Pois é,
Muito se tem falado sobre o poder da música. Algumas pessoas têm sugerido que eu use música para ajudar no processo de adaptação da Condessa Clarissa às dorzinhas de cólica. Ontem, nosso amigo, Milton Ribeiro, fez um post sobre o tema. Mozart tem sido o preferido. Não é de hoje que faço isso. A Fernanda, minha primeira filha, só dormia ouvindo música. Era um pouco mais eclética no seu gosto musical, mas funcionava.
A Condessa parece gostar de Mozart, embora tenha ficado quieta apenas durante o primeiro movimento da Sinfonia n. 40. De quem ela parece gostar, mesmo, é do George Michael. Coloquei o primeiro disco da coletânea, com as músicas lentas e ela ficou quietinha por todo tempo e acabou dormindo feito um anjinho.
Pois na edição de setembro da revista Ciência Hoje tem um artigo sobre o tema, que reproduzo por ser uma experiência brasileira:
"Os pacientes internados na Unidade Cardio-intensiva Clínica do Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras (INCL) se surpreendem com a mensagem na porta que diz: aqui tem música para o coração. Desde outubro de 2004, o ambiente melancólico da unidade tem sido amenizado por canções relaxantes e os médicos do INCL constataram que a iniciativa melhorou o quadro clínico de alguns doentes cardíacos.
A idéia partiu dos próprios funcionários da unidade, que sugeriram à chefia a música ambiente para reduzir o estresse do trabalho. O resultado apareceu no tratamento dos pacientes. 'Tivemos uma diminuição de 40% em média no consumo de sedativos e tranqüilizantes, o que acelerou o tempo de recuperação', afirma a médica Cyntia Karla Magalhães, chefe da unidade, que acompanhou e comparou a situação dos doentes três meses antes do início das transmissões e três meses depois.
Segundo ela, a música tranqüiliza não só os pacientes como seus familiares, que, muitas vezes, se mostram nervosos diante da gravidade dos casos. As caixas de som foram instaladas na entrada da unidade de tratamento intensivo, ao lado dos sete leitos, e nas salas dos médicos e das enfermeiras.
A musicoterapia é um tratamento alternativo que ameniza o sofrimento causado pela doença. Apesar de não existir um profissinal especializado para a função no hospital, a equipe se preocupa em selecionar o repertório, escolhendo músicas clássicas, instrumentais ou aquelas que têm sons da natureza, como canto de pássaros e som de cachoeira. 'Música tristenão entra. O objetivo é alegrar o ambiente, não deprimi', destaca a médica.
A cada dia um enfermeiro se torna o DJ (disc-jockey) da unidade, sendo o responsável pela transmissão das canções. 'Há pacientes que pedem para permanecer internados por alguns dias só para continuar escutando CDs', conta Magalhães.
A diretoria do Instituto estuda a possibilidade de estender a iniciativa aos quartos individuais e slas de cirurgias, já que o projeto agradou os ouvidos dos médicos".
Esse artigo me remete ao tema da minha pesquisa no MBA de Gestão Pública: a introdução do humano nas organizações de trabalho. Vou fazer um post sobre como tem sido difícil ir além da visão do "homem organizacional" nos ambientes de trabalho. Incrível como algumas pessoas reagem negativamente a simples menção da expressão "desenvolvimento humano" dentro das organizações, mesmo que isso signifique algo bom para elas.








































