Pois é,
Pra quem ainda não foi ler a entrevista Blog do Planeta (ainda é tempo!, hehehe) pelo menos vai lá dar um beijinho na Condessa que está dodói. Mas não deixa de aprontar das suas!
Pois é,
Pra quem ainda não foi ler a entrevista Blog do Planeta (ainda é tempo!, hehehe) pelo menos vai lá dar um beijinho na Condessa que está dodói. Mas não deixa de aprontar das suas!
Pois é,
Hoje só tem post da Condessa!
Atualização:
Isso aqui tá começando a valer:
Alguém quer comprar? Aproveitem que está acessível. Depois só o G@@gle poderá!
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Há um excelente site (brasileiro) com centenas de filmes, textos, livros (inteiros para baixar) e muitas outras coisas. Tem, inclusive, para quem ainda não viu, o documentário do Al Gore An Inconvenient Truth (legendas em português). Tem também Universos Parelelos (legendas em português), O Ponto de Mutação, o já cult Ilha das Flores e muito mais... Mais? Ora, vão lá e divirtam-se vasculhando tudo o que há.
Vale a pena a visita e merece ser colocado nos favoritos. O site chama-se "Pausa para a Filosofia".
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"Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efêmera, que se esgota assim como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem pausa, no mercado. Mas, para qual outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar na historinha de que Deus vendeu o planeta para umas poucas empresas porque, estando de mau humor, decidiu privatizar o universo? A sociedade de consumo é uma armadilha para pegar bobos."
Esse é um trecho de um texto (O Império do Consumo) do Eduardo Galeano que vale a pena ler todo. Leiam aqui.
Pois é,
Hoje só tem post da Condessa!
Para ler tudo, desde o início: As Aventuras da Condessa Clarissa.
A Agonia de D. Afonso
O sofrimento físico era até suportável para D. Afonso. Não entendia, no entanto, porque perdera a vontade de comer, por pior que pudesse ser a comida que lhe ofereciam. Ouvia os guardas dizerem que estava fazendo greve de fome. Não pensara nisso, apenas não sentia desejo pela comida. Tentou lutar contra isso, mas sentia-se como que preso por uma força maior que as suas. E assim foi se apagando. Achava estranho os movimentos do próprio corpo, como se estivesse sentindo uma dor imensa, mas a dor se fora. A última visão que teve foi o rosto do Chato.
E o que era uma dor física transformou-se numa profunda dor da alma. Escuro e frio. Tudo quanto tinha medo: escuro e frio. Sentiu-se novamente como naquela primeira vez, quando criança, em que acordara de madrugada e vira o escuro. E pela primeira vez também sentiu o frio. Veio-lhe à lembrança as incontáveis vezes, ao longo da vida, em que acordara no escuro e tremendo de frio. Aqueles poucos e infindáveis minutos eram o terror da sua vida. Não havia noite em que não fosse dormir com medo de acordar no escuro e tremendo de frio. Ultimamente isso acontecia com uma freqüência mais do que indesejável. Sabia que não adiantava se cobrir. O escuro e o frio vinham de dentro. O tremor era incontrolável. Por vezes gemia, sem entender porque aquilo acontecia. Nesse momento vinha o pior, o vazio.
Acordou naquela noite e escutou barulho na sala. Inocente ainda nos seus recém completos cinco anos, e curioso por tudo quanto desconhecia, resolveu levantar. Imaginava que seriam seus pais e seus irmãos mais velhos conversando. Saiu do quarto e caminhou pelo corredor. Ao chegar na sala experimentou o medo que jamais o abandonaria: viu diversos esqueletos pela sala. Uns conversavam; outros caminhavam de um lado para outro e alguns dançavam. Todos muito agitados. Tomado pelo medo, voltou correndo para o quarto, atirou-se na cama e cobriu-se com o cobertor. Fazia frio naquele dia. Ao deitar, ainda teve tempo de olhar para a guarda da cama e ver ali, estampada, uma caveira que brilhava no escuro. Foi a primeira vez, de tantas da sua infância, que fez xixi na cama.
Era assim que estava se sentindo naquele momento. Escuro e frio acompanhado de um vazio imenso. Não conseguia se controlar e chorava desesperado, quando um brilho intenso rompeu a escuridão. Reconheceu aquilo imediatamente. Eram os Olhos que Brilham, sua amada esposa, a Rainha Bruxa.
- Querido, sinto muito te fazer passar por essa experiência, mas era a única maneira de evitar que o Chato fizesse coisa pior.
- Como assim?
- Não foste envenenado. Por um encantamento fiz com que parecesse assim. Sabia que o Chato iria tomar providências para evitar a tua morte.
- Mas e Mestre Alan, não será capaz de realmente me envenenar?
- Não te preocupes. Apesar de estar do lado do Chato, não ensinei a ele tudo que sei. Tenho certeza de que ele irá sugerir ao Chato que me chame. Isso é parte do meu plano. Infelizmente a Duquesa Roma, apesar das boas intenções, não deverá resistir.
- E por que essas dolorosas lembranças da minha infância, que nunca me abandonam?
- Querido, quantas vezes nem te lembras delas, mas eu vejo, todos os dias, como dormes. E se te cubro, não é apenas pensando que estejas com frio, mas porque sei dos teus sonhos. Agora preciso ir. Retornarei quando Clarissa e Fernanda aqui chegarem. Temo que D. Cláudio, apesar de ser meu melhor aluno, não consiga descobrir quem é o traidor. Nossa filha corre perigo, preciso estar com ela.
- E o que eu faço? Continuarei assim?
- Não. Vais ficar tranqüilo e nem verás o tempo passar, embora quem esteja te olhando verá dor e sofrimento em teu rosto.
E D. Afonso dormiu como dormia antes daquela noite da sua infância...
Para ler tudo, desde o início: As Aventuras da Condessa Clarissa.
A Jornada - Segunda Noite...
- Essa noite será um pouco mais difícil, disse o Capitão André. A subida será mais íngreme, por dentro de matas muito fechadas e teremos neblina pela frente. Não poderemos nos atrasar. Joseph irá comigo, na frente, para abrir caminho onde for necessário.
- Não posso, berrou Joseph lá de trás!
- Como assim, não pode?
- Estou aqui tão somente para proteger a Condessa e D. Fernanda. Devo andar sempre ao lado delas.
O Capitão virou-se para a Condessa, com ar de quem pediria a sua interferência, mas foi interrompido pelo Coronel Maurício...
- Eu vou. O Joseph tem razão. Acima de tudo devemos manter a segurança delas.
- Condessa, e o que fará D. Cláudio? Até agora não fez mais nada a não ser ficar observando a todos, aproveitou-se o General, já para mostrar que não gostava de D. Cláudio.
Ao ver que a Condessa hesitara em dar a resposta, D. Cláudio falou: - Meu caro General, não lhe cabe constranger a Condessa. Assim com todos aqui, também tenho a minha função. E posso lhe garantir que será revelada no momento adequado.
Todos olharam para a Condessa, que permanecia quieta. Era como se não estivesse ali. D. Fernanda percebeu que a irmã sentia-se angustiada. Aproximaou-se e perguntou baixinho:
- Minha irmã, posso saber o que está havendo?
- Algo me diz que papai não está bem. Devemos nos apressar.
- Então acabe com essa discussão e vamos logo.
- Mana, deixe-os discutirem mais um pouco. Quero que D. Cláudio os observe.
- E já estás desconfiando de alguém?
- Não faço idéia e isso me assusta. Todos sempre foram leais ao papai. Que razão teriam para traí-lo?
- E confias tanto assim em D. Cláudio?
- Mana, D. Cláudio é discípulo de mamãe. Se ela lhe ensinou tudo sobre as artes de interpretar os sonhos é porque confia nele.
Levantou-se e ordenou: - Parem com essa discussão. Todos sabem o que devem fazer e não quero brigas por aqui. General, cuide das suas tarefas e deixe D. Cláudio em paz.
A primeira hora foi tranqüila. A trilha ainda se mostrava razoavelmente transitável. Logo após atravessarem um pequeno riacho começaram as dificuldades. Dali vislumbraram a alta montanha que enfrentariam naquela noite.
Pararam para um breve descanso. Foi quando se deram conta de que o Major Milton não estava com eles.
Para ler tudo, desde o início: As Aventuras da Condessa Clarissa.
A tentativa de Assasinato...
A Duquesa sabia que o poder das mulheres sobre os homens está não em saber começar, que isso é fácil, mas quando terminar. A escolha do momento exato em que a satisfação gera mais desejo. É quando o prazer pode se tornar um vício.
- Querido, disse virando-se de costas, recusando explicitamente mais uma investida do Chato, lembre-se que fiz uma viagem cansativa e essa noite não estava nos meus planos.
- Eu sei! Mas também sei que deves partir logo e já me doi pensar ficar sem ti.
- Isso depende. Permanecer mais tempo ou não é minha escolha. Quero que tenhas uma conversa com D. Afonso e convença-o a parar com a greve de fome.
Surpreso com a própria reação, o Chato concordou. Tão logo amanheceu, dirigiu-se à cela de D. Afonso. Quando a pesada porta de ferro se abriu, teve uma visão estarrecedora. D. Afonso jazia ao solo em meio ao que pareceia ser vômito misturado ao que mais lhe pudesse sair do corpo debilitado. A expressão no rosto denunciava o resultado da tortura. Alguém havia feito mais do que simplesmente dar-lhe cerveja quente. Percebeu que tentaram envenená-lo.
- Guardas!
- Senhor?
- Tirem D. Afonso daqui imediatamente. Limpem-no e chamem o Mestre Alan para que cuide dele.
Uma sensação de estar perdendo o controle da situação tomou conta do Chato. Não gostava de lidar com situações inesperadas, mas essa tinha passado dos limites. Matar D. Afonso? Não, nem ele havia pensado nisso. E como explicar para a Duquesa? Teria que descobrir logo quem fez isso e é algo que somente ele mesmo poderia resolver, pensou. Antes, porém, deveria planejar o que fazer para impedir que a Condessa chegasse ao castelo.
Para ler tudo, desde o início: As Aventuras da Condessa Clarissa.
A Jornada - Enquanto todos dormiam...
- Edu?
- Já te disse para não me chamar assim quando estivermos perto de outras pessoas.
- Mas estão todos dormindo, qual é o problema?
- Não sei, mas todo cuidado é pouco. Até a Condessa já anda desconfiada. Além do mais, não gosto desse D.Cláudio. Já viste como ele não pára de nos cuidar?
- Até parece que anda desconfiado de alguma coisa. Não entendi por que a Condessa resolveu trazê-lo.
- Eu imagino, Coronel. E essa é mais uma razão para que te mantenhas na linha. Não por ela, mas pelos outros. Nem todos entenderiam e, mais, nem todos aceitariam. Bom, daqui a duas horas aquele cão de guarda do Joseph vem te render. Não gosto dele. Não bastasse aquela cara enjoada, anda como se fosse um gato, sem fazer barulho. Vou dormir um pouco. Fica atento.
Ao se virar ouviu algo que o deixou nervoso...
- Ei, ei, volta aqui!
- O que foi?
- Vais assim, sem mais nem menos?
- Já te disse e repito: até o fim dessa missão sou apenas teu comandante. E dê-se por satisfeito por tê-lo trazido!
Havia tempos que aquela situação o magoava. Por vezes sentia-se bem por ter nascido numa época mais amena, embora a hipocrisia ainda fosse a mesma de sempre. A duras penas consquistara o posto de general. Não sem sofrimento, pois sabia que devia esconder algo que considerava tão natural.
Por quantas e tantas vezes ainda teria que se debater entre a realidade e a imposição? Buscava na história o momento da separação entre a realização individual e a submissão social e nada encontrava que lhe desse alento. Sentia-se expiando uma culpa que não era sua. "Ou te comporta como queremos, ou não terás o que queres!". Um pensamento constante e perturbador em sua mente. Por várias vezes pensou em abandonar tudo. Talvez não tivesse tanto, mas também não sofreria na mesma proporção. Preocupava-se com Maurício. Aprendera a lidar com isso, mas será que ele suportaria por mais tempo?
Por essas coincidências, o Coronel Maurício pensava, naquele justo momento, na reação do General. Por que será que o Edu tem tanto medo, dizia para si. Será que ele não sabe que a vida pode acabar de uma hora para outra? E se um de nós morrer nessa missão? De que teria adiantado ficar preso a tantos princípios postos pelos outros?
Vontade tinha era de dormir, mas pôs-se a caminhar de um lado a outro do acampamento. Não tanto pelo sono, mas por não entender o comportamento do general.
Às três horas, conforme o combinado, todos foram acordados. Teriam tempo suficiente para uma refeição e para revisarem o plano para a segunda noite. A Condessa acordou com uma estranha sensação de tranqüilidade. Lembrava-se do sonho como se fora o próprio dia em que conhecera o mar e ainda sentia a mão quente da mãe na sua mão. "Não saia daí, mãe!", murmurou.