Pois é,
Um golpe que estava sendo aplicado aqui no bairro onde moro (Floresta): a falsificação de atestados médicos para ludibriar o FGTS e o PIS/Pasep.
Segundo o jornal "O Cristóvão" (jornal do bairro) "cerca de 50 pessoas estão envolvidas e 16 já foram indiciadas. O comando era feito por Jair de Oliveira Lima, 45 anos (vulgo Tiririca). A legislação brasileira autoriza portadores de HIV a sacarem esses recursos.
Jair montava carteiras de identidade com sua foto e dados de terceiros, com quem combinava o golpe. Após fazer o exame e comprovar ser portador do virus da Aids, ele efetuava saques no FGTS e no PIS". A notícia segue com detalhes. Os envolvidos são moradores do bairro, assim como os laboratórios onde eram feitos os exames. Foi pego porque uma moça de um dos laboratórios achou estranho ele estar fazendo tantos exames e ligou para a Delegacia de Polícia, que também fica no bairro. Os saques, segundo a polícia, eram de quantias pequenas, de R$600,00 a R$2000,00. (eita bairrinho bão esse. Vou ter que me mudar antes que descubram que o autor d'O Chato também mora nele, hehehe).
Em algum lugar deve haver uma explicação para o estado em que chegamos. Dia vai chegar em poderemos contar nos dedos quem não anda roubando nesse país. E por favor, não lembrem da mão do Lula.
É triste ver o que está acontecendo nos EUA, mas temos problemas de sobra por aqui para nos ocupar.
Depois dessa, uma breve pausa no tema do mal para algumas pesquisas/leituras. Uma delas é o livro de Susan Neiman, O Mal no Pensamento Moderno. Diz a orelha (hehe):
"O mal ameaça a razão humana, pois desafia nossa esperança de que o mundo faça sentido. Para os europeus do século XVIII, o terremoto de Lisboa foi o mal manifesto. Hoje vemos o mal como uma questão de crueldade humana e Auschwitz como a sua encarnação extrema. Ao examinar a nossa compreensão do mal - da Inquisição ao terrorismo contemporâneo -, Susan Neiman explora a seguinte questão: em que nos transformamos ao longo dos três séculos que nos separam do início do Iluminismo? Ao fazer isso, ela reescreve a história do pensamento moderno e redireciona a filosofia para as questões que originalmente a ocuparam. Quer seja expresso em termo teológicos ou seculares, o mal expõe um problema quanto à inteligibilidade do mundo. Confronta a filosofia com questõs fundamentais: pode haver significado em um mundo no ual inocentes sofrem? pode a crença no poder divino ou no progresso humano sobreviver a uma catalogação do mal? O mal é profundo ou banal? Neiman argumenta que essas questões foram a força motriz da filosofia moderna. Filósofos tradicionais, de Leibniz a Hegel, buscaram defender o Criador de um mundo que continha o mal. Inevitavelmente, os seus esforços - somados aos de personalidades mais literárias, como Pope, Voltaire e o Marques de Sade - corroeram a na benevolência, no poder e na relevância de Deus, até Nietzsche alegar que Ele havia sido morto. Também operaram a distinção entre o mal de ordem natural e o mal de ordem moral, hoje interiorizada por nós. Neiman debruça-se então sobre a reação da filosofia ao Holocausto como derradeiro mal de ordem moral, concluindo que existem duas posições básicas no pensamento moderno. Uma, de Rousseau a Arendt, insiste na idéia de que a moralidade exige que tornemos o mal inteligível. A outra, de Voltaire a Adorno, na de que a moralidade exige que não o façamos".
Por outro lado, as análises sempre se dão sob a ótica da filosofia ocidental e da tradição judaico/cristã ou, ainda, como no post do Cláudio, que aponta caminhos interessantes para o mal. Há que buscar, também, como o Oriente vê a questão do mal. Não basta olhar o terrorismo e atribuí-lo aos mulçulmanos, por exemplo, apenas sob a ótica ocidental. A humanidade está a se tornar majoritariamente indiana e chinesa (quase 50% da população mundial é da China e da Índia).
Há que entender o que acontece no mundo. Senão, pode ser que o mundo não nos entenda...
Mudando de assunto, próximos temas:
1. estamos na semana da pátria; que pátria?
2. semana que vem inicia-se a semana farroupilha; quem serão os farrapos de hoje?
3. a qualquer momento, mais um serzinho para este mundo maluco;
4. finalmente comprei uma câmera digital. "Me aguardem..." (esperem eu aprender a mexer nesse negócio, hehehe).

Família unida: Naná (a mãe), Frederico (o Demo), Joseph Afonso (o pai) e Fafá, que apesar do nome, é gato. No chão, JJ (Joseph Júnior, o Deprê). Faltou o Mimoso, que é tímido e não gosta de tirar fotos.
"O problema do mal tem desconcertado muitas gerações de filósofos. Supõe-se que Epicuro [o barbudinho simpático aí da foto, que viveu entre 342-270 a.C.] tenha dado a formulação clássica abaixo:







































