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Pois é,

Serra Gaúcha no verão!

Ontem fomos passear em Nova Petrópolis, Gramado e Canela. Quer saber mais? Leia o que a Condessa disse!



Pois é,

Como dizia o poetinha, "Filhos... FIlhos? / Melhor não tê-los! / Mas se não os temos / Como sabê-lo?"

Em tempos de H1N1, a Condessa me arranja uma febre de 39 graus. Quinta-feira. Eu viajando. Trabalho sábado e domingo. Notícias? Pediatra examina e diagnostica rinotraqueíte (um buraquinho, entre o nariz e a traquéia, que deveria ficar cheio de ar, mas que fica cheio de bactérias). Dos males o menor. Solução? Antibiótico. Remédio moderno, para facilitar a vida dos pais, dose mais forte, apenas de 12 em 12 horas, contra as habituais 8X8. Parece simples, não fosse a indústria farmacêutica insistir na tese de que remédio bom é remédio ruim.

Não deu outra: vomitou na primeira tentativa. E, claro, pegou nojo, implicância...

E quem diz que agora toma qualquer coisa? Promessa de presente? Boneca da Barbie ao final do tratamento? Promessa de palmada no início do tratamento? Castigo sem ver televisão? Carinho, conversa, achego, afago...? Misturar com o leite da mamadeira (pensa que sou boba, pai?), refri, água...

Nada disso adianta. O remédio é tão ruim que é impossível disfarçar o gosto. No meu tempo de criança era mais fácil: os pais enfiavam goela abaixo e não tinha reclamação. Daí inventaram as psi... modernas, não pode isso, não pode aquilo...

Crianças desmantelam todas as nossa convicções, doutrinas, ideologias, experiências, personalidades até! Bom é ser pobre, com filho de rua: o pivete nem imagina o que seja manha. Remédio vira comida!

Fora que conseguem acabar com qualquer casamento, pois ante as alternativas de tratamento da questão, sobram as inevitáveis divergências:

- vou dar porrada nessa criança se não tomar essa bosta de remédio e já!
- experimenta encostar um dedo sequer nela!

(em respeito aos eventuais leitores, me permito suprimir o restante do diálogo...)

É sempre assim: pais querem educar e as mães não deixam.

"Mulheres... Mulheres? / Melhor não tê-las! / Mas se não as temos / Como comê-las?" Alguém já disse isso? Não? Então digo eu...

Traduzindo: vai pra faca, ou melhor, pra agulha! 24x24 horas, três vezes. E o papai e a mamãe pedem concordata civil...


95 - Snif...

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Pois é,

Pra quem ainda não foi ler a entrevista Blog do Planeta (ainda é tempo!, hehehe) pelo menos vai lá dar um beijinho na Condessa que está dodói. Mas não deixa de aprontar das suas!



Pois é,

Hoje só tem post da Condessa!

Atualização:

Isso aqui tá começando a valer:

Alguém quer comprar? Aproveitem que está acessível. Depois só o G@@gle poderá!

x.x.x.x.x.x.x.

Há um excelente site (brasileiro) com centenas de filmes, textos, livros (inteiros para baixar) e muitas outras coisas. Tem, inclusive, para quem ainda não viu, o documentário do Al Gore An Inconvenient Truth (legendas em português). Tem também Universos Parelelos (legendas em português), O Ponto de Mutação, o já cult Ilha das Flores e muito mais... Mais? Ora, vão lá e divirtam-se vasculhando tudo o que há.

Vale a pena a visita e merece ser colocado nos favoritos. O site chama-se "Pausa para a Filosofia".

x.x.x.x.x.x.x.x

"Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efêmera, que se esgota assim como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem pausa, no mercado. Mas, para qual outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar na historinha de que Deus vendeu o planeta para umas poucas empresas porque, estando de mau humor, decidiu privatizar o universo? A sociedade de consumo é uma armadilha para pegar bobos."

Esse é um trecho de um texto (O Império do Consumo) do Eduardo Galeano que vale a pena ler todo. Leiam aqui.



Pois é,

Hoje só tem post da Condessa!



Para ler tudo, desde o início: As Aventuras da Condessa Clarissa.

A Agonia de D. Afonso

O sofrimento físico era até suportável para D. Afonso. Não entendia, no entanto, porque perdera a vontade de comer, por pior que pudesse ser a comida que lhe ofereciam. Ouvia os guardas dizerem que estava fazendo greve de fome. Não pensara nisso, apenas não sentia desejo pela comida. Tentou lutar contra isso, mas sentia-se como que preso por uma força maior que as suas. E assim foi se apagando. Achava estranho os movimentos do próprio corpo, como se estivesse sentindo uma dor imensa, mas a dor se fora. A última visão que teve foi o rosto do Chato.

E o que era uma dor física transformou-se numa profunda dor da alma. Escuro e frio. Tudo quanto tinha medo: escuro e frio. Sentiu-se novamente como naquela primeira vez, quando criança, em que acordara de madrugada e vira o escuro. E pela primeira vez também sentiu o frio. Veio-lhe à lembrança as incontáveis vezes, ao longo da vida, em que acordara no escuro e tremendo de frio. Aqueles poucos e infindáveis minutos eram o terror da sua vida. Não havia noite em que não fosse dormir com medo de acordar no escuro e tremendo de frio. Ultimamente isso acontecia com uma freqüência mais do que indesejável. Sabia que não adiantava se cobrir. O escuro e o frio vinham de dentro. O tremor era incontrolável. Por vezes gemia, sem entender porque aquilo acontecia. Nesse momento vinha o pior, o vazio.

Acordou naquela noite e escutou barulho na sala. Inocente ainda nos seus recém completos cinco anos, e curioso por tudo quanto desconhecia, resolveu levantar. Imaginava que seriam seus pais e seus irmãos mais velhos conversando. Saiu do quarto e caminhou pelo corredor. Ao chegar na sala experimentou o medo que jamais o abandonaria: viu diversos esqueletos pela sala. Uns conversavam; outros caminhavam de um lado para outro e alguns dançavam. Todos muito agitados. Tomado pelo medo, voltou correndo para o quarto, atirou-se na cama e cobriu-se com o cobertor. Fazia frio naquele dia. Ao deitar, ainda teve tempo de olhar para a guarda da cama e ver ali, estampada, uma caveira que brilhava no escuro. Foi a primeira vez, de tantas da sua infância, que fez xixi na cama.

Era assim que estava se sentindo naquele momento. Escuro e frio acompanhado de um vazio imenso. Não conseguia se controlar e chorava desesperado, quando um brilho intenso rompeu a escuridão. Reconheceu aquilo imediatamente. Eram os Olhos que Brilham, sua amada esposa, a Rainha Bruxa.


"...eram os Olhos que Brilham. Sua amada esposa, a Rainha Bruxa."

- Querido, sinto muito te fazer passar por essa experiência, mas era a única maneira de evitar que o Chato fizesse coisa pior.
- Como assim?
- Não foste envenenado. Por um encantamento fiz com que parecesse assim. Sabia que o Chato iria tomar providências para evitar a tua morte.
- Mas e Mestre Alan, não será capaz de realmente me envenenar?
- Não te preocupes. Apesar de estar do lado do Chato, não ensinei a ele tudo que sei. Tenho certeza de que ele irá sugerir ao Chato que me chame. Isso é parte do meu plano. Infelizmente a Duquesa Roma, apesar das boas intenções, não deverá resistir.
- E por que essas dolorosas lembranças da minha infância, que nunca me abandonam?
- Querido, quantas vezes nem te lembras delas, mas eu vejo, todos os dias, como dormes. E se te cubro, não é apenas pensando que estejas com frio, mas porque sei dos teus sonhos. Agora preciso ir. Retornarei quando Clarissa e Fernanda aqui chegarem. Temo que D. Cláudio, apesar de ser meu melhor aluno, não consiga descobrir quem é o traidor. Nossa filha corre perigo, preciso estar com ela.
- E o que eu faço? Continuarei assim?
- Não. Vais ficar tranqüilo e nem verás o tempo passar, embora quem esteja te olhando verá dor e sofrimento em teu rosto.

E D. Afonso dormiu como dormia antes daquela noite da sua infância...


"E D. Afonso dormiu como dormia antes daquela noite...."



Para ler tudo, desde o início: As Aventuras da Condessa Clarissa.

A Jornada - Segunda Noite...

- Essa noite será um pouco mais difícil, disse o Capitão André. A subida será mais íngreme, por dentro de matas muito fechadas e teremos neblina pela frente. Não poderemos nos atrasar. Joseph irá comigo, na frente, para abrir caminho onde for necessário.


"...e teremos neblina pela frente."

- Não posso, berrou Joseph lá de trás!
- Como assim, não pode?
- Estou aqui tão somente para proteger a Condessa e D. Fernanda. Devo andar sempre ao lado delas.

O Capitão virou-se para a Condessa, com ar de quem pediria a sua interferência, mas foi interrompido pelo Coronel Maurício...

- Eu vou. O Joseph tem razão. Acima de tudo devemos manter a segurança delas.
- Condessa, e o que fará D. Cláudio? Até agora não fez mais nada a não ser ficar observando a todos, aproveitou-se o General, já para mostrar que não gostava de D. Cláudio.

Ao ver que a Condessa hesitara em dar a resposta, D. Cláudio falou: - Meu caro General, não lhe cabe constranger a Condessa. Assim com todos aqui, também tenho a minha função. E posso lhe garantir que será revelada no momento adequado.

Todos olharam para a Condessa, que permanecia quieta. Era como se não estivesse ali. D. Fernanda percebeu que a irmã sentia-se angustiada. Aproximaou-se e perguntou baixinho:

- Minha irmã, posso saber o que está havendo?
- Algo me diz que papai não está bem. Devemos nos apressar.
- Então acabe com essa discussão e vamos logo.
- Mana, deixe-os discutirem mais um pouco. Quero que D. Cláudio os observe.
- E já estás desconfiando de alguém?
- Não faço idéia e isso me assusta. Todos sempre foram leais ao papai. Que razão teriam para traí-lo?
- E confias tanto assim em D. Cláudio?
- Mana, D. Cláudio é discípulo de mamãe. Se ela lhe ensinou tudo sobre as artes de interpretar os sonhos é porque confia nele.

Levantou-se e ordenou: - Parem com essa discussão. Todos sabem o que devem fazer e não quero brigas por aqui. General, cuide das suas tarefas e deixe D. Cláudio em paz.

A primeira hora foi tranqüila. A trilha ainda se mostrava razoavelmente transitável. Logo após atravessarem um pequeno riacho começaram as dificuldades. Dali vislumbraram a alta montanha que enfrentariam naquela noite.


"Logo após atravessarem um pequeno riacho..."

Pararam para um breve descanso. Foi quando se deram conta de que o Major Milton não estava com eles.



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