Recently in Eu posso ser chato mas... Category

Situação critica!

| | Comments (1)
Pois é,

sol.jpgA situação está atingindo um ponto crítico. Até bem pouco tempo ainda era possível parar nas sinaleiras com as janelas do carro abertas. Hoja já não dá mais. Pouquíssimas são as sinaleiras, ao menos aqui em Porto Alegre, que não estejam tomadas de pedintes de toda espécie.

E quando digo "espécie", me refiro tanto a gente que realmente necessita, quanto a um mundaréu de desocupados que fazem das esquinas seus "pontos" de sustento. Isso tudo sem falar dos "flanelihas". E gente com saúde, forte, jovem, que bem poderia estar trabalhando. Houve tempo em que quase somente crianças pediam nas esquinas. Agora só tem marmanjo.

Por ora se conformam com um "não tenho moedinha". Quando chegará o dia em que partirão para a agressão? O poder público parece fazer vistas grossas ao problema. Em qualquer deles o que se vê é o velho jogo de empurra.

E a coisa toda cresce. Quando passar do ponto crítico, vai ser difícil retornar!


A Chata!

| | Comments (5)

Pois é,

casal1.jpg- Afonso?
- Quié, Chato?
- Tava aqui pensando...
- Imagino! Não tens feito outra coisa além disso...
- A culpa é tua. Quem mandou tirar férias?
- Antes tivesse me aposentado!
- Não falta muito, só dez anos. Isso se até lá não mudarem de novo as regras...
- Me chamou pra me azarar?
- Não, claro! Te chamei porque sei que a tua situação anda chata!
- Sim, e daí?
- Quero te propor um bom negócio.
- Qual?
- A chata! Tô precisando, sabe? O Chato e a Chata... e coisa e tal...
- Não entendi!
- A tua situação, pô! Não é chata? Pois é, quero ela pra mim!
- E o que vocês vão fazer, além do risco de eu ter que lidar com um monte de chatinhos?
- Te prometo que cuidamos deles sozinhos, se acontecer...
- Sei não. E o que tenho que te dar em troca?
- Nada!
- Como assim, nada! Não é um negócio?
- E, mas é tipo um negócio de pai pra filho, sabe como é...
- Pai pra filho uma ova. Não esquece que eu sou teu pai...
- Pai uma ova, pra ti também! Tu apenas me criaste...
- Pai é quem cria, não sabias disso?
- Ó, não vamos esquecer que o Chato aqui sou eu, tá? "Te liga", como anda dizendo a Condessa pra ti. Aliás, já paraste pra pensar que até a Condessinha, do alto dos seus dois aninhos, já anda te dizendo isso?
- Bobagem, isso ela aprende na escola e sai repetindo por aí.
- Bobagem, é? E hoje, quando mandaste ela parar de mexer nas tuas coisas e ela te respondeu: - problema teu, pai. Eu vi a cara de bobo que fizeste.
- Tá! Mas, voltando pra Chata, o que queres que eu faça?
- Dá ela pra mim! Simples assim.
- Não sei. Mal tenho tido tempo de lidar contigo, que dirá com uma Chata. Além do mais, é mulher, e mulher é...
- Deixa disso que eu sei que voltas a trabalhar depois do carnaval. E aí mesmo é que vai te sobrar tempo...



Pois é,

Descobriram nova utilidade para as minhocas: notícia. Isso mesmo, usam minhocas para criar e veicular notícias. Lendo o site da BBC, me depero com a seguinte manchete:

"Parar de comer doces 'pode prolongar a vida em até 15 anos'"

com o seguinte subtítulo:

"Uma pesquisa realizada na Alemanha sugere que abdicar de doces e carboidratos pode aumentar a expectativa de vida em até 15 anos."

Como não como doces (açucar), ou muito raramente como, fiquei feliz por saber que tenho mais quinze anos de vida. Imaginando o que farei com o brinde, começo a ler a notícia. Bueno, leiam por vocês mesmos, é curtinha:

Nutrição Humana, da Universidade de Jena, realizaram experiências em minhocas e observaram que o corte da ingestão de glicose, encontrada em alimentos ricos em açúcar e carboidratos, levou os invertebrados a aumentarem consideravelmente a produção de radicais livres.

Os radicais livres são moléculas que podem ser prejudiciais ao organismo porque estão ligadas a processos degenerativos, como o câncer e o envelhecimento.

Os pesquisadores, no entanto, observaram que a falta de glicose fez com que as minhocas rapidamente reagissem aos radicais livres, produzindo enzimas de defesa contra estas moléculas e aumentando a expectativa de vida em 20%.

Este número, calculam os pesquisadores, seria o equivalente a 15 anos na espécie humana.

“Se este resultados se mostrarem efetivos para a espécie humana, isto significa que o fim do consumo de glicose pode ter efeitos positivos na expectiva de vida”, afirmou Michael Ristow, um dos líderes da pesquisa.

“Durante o processo, as minhocas produziram mais radicais livres, mas ao mesmo tempo ativaram rapidamente as defesas contra essas moléculas. O mal acabou produzindo algo bom no fim”, acredita.

Ainda de acordo com ele, o consumo de açúcar corresponde de 15% a 20% da ingestão diária de calorias, que não são necessariamente glicose, mas acabam se transformando na substância durante a digestão.

Fiquei triste. Antes tivesse parado a leitura na manchete. Poderia sair por aí dizendo a todo mundo para que parassem de comer doces (quem não iria gostar seriam os donos das confeitarias e produtores de açucar) e vivessem mais.

Mais triste ainda fiquei por ter, depois de tantos anos de experiência, caído no conto da manchete. Definitivamente, não dá pra levar a sério a mídia. E espero que vocês não tenham caído no conto do título...



Pois é,

Levei como se carrega um bebê recém-nascido: com toda a atenção e cuidado. Mostrei tudo aquilo, na cidade, que o pouco tempo que me foi dado permitia. Abri as portas da minha casa e permiti, sem medo, que conhecesse a Condessa. Todos sabemos que a maior prova de carinho que podemos ter é apresentar nossos filhos. São nosso maior tesouro. E fiz isso.

Papariquei, na verdade! Corri atrás das pessoas para que conhececem. Fiz algo que sequer com a minha mulher faço: fui ao shopping para que pudesse fazer compras. Imaginem: shopping novo, desconhecido, com turista e... mulher. Poderia ter sido um pesadelo. Mas não. De tudo fiz para que se sentisse à vontade. Cuidei do filho, para que tivesse o tempo necessário para fazer boas compras.

Mas uma profunda tristeza tomou conta de mim ontem. Jamais imaginei tamanha ingratidão. É o preço que se paga, nessa vida, pelo bem que fazemos. Vê-la, assim, vestida com esse pano (um trapo, a bem da verdade), me faz ver o quanto devo revisar meus paradigmas: talvez nunca mais receba alguém por aqui. É provável que minha fase de encontros reais com gente virtual tenha, definitivamente, acabado. Quem sabe, até, encerre o Chato. Afinal, não fosse por ele e não estaria passando por essa tristeza:


Sem comentários...

Ao menos o Leo foi de uma sensibilidade inimaginável para um garoto de nove anos. Dono de uma inteligência rara, ao se despedir, no aeroporto, fez questão de me dar essa alegria:


Leo e a nova paixão....



Pois é,

Incansável essa gente da blogosfera. Creio até, mesmo contra minhas convicções de que a natureza humana (li, recentemente, um autor defendendo a inexistência de uma "natureza humana", mas isso e assunto para outro post) é má em sua essência, que a maioria o faz de boa-fé.

As aparentemente eternas correntes! Sempre elas. A da vez foi inventada por uma portuguesa (Brit), e pretende enumerar o maior número possível de blogs que "defendam" os direitos fundamentais do ser humano.

Há um comentário feito no blog dessa moça que me parece bastante pertinente. Leiam antes de prosseguir.

Talvez não haja tema, à exceção do atualíssimo meio ambiente, tão debatido na história da humanidade. E talvez não haja algo, à exceção do meio ambiente, tão desreipeitado na face da terra. Se pensarmos que o deus bíblico foi o primeiro a desrespeitar o direito das suas criaturas, ao expulsá-los do Éden por exercerem um direito que era seu, vemos que a coisa vai longe. Vai mais longe ainda, se pensarmos no primeiro "ser humano" que, deliberadamente, fez valer aquilo que julgava ser "seus direitos" perante outros da espécie...

E aí nasceu o Direito. E blá-blá-blá, blá-blá-blá até chegarmos à modernidade e à conseqüente definição, tão ficta quanto outras criações humanas, de Direitos Fundamentais do Ser Humano, ou, resumidamente, Direitos Humanos.

Balela de uns, para proteger a força e o poder; balela de outros, para defender a fraqueza diante da força e do poder. E há grandes "sábios" de ambos os lados. Vencerá sempre, o lado mais forte. E se antes a força era física, ou de um grande exército, modernamente a força é econômica. Num piscar de olhos destrói-se um país inteiro e mata-se de fome milhares de pessoas, pela pura e simples vontade de "ganhar" mais.

Simples assim. E sábio, mesmo, foi o criador da expressão "todos temos um preço". Vemos isso diariamente. Recebemos nosso preço diariamente, em pequenas exceções que abrimos à nossa moral para satisfazer coisas que julgamos "mais importantes". Fazemos isso para manter nossos empregos, para manter nossa "cervejinha" e muito mais.

Jogamos fora nossa dignidade a cada ação que fazemos para manter nosso status quo de vida. E ainda justificamos dizendo "não serei eu o joãozinho do passo certo".

Falar em direitos humanos?

Deveríamos primeiro, e antes de tudo, falar em dignidade humana. Essa sim, a meu ver, seria uma corrente com objetivo. É da dignidade humana que deriva o conjunto de preceitos que mantém a vida em sociedade, seja a Moral, seja o próprio Direito.

E é o respeito a ela, a dignidade humana, que foi para o brejo há muito tempo. E os governos, por nós eleitos, são os primeiros a ignorar a nossa dignidade. E ignoram porque se sentem a vontade para fazê-lo, pois sabem que não temos como cobrar de alguém algo que já perdemos, sendo que a maioria sequer sabe o que é isso, tamanha a condição de miséria em que vivem.

Não poderia participar de uma corrente dessas, sem antes fazer algo para dar dignidade a essa maioria que sequer vive, apenas mal e porcamente sobrevive - e sem dignidade.

Gracias, Luma, pela lembrança.



Pois é,


Truculento. adj. Atroz, cruel, terrível, bárbaro, feroz.

Contraditório. adj. Que envolve contradição, incoerente.

- Chato?
- Quié, Afonso?
- Viste o que andam dizendo de ti? Que és truculento e contraditório?
- Como assim?
- Pois é! És um bárbaro incoerente! hahahahahahaha
- Vai rindo, vai... Certamente era de ti que estavam falando!
- Ué? Não vives dizendo que o blog é teu? Que és tu o autor dos posts? Agora agüenta. A mim poucos conhecem...
- Tá! Contraditorio até posso admitir. Afinal, ainda guardo resquícios dos meus tempos de geminiano em tempo integral. Agora, truculento? Essa não entendi! Quem sabe pedes explicações para a pessoa que disse isso?
- Já pedi, mas a pessoa saiu pela tangente. Mas esquece isso.
- Como assim "esquecer"! Garanto que não ficarias quieto se te chamassem de truculento.
- Por outro lado...
- Por outro lado o quê, Afonso?
- Por outro lado, duas pessoas te indicaram como blog que faz pensar... (o Valter e a Denise - que eu saiba até agora...) Acredita se quiseres!
- Estás de brincadeira comigo. Primeiro dizes que sou truculento e incoerente; agora vens dizer que eu faço alguém pensar com as abobrinhas que escrevo?
- É isso aí. Eu, se fosse tu, ficaria feliz.
- Feliz eu até fico, mas agora vou ter que demonstrar a minha "incoerência".
- Como assim?
- Claro, vou ter que participar dessa corrente e, se tens lido meu "Código do Chato", bem sabes que não participo de correntes...
- Até por aí, né? Toda regra tem sua exceção. E já fizeste uma, o que custa fazer outra?
- Tenho uma proposta para te fazer, Afonso.
- Aí vem bomba! Manda...
- Hoje eu te deixo escrever um post. Dizes que eu estou doente, de cama. Sei lá, inventa algo meio ruim, que é pra deixar as pessoas com pena. Não esquece: isso é técnica. Começa o texto apelando para o sentimento das pessoas. Traz elas para o teu lado sem que percebam. Depois, dizes que só lês blogs por diversão, para descansar e não para pensar. Que se quisesses pensar estarias lendo os grandes filósofos e não blogs. Assim, justificas a tua última frase que será não indicar ninguém. Perfeita idéia, não achas? Só poderia ter saido de uma mente brilhante como a minha!
- Sim, sim, safado! Se eu escrevo tudo isso vão me chamar de truculento...

Bueno, esse blog não é totalmente impessoal, mas também não é totalmente pessoal, confessional. Expressa claramente opiniões (nem todas as que gostaria) sobre certos assuntos e disfarça sobre outros. Não nasci ontem.

Cria ficção a partir de elementos da realidade, sejam quais forem. Pessoais ou não. Experimenta misturas como experimenta temperos. É formal com quem assim deseja. É passional com quem é passional. E gosta de relações. Ao menos até o momento anterior ao famoso DR.

Não é democrático. Acredita que democracia é o governo de uns poucos, para os mesmos poucos e seus descendentes, e para foder o resto! Adora, como todo geminiano, começar e não terminar - exceção feita para a punheta! - Essa é sagrada. Ajoelhou tem que rezar! Pegou tem que gozar!

Mas nunca pensei que fizesse alguém pensar. Tenho tentado rever pensamentos. Grandes e pequenos. E a frase está correta: tenho tentado. O que significa que nem sempre consigo. Para isso criei a categoria "Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras". Tudo o que nos leve a repensar (pronto, olha a contradição) aquilo que pensamos, principalmente nossas "pequenas frescuras". Nelas residem nossos grandes problemas. O dia-a-dia. Não os grandes paradigmas. Esses são criados por gente que não está nem aí para eles. E criam para os que pensam ter consciência. Vamos todos praquele lugar...

E por gente que sequer tem o que comer. Imagina se estarão preocupados com o que farão com o lixo daquilo que sequer tiveram. Algo como quatro bilhões de seres humanos. Esses também têm "pequenas frescuras" com que se preocupar (algo tipo comer, por exemplo)...

Hipocrisia e estupidez. Dois sopros divinos sobre a espécie humana. E deles não estaremos livres nunca.

Há ficção e há realidade. Escolham, pois não vou escolher (o Chato mandou fazer assim) cinco blogs que fazem o Chato pensar.

Pode ser que não encontre três ou quatro... A menos que estejamos falando de umbigos...

Eu posso ser chato, mas não me imaginava truculento e contraditório...



144 - Gripe

| | Comments (9)

Pois é,

Eu posso ser chato, mas pegar uma gripe logo nas férias? Sem saco pra nada, inclusive escrever, é claro!



Links Ambientais

Pages

Powered by Movable Type 4.1

About this Archive

This page is a archive of recent entries in the Eu posso ser chato mas... category.

Diário de um ex-viciado is the previous category.

Falta de assunto... is the next category.

Find recent content on the main index or look in the archives to find all content.