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Tomanocu Day

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Pois é,

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Bela iniciativa do Flávio Prada, do Lixo Tipo Especial: o T Day ou Tomanocu Day, para os menos cheios de frescura. Bueno, que ele mesmo diga (post publicado aqui, dia 20 de setembro):

A motivação desse movimento é claramente a indignação, que se não é maior, somente prova o quanto essa política apodrecida conseguiu com seu mau cheiro afastar o cidadão comum da participação e do poder de decisão. Os partidos são máquinas programadas à ineficiência. Por isso, esse movimento tem a intenção de ser suprapartidario e valorizar a rede, a net, como motor alternativo da política. Tentar tirar o poder das mãos dos sanguessugas de todas as cores e dar esse poder ao cidadão comum que paga por tudo isso. Nesse sentido, o lance é criar um movimento pra no dia 20 de outubro mandar todo mundo que tá mamando Tomanocu. Não interessando se é de direita ou esquerda que isso foi extinto junto com as focas mônacas. A rede é democràtica por natureza e a democracia tem muito mais chances de florescer nesse ambiente. A democracia é praticamente obrigatória na rede, quando a olhamos como um todo.

O todo é mais do que a soma das partes, já dizia Aristóteles há alguns anos atrás.

A luta é no entanto não somente contra os aproveitadores, mas também contra um mundo de informações distorcidas e plenas de interesses de manutenção do mundo como está. O diabo é que o discurso “oficial” “mainstream”, saído dos bancos das escolas de jornalismo, patrocinado por deus e o mundo, é reproduzido nos blogs de gente que quer fazer a lição de casa direitinho pra quem sabe um dia ser dono de um meio de comunicação. Não entenderam que não estão na rede, mas são parte da rede, é diferente.

O mundo està uma merda e diante disso é possivel haver dois tipos de atitude: indignar-se e criticamente tentar mudar as coisas, ou, integrar-se. Eu não me integro à essa merda.

Aos empresàrios da idade da pedra que pregam competitividade enquanto se sustentam em base a projetos fantasmas financiados com dinheiro publico: Tomanocu.
Aos politicos profissionais que corrompem inclusive a idéia do que é política: Tomanocu.
Aos que nao entenderam o poder da net e do quanto de democracia participativa ela pode representar: Tomanocu.
Aos blogueiros oportunistas que estão pensando que sendo parte, são mais importantes que o todo: Tomanocu.
Aos condenados pela justiça que se agarraram ao poder e o usam para cometer mais crimes, foras da lei que fazem leis: Tomanocu.

Preciso provar a meus filhos que não é necessário ter vergonha de ser brasileiro. Mesmo que isso deva ser somente através do exemplo de uma única pessoa.

Ia esquecendo.
A quem se despede mandando um beijo no coração: Tomanocu.


Pois então, dia 20 de outubro!



Etanol

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O tema "etanol" segue na pauta. Impõe-se a leitura. Há opiniões para todos os lados: a favor, contra e os que são "nem tanto...". Selecionei alguns textos que li essa semana. Leiam. Afinal, informação ainda é o melhor meio de defesa do meio ambiente, por mais que possa parecer cansativo.

As contradições do etanol

Trecho:

"Já os impactos ao meio ambiente estão sendo ignorados pelos que defendem a substituição do peltróleo pelo álcool combustível como medida para reduzir o aquecimento global. Um dos processos de produção mais comuns é a queima da palha do canavial, para facilitar o corte manual e aumentar a produtividade do cortador de cana. Essa prática reduz custos de transporte e aumenta a eficiência das moendas nas usinas. No entanto, a queima libera gás carbônico, ozônio, gases de nitrogênio e de enxofre (responsáveis pelas chuvas ácidas) e provoca perdas significativas de nutrientes para as plantas, além de facilitar o aparecimento de ervas daninhas e a erosão. Como opção às queimadas, responsáveis por boa parte das mortes dos cortadores por meio da inalação de gazes cancerígenos, a mecanização pode ser extremamente prejudicial ao solo, pois o comprime, não permitindo a entrada de oxigênio."

leia todo o texto completo:

http://www.brasildefato.com.br/
v01/agencia/nacional/as-contradicoes-do-biocombustivel


O mito dos biocombustíveis

Trecho:

"A propaganda do "combustível verde" ou "energia limpa" tem sido amplamente difundida no Brasil. "Usados em substituição aos derivados de petróleo, tanto o etanol quanto o biodiesel se convertem em ferramentas capazes de deter o aquecimento global", afirma texto da revista Globo Rural (Novembro, 2006).

Por outro lado, já existem diversos estudos que contradizem essa idéia. Especialista em genética e bioquímica, a professora Mãe-Wan - Ho, da Universidade de Hong Kong, explica que "os biocombustíveis têm sido propagandeados e considerados erroneamente como ´neutros em carbono´, como se não contribuíssem para o efeito estufa na atmosfera; quando são queimados, o dióxido de carbono que as plantas absorvem quando se desenvolvem nos campos é devolvido à atmosfera. Ignoram-se assim os custos das emissões de CO2 e de energia de fertilizantes e pesticidas utilizados nas colheitas, dos utensílios agrícolas, do processamento e refinação, do transporte e da infra-estrutura para distribuição". Para a pesquisadora, os custos extras de energia e das emissões de carbono são ainda maiores quando os biocombustíveis são produzidos em um país e exportados para outro."


Leia o texto completo:

http://www.brasildefato.com.br/
v01/agencia/analise/o-mito-dos-biocombustiveis


Etanol: combustível da exploração do trabalho no campo

Trecho:

"Crescem os negócios e diminuem os direitos. O argumento dos empresários e dos países ricos para o aumento da produção do etanol é o de aliviar, de uma só vez, dois grandes males do século 21: a escassez do petróleo e o efeito estufa. Além das contradições deste discurso (leia mais aqui), essa proposta não parece nada "sustentável" do ponto de vista da situação dos "corta-cana" - trabalhadores dos canaviais. "Historicamente, a produção de açúcar está associada com o trabalho escravo de índios e negros", afirma Plácido Júnior, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Pernambuco."
Leia o texto completo:

http://www.brasildefato.com.br/
v01/agencia/etanol-combustivel-da-exploracao-do-trabalho-no-campo


Etanol o mundo quer. O Brasil tem

Trecho:

"O álcool entrou na agenda de governantes, empresas de tecnologia e, principalmente, de investidores interessados nas grandes oportunidades que o setor tende a oferecer daqui para a frente. O homem mais rico do mundo, Bill Gates, fundador da Microsoft, comprou 25% da Pacific Ethanol para produzir álcool de milho nos Estados Unidos. Especula-se que Gates esteja prestes a concretizar a aquisição de uma usina de etanol no Brasil. Larry Page e Sergey Brin, do Google, estiveram em janeiro no interior de São Paulo para conhecer a produção local e analisar oportunidades. Outro bilionário, o investidor húngaro George Soros, fechou em fevereiro a compra da usina Monte Alegre, em Minas Gerais. Em 2006, o setor de etanol deve receber investimentos de 9,6 bilhões de dólares, entre construções de novas usinas, aquisições e expansões."
Leia o texto completo:

http://portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0870/negocios/m0082575.html


Etanol é ´ameaça disfarçada de verde´, dizem ambientalistas

Trecho:

"Metade da matéria-prima utilizada pela União Européia para produzir biocombustível é originária do Brasil, ele afirmou. Em 2005, o país exportou 50% das 538 mil toneladas de óleo de soja e palmeira que a UE comprou para este fim.

"Não entendemos o entusiasmo brasileiro em relação aos biocombustíveis, porque o Brasil tem grande experiência no tema, e conhece os efeitos negativos de uma má gestão da selva amazônica, que é um patrimônio da humanidade", disse Kucharz."


Leia o texto completo:

http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2007/abr/19/124.htm

Também publicado no Faça a sua parte.



Pois é,

Ontem deu pau no servidor onde hospedo meus arquivos de musicas (que não é a Verbeat) e o post ficou o dia todo sem a música que o acompanha. Agora taí. Se alguém quiser rever...

Eu revejo, vejo e revejo, e não me canso! Aliás, essa é a única razão que ainda me prende nesta cidade: a emoção de ver e rever, sempre que quiser, estes lugares das fotos e tantos outros, que não dá pra colocar num só post. E ouço, reouço, e canto essa música maravilhosa.

Porto Alegre tem por característica, além de ser a capital mais meridional do Brasil, um clima sui gêneris: temos as quatro estações bastante marcadas. Aqui verão é verão. Domingo estava vendo um programa no Discovery, falando de mortes na França, por causa de um calor de 36 graus. Por aqui é a coisa mais comum e ninguém morre por isso. Vivemos e convivemos com 38, 40 graus com a maior tranqüilidade.

Vamos a cinco, três, zero grau com alguma freqüência. Até neve já tivemos. Tá certo que não aquela neeeeeve que os europeus, norte-americanos e outros por aí estão acostumados. Mas é a única capital brasileira com registro de neve. E temos o Minuano, esse ventro desgraçado de frio, que desce dos Andes em direção ao mar e regela qualquer alma que se aventure a sair na rua. É de "renguear cusco", como dizemos por aqui. Mas, também, é uma sensação inigualável , neste mundo, a que nos proporciona o Minuano. Não há coisa melhor do que dormir ao som do chiado que ele faz pelas frestas.

É a estação da elegância. A estação da beleza gaúcha, tão desejada por esse mundo afora. É no inverno que essas flores desabrocham. Se no verão sao gostosas, no inverno são belas. O inverno é das mulheres. E é com elas - e nelas - que buscamos o calor para enfrentar o frio.

E a primavera? Algumas das fotos do post anterior foram tiradas na primavera. Porto Alegre é a cidade mais arborizada do Brasil. São 17 m2 de verde para cada habitante. Mais de um milhão de árvores nas ruas. Na primavera os jacarandás, os ipês e tantas outras florescem. É como se Porto Alegre, de uma hora para outra, fosse atravessada por um arco-iris. E o céu da primavera? De um azul indizível, tamanha a transparência e leveza do ar.

O outono é a estação do repouso. O externo, exibido no verão, prepara-se para o interno, a ser resguardado durante o inverno. A transformação. Por isso a melancolia característica do outono. A cigarra vira formiga. É o início do recolhimento, dos ambientes fechados, dos primeiros vinhos, das primeiras lembranças da lareira, das primeiras combinações de idas a Gramado/Canela e à serra. E dos primeiros nevoeiros em Porto Alegre.

Ontem, como que um presente da natureza pelo seu aniversário, Porto Alegre ganhou seu primeiro nevoeiro:


E mesmo assim passamos o dia com 30 graus. E agora chove (escrevo segunda à noite). Um temporal de raios, trovões e relâmpagos. Porto Alegre é assim.

Porto Alegre é demais!

Não sei se vou conseguir sair daqui...



Pois é,

Porto Alegre comemora, nesta segunda-feira, 235 aninhos de vida. Põe som na caixa que o post é musicado.


Porto Alegre é que tem


Um jeito legal


É lá que as gurias etc e tal


Nas manhãs de domingo


Esperando o GreNal


Passear pelo Brique


Num alto astral


Porto Alegre me faz


Tão sentimental


Porto Alegre me dói


Não diga a ninguém


Porto Alegre me tem


Não me leve a mal


A saudade é demais


É lá que eu vivo em paz


Quem dera eu pudesse


Ligar o rádio e ouvir


Uma nova canção


Do Kleiton & Keldir


Andar pelos bares


Nas noites de abril


Roubar de repente


Um beijo vadio


Porto Alegre me faz...




É aqui que eu vivo em paz...

Porto Alegre é demais. Letra e música de José Fogaça (atual prefeito de Porto Alegre). Canta: Isabela Fogaça (atual Primeira-dama de Porto Alegre).



Pois é,

No post do Edu, reproduzindo texto do Leo Jaime (Blônicas) - é aconselhável ler o post antes, seja no Edu, seja no próprio Blônicas -, deixei o seguinte comentário:

O tema é espinhoso e, no meu entender, deve ser encarado da forma menos emocional possível (se é que isso é possível). A humanidade, independente de credo, cultura, raça, etc., sempre estabeleceu limites de idades como parâmetros para que o ser humano tivesse acesso a patamares “superiores” dentro da convivência social. A maturidade não se manifesta de forma una. Pelo contrário, podemos ser muito “maduros” diante de certas situações e completamente imaturos diante de outras. Quer queiramos, ou não, o crime sempre foi diferenciado pelas sociedades. Não há como comparar o voto com um crime. O Léo Jaime faz uma análise sob uma ótica teleológica, isto é, dos resultados. Votar em um político pode ter resultados tão perenes na nossa vida quanto matar alguém. Mas há outra. E essa outra é a ótica da origem. E é por essa ótica que os parâmetros são definidos. A pergunta que se faz é: estará, realmente, um ser humano, em pleno séc. XXI, apto a compreender o que seja um crime? Não devemos, a meu ver, propugnar pura e simplesmente a mudança de um limite de idade, pelo resultado produzido, mas, sim, se os estudos do comportamento humano (psicologia e afins) demonstrarem que nas atuais circunstâncias da sociedade humana (leia-se “evolução”) seres com 16 anos são plenamente capazes de entender TODOS os atos que praticam, inclusive os criminosos.

A lei é posterior ao social. Primeiro o fato, depois a norma que o regula. Dá-se o mesmo nas relações homoafetivas, por exemplo: elas existem (fato) e o Direito apenas (depois de muita briga) deverá regulá-las (não a relação em si, pois essa refoge ao âmbito do Direito, mas as suas conseqüências na sociedade). Assim também o é com a maioridade penal: havendo entendimento social de que esta deva se dar aos 16 anos, a lei certamente há de regular. Não parece, no entanto, ser esse o pensamento atual da sociedade, não importa que tipo de influências sofra.

Há que se estudar um pouco mais da história de como a sociedade brasileira tratou e trata das questões relativas à infância e à juventude. Veja o que era o Código do Menor (que vigiu até a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente); veja como era antes, ao tempo do Império ou da República Velha. Não podemos retornar à barbárie somente porque uma minoria (sim, é uma minoria) de adolescentes comete crimes que aos olhos da mídia parecem hediondos. Não podemos, sob hipótese alguma, esquecer que a pena é, precipuamente, um meio de reintegrar a pessoa ao convívio social. Não podemos alegar as falhas do sistema penitenciário para, com isso, esquecer os princípios que norteiam a sociedade.

A solução talvez seja uma ideia que já está proposta: aumentar o período de reclusão para adolescentes que cometam atos infracionais.

Last but not least, é muito mais fácil sair às ruas para mudar os resultados, do que fazê-lo para mudar as causas. É cômodo para todo mundo: para quem reclama, para quem escreve, para os governantes, para os ricos e remediados. A toda essa gente, porque tem dinheiro para pagar segurança particular, para colocar alarmes e cercas elétricas na casa; aos governantes, porque assim não precisam parar de investir na próxima eleição e dedicarem-se a resolver os problemas, razão única para terem sido eleitos.

E a mim (e para a maioria dos internautas), porque não tenho vergonha na cara e também fico me escondendo atrás de posts e de comentários. Muito cômodo!

(em tempo: Ainda bem que tem gente que não tem nada pra fazer a não ser fazer aquilo que a gente não tem tempo pra fazer. Mas são poucos ainda...)



Pois é,

Dias desses, num post, escrevi que não havia comentários para o Poder Judiciário. Taí, ó:

"Folha de S.Paulo - 18/11/2006

Empresas patrocinam congresso de juízes

Evento teve metade de seus gastos pagos por Banco do Brasil, Bradesco, Vale do Rio Doce, Nestlé, Volkswagen e Itaipu Binacional

Assessor da presidência da AMB, Roberto Siegmann, diz que o patrocínio não representa um conflito de interesses com os juízes

DA ENVIADA ESPECIAL A CURITIBA

Os quatro dias do 19º Congresso Brasileiro de Magistrados, organizado pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) em Curitiba, foram patrocinados por grandes empresas privadas e de capital misto, que pagaram aproximadamente a metade dos custos, orçados no total em R$ 1,5 milhão.
Patrocinaram o evento o Banco do Brasil, o Bradesco, a Companhia Vale do Rio Doce, a Nestlé, a Volkswagen, a Itaipu Binacional e uma editora de livros jurídicos. De acordo com o assessor especial da presidência da AMB e juiz trabalhista, Roberto Siegmann, o patrocínio não representa um conflito de interesses com os juízes ou com a associação.
De acordo com a AMB, que não repassou à reportagem os valores exatos, uma parte dos custos do evento foi paga com o valor da inscrição (R$ 400 por pessoa). Por esse cálculo, com os 2.000 inscritos declarados pela instituição, a associação arrecadou R$ 800 mil. O restante, informou, foi custeado pelas empresas.
O transporte aéreo foi pago pela TAM, e os hotéis, pelos participantes, com exceção dos 45 palestrantes convidados pela AMB e dos dez jornalistas.
Os inscritos tiveram direito a dois jantares, coquetéis, esportes, city tour, transporte e, no dia do encerramento, hoje, haverá um show de Jorge Ben Jor -que custou duas parcelas de R$ 45 mil. Um dos jantares, realizado anteontem, foi no tradicional Madalosso, considerado o maior restaurante privado do mundo, com capacidade para 4.600 pessoas.
Segundo a gerência do restaurante, a AMB pagou R$ 25 por pessoa, com direito a bebida (vinho da casa, água, refrigerante e cerveja) e a um rodízio de massas e frango. No total, a entidade pagou R$ 50 mil, além do custo com decoração, que não foi informado.
Antes do jantar, os magistrados e acompanhantes assistiram a uma apresentação da orquestra sinfônica do Estado na Ópera de Arame. As atividades esportivas (jogos de futebol e tênis) e o city tour, informou a associação, eram destinados apenas aos acompanhantes. A Itaipu montou um estande no qual distribuiu uma publicação em que criticava matérias divulgadas pela imprensa desfavoráveis à empresa e elogiava a atuação dos juízes.

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Folha de S. Paulo - 18/11/2006

Febraban pagou viagem de 47 magistrados a Comandatuba

DA REDAÇÃO

No último feriado de Sete de Setembro, 47 magistrados viajaram e se hospedaram de graça no luxuoso resort Transamérica da Ilha de Comandatuba a convite da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
O evento, que custou ao menos R$ 182 mil só com hospedagem e transporte, teve como motivo palestras aos juízes sobre detalhes do crédito do sistema bancário brasileiro.
Ao todo, estiveram no resort, 16 ministros (dois aposentados) do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e 31 desembargadores de sete Estados. O convite da Febraban foi estendido aos familiares, mas a lista de participantes não foi divulgada.
Apesar do tema, a agenda em Comandatuba foi leve. As palestras começavam às 16h e terminavam por volta de 20h30, com jantar e algum show. O restante do tempo era livre.
Os magistrados chegaram a Comandatuba em um Air Bus fretado da TAM que saiu de São Paulo e fez escala em Brasília.
Além dos juízes, o evento contou com outras 60 autoridades. Compareceram Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco, o presidente do Bradesco e da Febraban, Marcio Cypriano e o presidente do Itaú, Roberto Setúbal.
O encontro deste ano foi o terceiro realizado nesse formato nos últimos três anos.
Juiz com cargo mais elevado no evento, o presidente do STJ, Raphael de Barros Monteiro, foi acompanhado da mulher e de uma filha. À época, parabenizou os organizadores e disse que o patrocínio não influía "na imparcialidade dos juízes"
.(negritos meus)

Fazer o que, né? A gandaia está solta por todos os lados...



Escapadinha...

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Pois é,

Sabe aquela escapadinha, no meio da tarde, para dar uma com a colega?

Já era!

"Carros têm 5 anos para instalar chip localizador Reslução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada nesta quarta-feira determina que toda a frota brasileira de carros passe a circular com chips localizadores em no máximo cinco anos. Segundo a mesma resolução, os Estados terão 18 meses para instalar os primeiros sistemas, que também identificam os veículos e irão funcionar como uma espécie de "placa eletrônica", com todos os dados do carro, como o número do chassi e do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavan)."
O governo vai ficar sabendo quem é que anda freqüentando motéis e as esposas/maridos não precisarão mais se preocupar: basta ligar para o DETRAN e perguntar pela localização do carro. Não dá mais para usar a desculpa que deixou o celular no silencioso porque estava numa reunião...

Há que se consultar os entendidos, isso deve ser inconstitucional...



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