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Pois é,

Minha filhota resolveu escrever. Há tempos falo que ela deveria fazer isso. Pois ontem ela quase transformou o fotolog em blog. Reproduzo a seguir.

Lindo, minha filha! Não tenhas medo de se expor. Fala, escreve e grita. A vida é tua e de mais ninguém. Seja autêntica. Seja tu mesma, pois só tu mesma vais estar contigo por toda a tua vida. Duas coisas posso te dizer e que tenho aprendido na blogosfera:

- farás muitos amigos. Mas observa bem: amigos não criticam, amigos te apontam caminhos. Podem divergir de ti, mas sempre te apontarão alternativas e saberão te aceitar mesmo que não as siga;
- escreva sempre com o coração.

É um post grandinho, mas é dela! hehehe

"'o amor é o ridiculo da vida, a gente procura nele uma pureza impossivel, uma pureza que está sempre se pondo, indo embora.. A vida veio e levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve como borboletas que só vivem 24h. Morrer não dói.'
CAZUZA.

Pra quem entrou no meu fotolog ontem, isso não é novidade. Cazuza, um cara que teve o ápice da vida dele desde que ele nasceu até o dia que ele morreu. Um cara que compunha desde adolescente, um cara que tava sempre aproveitando a vida como se aquele minuto fosse o último. Cazuza era simplesmente demais, não tava nem aí se os outros não gostassem dele, queria saber é de aproveitar, tinha muitos amigos e ah! Não adianta falar da vida do Cazuza aqui se de repente me aparece um imbecil que nem ontem e me comenta isso:

"O amor é ridículo da vida". É mas não sou eu que saio por aí dizendo que amo pra sempre né.

De que adianta tu ter tudo pra te realizar, tu ter amigos, tu ta passando por tantas coisas boas, novas, diferentes; coisas que tu vai levar pro resto da tua vida, PRA SEMPRE, indiferentemente se elas vão ter um fim ou não antes que o “pra sempre” acabe, se me vem uma criatura dessas e destrói o raciocínio, o interior humano com essa frase prepotente e de quinta? Acho que eu tinha que aprender a viver como o Cazuza. Pra ele não interessava se as pessoas não estavam ao nível dele, ele fazia o que ele queria, ele tinha o que ele queria, ele ERA o que ele queria. Acho que se as pessoas começassem a pensar assim, a sociedade seria muito mais evoluída a ponto de, pelo menos, não existirem mais idiotas que comentam anônimo em fotologs menosprezando a cultura humana. Mas tudo bem, enquanto isso não acontece, acho que quem sabe distinguir as coisas sempre vai se dar melhor em qualquer coisa.

Mas então, voltando ao comentário, “ não sou eu que saio por aí dizendo que amo pra sempre né. “ Dizendo que amo pra sempre.. Interessante o ponto de vista dessa criatura abençoada com tamanho senso. Pois é, eu não sou a pessoa mais feliz do mundo, eu não sou a pessoa mais bem sucedida do mundo, eu não sou a pessoa mais amada, nem mais querida, nem mais perfeita e muito menos mais certa do que qualquer outra. Eu acho que tudo varia a partir de um ponto de vista e de um modo de viver que cada pessoa tem. O MEU modo de viver é aproveitar ao MÁXIMO tudo que passa por mim. Dizer tudo pra todos pra nunca me arrepender de não ter dito (isso claro, como em tudo, não passando do limite do RESPEITO –coisa que muita gente nunca aprendeu na vida-). Fazer tudo o que eu posso pra nunca me arrepender de não ter feito. Na maioria das vezes, e eu não vou negar, eu quebro a cara por ser uma pessoa tão espontânea e sincera, mas que graça ia ter a vida se a gente não aprendesse com os próprios erros? Eu já tive muitos namorados, quebrei a cara com TODOS (com exceção do atual :P mas que se aprontar já vira ex), todos me mostraram depois do tempo (ah querido tempo, remédio pra tudo, não é o que dizem?) que era uns idiotas, que não me mereciam e todos os namoros acabaram por N razões, mas e quem disse que eu nunca aprendi com isso ? Fiquei triste, chorei, tive vontade de matar as criaturas, tive vontade de sair gritando pra ver se a dor passava, mas aprendi também.

Aprendi a ser melhor em cada problema que surgia, aprendi a lidar melhor com as situações, aprendi que homem tu sacode uma moita e cai muitos, a maioria idiota, mas sempre tem um que preste :) E eu não to dizendo que eu já aprendi tudo que eu tinha que aprender, não! Ainda tenho uma vida inteirinha pra viver e aprender coisas diferentes a cada dia que passa. Aprendo tanto que sei que nada é pra sempre, a gente não é pra sempre! Mas o MEU “pra sempre” tem um significado muito diferente do que qualquer imbecilzinho acha: “ ãi, pra sempre é até tu morrer e blá blá me mata antes que eu seja um nada completo.” O meu pra sempre significa se entregar total pra tudo que tu for fazer na vida. Eu posso dizer que amo meu namorado pra sempre, por exemplo, mas quem disse que daqui 1 ano a gente vai ta junto ainda ? (eu espero ^^ :@)

E se não estivermos nós com certeza teremos vivido momentos lindos, novos, com brigas, com tudo! Mas cada um desses momentos serviu pros dois se tornarem cada vez melhores, e com certeza cada momento daqueles a gente queria que durasse PRA SEMPRE, pois cada momento que passa e que nós achamos perfeito, nós queremos que nunca mais acabe. Mesmo que o pra sempre dure um ano. Ou um minuto. Mas te amo não se aplica só pra namorados. Já tive muitas amigas e amigos e já quebrei muuito a cara com muitos deles. Alguns ainda são meus amigos porque quando é pra ser, vai ser! Mas nunca deixei de aprender, de dar um conselho, rir, brincar, chorar, sorrir, confiar, desabafar, (particularmente pular muros de casas abandonadas :x ^^) e tudo! Nunca deixei quem eu considerava como amigo na mão e continuo não deixando.

Falando particularmente de um amigo que bá! Como eu queria que as coisas voltassem a ser como antes! Como eu sinto falta de todos os nossos momentos, nossas risadas, nossos duh :), nossas noites em claro no msn... Mas às vezes coisas acontecem e hoje a gente pode ter se afastado, mas quem sabe amanhã todos os meus sonhos em relação a ele não se realizem? Como a gente diria: “só Ele saberá! “ jsaoijsas velhos tempos contigo. Isso claro, fora todas os amigos que estão presentes na minha vida agora, todos que me ajudam, me dão conselhos, me fazem rir, ficam hooooras comigo ao telefone, pessoas que te completam sabe?

E em relação à amizade eu acredito em pra sempre também. Conheço pessoas que antigamente diziam-se minhas melhores amigas e vice-versa e que hoje não passam de meros conhecidos ou amigos num nível um pouco inferior ao “melhor”. Nem todas amizades duram pra sempre, não duram mesmo, mas se tu realmente quer, se tu realmente tem afeto por um amigo tu pode ter certeza que no teu enterro ele vai estar chorando por ti. E, falando em níveis, amigos tem níveis? Acho que não dá pra classificar amigos por níveis. Pra mim ou é teu conhecido, ou teu inimigo ou teu amigo amigão meesmo! Inimigos; tenhos muitos! Conhecidos, muito mais! Mas amigos? Amigos eu tenho aqueles que não importa o que aconteça, não importa o memento, não importa nada que eles vão ta sempre aí se eu precisar de ajuda como eu vou estar se um dia eles me ligarem as 3h da manha porque o que realmente importa é que a gente se AMA, mesmo que nosso amor dure o “pra sempre” que tiver que durar, o “pra sempre” que a gente quiser que dure. E infelizmente, AMIGOS existem poucos.

Os mais importantes, não importa o que digam, meus pais! Só eles vão me defender com unhas e dentes quando eu precisar, mesmo que eu esteja errada, só eles (e recentemente eu presenciei AMIGOS fazendo isso para ajudar uns aos outros) vão mentir por mim. Só eles vão me amar até o dia que não estiverem mais aqui. As coisas mais preciosas que podem existir na vida de alguém são os pais. Qualquer adolescente pode desejar sair de casa, ser independente e se ver longe dos pais, mas quando isso acontece, duvido que alguém suporte a idéia de não ter mais um colo pra se apoiar.

Mas como eu disse no começo, tudo varia de um ponto de vista, de um modo de levar a vida :)

E é em momentos como esse que nós vemos quem realmente são nossos amigos e quem realmente se importa contigo.

Os conhecidos vão ler metade e vão parar. Os inimigos vão fazer questão de ler tudinho só pra comentar anônimo depois. (Isso depois de ler 300 vezes pra tentar etender) Mas os amigos.. esses nem se falam. Vão ler, reler e reescrever se for preciso, mesmo os que discordam e principalmente os que concordam. E falando em concordar eu sei de uma pessoa só que vai terminar de ler isso aqui e vai me ligar na hora, porque ela é a única que quando a gente se olha, a gente se entende.

Por isso que ela é a minha “melhor” amiga, minha amiga de todos os momentos e que por ela eu boto a mão no fogo.

Quero agradecer a quem se dispôs a ler todas as vírgulas de um desabafo que começou com a indignação em relação à cabeça extremamente minúscula de certas pessoas.

Quero agradecer aos meus amigos que tão comigo hoje e vão estar comigo PRA SEMPRE.

Meus pêsames a quem ler e achar que eu sou retardada e que eu só escrevo merda e blá blá, porque não vai ser quem me odeia que vai me deixar pra baixo e fazer eu parar de viver. Antes de me impotar com gente que não quer meu bem eu prefiro me importar comigo mesmo.

Quero agradecer a minha família :O oiajsiasaiaojsoiajs e quero agradecer a uma pessoa que tem se tornado cada dia mais especial na minha vida. Sim, meu namorado, meu gordinho! Renan, brigada por todos os momentos, brigada por todos os sorrisos, todas as brigas que nos fizeram melhores e que serviram pra durar alguns minutos só pra gente dizer “te amo” depois de uma longa discussão por besteira. Te amo, te amo e te amo! Não me canso de dizer, não me canso de te demonstrar. Quero te amar PRA SEMPRE e quero que o nosso amor dure PRA SEMPRE. O nosso sempre. O sempre que vai nos fazer feliz até o dia que a gente merecer ser feliz juntos. Te amo! Pra sempre, mais. :) :@@

E brigada pelos fãs, podem me “amar” mais ainda agora :P iosajsa
Ô si si, post pequenininho ^^ fui.

Pois é, (um post fotográfico)

O IDEAL CUSTA UMA VIDA, MAS VALE UMA ETERNIDADE

"É chegada a hora, sinto por deixar-te. Estou só, a pensar nestes anos que aqui passei e que infelizmente estão chegando ao fim. Sei que não resistirei ao apelo e voltarei para rever-te, relembrar todos esses traços que estão gravados em um canto do meu coração, gravados em alto relevo para nunca mais serem esquecidos.
Já vai longe o dia em que aqui pela primeira vez cheguei, cheio de apreensões e receios, como marinheiro de primeira viajem. Hoje parto para nova fase de minha vida, reconhecido por tudo que me deste. Parte mais um filho teu, que por sete anos acolheste em teu seio; vai, antes de tudo, um amigo que comovido relembra com saudade cada momento aqui passado e a quem tanto saber deste.
A partir de agora, cada um tomará seu rumo, satisfeito por haver cumprido mais uma etapa, rumo este que talvez nos afaste dessas velhas arcadas que compartilharam de nossas decepções e de nossos júbilos. A hora da despedida se aproxima: quase não tenho tempo de parar e de pensar nestes sete anos passados, talvez porque não o queira fazer, pois sei que isto não é um ADEUS e sim um ATÉ BREVE.
"

Esse "até breve", dito em dezembro de 1975, durou trinta anos. Dia 10 de dezembro minha turma no Colégio Militar de Porto Alegre comemorou trinta anos de formados. Nunca mais tinha entrado no colégio, embora passe pela frente quase todos os dias.

Naquele 1975 parece que eu já era metido a besta, pois fui Diretor Cultural do grêmio estudantil (à esquerda na foto acima). O Colégio Militar de Porto Alegre, posso dizer, é quase da minha família. Meu pai estudou ali, na época que era Escola Preparatória; meus dois irmãos mais velhos estudaram ali e, também, minha sobrinha. A Fernanda só não estudou porque a mãe dela resolveu implicar comigo. Coisas de ex! Uma pena, pois ela ficaria linda de uniforme. Eu estudei ali.


Imagem vista na entrada do colégio. Não posso negar o arrepio ao rever essa imagem após tanto tempo.


Olho para o lado e vejo os colegas em frente ao local onde está a nossa placa. De alguns sequer me lembrava. Paguei vários micos por ter que perguntar o nome. Pior ainda, pois todos se lembravam de mim.


A placa comemorativa. Lá está gravado meu nome, para a eternidade. Fui conferir. Posso ir para o outro lado tranqüilo que ainda estarei lá.


Detalhe da placa, com o lema, que já havia esquecido. Foi bom lembrar que, de alguma forma, ele permaneceu inconsciente, pois sou tido por idealista.



Após, muitas conversas, lembranças de coisas acontecidas naqueles anos, histórias de cada um. O momento solene de descerramento da placa comemorativa aos trinta anos.




parte da turma em 1975. Eu sou o quarto, em pé, da direita para esquerda. Mas o tempo passa...


parte da turma trinta anos depois. Pena que nem todos puderam comparecer.

Após, fizemos um passeio pelas dependências do colégio. Algo emocionante. Só não consegui encontrar o lugar onde gravei meu nome. Lembro-me de, numa noite em que aguardávamos o desfile de 7 de setembro, ter gravado meu nome em uma laje. Qualquer dia volto lá para procurar.

a confraternização: almoço no Barranco, tradicional churrascaria de POA.

Foi bom. Foi bem rever amigos; foi bom rever o lema; foi bom lembrar de coisas já quase esquecidas. Somos a nossa história. Saímos de lá, em 1975, cheios de ideais. Uma turma de jovens educada para querer e fazer um Brasil mais justo, entre tantas outras coisas. Em 2005, ao lembrar desses ideais, fico triste, pois não conseguimos. Talvez ainda. Talvez nos custe a vida, mas certamente a eternidade estará gravada na placa. Todos, cada um a seu modo, trabalhamos para isso.

Tradições

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Pois é,

Genealogistas, ou aficcionados como eu, por vezes são tidos como chatos, agarrados a tradições que a mídia já jogou por terra há muito tempo, pois precisam da obsolescência para sobreviverem. E gente que gosta de tradição não consome com a voracidade necessária.

Consumo e tradição são coisas antagônicas. E é por aí que mídia avança: destrói tradições. E junto destói a base de qualquer tradição: a família.

Entendo família, aqui, não como um conceito raso de "tipo de família", isto é, se formada por homem e mulher, via casamento ou união estável; se monoparental ou por relações homoafetivas. Não, família é um significado maior, implica no conhecimento da sua história e da história das pessoas que a fizeram.

A história da família nos dá algo que muito falta ao Brasil nesses dias: raízes. E é das raízes que nascem os valores que nortearão nossa conduta de cidadãos.

O estudo da vida de homens/mulheres que viveram em épocas nas quais "honra", "amor à terra", "retidão de caráter", "honestidade" e tantos outros valores de uma moral já praticamente abandonada e tão bem destruida pela mídia, nos permite resgatar o verdadeiro significado de CIDADANIA.

Cidadania não é, como querem modernamente, apenas ver seus direitos respeitados ou cumprir com suas obrigações, que, aliás, a grande maioria esquece, pois pensa apenas em "cobrar" e não em "dar" ou , ainda, um mero assistencialismo politicamente correto, travestido de solidariedade ou de voluntariado. Cidadania nasce do respeito aos valores maiores da convivência social e esses valores nascem na história da família.

Como alguém "sem passado" poderá aprender a respeitar o próximo se não aprendeu a respeitar seus próprios antepassados? A falta disso é que gera tantos crimes hediondos de pais matando filhos e filhos matando pais; de gente inescrupulosa com a coisa pública, pois sabe que ninguém cobrará mais do que dizer algumas palavras de indignação, que é o que está acontecendo atualmente: limitamo-nos a reclamar apenas. Atitude? Nenhuma. E nem poderíamos, pois já perdemos quase que totalmente a capacidade de ficar verdadeiramente indignados. E por quê? Porque perdemos os valores que antes eram valores da família.

Perdemos também o estudo da vida das grandes personagens da história. Hoje estuda-se apenas a história. Mas, e os valores que essa gente nos legou, onde estão? Se tenho falado aqui de alguns aspectos da história da Revolução Farroupilha, centrado na figura do meu tataravô, é para resgatar, mais do que simplesmente querer aparecer, que existiram profundos valores que formaram esse Estado e que não deveríamos, em momento algum, deles nos esquecer. Não é para destacar o Rio Grande do Sul dos demais. Não, pois todos possuem sua história de formação. É para que todos lembrem e busquem resgatar esses valores.

É para que as pessoas tenham orgulho de contar para seus filhos e netos a história da família e do seus Estados. Que se lembrem que um dia muitos já morreram defendendo esses valores para que pudéssemos estar aqui, nesse Brasil tão combalido e de valores esquecidos. Vi muita gente escrever, no dia 7 de setembro, posts falando do Brasil com escárnio, com desdém pela independência, sem respeito até. Gente que insiste em confundir governo com PÁTRIA; gente que, certamente, faz o mesmo com sua própria história, se é que a conhece.

Gente que não conhece ou não dá valor ao verso do hino Rio-grandense:

"Povo que não tem virtude acaba por ser escravo"

Escravo de si mesmo e escravo de representantes inescrupulosos, sem valores outros que não os de tirar proveito para si, pois sabem que a ninguém há de importar.

Um dos momentos de maior alegria que tive na vida, foi quando, após conseguir levantar toda a história das minhas famílias, pude contá-la para minha filha Fernanda e sentir que ali estava plantando a minha verdadeira árvore. E assim farei com a Clarissa.

Dizem que um homem deve ter filhos, plantar uma árvore e escrever um livro. Pois bem, eu digo que um homem deve ter filhos e neles escrever a história da famíla e neles plantar as raízes de uma vida digna.

O Big Bang

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Pois é,

O post poderá ser longo para quem prefere posts curtos.

1. Com justo título legado por Sua Majestade El Rey Verbeat, Clarissa, doravante, é Condessa Clarissa. Condessa Clarissa Cardoso dos Santos Alencastre Escosteguy.

2. Encontrei o contador de dias no blog de uma portuguesa que esperava seu filho, que, por coincidência, chama-se Afonso. Adotei e, a partir de então, a Clarissa foi adotada pelos amigos virtuais (alguns presenciais). Foram muitos dias de expectativa, acentuada pelo susto que tivemos no último mês. Felizmente não passou de um susto. A Clarissa nasceu perfeita, com 2,605 Kg e 45 cm. Petinininha, mas já mama como se tivesse o tamanho de um bezerro.
Nasceu às 15:35h, o que lhe dá Virgem por signo solar e Aquário por ascendente. A Lua passeava tranqüilamente por Sagitário no momento do nascimento.


"Mente sã em corpo saudável. Esse é, sem dúvida um dos lemas mais adequados para o senhor da alquimia e da purificação: o signo de Virgem. Ninguém melhor que um virginiano sabe a importância de cuidar de si e dos outros com dedicação. Virgem é um signo prestativo porque demonstra afeto sendo útil para com aqueles que ama. E não há ninguém que entenda mais do que ele que amor e carinho devem ser cultivados e alimentados. Diariamente. Afinal ele é o mestre do método e da disciplina, coisas que o nosso cotidiano precisa para ser produtivo.

Regido por Mercúrio, este signo preza o conhecimento desde que ele seja estruturado. Um Virginiano geralmente lê muito, é capaz de conversar sobre qualquer assunto e armazenar informações como se tivesse um catálogo mental. Bem, muitas vezes, ele tem um catálogo real onde anota os livros que leu, as receitas que já experimentou e assim por diante. Provavelmente as listas de qualquer tipo, seja de supermercado ou de tarefas a serem realizadas, foram inventadas por uma alma virginiana, ávida em fazer tudo como deve ser feito.

Tanta praticidade e meticulosidade recebe muitas vezes o título de chatice. Sim, os signos de ar podem achá-lo organizado demais, um chato..."1

Tô ralado, nasceu uma chatinha na casa do Chato (que é de Gêmeos, signo do ar), hehehe. Terá suas vantagens, no entanto. Quando ficar grandinha, certamente vai querer organizar o escritório do pai.

3. Sem dúvida alguma, a blogosfera é algo fora do comum. Ai daquele que diga que não gosta ou que não precisa de comentários nos seus posts. E foram muitos comentários ao longo desses quase nove meses. Mas confesso que ver a caixa cheia, ao longo desses últimos dias, encheu meu coração de alegria. É muito bom ver que pessoas despendem energia para deixar um recado, uma mensagem de felicitações, o que for. Sou dos que acreditam que a energia flui até seu destino e essa casa está repleta de luz, da luz de quem veio aqui, comentando ou não; dos que sempre vieram e daqueles que vieram pela primeira vez. A todos, nosso muito obrigado (lista de quem deixou comentários no post anterior):

Fernando, do Número12;
Juliano, do Blogradouro;
Marcus Pessoa, do Velho do Farol;
Olivia, do Forsit;
Roberson, do Incontinentia Verbalis;
Telma Arcoverde, do Encontros do Cotidiano;
Denise Arcoverde, do Síndrome de Estocolmo;
Yvonne, do Nós por Nós;
monica, do Quarenta e Três (atual "...");
Mi, do Uh,baby!!!;
Lucila, do Uh, baby!!!;
Edu, do Cansei de Maricas;
Flávio Prada, do Lixo Tipo Especial;
Ana Roberta, do Mal Secreto;
Su, do Onde anda Su? atual Gutierrez/Su;
Leila, do Stuck in Sac;
Denise, do Sturm und Drang;
Milton Ribeiro, do Milton Ribeiro;
Alexandre Inagaki, do Pensar Enlouquece, Pense Nisso;
Hiran Abif, do O Oprimido;
Priscyla, do Pritenders;
Mahai, do Texticulos;
Simy, do Apsiquismo;
Gejfin, do Blog do Gejfin;
Luma, do Luz de Luma;
Allan, do Carta da Itália;
Tiagón, do Bereteando;
Diego, do Figuras de Linguagem;
Tatiana, do Tatiana Girl;
Roberta Febran, do Alma em Punho;
Roman, do Blog dos Ventos.

4. Este blog nunca pretendeu - e nunca pretenderá - ser outra coisa senão uma forma de afeto com pessoas. Posts bem ou mal escritos, conteúdos interessantes ou não, não importa. Ninguém é bom sempre naquilo que faz. Importa é que através dos blogs tem sido possível sentir o carinho das pessoas que por aqui passam. Até hoje tive a graça de não ter sido visitado por pessoas inconvenientes e, certamente, o Chato continuará sem elas. Mesmo porque, se aqui aparecerem, não encontrarão guarida para sua pequenez.

5. Com a incumbência de representar a todos, o Chato nomeia, sem direito à recusa, o Edu como padrinho e a Yvonne como madrinha, virtuais, da Clarissa.

PS. Esqueci-me de dizer: é a cara da mãe, não posso negar. De mim herdou, pelo jeito, o ódio ao frio, pois só chora quando está sentindo frio. POA, aliás, não está colaborando muito nesse sentido. Desde que nasceu, ainda não tivemos um solzinho que seja. Só chove e faz frio...


1Cláudia Letti, http://www.astrologica.com.br/smes-virgem.html

Pátria

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Pois é,

UP às 13h (09/09): tudo tranqüilo. Alta sábado. Aí coloco a vida em dia (li os comentários), hehehe.

UP às 13h (08/09): outra foto:


UP às 18h: passei rapidinho pra pegar umas coisas. Nem li os comentários, mas desde já gracias. Depois dou mais notícias. A Clarissa nasceu super bem e correu tudo tranqüilo com o parto. Tivemos que antecipar a vinda dela. Foi cesária. Nasceu com 2605 gramas. Aí uma foto:

Escolheste nascer hoje, minha filha, no dia da Pátria. Que posso te dizer desta Pátria que te abrigará doravante?

Talvez eu devesse te dizer o que eu aprendi. Aprendi, minha filha, que Pátria é quando a gente sente orgulho ao ver a bandeira; que Pátria é quando a gente chora, mesmo que por dentro, ao ouvir o hino.

Pátria é quando a gente deseja ficar ali, imóvel, ao lado da pira, guardando o fogo. É quando a gente quer desfilar e, se não consegue, levanta cedinho só pra ver o desfile pela televisão.

Pátria, minha filha, não é só hoje; é quando a gente sai na rua todos os dias e fica indignado ao ver gente como a gente espalhada pelo chão; é quando a gente sai na rua e quer ter uma cidade limpa, arborizada, bonita. Um país bonito e um povo feliz.

É lutar para que todos tenham dignidade, comida, educação e saúde.

Pátria, minha filha, é ser honesta acima de tudo; contigo e com os outros. É não deixar que tirem a tua liberdade; é não deixar que tirem a liberdade de ninguém.

Mas o que eu aprendi, minha filha, não posso te dizer. Pois nada disso resolveu e nossa Pátria está doente. Doente de gente que não tem orgulho da bandeira e pisa nela como se estivesse pisando no tapete de casa; doente de gente que por dentro ri do hino; doente de gente fria que vira o rosto para a miséria que ajuda a aumentar; doente de gente que rouba da própria Pátria; doente de gente que não sabe o que é Pátria.

Mas a tua Pátria, minha filha, será a Pátria que quiseres fazer, pois a cada ano da tua vida hás de comemorar não apenas o teu aniversário, mas o aniversário da Tua Pátria. Cresçam juntas, tu e a Pátria, tu e a Pátria amada, Brasil!

Seja bem-vinda a este mundo, minha filha. Faça dele um mundo mais digno.

Família

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Pois é,

Desde cedo a gente aprende - no meu tempo pelo menos a gente aprendia - que a família é a base da sociedade e patati patatá... É bem verdade que o bicho humano nunca foi monogâmico. Se deixado a solta na natureza, deita e rola. Quem se dedicar um pouquinho à genealogia logo de início se dá conta que a putaria rolava solta nos melhores ambientes reais. Poucos nobres, dentre eles reis e rainhas, eram fiéis e quase todos tinham alguns, ou vários como no caso de D. Pedro I, "por fora". Às vezes penso que essa istituição é a criação mais artificial do ser humano.

Pois se isso é verdade, vai daí, como já contei aqui, que minha família por parte de mãe, nasceu de um bastardinho desses, filho de Felipa de Lancaster, casada com D. João I, rei de Portugal, com algum gajo que não devia fazer jus ao esteriótipo que fazemos dos primos portugueses.

A questão é que essa família simplesmente acabou, ao menos o ramo de um tal de Joaquim Antônio de Alencastre, chegado ao Brasil lá por meados do século XVIII. Somos, eu e meus irmãos, junto com duas primas, os últimos representantes dela na terra brasilis. (a bem da verdade, dias desses descobri, pela internet, um cara que ainda tem o sobrenome. Estou tentando contato, mas parece que é meio arredio a querer saber histórias de família. Falei por telefone com a ex-mulher que se prontificou a fazer o contato. Até agora estou esperando).

Nesses quases trezentos anos de Brasil e Rio Grande do Sul tem muita história. Por isso gosto de genealogia. É o resgate e a manutenção da vida das pessoas que fizeram a gente estar aqui. E são histórias que podem desaparecer de uma hora para outra. De histórias simples de vida a passagens gloriosas pela história, não importa, as pessoas deveriam ser ensinadas, desde crianças, que família não é apenas é a base da sociedade, mas é a nossa própria base.

Não entendo alguém que não tenha ao menos curiosidade sobre seus antepassados e suas vidas. Um dia a família pode acabar - como a minha - e ninguém vai saber. Há muitas histórias interessantes que podem ser contadas. Quer ver? Meu tataravô era farroupilha e o pai dele do exército imperial. Pai e filho lutaram em lados opostos. Mas devem ter se acertado depois, pois no testamento do pai ele deixa tudo para o filho. Quanto coisa não se esconde por trás desse fato? E se o pai tivesse, numa batalha, matado o filho? Eu não estaria aqui enchendo o saco de vocês com essas bobagens. Nessa categoria, "Genealogia", contarei uns causos interessantes das famílias.

Pena que os hábitos mudaram e a gente não coloca mais todos os sobrenomes nos filhos. D. Pedro I tinha 26 nomes. Legal, né? Vou colocar o sobrenome da minha mãe na Clarissa, junto com o meu (do meu pai). Ela também vai ter os sobrenomes dos pais da Kaya. E desde cedo vamos ensiná-la a ter orgulho disso e conhecer a história da família. História e histórias certamente não hão de faltar na vida dela...

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