><br /><br /><br /><br />]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/06/mj_foi-se.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Música</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">São tantos os tempos...</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Michael Jackson</category>
            
            <pubDate>Sat, 27 Jun 2009 19:53:55 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Quando o mundo for dominado pelas mulheres - II: cuecas!</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />Não creio que as mulheres tenham pelas cuecas o mesmo fetiche que os homens têm pelas calcinhas (ver <a href="http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2006/03/pequeno_tratado.html">aqui</a>, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2006/03/tratado_sobre_a.html">aqui</a>, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2006/03/pequeno_tratado_1.html">aqui</a>). Ou será que os homens não vêem as cuecas da mesma forma que as mulheres vêem as suas calcinhas?<br /><br />Tenho uma vizinha que só lava as calcinhas uma vez por semana. Deve ter oito, pois todos os domingos pendura sete para secar, no terraço da cobertura. Até pouco tempo eram todas iguais e da mesma cor: beje. Acredito que o marido deve ter dado um ultimato: ou usa outra cor ou troco de mulher, pois começaram a aparecer calcinhas pretas e brancas. Nada que signifique uma grande mudança, algo tipo calcinhas vermelhas, verdes, amarelas, mas já é um começo. Antevejo o dia que estarão pendurados modelitos mais ousados. <br /><br />Uma calcinha jogada ao chão. A imaginação corre solta: é obra nossa; num rompante de tesão tiramos ali mesmo e sequer temos tempo para pensar em dobrá-la direitinho e colocá-la em cima da cômoda (por sinal, se fizéssemos isso, sabe-se lá do que seríamos chamados). Mas não importa a hora e a razão. Uma calcinha à mostra, seja onde for, é sempre motivo de alegria. <br /><br />Que atire a primeira pedra o homem que nunca abriu a gaveta da cômoda onde a mulher guarda as calcinhas, só para vê-las dobradinhas e imaginá-las atiradas ao chão. Que atire a primeira pedra a mulher que sempre abre a gaveta do armário onde guarda as cuecas do homem, e que nunca reclamou que é sempre ela quem tem que fazer isso.<br /><br />Uma cueca jogada ao chão. Pobre do coitado que fez isso: é um porco relaxado que não tem consideração com a mulher. A imaginação corre solta: "filho da puta, depois eu que tenho que juntar e lavar. Tua mãe não te ensinou que cueca suja a gente coloca no cesto?" Tudo isso e muito mais por um simples ato da mais pura essência da natureza masculina: atirar roupas ao chão. É algo que remonta aos tempos da caverna, quando tínhamos apenas uma pele de animal para tirar. As mulheres pensam que não evoluímos, quando, na realidade, apenas mantemos nossas tradições ancestrais. Tenho que as mulheres forçaram o tal de desenvolvimento só para terem gavetas e prateleiras onde guardarem as roupas. Dentre elas, as gavetas para cuecas.<br /><br />Mulher quando deixa a calcinha pendurada na torneira do chuveiro é porque esqueceu. Homem, pra começar, não esquece; deixa porque quer; porque não vê problema nisso. Porque é um porco relaxado...<br /><br />E aquela cueca preferida, mantida e usada há anos, já meio "gastinha"? Elas não entendem porque gostamos de usá-la. Cuecas novas pinicam. Por isso coçamos, até que se tornem "já meio gastinhas". Vez por outra aparecem com um presente: uma cueca nova. E quando a gente vai guardar (é claro que guardamos nossas cuecas, nem que sejam as novas), descobre que a cueca preferida foi jogada no lixo. Sim, no lixo, porque nem pra doar serve. Por sinal, este é um preconceito puramente feminino: roupa íntima não se doa. Vai pro lixo. Até parece que pobre, ou gente de rua, não usa cuecas ou calcinhas. Poderíamos, em vez de ficar reclamando do Congresso, lançar uma campanha; "POBRE TAMBÉM TEM FANTASIAS: DOE SUAS CALCINHAS".<br /><br />Devo confessar, por fim, que nunca comprei uma cueca na vida. As mulheres com as quais me relacionei sempre gostaram de me presentear com cuecas. Como nunca fui a uma loja comprar, também não sei o que quer dizer aquele "P" que tem nas etiquetas...&nbsp; <br />]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/06/quando_o_mundo.html</link>
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            <pubDate>Sat, 20 Jun 2009 18:52:03 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Quando o mundo for dominado pelas mulheres - I: panos de prato!</title>
            <description><![CDATA[<p> Pois é,</p>

<p>Mulheres devem ter algum tipo de relação com os panos. Não sei qual é, mas que deve ser uma relação difícil para elas, lá isso deve! Panos de prato, panos de chão, camisetas velhas que gostamos de usar, lençóis e até cuecas. </p>

<p>Bem que eu tento me preparar para o dia - e quiçá não chegue nessa encarnação - que as mulheres mandarão no mundo. Há pelo menos dez anos que a cozinha é minha aos finais de semana. Vou ao super, lavo a louça, cozinho, coloco e tiro a mesa e, ao final, lavo novamente a louça. A pia fica sequinha e brilhante. Toda a louça e talheres guardados nos seus devidos lugares.</p>

<p>O preço? Panos. De prato. Que, casualmente, servem até de pano de chão, se necessário. E a terceira guerra mundial a cada sábado e domingo. Se os norte-coreanos imaginassem como é fácil arrumar uma guerra, não precisariam investir tanto em bombas nucleares, bastava utilizarem mais panos. </p>

<p> As mulheres (e a generalização, aqui, é proposital) não entendem que um pano é somente um pano e serve apenas para ser utilizado. Em qualquer necessidade. E são que nem bombril: têm mil e uma utilidades. Mas não, na cabeça delas cada pano serve para uma única coisa: limpinhos, dobrados e guardados em alguma gaveta. Ou pendurados, sempre com o lado bordado para a frente. Algumas chegam ao cúmulo de passá-los a ferro. No máximo, usam para secar a louça.</p>

<p>Pois aqui em casa utilizo um sistema de rodízio: o pano que estava pendurado serve para secar a pia. Pego outro para secar a louça; quando termino, uso para secar as mãos. Afinal, como vou cortar a carne, depois de cortar a cebola, sem que antes limpe as mãos? E o alho, depois da carne? E o tomate? Não se pode misturar os sabores na hora de prepará-los. E a faca que cortou a carne? Não posso usá-la sem antes limpá-la. E se um pingo cai no chão? Um pouco de azeite ou água? Vai o pano da pia. E o pano da louça vai para as mãos e o pano das mãos vai para a pia. Como vou lavando os talheres e louças que uso, vai mais um pano para secar a louça. E o pano que serviu para limpar o chão vai para o tanque. E assim segue o rodízio.</p>

<p>É tão simples que não entendo a razão de tanta confusão ao final de cada almoço. E para o churrasco? Usar panos de prato em churrasco é o limite de qualquer mulher. Comprei dez - isso mesmo, dez - panos de prato para usar na hora de fazer um churrasco. Boicote total. Simplesmente sumiram. Sempre que faço churrasco, tenho que usar os panos "limpinhos, passadinhos e guardados". E não adianta ter máquinas de lavar e de secar. Panos de prato são tão especiais que merecem, antes, ficar de molho em um balde, por horas a fio mergulhados em clorifina. Parece que só depois de estarem desimpregnados do nosso ser é que podem ir para a máquina.</p>

<p>Avental? Tenho cinco. Bastou usar uma vez e "já pra máquina"! Camisetas?</p>

<p>Bueno, camisetas velhas merecem outro post.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/06/panos.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Causos, histórias e outras mentiras</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Eu posso ser chato mas...</category>
            
            
            <pubDate>Sat, 13 Jun 2009 20:56:14 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>A Casa da Estupidez Humana (em apoio ao Milton Ribeiro)</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />Poucas deveriam ser as coisas a me tirar do "retiro" espírito-bloguístico por onde ando. Incomodar o pobre Einstein, fazendo-me relembrar sua frase, quase símbolo deste Chato, é uma delas. A cada dia passado nessa vida, maior é o número de pessoas que dão razão a que a estupidez humana não tem limites, que é infinita. <br /><br />Chegado de viagem, recebo notícia de que o <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/">Milton Ribeiro</a> está sendo processado por uma escritora. Motivo? Um post que ele escreveu expressando sua opinião sobre uma das obras dessa escritora (para um resumo da história, ver <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/06/03/amigos/">este post</a>. <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/06/04/leticia-wierzchowski-processa-este-blog-ii-o-conteudo-da-inicial-escrita-pelo-advogado-de-roberto-carlos-e-da-rbs/">Aqui a sequência</a>.). Não foi a primeira vez que algum crítico comenta a tal obra. O <a href="http://www.idelberavelar.com/">Idelber Avelar</a>, <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/06/leticia_wierzchowski_a_casa_das_sete_leticias_por_marcelo_backes.php">neste post</a>, publica uma resenha feita pelo <a href="http://www.marcelobackes.com/site/index.php">Marcelo Backes</a>. É bom ler todos os posts e críticas, bem como todos os comentários, em ambos, <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/">Milton</a> e <a href="http://www.idelberavelar.com/">Idelber</a>.<br /><br />Mas onde está, afinal, a estupidez humana nesse caso? Está na demonstração do pleno estado de barbárie que vivem essa senhora e seu representante. De um advogado, infelizmente, não poderíamos esperar outra atitude, tendo em vista que vive de fazer prosperar as pendengas humanas, notadamente aquelas que mais poderão render, por envolverem pessoas ou empresas cujas rendas são suficientes para alimentá-lo - e certamente a sua prole - por um bom par de décadas. Não são capacitados, treinados, nas faculdades, para o prévio diálogo, para a composição amigável, para o acordo. Somente enxergam a via judicial para a solução de tudo. Muito se fala do Poder Judiciário e muito se diz sobre a morosidade dos processos. Nada, porém, é dito sobre advogados. E antes que algum advogado apressadinho resolva me processar por escrever isso, aviso logo que não estou generalizando, que sei bem que existem os bons advogados.<br /><br />A estupidez da senhora escritora está em não aceitar o seu lugar no mundo das letras. Um pais, cuja população tem algo em torno de 75% de seus membros considerados alfabetizados funcionais, isto é, mal e porcamente conseguem compreender um parágrafo de conteúdo simples, deve ter escritores que escrevam para esse público. Quanto a isso não há questionamentos: ela é escritora e pronto! Esses 75% gostam e entendem (e talvez não mais que isso) o que está contido no lugar-comum "<span id="body">cortando a noite fresca e estrelada como uma faca que penetra na carne tenra e macia de um animalzinho indefeso".</span><br /><br />Mas daí a supor que toda a literatura nacional está nivelada por esses 75% são outros quinhentos (e não esqueçamos que nossas redes televisivas também atendem somente a esse público). Ainda temos 25% que são capazes não apenas de entender o que lêem, mas de fazer o que de mais importante as pessoas podem fazer: criticar aquilo que consomem.<br /><br />É da natureza da estupidez humana o extrapolar o conteúdo de uma crítica. Assim o fez o advogado ao desviar o foco da questão, que deveria ser o conteúdo da crítica elaborada pelo <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/">Milton</a>, para uma tentativa de desqualificação pessoal. Não tenho dúvidas que a estagiária do juiz dará boas gargalhadas ao preparar uma minuta de decisão.<br /><br />Vivemos momentos perigosos. Momentos em que a defesa da liberdade de expressão só vale para os tais meios de comunicação e seus profissionais. Teça um comentário sobre um jornalista ou tente impedir a veículação de uma matéria e logo os arautos da volta da censura se atirarão por cima como abutres em carniça (certo, certo, mais um lugar-comum, tsc...). Só eles têm direito à total liberdade de expressão.<br /><br />Como dizia meu falecido padrinho: "pobre humanidade!"<br /><br />Das duas uma: ou esta senhora e seu representante pensavam tirar uns trocos de um desconhecido qualquer, ou não sabem quem é <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/">Milton Ribeiro</a>. O universo e a estupidez humana são coisas infinitas, já dizia Einstein, sem ter certeza da primeira.<br />]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/06/a_casa_da_estup.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Sobre a estupidez humana</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">estupidez humana</category>
            
            <pubDate>Sat, 06 Jun 2009 20:16:08 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Até pouco tempo, chamava-se &quot;ter vergonha na cara&quot;... II</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />"<i>O ex-presidente da Coreia do Sul Roh Moo-hyun, 62 anos, morreu neste
sábado ao se jogar de uma montanha. O ex-governante escalava a montanha
em Bongha, no sul do país, onde tinha uma casa de campo, quando se
lançou em um precipício. Ele estaria envolvido em corrupção e deixou
uma carta de suicídio. <br /><br />No último dia 30, Roh compareceu ao
escritório da Promotoria de Seul para depor sobre seu suposto
envolvimento num escândalo de suborno. O ex-presidente, que já havia
pedido "perdão por ter decepcionado" a população, admitiu que sua
mulher, Kwon Yang-sook, aceitou dinheiro de Park Yeon-cha, diretor de
uma fábrica de calçados sul-coreana e detido por subornar altos
funcionários do Executivo</i>." (<a href="http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/jsc/19,0,2520870,Ex-presidente-da-Coreia-do-Sul-se-joga-de-montanha-e-morre.html">daqui</a>)<br /><br />E por aqui, no Estado das Maravilhas? Já nem falo mais do Congresso das Maravilhas...<br /><br />Por falar em Congresso, bem ou mal devemos apreciar a atitude do deputado gaúcho: afinal, somente ele teve a coragem de dizer aquilo que todos eles fazem, isto é, "se lixar" para a opinião pública.<br /><br />Aguardarei pelo dia em que algum deles resolva assumir que roubam do povo, que não fazem nada a não ser tentar garantir o próximo mandato, etc., etc., etc...<br /><br />Em alguns países a honra parece ser algo tão valioso, que só é comparável com a própria vida. E em alguns casos mais ainda: perde-se a vida mas não a honra. <br /><br />Sim, pois honrado não é o Homem que nunca erra, mas aquele que, errando, assume seu erro. Esse valor parece esquecido pelas plagas pampeiras e brasilianas.<br /><br />Algumas comparações e uma conclusão:<br /><br />- Por três anos fui vizinho, na rua Barão do Amazonas, da atual sátrapa do RGS. Morávamos em prédios de classe média;<br /><br />- Ambos éramos servidores públicos;<br /><br />- Na mesma época ela era Diretora, e professora, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e eu aluno da Faculdade;<br /><br />Conclusão: eu sou burro! <br /><br />Pois continuo sendo servidor público (Ela? Só fode com o público!), morando em prédio classe média (Ela? Casa de R$700.000,00!) e ambos deixamos a faculdade (Ela? Pode voltar. Eu? Claro que não!).<br /><br />Up: <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;section=Pol%EDtica&amp;newsID=a2520942.xml">aqui</a>!<br />&nbsp;<br />]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/05/ate_pouco_tempo_1.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Eu posso ser chato mas...</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Seria triste, não fosse hilário</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Sobre a estupidez humana</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Somos todos palhaços!</category>
            
            
            <pubDate>Sat, 23 May 2009 12:54:42 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Até pouco tempo, chamava-se &quot;ter vergonha na cara&quot;...</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />Hoje não sei mais como se chama. Em alguns países, governantes sob suspeita no mínimo retiram-se de cena; renunciam aos cargos públicos obtidos com a confiança do povo. Supõe-se que sejam pessoas honradas e que, por essa razão, admitem o erro (afinal, errar é humano) e afastam-se. Preferem a integridade íntima, característica da honradez, à vã tentativa de provar que onde há fumaça não existe fogo.<br /><br />Mas, como dizem, somos um país jovem, forjado do estado para a sociedade e não como as grandes nações, onde nelas os homens já aprenderam a ter honra.<br /><br />Por aqui não temos. Por aqui preferimos as pessoas que lutam para provar que a fumaça não vem do fogo, mas apenas da oposição; de gente interessada em destruir o que de bom o governo tenta fazer pelo povo!<br /><br />Poderia falar apenas da atual situação do governo do meu estado. Afinal, há dois anos que a atual mandante vem afirmando que a fumaça não vem do fogo. Mas não, isso parece ser geral no País das Maravilhas. <br /><br />Do Congresso não há mais o que falar; há, simplesmente, o que fazer: não mais votar. E que não se invoque a parábola do joio e do trigo, onde apenas, com certeza, só temos joio. Se algum trigo há, será como procurar uma agulha no palheiro.<br /><br />Pois tanto o Congresso, quanto o governo do meu estado, atingiram o limite que, em alguns países, já levou pessoas ao suicídio.<br /><br />Não que eu deseje isso para nossa atual governante, mas que ao menos tenha "vergonha na cara".<br /><br />Ou, como diriam os gaúchos, que honre o fio do bigode! <br /><br />Ops! Esqueci: é mulher e não é gaúcha. Vai ver é por isso...<br />&nbsp;<br /> ]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/05/ate_pouco_tempo.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Eu posso ser chato mas...</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">O que eu penso sobre...</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Sobre a estupidez humana</category>
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">São tantos os tempos...</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">corrupção</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">governo</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">RS</category>
            
            <pubDate>Sat, 09 May 2009 15:59:10 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Perder</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />Parece que perder é o verbo da vida. <br /><br />Vivemos perdendo tempo, oportunidades, dinheiro, objetos, pessoas, o rumo, a consciência, a paciência, a carteira, o celular, o ônibus, o emprego, a educação, e tantas outras coisas...<br /><br />Mas o pior é que perdemos a nós mesmos. <br /><br />Perdemos o mundo que criamos quando crianças. Perdemos o brincar, o aprender, a pureza, a alegria das descobertas, o coelhinho, o papai noel, os aniversários, os presentes, o papai do céu, o colinho da mamãe, o bico, a mamadeira... <br /><br />O mundo era 100% nosso...<br /><br />Perdemos o mundo das expectativas e novidades da adolescência. Perdemos a virgindade, as namoradas, os amigos, a escola, a escolha de uma profissão... <br /><br />O mundo começa a deixar de ser nosso...<br /><br />E nossa vida torna-se um permanente lugar comum: de casa para o trabalho e do trabalho para casa, sempre preocupados em não perder o emprego e a família. O sonho de virar adulto torna-se a perda de tudo quanto queríamos. Tenho conversado com dezenas de jovens que abandonam a "profissão" escolhida para serem, como se dizia antigamente, "funcionários públicos". Necessidade, dizem. O importante é a segurança do dindim no fim do mês. <br /><br />Queremos ser adultos. Criamos a ilusão de que trabalhar, casar, ter filhos, alimentá-los e educá-los, ter uma casa e um carro é o máximo a que um ser humano deve chegar. E era para ser. Em algum momento, mais uma vez, o verbo perder entrou na história: perdeu-se o sentido de tudo isso.<br /><br />Perdemos a cidadania. Perdemos nossa capacidade de agir contra tudo quanto os corruptos em geral fazem contra nós mesmos. Perdemos nossa dignidade.<br /><br />O mundo deixou de ser nosso, definitivamente!<br /><br />A vida tornou-se uma ameaça contra a qual devemos nos proteger. E proteger é perder. É perder a liberdade, a iniciativa, a força, a vontade, o querer. <br /><br />Alguns ainda conseguem, mas são poucos. <br /><br />E assim vamos até perder a memória, a saúde e, por fim, a vida. <br /> ]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/04/perder.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Sobre a estupidez humana</category>
            
            
            <pubDate>Fri, 10 Apr 2009 21:04:15 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Movimento Natureza</title>
            <description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="movimento natureza2.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/movimento%20natureza2.jpg" width="175" height="125" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>A Georgia, do blog <a href="http://saia-justa-georgia.blogspot.com/">Saia Justa</a> e a Beth, do blog <a href="http://www.supremamaegaia.blogspot.com/">Mãe Gaia</a> se reuniram num projeto-desafio. Juntas criaram o blog <a href="http://movimento-natureza.blogspot.com/">Movimento Natureza</a> e convidam todos a participar. A ideia é que cada leitor plante uma árvore até o dia 22 de Abril - Dia do Descobrimento - e divulgue a iniciativa. Nos próprios blogs, na escola, no trabalho, administrações públicas, enfim, deve ser uma ação multiplicadora.</p>

<p>Já contei que tenho o hábito de plantar árvores e acho a proposta muito positiva, sem tanta enrolação e extremamente prática. Basta plantar uma árvore e lançar o desafio onde for possível. Só isso.</p>

<p>Mas o dia 22 de abril será só o início desse desafio. Cada participante é livre para propor uma nova ação às autoras e o resultado será cada vez maior, envolvendo mais e mais as pessoas em ações práticas.</p>

<p>E você? Vai ficar aí refletindo ou vai <a href="http://movimento-natureza.blogspot.com/">participar</a>? Essa é uma excelente oportunidade para fazer a sua parte.</p>

<p>O Chato participa e fará a sua parte!</p>

<p>(o texto acima foi escrito pelo <a href="http://cartadaitalia.blogspot.com/">Allan</a> para o <a href="http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte">Faça a sua parte</a>).</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/03/movimento_natur.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Meio Ambiente</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Ações</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Meio ambiente</category>
            
            <pubDate>Fri, 27 Mar 2009 21:17:39 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Um contraponto, pra variar...</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />De quando em vez é bom ler alguém que sai fora do "quadradinho"... (tirado <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/03/09/precisamos-realmente-do-creative-commons/">daqui</a>)<br /><br />"<br /><div class="entry">
		<h1><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/03/09/precisamos-realmente-do-creative-commons/" title="Permalink para &quot;Precisamos realmente do Creative Commons?&quot;" rel="bookmark">Precisamos realmente do Creative Commons?</a></h1>
	<abbr class="date" title="2009-03-09T11:18:50">09 de março de 2009, 11:18</abbr>
	<h2 class="summary">Opinião:
o Creative Commons é supérfluo e uma espécie de MST do direito autoral.
O conceito jurídico de direito autoral praticado no Brasil, derivado do
modelo continental europeu, é bem mais amplo e dá conta do recado. </h2>
	<p class="info_entry">Por <span class="author"><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/author/zeca_martins" title="Veja todos os artigos de Zeca Martins">Zeca Martins</a></span></p>
	<p>Já
havia feito em meu blog alguns comentários relativos ao direito autoral
(sempre do ponto de vista de publicitário e autor, não de advogado,
coisa que não sou). Procuro, à medida das minhas possibilidades, levar
informação útil ao estudante de propaganda e marketing. </p>
<p>Agora, por exemplo, está na moda, na internet, pedir licença pública
de copyleft ao Creative Commons, entidade surgida no MIT Massachussets
Institute of Tecnology, para congregação do pessoal do software livre.
Só que o tal Creative Commons vem procurando estender sua atuação a
tudo o mais que se relacionar ao direito autoral, como livros, músicas
etc. Copyleft é a contraposição do copyright, isto é, foi um nome
irônico que se encontrou para definir a licença concedida ao que pode
ser livremente copiado, sem a necessidade do pagamento de "direitos de
cópia / copyright". </p>
<p>E o que significa pedir uma licença? Bem, o dicionário Houaiss
define licença como "permissão, autorização; faculdade, poder de fazer
sua vontade própria". </p>
<p>Mas será que alguém pode me explicar a razão de se pedir licença
para uma coisa que já se tem toda liberdade de fazer? Uma liberdade,
aliás, plenamente assegurada pela Lei 9.610/98, que é a lei brasileira
do direito autoral. Está lá:</p>
<blockquote><p>"Capítulo III, Dos Direitos Patrimoniais do Autor e de
sua Duração, Art. 28: Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar,
fruir e dispor da obra literária, artística ou científica". </p></blockquote>
<p>Em outras palavras, ao autor assegura-se o direito de fazer o uso
que bem entender da sua obra intelectual, inclusive, doá-la a alguém em
particular ou a toda a comunidade. </p>
<p>Então, pra que diabos eu preciso pedir licença ao Creative Commons?
O que esta entidade, que mais me parece obra da ficção hollywoodiana,
tem a me oferecer, que a lei brasileira já não ofereça em dobro, no
mínimo? </p>
<p>Devo pedir licença a eles só porque eles criaram o termo copyleft em
contraposição ao copyright? É bom aproveitar para também deixar claro
que o copyright é, como o nome indica, uma proteção à copiagem, e é
coisa do direito norte-americano, de inspiração inglesa. </p>
<p>O conceito jurídico de direito autoral praticado no Brasil, derivado
do modelo continental europeu é bem mais amplo, pois protege a autoria
em si mesma, não apenas a cópia. Peça a um advogado tarimbado para lhe
explicar a sutileza da ideia. O Creative Commons é, a meu ver,
perfeitamente desnecessário, supérfluo, reles modismo. </p>
<p>Veja o leitor que o que eu faço neste site, é puro copyleft, sem
precisar pedir licença alguma, e o mesmo princípio se aplica ao meu
livro DEUS É INOCENTE, transformado em e-book, com distribuição
gratuita, ou seja: </p>
<ul><li> 1. Permito a livre distribuição e copiagem do que publico aqui, desde que citada a fonte. </li><li> 2. NÃO permito a comercialização de coisa nenhuma que escrevi sem minha prévia e expressa autorização. </li></ul>
<p>Simples assim. Porque se trata do meu trabalho, ora! O direito
autoral do que produzo é um bem móvel de minha propriedade; posso
dispor do que me pertence como eu bem entender. Porque a Constituição e
o Código Civil em geral, e a Lei 9.610/98, em particular, me garantem
este direito! </p>
<p>O Creative Commons é entidade privada, estrangeira, não tem fé
pública aqui no Brasil, porquanto não pertence ao Estado brasileiro...
etc. etc. </p>
<p>Ou seja, não apita nada, não decide nada, é um intruso (aliás, é bom
que se diga, o site dos caras também é falho em princípios de
comunicação corporativa, porque só tem a primeira página em português,
várias outras páginas não funcionam e, de quebra, se você quiser uma
das tais licenças públicas, para algum trabalho seu relativo a
internet, também terá de dominar a linguagem html... complicou geral). </p>
<p>Depois de refletir bastante sobre o tema, concluí que o Creative
Commons, embora apoiado no Brasil pela escola de Direito da FGV do Rio
de Janeiro, é, usando as palavras de um grande amigo meu, uma espécie
de MST do direito autoral. </p>
<p>Quem o defende nas universidades por aí, quer, ao que me parece, a
socialização e a gratuidade do trabalho alheio, mas não abre mão da sua
própria remuneração. Interessante isso, não? Falam que o conhecimento é
um bem universal, que pertence a toda a humanidade, mas pergunte a
algum desses defensores se eles trabalham de graça! </p>
<p>Ter de pedir licença a uma entidade privada e, ainda por cima,
norte-americana, para o exercício de um direito que já me é assegurado
por ser cidadão brasileiro, é o fim da picada. </p>
<p>Sabe a imagem que me ocorre? A do iraquiano que eventualmente
precisa pedir licença a um soldado do Bush, para poder transitar pelas
ruas da sua própria Bagdá! </p>
<p>Não sou arauto do caos, longe disso!, mas pergunto: o que impede
este tipo de iniciativa de estender-se às demais áreas da propriedade
intelectual/industrial, isto é, marcas e patentes? Haverá interesses
escusos por trás disso? Não sei, mas também não gostaria nem um pouco
de descobrir que sim. </p>
<p>Fico intransigentemente do lado da lei brasileira que, por si só,
não apenas me protege com também me dá a mesmíssima liberdade de fazer
uso da minha obra do jeito que eu bem entender. <strong>[Webinsider]</strong></p>
<p>.</p>
</div>				
				<div class="sobre">
	<h3>Sobre o autor</h3>
	<p><strong>Zeca Martins</strong> (zecamartins@yahoo.com.br) é publicitário e mantém um <strong><a title=" (Este link abre uma nova janela!)" target="_blank" href="http://zecamartins.blogspot.com/" rel="externo">blog</a></strong>."</p>
</div> ]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/03/um_contraponto.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras</category>
            
            
            <pubDate>Wed, 11 Mar 2009 21:48:13 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Um dia, as mulheres, a natureza e um desafio!</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,<br /><br />Um dia: 8 de março.<br />As mulheres? Bem, é o dia delas!<br />A natureza? É o que veremos.<br />O desafio? Bueno, de conversas no <b><a href="http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte">Faça a sua parte</a></b> nasceu a questão: será que mulheres e homens percebem a natureza - e, consequentemente, atuam na sua conservação - de forma diferente?<br /><br />Eu e a <a href="http://www.ladybugbrazil.com/">Lucia Freitas</a> resolvemos transformar o papo em um desafio: eu escreveria sobre as mulheres e ela escreveria sobre os homens. Tudo, claro, sob o enfoque do meio ambiente, da natureza.<br /><br />Por essas coincidências, recebi esta semana o exemplar da edição especial da revista "<a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/">Mente e Cérebro</a>", "<a href="https://ssl430.locaweb.com.br/clubeduetto/loja/detalhe_produto.asp?ctgr=12&prdt=974">As Faces do Feminino - Dimensões Psíquicas da Mulher</a>". É dela que tiro a inspiração para o post.<br /><br />A natureza é feminina. Sobre isso não há e, que eu saiba, nunca houve discordância. Veja-se o que diz o texto "O Arquétipo da mãe", de Johann Rossi Mason:<br /><br />"<i>O conceito de Grande Mãe surgiu por volta de 7000 a.C., no Neolítico, mas traços desse culto já estão presentes no Paleolítico. Trata-se de uma figura religiosa, uma divindade feminina a quem se atribui a gênese de todas as coisas vivas: plantas, animais, homens. O culto certamente se originou em comunidades sedentárias que viviam da agricultura, em harmonia com os ciclos da Natureza e da Lua, símbolo tipicamente feminino".<br /><br />Machos brigam pela oportunidade de fecundar fêmeas. Esta é uma razão, senão a única, pela qual deveríamos aceitar que a divindade suprema - se é que existe - é uma fêmea. E digo fêmea, para não dizer apenas mulher, porque o feminino está na natureza e não apenas na mulher, nome atribuido à fêmea da espécie humana.<br /><br />Mas vejamos o que diz o artigo "O Arquétipo da Mãe" (referências ao final) sobre o mito de Deméter:<br /><br />"Deméter é a deusa das colheitas e ícone de um instinto materno que não tem sossego. É mãe de Perséfone, cujo pai é seu irmão Zeus. Segundo a mitologia grega, certo dia, enquanto colhe flores, Perséfone é raptada por Hades (deus dos mortos e dos subterrâneos), que se apaixonara por ela. O rapto acontece graças à cumplicidade de Zeus. Ao perceber o desaparecimento da filha, Deméter a procura em vão durante nove dias e nove noites. Ao alvorecer do décimo dia, por sugestão de Hecate, Deméter pede a Hélios, o Sol, que lhe revele a identidade do responsável.<br /><br />"Louca de raiva pela traição, a deusa abandona o Olimpo e, por vingança, <b>decide impedir que a Terra dê seus frutos, para que a raça humana seja extinta na escassez</b>. Na tentativa de aliviar a própria dor, Deméter vaga pelo mundo, surda às lamúrias dos humanos que já não tem o que comer. Assume o semblante de uma mulher idosa, ocultando seu aspecto esplendoroso, e encontra abrigo numa casa, onde se torna ama-de-leite do filho do rei de Ática. Apega-se logo ao bebê que alimenta com a divina ambrosia para torná-lo imortal. O amor pelo menino finalmente alivia a sua dor, até que a rainha a descobre e a obriga a revelar sua natureza divina.Lançada de volta a seu desespero, Deméter refugia-se no monte Calícoro, <b>sem se importar com as súplicas dos mortais dizimados pela carestia.</b><br /><br />"Zeus então intima Hades a devolver a filha da deusa, e o final feliz parece estar prestes a acontecer, mas, antes disso, Hades faz Perséfone comer uma semente de româ, o que a obrigará a voltar periodicamente a ele. <b>Tamanha é a alegria da mãe que, no momento em que abraça a filha, a Terra volta a ser fértil, e os frutos recomeçam a amudurecer. Mas há um preço a pagar: nos meses em que Perséfone voltar ao marido, sobre a Terra reinarão frio e penúria</b>. Nascem o outono e o inverno.<br /><br />"<b>Deméter é, portanto, a Terra-Mãe, o símbolo da mãe que ama a prole acima de tudo. Deusa das terras cultivadas, ela rege a abundância das colheitas. Representa o instinto materno que se realiza na gravidez e no alimento físico e psicológic</b>o. A mulher Deméter realiza-se plenamente nessa tarefa, mas corre o risco de se deprimir caso sua necessidade de se alimentar seja recusada.<br /><br />" Esse senso de maternidade não se limita ao aspecto biológico, mas pode se expressar na adoção de profissões que implicam dedicação aos outros. <b>Deméter é nutriz, mãe perseverante ao procurar o bem-estar dos filhos, generosa. Uma deusa profundamente ligada a suas origens, que dão um significado adicional à sua essência: com efeito, ela é filha de Rea e neta de Gaia, a Mãe Terra original, da qual deriva toda forma de vida</b></i>". (negritos meus)<br /><br />Tantos sejam os seres humanos existentes na Terra e tantas serão as interpretações do texto. A minha? Bueno, a minha tem a ver exatamente com a retomada do mito de Deméter, a neta da Mãe Gaia. <br /><br />As mulheres, diferentemente dos homens, trazem em si esse senso de proteção. Mulheres cuidam, homens descuidam; mulheres constroem, homens destroem. E é desse olhar feminino que estamos precisamos para resolver os problemas que estamos causando para a grande Mãe Gaia. Do olhar que alimenta, pois estamos deprimindo Deméter e ela está fazendo conosco o que já fez quando Perséfone foi raptada: está novamente impedindo que a terra dê seus frutos e a humanidade parece fadada a ser "extinta na escassez".<br /><br />Sim, as mulheres, por serem Deméter, percebem a natureza de forma diferente dos homens.<br /></p>

<p>Também publicado no <a href="http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte">Faça a sua parte</a></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/03/um_dia_as_mulhe.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/03/um_dia_as_mulhe.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Meio Ambiente</category>
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Dia Internacional da Mulher</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Gaia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Meio ambiente</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Natureza</category>
            
            <pubDate>Sun, 08 Mar 2009 09:21:42 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Os gatos</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />Minha história com os gatos até parece coisa de novela indiana, tipo essa que anda nas telinhas atualmente. <br /><br />Devo ter encarnado como "dalit" nessa vida, e minha vingança parece ter se voltado para os pobres bichinhos. Confesso que não recordo, mas quando adquiri um mínimo de consciência, passei a ouvir as tais histórias de família. E as preferidas, nos encontros, tinham sempre os mesmos protagonistas: eu e os gatos.<br /><br />Seria lindo não fosse o fato de que as histórias versavam sobre como eu, criança de cinco, seis ou sete anos, nem lembro, havia me tornado um expert em jogar os gatos na sanga que havia nos fundos da chácara dos meus tios, onde passávamos o verão.<br /><br />Requintes de crueldade até, diria um adulto. Mas como era feito por uma criança, não passavam de "coisa de criança". Pegar os gatos pela cauda, rodá-los o quanto os pequenos braços suportassem e, depois, jogá-los na água. Para dizer o mínimo.<br /><br />Como que a pagar os pecados supostamente cometidos contra os bichanos na infância, jamais passei um dia sequer sem ter um gato por onde morei. São cinquenta anos de vida e todos eles acompanhados por gatos.<br /><br />E hoje em dia são seis. O pai chama-se Joseph Afonso. Claro que numa auto homenagem (ou será auto-homenagem?). A mãe? Natasha, ou Naná, como ela mesma se identificou e atende. Pois Joseph Afonso e Naná eram pequenos gatos impúberes quando resolvemos viajar para entregar os convites do casamento. Meu e da Kaya, claro. Afinal, os gatinhos tinham apenas oito meses. Mesmo assim, e preocupados, consultamos o veterinário sobre a possibilidade de que algo acontecesse na nossa ausência (uma semana), embora tivessemos contratado uma baby-cat (yes, isso existe!). O pai (sim, afinal foi dele a culpa), quer dizer, o veterinário nos garantiu que ela era muito novinha para fazer essas coisas (o que ele esqueceu de nos dizer é que ele não era tão novinho assim, apesar de ter a mesma idade) e que poderíamos viajar tranquilos. <br /><br />Na volta? Um brinde pra quem advinhar! Naná estava grávida! Mas já estou a me perder em meio a tantas histórias. O que queria contar aconteceu há duas semanas. Só para saberem, a história do nascimento, por si só merece um post. Em todos os casos, vieram ao mundo e estão miando enquanto escrevo: Mimoso (vulgo Mimi), Fafá, Frederico (vulgo Fred ou Demo, dependendo do comportamento) e Joseph Afonso Junior (vulgo JJ - tadinho, sempre acho que ele é meio retardadinho... vai ver puxou...)<br /><br />Enfim, a história é sobre Fafá. A começar pelo nome. Fafá nasceu menina. A Fafá. E assim permaneceu até que, duas semanas após, o veterinário nos mostrou a realidade: Fafá tinha duas bolinhas. Invisíveis para leigos, mas não para mãos experientes. Pronto! A Fafá virou "O" Fafá.<br /><br />Dia desses:<br /><br />- Afonso?<br />- Sim, Kaya?<br />- O Fafá tá meio esquisito. Parece que está com dificuldade de respirar.<br />- Vai ver é a mudança do tempo. Deixa ele quieto que passa. Amanhã a gente vê como ele está.<br />- Sei não, tá muito estranho. Nunca vi ele assim.<br /><br />Passado uns minutos, escutei uns miados diferentes. Subi (os gatos ficam na parte de cima do ap) para ver o que era e vi algo que espero não ver novamente: o Fafá, com os olhos arregalados, me encarou e soltou um miado profundo. E assim ficou a me olhar, como a dizer, "Tchê, fui!" <br /><br />Aquele olhar me paralizou pelo tempo em que fiquei pensando: esse gato tá pedindo ajuda! <br /><br />- Kaya, o Fafá tá muito mal!<br />- Como assim?<br />- Sei lá, ele ficou me olhando de um jeito...<br />- Vamos levá-lo ao veterinário agora mesmo!<br /><br />Resultado: um dia a mais e o coração do Fafá teria explodido dentro dele. Isso mesmo "explodido"! Foi a expressão que o veterinário utilizou. Fizemos uma ecografia que mostrou que o coração estava aumentado em cinco vezes, em relação ao tamanho normal. <br /><br />Diagnóstico: morte nas próximas vinte e quatro horas! <br /><br />Resultado: ter que lidar com a Kaya. Ela pariu os gatos. Ajudou a Naná. Tirou um por um. Pariu o Fafá. Quase lambeu a todos no lugar da Naná. Sou capaz de dizer que morro e ela não vai chorar tanto quanto certamente irá chorar o dia que qualquer um dos gatos morrer.<br /><br />Uma semana na UTI. Já viram gato em UTI? Pois eu vi! Até tubo de oxigênio tinha, caso a respiração faltasse.<br /><br />Parece incrível, mas sobreviveu. E tem que tomar remédio para o coração todos os dias pelo resto da vida. Todos os dias, pela manhã, a Kaya dá um comprimido para ele. E o mais interessante é que ele toma direitinho, como se soubesse que isso é a vida dele.<br /><br />E toma no colo, porque, no fundo no fundo, o colo é que cura!<br /><br />(já vai Fafá, já vai. Espera eu terminar de contar a tua história...)<br /><br />- <br /><br /><br /> ]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Autobiografia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Causos, histórias e outras mentiras</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">gatos</category>
            
            <pubDate>Fri, 27 Feb 2009 22:40:04 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>A hora do Planeta</title>
            <description><![CDATA[<p>Pois é,<br /><br /><br /> </p>

<div style="width: 160px; float: left;" class="box"><script type="text/javascript" src="http://assets.wwf.org.br/downloads/ufo.js"></script> 		<script type="text/javascript"> 		var FO = { movie:"http://assets.wwf.org.br/downloads/earthhour_1.swf", width:"156", height:"220", majorversion:"8", build:"0", xi:"false", flashvars:"c2e_year=2009&c2e_month=3&c2e_day=28"}; 		UFO.create(FO, "ufoDemo"); 		</script> <div id="ufoDemo"> <p>Hora do Planeta<br /> 8:30PM Saturday 28 March 2009</p> </div> </div>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/02/a_hora_do_plane.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Meio Ambiente</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">hora do planeta</category>
            
            <pubDate>Fri, 27 Feb 2009 21:50:36 -0300</pubDate>
        </item>
        
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            <title>Aqui também é assim... IV</title>
            <description><![CDATA[Pois é,<br /><br />Coisas que acontecem no mundo, copiadas de exemplos que acontecem por aqui...<br /><br />"MADRI, Espanha (AFP) - O ministro espanhol da Justiça, Mariano
Fernández Bermejo, anunciou nesta segunda-feira que pediu demissão do
governo socialista por sua gestão em um escândalo de corrupção e a
recente greve de juízes no país."<br /><br /><a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/espanha_justi__a">daqui</a><br />]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2009/02/aqui_tambem_e_a_3.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Seria triste, não fosse hilário</category>
            
            
            <pubDate>Mon, 23 Feb 2009 14:26:18 -0300</pubDate>
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