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Desafio para 2010!

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Pois é,

Faça duas listas: uma contendo todas as coisas ruins que aconteceram no mundo em 2009; a outra, contendo as coisas boas.

Desafio a que alguém me apresente uma lista das coisas boas que atinja, pelo menos, 10% da lista de coisas ruins.

Tente e eu prometo que para cada boa eu cito 1000 outras ruins.

(ajudinha: deixe a hipocrisia de lado ao fazer as listas)


Efemérides

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Pois é,

Três datas marcam a vida:

- o dia mais triste do ano: quando começa o verão;
- o dia mais alegre do ano: quando começa o inverno;
- o dia mais feliz do ano: quando começa o horário de verão, que, casualmente (!), é hoje.

Mas não pensem que adoro o inverno e detesto o verão. É justo o contrário. Detesto o inverno e adoro o verão. Acontece que o início do inverno marca a noite mais longa do ano. Dali pra frente os dias duram cada vez mais e as noites cada vez menos. É isso que significa: chega de escuridão; chega de sair do trabalho no escuro. O início do inverno significa LUZ. Mais luz a cada dia que passa. Por isso é um dia alegre.

Infelizmente essa luz só dura até o início do verão, dia mais longo do ano. Depois disso, os dias começam a ficar mais curtos, até chegar o outono. E daí é uma desgraceira só até a entrada do inverno. A entrada do verão significa que a escuridão se aproxima. Por isso é um dia triste.

Mas o dia que começa o horário de verão é um dia feliz. Acordo, em geral, pelas seis da manhã. No inverno, acabo perdendo o nascer do sol (fenômeno que posso ver aqui de casa...). Com a mudança do horário, acordo mais cedo e vejo o nascer do sol. No inverno, acabo perdendo o pôr-do-sol (ainda tem hífen???) (fenômeno que posso ver aqui de casa...). Com a mudança do horário, chego mais cedo em casa e vejo o pôr-do-sol.

Tem coisa mais feliz do que ver o sol do início ao fim do dia?

Eu posso ser chato, mas chato, mesmo, é quem não gosta do horário de verão...


Pois é,

Mulheres devem ter algum tipo de relação com os panos. Não sei qual é, mas que deve ser uma relação difícil para elas, lá isso deve! Panos de prato, panos de chão, camisetas velhas que gostamos de usar, lençóis e até cuecas.

Bem que eu tento me preparar para o dia - e quiçá não chegue nessa encarnação - que as mulheres mandarão no mundo. Há pelo menos dez anos que a cozinha é minha aos finais de semana. Vou ao super, lavo a louça, cozinho, coloco e tiro a mesa e, ao final, lavo novamente a louça. A pia fica sequinha e brilhante. Toda a louça e talheres guardados nos seus devidos lugares.

O preço? Panos. De prato. Que, casualmente, servem até de pano de chão, se necessário. E a terceira guerra mundial a cada sábado e domingo. Se os norte-coreanos imaginassem como é fácil arrumar uma guerra, não precisariam investir tanto em bombas nucleares, bastava utilizarem mais panos.

As mulheres (e a generalização, aqui, é proposital) não entendem que um pano é somente um pano e serve apenas para ser utilizado. Em qualquer necessidade. E são que nem bombril: têm mil e uma utilidades. Mas não, na cabeça delas cada pano serve para uma única coisa: limpinhos, dobrados e guardados em alguma gaveta. Ou pendurados, sempre com o lado bordado para a frente. Algumas chegam ao cúmulo de passá-los a ferro. No máximo, usam para secar a louça.

Pois aqui em casa utilizo um sistema de rodízio: o pano que estava pendurado serve para secar a pia. Pego outro para secar a louça; quando termino, uso para secar as mãos. Afinal, como vou cortar a carne, depois de cortar a cebola, sem que antes limpe as mãos? E o alho, depois da carne? E o tomate? Não se pode misturar os sabores na hora de prepará-los. E a faca que cortou a carne? Não posso usá-la sem antes limpá-la. E se um pingo cai no chão? Um pouco de azeite ou água? Vai o pano da pia. E o pano da louça vai para as mãos e o pano das mãos vai para a pia. Como vou lavando os talheres e louças que uso, vai mais um pano para secar a louça. E o pano que serviu para limpar o chão vai para o tanque. E assim segue o rodízio.

É tão simples que não entendo a razão de tanta confusão ao final de cada almoço. E para o churrasco? Usar panos de prato em churrasco é o limite de qualquer mulher. Comprei dez - isso mesmo, dez - panos de prato para usar na hora de fazer um churrasco. Boicote total. Simplesmente sumiram. Sempre que faço churrasco, tenho que usar os panos "limpinhos, passadinhos e guardados". E não adianta ter máquinas de lavar e de secar. Panos de prato são tão especiais que merecem, antes, ficar de molho em um balde, por horas a fio mergulhados em clorifina. Parece que só depois de estarem desimpregnados do nosso ser é que podem ir para a máquina.

Avental? Tenho cinco. Bastou usar uma vez e "já pra máquina"! Camisetas?

Bueno, camisetas velhas merecem outro post.



Pois é,

"O ex-presidente da Coreia do Sul Roh Moo-hyun, 62 anos, morreu neste sábado ao se jogar de uma montanha. O ex-governante escalava a montanha em Bongha, no sul do país, onde tinha uma casa de campo, quando se lançou em um precipício. Ele estaria envolvido em corrupção e deixou uma carta de suicídio.

No último dia 30, Roh compareceu ao escritório da Promotoria de Seul para depor sobre seu suposto envolvimento num escândalo de suborno. O ex-presidente, que já havia pedido "perdão por ter decepcionado" a população, admitiu que sua mulher, Kwon Yang-sook, aceitou dinheiro de Park Yeon-cha, diretor de uma fábrica de calçados sul-coreana e detido por subornar altos funcionários do Executivo
." (daqui)

E por aqui, no Estado das Maravilhas? Já nem falo mais do Congresso das Maravilhas...

Por falar em Congresso, bem ou mal devemos apreciar a atitude do deputado gaúcho: afinal, somente ele teve a coragem de dizer aquilo que todos eles fazem, isto é, "se lixar" para a opinião pública.

Aguardarei pelo dia em que algum deles resolva assumir que roubam do povo, que não fazem nada a não ser tentar garantir o próximo mandato, etc., etc., etc...

Em alguns países a honra parece ser algo tão valioso, que só é comparável com a própria vida. E em alguns casos mais ainda: perde-se a vida mas não a honra.

Sim, pois honrado não é o Homem que nunca erra, mas aquele que, errando, assume seu erro. Esse valor parece esquecido pelas plagas pampeiras e brasilianas.

Algumas comparações e uma conclusão:

- Por três anos fui vizinho, na rua Barão do Amazonas, da atual sátrapa do RGS. Morávamos em prédios de classe média;

- Ambos éramos servidores públicos;

- Na mesma época ela era Diretora, e professora, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e eu aluno da Faculdade;

Conclusão: eu sou burro!

Pois continuo sendo servidor público (Ela? Só fode com o público!), morando em prédio classe média (Ela? Casa de R$700.000,00!) e ambos deixamos a faculdade (Ela? Pode voltar. Eu? Claro que não!).

Up: aqui!
 


Pois é,

Hoje não sei mais como se chama. Em alguns países, governantes sob suspeita no mínimo retiram-se de cena; renunciam aos cargos públicos obtidos com a confiança do povo. Supõe-se que sejam pessoas honradas e que, por essa razão, admitem o erro (afinal, errar é humano) e afastam-se. Preferem a integridade íntima, característica da honradez, à vã tentativa de provar que onde há fumaça não existe fogo.

Mas, como dizem, somos um país jovem, forjado do estado para a sociedade e não como as grandes nações, onde nelas os homens já aprenderam a ter honra.

Por aqui não temos. Por aqui preferimos as pessoas que lutam para provar que a fumaça não vem do fogo, mas apenas da oposição; de gente interessada em destruir o que de bom o governo tenta fazer pelo povo!

Poderia falar apenas da atual situação do governo do meu estado. Afinal, há dois anos que a atual mandante vem afirmando que a fumaça não vem do fogo. Mas não, isso parece ser geral no País das Maravilhas.

Do Congresso não há mais o que falar; há, simplesmente, o que fazer: não mais votar. E que não se invoque a parábola do joio e do trigo, onde apenas, com certeza, só temos joio. Se algum trigo há, será como procurar uma agulha no palheiro.

Pois tanto o Congresso, quanto o governo do meu estado, atingiram o limite que, em alguns países, já levou pessoas ao suicídio.

Não que eu deseje isso para nossa atual governante, mas que ao menos tenha "vergonha na cara".

Ou, como diriam os gaúchos, que honre o fio do bigode!

Ops! Esqueci: é mulher e não é gaúcha. Vai ver é por isso...
 


Pois é,

Das duas, uma: ou somos trouxas ou somos muito trouxas! Ou somos bobos ou nos fazem de muito bobos!

Nada contra a Copa do Mundo ser realizada no Brasil. Afinal, brasileiros, apesar da descendência que dizem ser divina, são humanos e humanos gostam de chutar. Qualquer coisa. Chutar o balde, o pau da barraca, dar um pé na bunda, chutar pra cima, chutar as respostas, e tantas outras expressões cotidianas que demonstram nossa paixão pelo futebol.

E nada mais justo! Quer o mundo queira, ou não, somos os melhores nisso. Ao menos nisso, pois no resto parece que está faltando chute. Pensando bem, não falta... Sobra chute...

O grande chute que tem sido dado com a tal da copa é que, de qualquer forma, os investimentos seriam realizados e que a copa apenas antecipou-os. Vejam o que disse o ministro do Esporte, Orlando Silva Junior (daqui), em 23/12/2208 (recentinho):

"A realização da Copa será uma oportunidade para enfrentar gargalho de infra-estrutura no País e antecipará investimentos que, mais cedo ou mais tarde, seriam necessários".

Das duas, uma: mais tarde ou muito mais tarde!

Das duas, uma: ou ele (e todos os nossos "representantes") pensa que somos idiotas ou ele pensa que somos muito idiotas!

Mais, diz ele, "É preciso dar solução de transporte público coletivo, que tenha capacidade para mover milhares de pessoas que chegarão às cidades. Esse é o desafio. Por isso, o centro do PAC da Copa será a mobilidade urbana".

Das duas, uma: ou apenas durante a copa "milhares de pessoas" se movimentam pelas cidades ou nossas grandes cidades vivem vazias de gente...

A centro da hipocrisia está em fazer o que não passa de obrigação desses caras (em quaisquer dos três níveis da federação) somente por causa da copa e dizer que seria feito de qualquer jeito.

Aí sequer há duas, mas apenas uma: somos todos palhaços!

E que não se diga que isso é coisa do Lula. Qualquer mané, formado ou não, como presidente, faria a mesma coisa!

Não será difícil adaptar a música "noventa milhões em ação" para "cento e noventa milhões em ação"; basta dizer o "cento" bem rapidinho... mas a palhaçada será a mesma da década de 70...

Dizem, mas ainda não consegui confirmar (afinal, transparência só vale para o bolso dos outros; governo, que é bom, nada), que a maior parte dos investimentos será realizada pela iniciativa privada. Até aí tudo bem, não fosse o fato de que para chegar nesses "investimentos privados" muita infra-estrutura pública deverá ser construída. Ou seja, para que o meu querido Grêmio possa ter seu novo estádio (a Arena) lotado e com os lucros somente para eles e para a empresa que está bancando a brincadeira (o mesmo vale para a reforma que farão no chiqueirão que se encontra "irregular" na beira do rio...) muito do nosso trabalho será "doado"; e nem mesmo um ingressinho "de grátis" eu vou ganhar pra compensar...

Afinal, futebol não é coisa "privada"? A tão adorada "seleção brasileira" não é privada? Os lucros oriundos do "espetáculo" não são privados? (e não me venham dizer que o governo arrecada impostos, porque isso, das duas uma: ou pensam que somos imbecis ou que somos imbecis esféricos).

Então por que não fazer a "iniciativa privada" arcar com os custos da infra-estrutura necessária e que depois "ficará" para o povo? Resolvem mudar de lugar um estádio de futebol particular e o povo que banque a brincadeira...

Isso não, né? Porque das duas, uma: ou eu sou pobre e burro e ainda não entendi como funciona o mundo ou quem tem capital é muito vivo e sabe direitinho como fazer para não gastar seu dinheirinho...

Afinal, brasileiros, apesar da descendência que dizem ser divina, são humanos e humanos brasileiros gostam de acreditar em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Saci Pererê, Mercado, que os R$ 14 bilhões (estimativa média... um chute) a serem gastos com a copa resolveriam o problema de saúde do país pelos próximos 10 anos...

Das duas, uma: a saúde pública não interessa ou a saúde pública que se foda!

Das duas, uma: o sou chato ou sou muito chato!









Pois é,

Habemos novidades na Condessa e no Ambiarte.

Abro aspas para uma afirmação:

"Nós aplaudimos os donos do City Crab and Seafood por sua decisão compassiva em permitir que este nobre ancião viva seus últimos dias em paz e liberdade."

Não é necessário citar a quantidade enorme de dinheiro gasto em guerras e para gerar mais dinheiro, o que mata além de milhares de "anciãos", milhares de crianças pelo mundo.

O ancião tem nome. Chama-se George. O detalhe é que o George da notícia é uma lagosta, cuja idade foi estimada em 140 anos por causa dos seus 9 quilos. Uma ONG se movimentou para salvá-la da panela, apesar das declarações dos donos do restaurante de que não fariam isso.

Há limites para a insanidade defensora da natureza. Assim como algum dia descobriremos limites para a insanidade destruidora, não da natureza, mas de nós mesmos.

Outras aspas:

"Nós sabemos que algumas pessoas podem ser um pouco sensíveis em relação a isso (comer esquilos), então decidimos tentar fazer um patê, de forma que não fique tão óbvio que se trata de carne de esquilo."

Declaração do dono de um restaurante inglês, referindo-se às panquecas feitas com carne de esquilo cinzento, considerado uma praga que está acabando com os esquilos vermelhos.

Será que não existem alguns esquilos cinzentos anciãos virando panqueca?

Limites, limites...




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