A LÓGICA FEMININA
Marido chega em casa e pega a esposa, na cama, com um garotão, 25 anos, forte, bronzeado, cheio de amor pra dar...Arma o maior barraco, mas a mulher o interrompe:
- Antes..., você deveria ouvir como tudo isso aconteceu.
- Na rua, vi esse jovem maltrapilho cansado e faminto.
Então, com pena do estado dele, eu o trouxe para casa.
Dei a ele aquela refeição que eu havia preparado para você ontem. Como você chegou tarde e satisfeito com o tira-gosto do boteco....e não comeu, eu guardei o jantar na geladeira, lembra-se? Ele estava descalço, então dei a ele, aquele seu par de sapatos... que, como foi minha mãe que te deu, você nunca usou. Ele estava com sede e eu servi aquele vinho que estava guardado...Para aquele sábado que vc prometeu mas que nunca chega...pois, num dia é futebol,noutro poker, noutro pescaria. As calças estavam rasgadas, dei-lhe aquele seu jeans seminovo...ainda estava em perfeito estado, mas não cabia mais em você porque engordou. Como ele estava sujo, aconselhei-o a tomar um banho....fazer a barba, então dei a ele aquela loção francesa novinha....que você nunca usou, porque acha fedorenta. Daí, quando ele já ia embora, perguntou:
- Dona, tem mais alguma coisa que seu marido não usa mais?
Nem respondi !!!!!!!.............Dei logo!!!
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Pois é,
[06:20] Essa semana falei de trem. A música que está (ou deveria estar) tocando, foi inspirada em trens. "Foi no trem", diria Gershwin (1898-1937), "com seus ritmos de aço, tão freqüentemente estimulantes para um compositor (ouço muitas vezes a música no próprio coração do ruído)... subitamente ouvi toda a construção da Rapsódia, do começo ao fim. Eu a ouvi como uma espécie de caleidoscópio musical da América - nosso vasto melting-pot, nossa incomparável vitalidade, nossos blues, o delírio das nossas metrópolis." A Rhapsody in Blue foi tocada pela primeira vez em 12 de fevereiro de 1924. O concerto foi anunciado como "Uma Experiência Educativa em Música Moderna".
[06:55] O dia amanheceu nublado, com um vento levemente frio, prenunciando que a chuva, prevista para domingo, e o frio para segunda, serão antecipados. Tremei junto comigo, meus caros, pois o fim dos tempos se anuncia.
[07:39] Não sabia que tinha gerado uma indiazinha. Só falta colocar aquelas rodelas de madeira na boca. Filhos, filhos...
[07:50] Hoje faz 60 anos do lançamento da primeira bomba atômica sobre uma cidade. Se formos pensar bem, até que ela matou pouca gente se comparada com outras formas de matança soltas por aí. O trânsito brasileiro é uma delas; os americanos outra.
[08:15] Sabe quando realmente se atinge o limite da bagunça? Pois é, eu atingi. Há uma hora procuro um livro e não encontro.
[09:15] Quinze graus e caindo. E ainda não achei a porcaria do livro. Tenho apenas mais cinco graus para encontrá-lo, pois quando bater nos dez me enfio debaixo dos cobertores e só saio na terça. Ufa, dizem que na terça o tempo volta a esquentar.
[09:30] Deu pra ver que eu fiz umas mudancinhas no template, ou viu sem dar?
[10:50]Terror! Terror! Os Nazgûl aproximam-se cavalgando por sobre negras nuvens de frio vindas do sul.
[12:50] "Enquanto em seu auge, no século V era de Péricles, adotara a noção da realização autônoma de progresso partindo da ignorância primitiva até à sofisticação civilizada, Platão muitas vezes tendia à visão primeira da Grécia, apresentada por Hesíodo: a situação da Humanidade havia degenerado gradualmente desde uma antiga era de ouro. Platão não via somente o progresso técnico do Homem contemporâneo, mas também seu declínio moral a partir da inocência dos homens de antigamente [...]" (Richard Tarnas, A Epopéia do Pensamento Ocidental - grifo meu). Parece que, mesmo passados 2500 anos, as coisas não mudaram muito...
[15:20] Notícia do Terra: "As mulheres falam com voz mais aguda e musical que os homens, emitindo uma gama maior de ondas sonoras, difíceis de "decodificar", que fazem o cérebro masculino trabalhar mais, o que explica um certo cansaço depois de algum tempo, revelou um artigo publicado neste sábado no jornal britânico Daily Mail. Segundo o estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Sheffield, no norte da Inglaterra, se os homens não escutam as mulheres não é por má vontade, mas porque o cérebro deles têm mais dificuldade de compreender a voz feminina."
Viu? Viu? Eu não falei que era pura implicância de vocês?
[17:25] 12ºC e continua caindo. Bom mesmo deve estar pra Clarissa.
Pois é,
[07:00] Depois de uma semana em que até a Kaya me chamou de "muito sério" chegamos a um final de semana em que dá pra acreditar que Deus existe:
30 graus em pleno inverno de Porto Alegre.
Dá pra ser mais feliz? Claro que não!
O Chato agora tem música. Liguem as caixas!
[08:00] Uma nem tão curta. Sabem como faço para saber se devo ou não levantar quando acordo no meio da madrugada ou, dito de outra forma, como faço para saber que horas são? Pois é, daqui onde moro escuto os trens do metrô passando. A partir das cinco horas eles começam a circular. Assim, basta esperar um pouco e, se passar um, já posso levantar.
E é um prazer imensurável escutar trens passando. Muito andei de trem na minha vida. É, sou do tempo em que trens transportavam pessoas também. Aqui no sul tínhamos um, chamado de "Minuano". Era um apelido dado por que a linha ia de Porto Alegre a Uruguaiana, seguindo o caminho do vento Minuano (oeste-leste). O acesso a certas cidades, antigamente, só era possível de trem (isso lá pelos idos anos anteriores aos 70's), antes do país ser vendido para as multinacionais do petróleo.
Minha família é de Santana do Livramento (fronteira com o Uruguai). Naquela época ainda não existiam linhas de ônibus para lá. Íamos, nos finais de ano, de trem. Doze horas de viagem. Para um adulto poderia parecer um inferno ter que ficar por 12 horas dentro de um trem; pra mim, ainda uma criança desvendando o mundo, não; era uma aventura. Cada parada em cada povoado; cada apito avisando a chegada, as pontes, ah! as pontes. Tem sensação melhor do que passar por uma ponte de trem? Aquilo tudo era algo inacreditável: o trem passava bem devagarinho dando uma sensação de perigo, de que algo mágico estava por ou iria acontecer. "Meu filho, põe a cabeça para dentro que aí vem uma ponte", berrava minha mãe. Impagável a sensação do vento no rosto. Uma ponte poderia ter cortado a minha cabeça: teria morrido feliz. As curvas! O melhor das curvas era ir lá para o último vagão e ficar olhando o trem interinho lá na frente.
Quando, em 1969, meu pai foi transferido para comandar a guarnição de São Luiz Gonzaga (um dos Sete Povos das Missões), fizemos a viagem de Maria Fumaça. Dezoito horas de viagem. E eu tinha apenas 12 anos. Não parei um minuto sequer. Numa das paradas quase que fiquei para trás, hehehe. Foi a primeira vez em que tive que subir num trem andando. Alguém aí já experimentou subir num trem andando? Vai dizer que não é o máximo da sensação de risco?
Mesmo depois, quando comecei a andar com as minhas próprias pernas, continuei andando de trem. Já existiam as estradas asfaltadas e as linhas de ônibus. Ninguém entendia a razão de, podendo levar apenas 7 horas para ir a Livramento, eu preferia levar 14 de trem. Alugava uma cabine leito só para mim, só para poder ficar sozinho. Talvez seja daí que aprendi a observar as pessoas, os costumes, a simplicidade da gente do campo, pois ficava circulando pelo trem, ou no vagão restaurante, conversando com uns e outros; Nas inúmeras paradas, descia e circulava pelos arredores da estação conhecendo os vilarejos e suas gentes.
Era um mundo viajar de trem. Tínhamos tempo de sobra para ver e ser gente. Minha infância e adolescência foram marcadas pelo trem. A viagem mais longa que fiz foi de Porto Alegre a Montevideo: 24 horas dentro de um trem. Por sinal, uma das sensações mais prazeirosas da minha vida foi a chegada, com o dia amanhecendo, na estação central de Montevideo. As cores, o cheiro, o ar, a temperatura, tudo parecia um outro mundo, e era. Era uma cidade que eu não conhecia e era também a cidade de uma recém conquistada namorada. A paixão, o novo, o trem. Talvez por isso associe, até hoje, tudo o que acontece de novo na minha vida, a um trem. Pena que já são poucas as coisas novas; poucos trens ainda passam na minha lembrança. Adoro acordar cedo só para ficar escutando o trem passar, me faz levantar feliz todos os dias; me lembra de um tempo que não volta mais.
Baldeação. Palavrinha que me arrepia até hoje. Havia um certo fascínio em fazer baldeação. Não sei porque, mas que havia, havia. Hoje, nos aviões, chamam de conexão. Sem graça. Bonito mesmo é fazer baldeação. Conexão é sinônimo de incomodação; baldeação era sinônimo de ir em direção ao destino final. Fazer baldeação significava proximidade, expectativa, um descortinar de aventuras na chegada. Conexão é só subir e descer de aviões. Sem graça.
Por ironia do destino, talvez, meu primeiro emprego, quando adulto, foi justamente em uma empresa que fazia a fiscalização das obras do metrô de Porto Alegre (o Trensurb). Durante cinco anos participei da construção de uma linha de trem. Contei dormente por dormente, percorri à pé todos os 27 quilômetros e até hoje, quando PRECISO matar a saudade de um tempo que não volta mais, pego o trem em Porto Alegre, vou até o final da linha em Novo Hamburgo e volto.
A vida é linda quando se tem um trem para escutar todos os dias de madrugada...
[13:00] Começo aqui a análise do projeto de reforma do ensino superior entregue pelo, agora ex-ministro da educação, Tarso Genro.
Uma primeira boa nova: se aprovado, vai acabar o vestibular. Por quê? Porque, ao teor do §1º, do art. 6º, in verbis: "O acesso ao ensino superior depende de classificação em processo seletivo definido pela instituição de ensino superior.", isso significa que as instituições poderão definir um processo seletivo diferente do atual sistema de vestibular, desde que em acordo com o estabelecido pelo inciso IX do art. 17, que determina, aos entes de ensino superior o "estabelecimento de normas e critérios públicos de seleção e admissão de estudantes, levando em conta os efeitos sobre a orientação do ensino médio e em articulação com os órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensino."
De outra parte, o projeto de lei é, a meu ver, sábio ao não estabelcer cotas para segmentos sociais específicos, determinando, apenas, que estes segmentos sejam considerados, em forma de diretrizes:
"Art. 42. São comuns às instituições federais de ensino superior as seguintes diretrizes:I – inclusão de grupos sociais e étnico-raciais subrepresentados na educação superior;"
e
"Art. 53. As medidas de democratização do acesso devem considerar as seguintes premissas, sem prejuízo de outras:I – condições históricas, culturais e educacionais dos diversos segmentos sociais;
II – importância da diversidade social e cultural no ambiente acadêmico; e
III – condições acadêmicas dos estudantes ao ingressarem, face às exigências dos respectivos cursos de graduação.
§ 1o Os programas de ação afirmativa e inclusão social deverão considerar a promoção das condições acadêmicas de estudantes egressos do ensino médio público, especialmente afrodescendentes e indígenas.
§ 2o As instituições deverão oferecer, pelo menos, um terço de seus cursos e matrículas de graduação no turno noturno, com exceção para cursos em turno integral.
§ 3o Será gratuita a inscrição de todos os candidatos de baixa renda nos processos seletivos para cursos de graduação, conforme normas estabelecidas e divulgadas pela instituição."
Muito bom, muito bom...Quem quiser o inteiro teor do projeto: Reforma Ensino Superior
[14:20] Fico triste ao ver uma boiada. Fico triste em ver que a naturea humana se converte em bovina. Fico triste ao ver tanta gente achar bonito falar mal do governo simplesmente para aparecer. Fico triste de ver tanta gente repetindo e repetindo bobagens sem nenhum fundamento, simplesmente seguindo alguns bois que se julgam líderes e formadores de opinião: nada mais são, pobres coitados (os líderes e seus seguidores), do que pessoas fadadas a engolir a própria língua, mais cedo ou mais tarde, porque é a única coisa que sabem fazer, escrever um monte de palavras sem nenhum fundamento; usam dos seus blogs para reverberar idiotices meramente raivosas.
Fico a imaginar, se pais forem, qual o tipo de cidadãos que estão a formar em seus filhos.
[15:05] Só não resolve o problema quem não quer. Taí a dica:
Abandonadas por Santo Antônio
Mulheres gaúchas Mais solitárias*
Porto Alegre 47,35%
São João do Polêsine 45,31%
Pelotas 41,76%
Bagé 41,48%
Santa Maria 40,97%
Mais solteiras
São João do Polêsine 29,19%
Porto Alegre 26,24%
Santa Maria 21,98%
Ivorá 21,29%
Passo Fundo 21,25%
- 35% das gaúchas são sozinhas. As brasileiras mais solitárias estão no Distrito Federal (44,32%) e no Rio de Janeiro (43,10%). As menos, em Rondônia (28,17%)
* Descasados(as), solteiros(as) e viúvos(as)
O perfil da solidão feminina no país
A instrução
- 32,91% das mulheres com um a três anos de estudo estão sozinhas
- 48,54% das mulheres com 12 ou mais anos de estudos estão sozinhas
Renda
- Mulheres sozinhas tem 62% mais renda que as acompanhadas
As soltitárias do país
- Das 50 cidades com mais solteiras que nunca viveram uma união, 33 são de Minas Gerais
- Das 50 cidades com mais viúvas, 33 são de Minas Gerais
- Dos 50 municípios com mais divorciadas, 22 são de São Paulo
Homens gaúchos
Mais solitários*
Charqueadas 43,98%
São João do Polêsine 40,20%
Ivorá 36,35%
Pinheiro Machado 36,14%
Lavras do Sul 36,05%
Mais solteiros
Charqueadas 34,19%
Ivorá 32,82%
São João do Polêsine 32,34%
Poço das Antas 31,39%
Boa Vista do Sul 31,09%
- 27,8% dos gaúchos são sozinhos, terceiro maior índice do país. O Rio Grande do Sul perde apenas para Santa Catarina (25,02%) e Paraná (27,8%). Os maiores solitários são os baianos (35,17%)
Fonte: Fundação Getúlio Vargas (FGV)








































