Recently in Retrospectiva Category

Pois é,

Sem demora, no dia 3 de janeiro, o ano mostrou ao que veio em matéria de meio ambiente:

"Chuva já causa estragos em 15 municípios do sul de Santa Catarina" (daqui)

E foi assim durante quase todo ano. Chuvas como a muito tempo não se via. Quem sabe a natureza não esteja dizendo: ou vocês se resolvem lá em Copenhagen, ou daqui pra frente será bem pior...



Pois é,

Janeiro começou mal:



Foto do ataque de Israel em Gaza, no dia 2 de janeiro.

Entra ano, sai ano, e lá se vão 52 anos, e é sempre a mesma coisa. Na verdade, lá se vão alguns milhões de anos sempre assim. Por que haveria de mudar em tão poucos 52 anos?

(Foto:Mohammed Salem/ReutersAP, tirada do site da UOL:  daqui)



Pois é,

Ainda faltam mais de dois meses para terminar o ano, mas ele já merece uma retrospectiva, de tão ruim que anda, a começar por esse blog, mais saudades dos bons tempos do que um blog que se preze... Se alguém souber de algo de bom que tenha ocorrido, coloque nos comentários, por favor.

Só não vale Copa e Olimpíadas. Afinal, ainda não tivemos tempo para ver a roubalheira que será...

Por sinal, ainda não consegui encontrar uma resposta para a seguinte pergunta: se os governos e a iniciativa privada arranjam dinheiro para investir em tudo o que é necessário para a realização dos eventos, sob a alegação de que depois tudo ficará para o povo, por que será que não arranjam o mesmo dinheiro só que sem copa e olimpíadas?

É... Parece que 2009 está terminando pior do que começou...

Alguém duvida???


2006 - II

| | Comments (7)

Pois é,

Em fevereiro deste ano compramos a cobertura e junto com ela uma enormidade de problemas. Não os compramos, mas vieram junto com a reforma. Uma aventura, diga-se, que deixou marcas sentidas ainda hoje. No cansaço ainda não recuperado e no bolso, que dói todo final de mês. O cansaço as férias poderão ajudar a compensar; já o bolso... esse levará mais tempo!

Um dia ainda me candidato a deputado e resolvo todos os meus problemas. Garanto aos meus fiéis seis leitores dar um jeitinho na vida deles também. Alguém aí quer um CC de assessor parlamentar em Brasília? É fácil, basta votar em mim.

Enquanto isso, no País das Maravilhas, a taxa de juros cai para 6,5% e o governo corrige a tabela do IR em 4,5%. Assim vou acabar acreditando em Papai Noel.

Ontem assisti a uma palestra do Lama Padma Samten. Ele foi meu professor na Faculdade de Física. Física Nuclear, Quântica e otras cositas modernas. Hoje é um Lama. É de se pensar: estivemos juntos na Física, ele como mestre e eu como aluno. Será que não está na hora de voltar a ser um discípulo dele? E assim voltar ao início de um ciclo começado há quase trinta anos e abandonado por esses caminhos da vida?



2006 - I

| | Comments (9)

Pois é,

O cansaço toma conta. Não apenas o cansaço físico, de quem passou um ano trabalhando, mas o cansaço moral. Aquele cansaço de quem já não vê de onde tirar forças para acreditar. Aquele cansaço de quem vê que tudo o quanto a humanidade tentou desenvolver como valores, e que a levariam a um estágio "superior", ser jogado no ralo dos interesses estritamente pessoais.

O "para mim aqui e agora" é a nova moral. Chafurdamos na lama do individualismo e pedimos mais lama. Dois mil e seis vai-se embora com a cara de tantos outros anos que se foram: absolutamente inexpressivo, sonso.

Não há muito o que falar de 2006. Em 1° de janeiro de 2006 publiquei esse post:

"Começamos tudo novamente. Ou nem paramos. Tinha pensado em fazer um retrospectiva de 2005. Pra quê? O importante já foi feito, ou seja, manter o registro quase diário. Quem pensa em genealogia, pensa em mais do que simples datas de nascimento e nomes de familiares. Pensa também em como teria sido a vida de cada pessoa. Pois bem, a minha já anda por aqui. Portanto, nada de retrospectiva.

2006 se apresenta como um ano de reflexão. Muitas. Vamos escolher nossos representantes e, principalmente, o presidente do país. Muita reflexão. As lições de 2005 devem, espero, ter servido de lição para todos. Mas também será um ano para pensar nosso comportamento em relação à natureza. Que seja o ano em que começemos a abandonar, definitivamente, o individualismo. Não a individualidade, que essa é importante, mas essa forma ignóbil de ver o mundo a partir do e para o próprio umbigo.

Que 2006 seja o ano da responsabilidade, o ano em que vamos parar de dizer "o problema não é meu!", ou "não votei nele, azar de quem votou!. Ano da responsabilidade que nos levará a um sentido maior da palavra solidariedade. Não apenas a solidariedade em forma de caridade ou assistencialismo - importantes, sim - mas a solidariedade que resulta da responsabilidade cotidiana que temos para com o nosso semelhante.

Que 2006 seja o ano em que a DIGNIDADE HUMANA saia do papel da Constituição e se torne realidade.

E somos todos responsáveis pelo futuro, pois somos nós que educamos nossos filhos. Que 2006 seja o ano da educação. Não apenas da educação formal, nas escolas, mas da educação familiar. Da educação de valores éticos e morais para uma vida em sociedade que privilegie o outro.

"Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vem através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flexas vivas.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a Sua força para que Suas flexas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como Ele ama a flexa que voa, ama também o arco que permanece estável." (O Profeta, Gibran Khalil Gibran)

Muita reflexão para todos em 2006."

Não mudou nada. Se tivesse que salientar um fato importante para janeiro de 2006, esse fato seria o batizado da Condessa.



Pois é,

Retorno hoje a Porto Alegre. Antes, ainda passo por Caxias do Sul.

Esse post foi escrito em maio de 2005. Uma pequena homenagem a mulher e hoje mãe. Lembrei-me dele ao escutar a Condessa chamando "mamãe".


Duas cartas pra mesma pessoa

Pois é, mamãe. Viste? Nem nasci e já estou pegando a mania do “pois é” do papai. Sinto-te feliz hoje e sei a razão. E fico feliz também, pois em breve poderei beijar-te no rosto e não apenas te dar uns pontapés na barriga.

Sim eu sei. Bem sei que gostarias de ficar aqui comigo, tomando uma cervejinha, batendo papo... mas vai, vai descansar. Hoje é teu dia. Não queres? Então fica. Viste? Ela nem nasceu e já te chama de mamãe. Imagina quando puderes escutar isso. Só de pensar fico arrepiado. Desculpa, eu sei que é teu dia, mas eu vou ficar arrepiado quando ela disser “papai”.

Talvez não saibas, mamãe, mas te escolhi. Sim, aqui nós podemos escolher em qual família vamos nascer. E mais, escolhemos qual mãe queremos ter. Alguns decidem que ainda precisam resolver coisas pendentes; outros decidem que é hora de definitivamente abandonar a Terra e partir para outros mundos. Eu não. Eu sei que ainda preciso de ti. Ainda preciso aprender muitas coisas contigo antes de deixar essa Terra. Não para resolver, mas para aprender.

Sabes de uma coisa? Tem momentos em que a gente quase desiste. Aquele dia, lá no Bar do Beto, era um desses dias. Era o dia mais improvável pra nós. Não querias estar lá. Eu fui com o piloto automático. Foste pra ajudar uma amiga; fui simplesmente porque tinha que ir. Era parte do ser assim. Tinha que ser; se não fosse, seria mais uma noite a odiar o mundo. E fui. E estavas lá.

Esperei, mamãe. Tudo acontece na hora certa. Antes não estavas pronta para me receber. Haviam me perguntado se tinha certeza do que estava fazendo. Respondi que sim. Sim, tenho certeza, mamãe está pronta. Durmo contigo; acordo contigo e sinto contigo. Sofro contigo. Sei melhor que qualquer um que estás pronta. Por que eu te escolhi! E se te escolhi é porque, daqui, sabemos o que é ser mãe. E serás a melhor mãe, assim como as melhores mães de tantos quantos nascem na Terra.

Tudo conspirava contra nós. Eu pensando que estavas brigando com a tua namorada. Admite. Pra quem olhava de fora, ver uma mulher abraçada em ti e chorando no teu ombro, pensaria o quê? O que eu poderia pensar? Pensei o que qualquer besta pensaria: vou curar essa mulher. Como pode? Uma mulher tão linda e gostar de outra mulher. É, já te falei do meu lado machista: adoro ver duas mulheres juntas; desde que sejam as dos outros.

E te realizo assim como me realizas. É a vida, mamãe. E não vejo a hora de me sentir no teu colo; de me sentir no teu peito; de me sentir querida como só tu saberás fazer eu me sentir. Por isso és minha mãe.

E tu? E tu que estavas a pensar que minha amiga era minha mulher? Cafajeste, disseste-me depois. Safado sem vergonha! Fica paquerando na frente da mulher. Pobre de mim, não fosse a Clarissa.

Papai, essa parte é minha. Talvez vocês não soubessem, mas fui eu que arranjei tudo.

Opa, peraí! Que história é essa?

É papai. Nós estamos aqui por uma única razão: realizar a mamãe.

Tá, minha filha, mas assim até parece que eu não tenho nada a ver com isso. E tem mais, não eram cartas separadas?

Eram, mas estamos falando a mesma coisa. Mais do que a mesma coisa, estamos falando da minha mãe, a tua mulher.

Mudei de mesa, lembra? Se o perfil já era maravilhoso, o que dirá ficar te olhando de frente. Os olhos. Os olhos mais maravilhosos que já vi. Olhos que tenho até hoje com pano de fundo nos meus computadores (aqui em casa e no trabalho). A imagem mais bonita. Teus olhos no nosso casamento. Não há o que pague ficar te olhando a cada momento. Sou feliz por isso. Se hoje eu sei o que significa chorar de felicidade é por poder olhar a qualquer momento os teus olhos chorando, na foto do casamento.

Naquele dia no bar percebi, no entanto, que algo te incomodava. Deixaste de me olhar. Não me pergunta a razão, mas teu abandono pareceu ser o fim do mundo. Tinha que fazer algo. E fiz. Confessa: foi original, né? Eu sabia! Só algo original estaria a tua altura.

Eu sei, papai, que entendes. Entendes que és e serás meu pai querido. Eu também entendo que amas minha irmã. E venho pra dizer a ela que não vou dividir. Venho para multiplicar nosso pai.
Mais do que te multiplicar, papai, vimos, eu e tu, para multiplicar essa pessoa maravilhosa que é a mamãe. Sabes bem disso.

Sim, minha filha. Sei bem que vens para me ensinar o quanto essa pessoa que escolheste como mãe, e que me escolheu como teu pai, merece tudo. E estava justamente te esperando pra me ajudar. Sozinho não sei se seria capaz, mesmo tendo sido original quando a conheci.

- Papai?
- Sim, minha filha?
- Vamos separar o que escrevemos e mandar pra mamãe como se fossem duas cartas pra mesma pessoa?

A Kaya está de aniversário este mês. No dia certo vou republicar esse post. Pra variar, não será o que de melhor eu poderia fazer por ela. Quem sabe a Clarissa, nos próximos anos, me ensine como fazer.



Pois é,

Esse falava um pouco de mim. A Condessa ainda era um pequeno serzinho de 4,8 cm na barriga da mãe. Março de 2005.

Esse tal de "About Me" aí de cima...

Não sou da área da comunicação (jornalismo, publicidade, etc.); não sou advogado; não entendo de literatura, informática, música e artes em geral. Detesto ficar duas horas sentado olhando pra tela do cinema. Vejo os filmes em casa, deitado. A desvantagem é não poder participar das rodinhas que fazem comentários sobre os filmes. Mas não morro disso. Leio, escuto, vejo e, mal e porcamente, digito. Só! Não sei escrever. Isso já deu pra ver. Ah! Sem esquecer que falo pelos cotovelos. Digo o que tenho que dizer da maneira mais curta e direta. Sofro críticas por isso. Não faço rodeios pra chamar alguém de boçal, imbecil ou seja lá do que for, se é isso que penso. Também elogio sem rodeios. Defendo minhas idéias com unhas e dentes; e por isso, talvez, me chamem de chato.

Penso até que já passei da idade de ter blog. Mas dessa não tenho culpa. Afinal, blog é coisa recente. E não que exista idade para se ter um blog.

Não viajo pelo mundo e nem moro fora do país. Mal e mal vou sobrevivendo nesse clima desgraçado de Porto Alegre – mais até por falta de coragem de ir embora do que por gostar, embora goste.

Sou funcionário público, com formação em Administração de Empresas. Trabalho no ramo, o que é coisa rara na atividade pública de um país que tem gente PhD como “condutor de veículo de deslocamento vertical”.

Se escrever sobre administração e serviço público, perderei os poucos renitentes que ainda me oferecem a oportunidade de um comentário vez por outra. Por outro lado, não levo jeito pra guru de administração. Não nasci americano, não sou psicólogo e não sei vender.

Mas sou feliz. Num país miserável com os índices de analfabetismo e fome batendo recordes, tive e tenho de tudo o necessário; além de seis gatos, uma filha(15), um pimpolho(a) que já está com 4,8cm e, é claro, a mulher, que se não fosse o fato de estar pagando os seus pecados, já teria me deixado. Das duas uma: ou vou morrer cedo e ela já sabia disso, ou pelo jeito a dívida deve ser grande, pois prometeu “até que a morte nos separe”.

Duas coisas me fazem mal e me afastam das pessoas: injustiça e hipocrisia. Elas se alternam no primeiro lugar. Atualmente a hipocrisia está na frente. Até porque anda generalizada. E hipocrisia conduz, necessariamente, à injustiça. Pessoas hipócritas são injustas; o inverso nem sempre é verdadeiro.

Por isso criei o Índice do Chato. Para medir a injustiça e a hipocrisia.

No más, como se diz por aqui, vou levando. Minha cervejinha, meu cigarrinho e, agora, o blog.



About this Archive

This page is a archive of recent entries in the Retrospectiva category.

Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras is the previous category.

São tantos os tempos... is the next category.

Find recent content on the main index or look in the archives to find all content.

Pages

Powered by Movable Type 4.24-en