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Pois é,

O que seriam das linhas não fossem as entrelinhas. Pois "nas entrelinhas" é o título do post da Ministra da Verbeat, Olivia Maia, no blog Forsit. O assunto é:

"na verdade, o erro do Edney, ao criar a blogagem inédita, foi pressupor, naquele primeiro momento, o "repórter", que ele, agora, quer fazer nessa nova blogagem coletiva. claro que era desse tipo de post que ele estava falando na blogagem inédita, e isso estava nas entrelinhas. mas isso era porque é essa a forma que ele -- e a mídia, digamos -- está vendo os blogs agora. é esse tipo de pensamento que causa aquele debate despropositado sobre jornalistas x blogueiros. porque essa oposição só pode existir quando existe a comparação." (leia o resto - e os já vários comentários - no link acima antes de prosseguir).

Ora, se a liberdade que queremos é uma liberdade sem adjetivos, ela também é uma liberdade para quem quer acabar com a liberdade. É um direito que, via de regra, só se impõe pela via do mais forte matando, liquidando, ou apenas enchendo de porrada, o mais fraco.

Mas aí aparecem as entrelinhas. Na blogosfera a guerra não é física e sequer econômica (não custa nada ter um blog). Mas é a velha guerra de tentar impor os seus padrões como padrões universais. A história real se repete na história da blogosfera. Poucos espertos se aproveitam dos muitos incautos. E vendem a salvação da alma, pressupondo que pertencer "à classe dos eleitos" (no caso, à classe dos daqueles que supõem serem os seus objetivos de vida o sonho e a realização de todos os demais) vai conduzir seus seguidores ao paraíso.

Como disse no post anterior, "Devo confessar que me espanta, por vezes, o cartesianismo de certos pensamentos". A história também nos mostra que "liberdade" não é a liberdade que uns poucos querem que seja, mas a liberdade que muitos fazem ser a liberdade. Daí surgem as resistências. E essa é uma resistência que começa a tomar forma. Nas entrelinhas, por enquanto...


Pois é,

Copernico.jpgO lado bom da Ciência, é que ela admite que toda moeda tem dois lados. Talvez se possa dizer o mesmo da Religião, se pensarmos em Deus e no Diabo, como lados dessa moeda. A diferença entre ambas, ciência e religião, é que para a segunda somente um lado prevalecerá. Sempre. Para a ciência, no entanto, é natural que uma teoria se contraponha a outra e acabe se tornando adotada por todos. Basta lembrar do clássico Copérnico versus Ptolomeu, vencido pelo primeiro, embora a ajuda poderosa dada para o segundo pela religião.

Estamos assistindo ao retorno dos bons e velhos tempos medievais. Talvez um neomedievalismo. Vingança? Quem sabe. Se Adão realmente comeu da Árvore do Conhecimento, nada mais fez do ciência. E ali mesmo, diante do Criador. Um desafio inaceitável, a ser pago não com o suor do rosto, mas com a perseguição implacável - e aparentemente eterna - que a religião faz com a ciência.

A ciência não nega Deus. A religião tenta negar, ou nega em alguns casos, a ciência.Ptolomeu.jpg Cientistas, no mais das vezes, são pessoas que se deparam cotidianamente com a grandeza do universo e da vida; e aceitam que o que fazem apenas explica "um pedacinho" desse universo e dessa vida. Religiosos, no mais das vezes, são pessoas que param com a grandeza do universo e da vida; e simplesmente aceitam que esse universo e essa vida foram postos por Deus. E ponto final.

Cara e Coroa não se vêem e não se tocam. Estão em lados opostos. Não haverá diálogo possível entre ciência e religião, a menos que se funda a moeda. Mas aí será tarde!


Também publicado no Faça a sua parte.

A imagens de Copérnico e Ptolomeu foram copiadas da Wikipédia.


Direitos e Pedofilia

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Pois é,

inocenciaelyj3.gifOs Estados matam milhares e milhares de pessoas todos os dias, seja por falta de uma verdadeira opção no sentido de resolver a miséria (falta de alimentação, saúde, educação, trabalho, etc) em que a grande maioria da população mundial vive, seja em guerras ou ações terroristas disfarçadas de guerra.

O trânsito mata outras milhares. No mundo inteiro. No Brasil a situação já beira ao surrealismo, pois independente de qualquer campanha que seja feita, o número de mortos no trânsito só aumenta. Aqui o Estado também tem sua parcela de culpa: leis ainda brandas, justiça morosa, os chamados "direitos" acima de qualquer coisa, filinhos de papai que se safam, o que permite a verdadeiros assassinos andarem dirigindo por aí.

Pois bem, se o Estado mata tanta gente de forma oficiosa, porque não tornar oficial ao menosum dos piores crimes que se  pode  cometer contra um ser humano, a pedofilia?

Se para adultos ditos "normais", sexo já é um problema (tabus, vergonhas, dificuldades físicas e psicológicas e tantas outras coisas) o que dizer de crianças que sequer fazem idéia do que lhes esteja acontecendo?

É o rompimento do elemento central de toda formação de um ser humano: a inocência. Inocência que não deve ser perdida, mas transformada pela educação e pelo amor dos pais e da sociedade. O ato praticado na pedofilia arranca de vez essa inocência, impossibilitando que a criança, vítima, possa livremente desenvolver-se.
 
Talvez esteja na hora da sociedade rever alguns direitos. Uma sociedade que não pune de forma definitiva essa barbárie, está a um passo de se tornar tão bárbara quanto qualquer pedófilo. E bem sabemos que sociedade somos nós. Estamos nos tornando bárbaros!

Vejam mais no blog da Luma. Nesse post há uma lista dos participantes. É informação de sobra.




O público ausente

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Pois é,

Enriquez.jpgLendo uma entrevista1 com o psicossociólogo e professor emérito da Universidade de Paris 7, Eugène Enriquez, alchei interessante o trecho onde ele fala sobre o público ausente. Fica aqui o registro para quem se interessar, pois penso ser bastante pertinente aos que escrevem em blogs. A entrevista tem por título "O ato de escrever":

"P: Existe o problema do que vais ser escrito e o público que vai ler e como vai ser vista esta ou aquela questão, não é?

Enriquez: Sim, existe o problema que é evocado por André Green, de que nós escrevemos para o ausente. Quando falamos, o fazemos com alguém, enquanto que quando escrevemos não sabemos para quem escrevemos, e assim a representação que podemos ter de quem vai nos ler é muito importante e pode nos causar medo. Se temos um alvo, se pensarmos num determinado público não teremos tanto angustia ao escrever. Diríamos: eis aqui o tema desse público e aqui as palavras que devemos lhes dizer. MAs escrevemos para um público variado, por exemplo, um colega de outro país que não precisa necessariamente pensar da mesma forma que você, para um outro, para estudantes, ou mesmo para outras pessoas. Essa multiplicidade de públicos faz com seja muito angustiante escrever. Não sabemos como vai ser recebido o que estamos dizendo. Quando fazemos uma conferência, ao fim de um certo tempo percebemos se o que estamos dizendo agrada ou não, mas quando escrevemos somos definitivamente confrontados com esse público ausente, que é ao mesmo tempo muito presente. Também nos confrontamos com a representação que temos de nós mesmos. Podemos sempre justificar quando falamos algo, mas não podemos justificar o escrito, mesmo que seja revisado, uma vez publicado testemunha de uma certa posição de que somos. Assim, de certa forma a escrita nos enclausura dentro de um personagem que escreveu algo em um dado momento..." (negrito meu)

1Entrevista completa aqui.

Imagem: Eugène Enriquez, http://membres.lycos.fr/laboratoirelcs/Enriquez.jpg

Um pedido de desculpa ao meu público nem tão ausente assim:

o sistema de letrinhas faz parte da nova versão do MT. Já reclamei para o síndico que me disse não ser possível mexer. Também não gosto, mas não tenho o que fazer. Também já percebi que os comentários não aparecem na hora e que fica difícil saber ser foram recebidos ou não. Para isso tenho uma dica: depois que a tela de comentários retorna teclem Ctrl junto com F5 (isso atualiza a página e aí os novos comentários aparecem). Outro problema que há é que o sistema nunca mostra o número de comentários já existente.

Acredito que os blogueiros no mundo inteiro devam estar reclamando e o MT deverá mudar.



Pois é,

Há dias em que acordo absolutamente igualitário. Sim, igualitário! Uma utopia que desconsidera as diferenças nas causas, mas que deseja a igualdade nas conseqüências.

Difícil? Nem tanto!

A humanidade é meritocrata por natureza, penso. E três são os méritos: o mérito da força, o da esperteza e o mérito da herança.

E os seres humanos podem ser classificados entre os que têm, porque têm mérito e os demais. Esses, por óbvio, sequer mérito têm. A não ser o de terem nascido sem mérito algum. Não, ao menos, os três citados. Alguns possuem algo que, em determinadas circunstâncias, poderia ser considerado um mérito: inteligência. E digo em determinadas circunstâncias, pela simples razão que inteligência, sozinha, não leva a nada.

Bueno, depois eu continuo, pois fui pego de surpresa com a visita de D. Cláudio Costa e a D. Amélia, vindos diretamente das Gerais para passar uma semana nos pagos gaúchos. Serra e Capital. Fomos até o hotel e eis que a gentileza desses mineiros sempre fala mais alto: chegaram cheios de presentinhos. A mim coube uma bela caixa de madeira, artesanal, para guardar pequnas coisas. D. Cláudio não esqueceu os comentários que fiz, quando da última visita, de que adoro caixas. Tenho várias guardadas. Quase uma coleção. Para a Kaya, trouxeram um porta retrato com uma foto da Condessa. Lindo. E, claro, vários mimos para a Condessa, que saiu feliz com seu anel da Hello Kity. Não bastasse tudo isso, ainda trouxeram um legítimo queijo de minas. Esse, certamente, não vai durar a semana. As fotos, vamos às fotos:

viscla01.jpg

viscla02.jpg

Aproveito para retormar a atualização do blog da Condessa. Vão lá, vão lá...



Lentes

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Pois é,

A metáfora das lente é sempre muito apropriada. Vemos o mundo conforme as lentes que usamos. É o caso da minha amada Sandra (primeiro o carinho, né?). Não querendo provocar, reproduzo o comentário que ela fez ao post anterior, sobre a sobremesa de R$26.700,00, mesmo porque, é um pensamento recorrente. Portanto, os comentários que farei não se dirigem a ela, mas ao pensamento expresso:

Se formos pensar assim, meu filho não pode estudar em escola particular quando tantos sofrem com a decadência no ensino "público". Eu não posso ter plano de saúde particular porque o "público" é uma merda. Não deveria ter um automóvel porqu o transporte "público" deveria suprir todas as carências.

Resumindo: o país é pobre por causa de um governo corrupto e mal estabilizado. Agora, se eu posso, com minha renda, pagar escola particular, plano de saúde e automóvel, porque os mais ricos não podem comer uma sobremesa com pedras preciosas?

O foco não É o restaurante, Afonso. É, como sempre, o governo.

Vamos, então, por partes:

Um dos piores efeitos da chamada economia de mercado, principalmente do jeito que ela anda por essas bandas, é a perda da capacidade de comparação. Comparamos alhos com bugalhos para justificar o valor das coisas.

Não se está, aqui, a criticar quem queira gastar R$26.700 numa jóia acompanhada de doces. Como disse no título do post, é um direito. Não se discute o direito das pessoas. Mas a moralidade do ato sim. Essa pode e deve ser debatida e rebatida, se for o caso.

Quer queiramos ou não, vivemos numa transição paradigmática (para usar a expressão do Boaventura de Souza Santos) onde justamente esse tipo de valor esta sendo questionado. O direito vem depois, sempre depois. Daí que, usar o exemplo da educação para justificar uma estupidez, é tão somente colocar uma lent cor-de-rosa para ver o mundo; uma lente que nos permite achar que tudo é lindo e maravilhoso,

Não há como comparar o valor (não confundir com preço) da educação com o valor de uma jóia (mesmo que tomado, aqui, o valor pessoal que cada um poderá atribuir aos bens que deseja). Mais ainda quando se quer apenas conduzir o pensamento para uma crítica ao governo, como se o governo fosse, de fato, o responsável por tudo.

E aqui temos mais um efeito da lente cor-de-rosa: ela nos faz ver que a culpa é sempre dos outros. Afinal, já cumpri com a minha obrigação votando nos governantes; agora, eles que façam o seu trabalho direitinho, né? Sintomático, incluisive, que os exemplos tenham sido exatamente aqueles direitos mínimos que os governantes deveriam se empenhar em garantir: educação, saúde e transporte. Faltou falar em alimentação, né?

Uma coisa é pagar por educação, saúde, transporte e alimentação. Quem faz isso é um ser humano do qual ainda se pode esperar tenha consciência de pertencer a uma espécie; do qual ainda se pode esperar que um dia possa realizar atos de solidariedade. De quem come chocolate acompanhado de pedras preciosas - e pensa sinceramente que está fazendo algo moralmente adequado - não se pode esperar absolutamente nada.

E o mundo precisa cada vez mais de gente consciente e solidária e não de gente que "come pedras".

A diferença é comparativa, de grau. E essa capacidade parece que já perdemos.

De fato, Sandra, o foco não é o restaurante. Mas também não é o governo. Somos nós o foco. Somos nós, os que comemos pedras preciosas, e somos nós, os que calamos diante da inépcia do governo. E preferimos justificar um com o outro.

É de valores que se fala e não de direitos. É da falta de valores - ou de valores espúrios como os que hoje tendemos a ter - que nos faz, inclusive, pensar que só temos direitos e não, também, obrigações. É da falta de valores que faz com que as pessoas bradem em qualquer lugar "é meu direito", mas que esqueçam de dizer, mesmo que baixinho "é minha obrigação".

Sabe a tal da "cidadania sustentável" sobre a qual eu vinha escrevendo? Pois é, hoje, cidadania é sinônimo de "exigir seus direitos" e, quando muito, praticar ações de benemerência, muitas delas travestidas de solidariedade apenas para satisfazer o ego.

A cidadania só será sustentável, isto é, poderá ser transmitida como conceito e prática para nossos filhos, netos... quando incorporar definitivamente as nossas obrigações morais (e legais).

É de valores que se fala e não de direitos.



Pois é,

Não me canso de dizer que não participo de memes e quaisquer dessas outras brincadeirinhas que rolam pela blogosfera. Nada contra. Até penso que servem bem ao propósito de aproximar as pessoas, coisa que este blog preza e valoriza demais, haja vista os últimos encontros.

Pelo geral, já não consigo escrever o que gostaria, imagina então dedicar o pouco tempo que tenho disponível para escrever sobre idéias de outras pessoas. Afora que, e a bem da verdade, muitos dos memes que por aí circulam, bem podemos classificá-los na categoria dos "absolutamente inúteis".

Mas há uma blogueira, de todos querida, que não se cansa. Admiro essa característica nas pessoas, principalmente quando o objeto dos "ataques" sou eu.

Vivo tentando escapar e, modéstia à parte, por vezes consigo com alguma maestria. A Luma é a autora desses ataques. Pessoa por quem tenho uma admiração motivada por duas razões: a primeira, pelo Luz de Luma. Admiro sua capacidade de escrever os posts que escreve. Sempre leves, com temas variados, informativos, por vezes provocadores. Poderia enumerar diversas outras qualidades do Luz. Seria, como se diz, chover no molhado e mostrar algo que todos já conhecem.

A segunda razão é pessoal e, de certa forma, egoísta. A Luma foi das primeiras a visitar este blog. Mais, se deu ao trabalho de ler todos - sim, todos - os meus posts. Por vezes funciona como minha "memória", ao lembrar que em priscas eras eu escrevi diferente do que escrevo hoje. E segue, por incrível que possa parecer, lendo até hoje.

Admiro as pessoas que vêem em mim algo que preste. É um complexo de inferioridade latente - e presente - desde criança, quem sabe nascido quando, aos sete anos, fui obrigado a usar óculos. Vá entender!

E, no entanto, ela continua a vir por aqui. Mesmo que eu não vá tão freqüente, atualmente, como gostaria, ao Luz de Luma. E aí, quem sabe, esteja uma grande lição dela para mim (e para quem mais quiser aproveitar): gostar não se mede pela freqüência, mas pela intensidade.

Se há algo que ainda acredito nessa vida, é que somente levamos dela a intensidade das nossas relações. Aquilo que verdadeiramente marca nossas "almas", para o bem e para o mal. Intensidade, que é a razão pela qual estou aqui. Não fosse pela intensidade da relação com o Gejfin, a Ana, o Diego, o Roberto e tantos outros colegas de curso, jamais teria a ousadia de criar um blog. Continuaria a pensar - como a maioria, penso - que blog é "diarinho de adolescente".

Não fosse pela intensidade, jamais teria conhecido pessoalmente o Milton, o Tiagón, a Sandra, o Cláudio Costa (a quem, por direito hereditário a mim conferido, atribuí o título de "Don") e outros tantos (viram? Nomear é cometer o pecado da exclusão!) que estão na minha lista.

Não fosse pela intensidade e estas cenas jamais teriam acontecido:





Duas cenas, dois abraços, dois carinhos E a blogosfera por trás.

Não poderia deixar passar esse post sem uma referência especial aos ciberdindos da Condessa: o Edu e a Yvonne, gente que me acompanha quase do início.

E o que tudo isso tem a ver com o tal meme? Se a Luma estiver lendo esse post, já imagino a expressão no rosto e a fala solta no ar: "mais uma vez esse Chato me enrolou!".

Não, Luma! Dessa vez, o tema proposto realmente é interessante:

"Há concorrência/competição na blogosfera?"

Quem teve paciência de chegar até aqui deve estar pensando: o Chato acha que não existe concorrência/competição na blogosfera!

Ledo engano!

Há, e muita! E da pior possível!

- Mas como assim, Chato? Como é que alguém que até escolhe padrinhos virtuais para a filha pode pensar assim?

Pois é, crianças! Engana-se quem pensa ser a blogosfera algo diferente da vida real. Tal qual, é com o tempo que aprendemos a conhecer as pessoas. Qualquer um(a) que tenha a mesma paciência que a Luma teve, acabará, certamente, vendo o Afonso no Chato. É assim com quem quer que seja que tenha um blog relativamente constante por mais de um ano (exceção feita aos blogs do tipo "um tema só", impessoais, técnicos, politicos). Acaba se mostrando. É inevitável, ao menos para os leitores mais atentos. E se mostram tambem nos comentários que fazem nos demais blogs.

E a concorrência/competição se estabelece naquilo que chamei da pior forma possivel: a concorrência do ego. É uma concorrência real transposta para o meio digital. Nada muda.

Quem não tem um colega que vive tentando "puxar o tapete"? Um chefe, que só por ser chefe, vive pisando em cima, embora um boçal de marca maior?

Lemos, com freqüência, a expressão "fulano é do primeiro time da blogosfera". Está aí, admitida, a competição. Se há um primeiro time, é porque há um segundo, um terceiro ... e os "miguxos".

A competição existe entre os que escrevem de forma gramaticalmente correta e os que escrevem aXxim. Os primeiros fulizando os segundos; os segundos literalmente "cagando e andando" para os primeiros.

Pobre Freud! Se imaginasse que um dia existiria a blogosfera...

Gente é gente, seja a sua manifestação real ou virtual. Ou, mesmo, impressa! Sim, pois a boa história, o bom post, a boa novela, o bom romance, todos são assim justamente por revelarem experiências do autor, aquilo que o formou e o faz ser tal qual é.

O que faz alguém pensar que, só por ser um espaço "virtual", poderíamos ser diferentes? Lutamos pelo reconhecimento, seja onde for. E ser reconhecido significa, no mais das vezes, competir com outros que também querem ser reconhecidos. Há ciúmes, há inveja, há brigas - algumas homéricas -, há gente que se detesta e deixa isso bem explicito nos comentários e até em posts.

Há comunidades cujos membros não lêem posts escritos por membros de outras comunidades. Há os de esquerda que falam mal dos de direita. E vice-versa. É a competição do ego. É a hipocrisia humana on-line.

O post de ontem (relatando os dez anos dos blogs) mostra que a competição se dá até entre aqueles que querem ser os "pais" da criança. Mas, apesar de tudo e com as exceções conhecidas por todos, ainda penso que a maior parte da blogosfera convive em harmonia e em cooperação.



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