Brasil: outubro 2006 Archives

J@guarão - II

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Pois é,


Aqui termina, ou começa, a BR 116

J@guarão bem pode ser o bairro de Fortaleza onde a BR 116 oficialmente começa. Afinal, são 31 mil e poucas pessoas. Nada mais que um pequeno bairro de uma grande cidade. Ambos muito pobres.

Sintomático: a rodovia que atravessa o país começa na pobreza e termina na pobreza. Percorrer a BR 116 significa ir do nada a lugar nenhum.


Vista da cidade

Representativo da pobreza é a desativação dos trilhos do trem, que antes faziam a ligação entre Brasil e Uruguai, atravessando a ponte. O lado uruguaio é mais pobre ainda. Fizeram um "free shop" que nada mais é do que meia dúzia de lojas onde se vende principalmente eletrônicos, bebidas e perfumes. Tudo muito barato nesses tempos de dolar a dois e pouco. Nem mesmo roupas de lã, que já foram o carro chefe das vendas uruaguaias, vale a pena comprar. A serra gaúcha fica muito mais perto e tem produtos de altíssima qualidade.

J@guarão é quase toda tombada, o que dificulta a construção de novas casas e prédios (aliás, desses só vi um). Os poucos ricos, fazendeiros (gado e arroz) não devem estar nem aí pra cidade.


Vista, a partir da janela do quarto do hotel, da Igreja Matriz.

Se por um lado eles cuidam das casas com a chamada arquitetura Eclética, um interessante período da história da cidade (época em que J@guarão foi um acampamento militar) encontra-se totalmente abandonado. A Enfermaria Militar é o único prédio que resta dessa época. E pelo jeito não vai durar muito...


Ruínas da Enfermaria Militar.

Bueno, da pobreza vou para a riqueza. Segunda-feira vou a Passo Fundo, uma das cidades que mais se desenvolve no RS. Talvez um dia me dedique a estudar as razões que levam uma cidade a crescer enquanto outras permanecem na pobreza.

J@guarão

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Pois é,


Me vou lá pras bandas do Uruguai. Bem ali, na fronteira, em J@guarão. Dizem ser uma cidade simpática. Segundo esse texto que encontrei na internet,

"J@guarão tem mais de 800 prédios antigos com suas fachadas conservadas. As suas portas, todas trabalhadas e originais, vêm sendo uma atração que tem atraído não apenas brasileiros mas também uruguaios e argentinos.

As ruínas da Enfermaria Militar, o Teatro Esperança (o terceiro do Estado), o Mercado Público e o prédio do antigo Fórum, estão tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico do Rio Grande do Sul.

Na Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, os altares foram esculpidos a mão. Do Parque Fernando Ribas, no Centro da Pólvora - e onde estão as ruínas da Enfermaria Militar -, há uma vista panorâmica de toda a cidade, do Rio J@guarão (que delimita a fronteira com o Uruguai) e da vizinha cidade uruguaia de Rio Branco.

As duas cidades são separadas pelo Rio J@guarão e a comunicação entre elas se dá através da Ponte Internacional Mauá, inaugurada em 1930 e uma das maiores obras da fronteira. Outro ponto turístico de J@guarão é o Museu Carlos Barbosa."


parece ser interessante. Como vou trabalhar, talvez não tenha tempo para ver tudo. Pena.

Pode ser que, ao menos, dê tempo de atravessar a ponte e fazer umas comprinhas no free shop de Rio Branco (Uruguai).

Um lugar interessante deve ser o ponto onde termina a BR 116. Já estive onde a rodovia começa, em Fortaleza.


Foto da ponte em www.inema.com.br

Declarações

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Pois é,


É isso que fazem com o funcionalismo.

Declaração do candidato a vice na tal chapinha s@cial dem@crata:

Mas o que leva mesmo a receita estadual ao caos é a folha dos servidores. Ela consome mais de 50% de tudo o que se arrecada do contribuinte. Como disse P***o A****o F***ó, “a sociedade sustenta 5% da população – o funcionalismo”. ( P.A.F., em 9/12/05.)
Fonte: http://www.al.rs.gov.br/ag/clipagem)

Depois eu comento!

Pois é,


Saco!

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