Abobrinhas: março 2006 Archives

Pois é,

Faz tempo que a Ana me convocou para responder esse negócio de manias. Não respondo a correntes, todo mundo sabe disso. Essas coisas pra mim tem um sentido de exclusão: vou responder pra fazer parte da turma. Mas como estou precisando "sair do ar" um pouco, tá bom, eu respondo!

1. Corto as unhas das mãos e dos pés sempre na mesma ordem: primeiro a mão esquerda e depois a direita; primeiro o pé direito, depois o esquerdo. Primeiro o seu vizinho, depois o seu mindinho; após, o pai de todos e o fura bolo; por fim, o mata piolho. Nunca descobri a razão dessa fixação por começar com o seu vizinho. Manias, né?

2. Os cabides para pendurar minhas camisas devem ser da mesma cor da camisa. E todas viradas para o mesmo lado. Antigamente isso era impossível, pois os cabides eram de madeira (sim, crianças, existiram cabides de madeira!).

3. Não durmo sem antes tomar um gole d'água. Um só!

4. Não jogo nada fora. Tenho mania de achar que tudo pode ter uma utilidade.

5. Sempre aperto a pasta de dentes pela base (já fiz até um post sobre isso).

Viram? O Chato é mais chato do que vocês imaginavam!

Pois é,

Estive viajando. Quarta e quinta em Caxias do Sul. Isolado do mundo blogosférico. Várias visitas novas. Farei as visitas durante o final de semana, junto com as "velhas". (pedirei ao Sêo Síndico tirar esses numerinhos da caixa de comentários. Mas se um dia o Chato for atacado, eu coloco.)

Bueno, vou manter o assunto na ala feminina do mundo, muito embora hoje não seja mais o dia delas!

Está encalhada?
O namorado vem te embromando há mais de dois anos?
Já se sente conformada quando a chamam de "titia"?
Acha que homem é tudo igual e nenhum presta?

Meninas, não se desesperem. Seus problemas acabaram.

Acreditem no poder das PÉTALAS MILAGROSAS DO BUQUÊ DA KAYA.

É, é ele mesmo, aquele que algumas fazem cara feia quando são chamadas para participar do auê! O famoso buquê da noiva.

Pois ele funciona. Essa moça aí da foto, pegando o buquê da Kaya no dia do nosso casamento, vai casar neste domingo. Viram? Funciona!


Funciona mesmo! Nenhum homem resiste a uma mulher que tenha uma Pétala Milagrosa do Buquê da Kaya!

Não perca tempo! Mande já um e-mail e em três dias você terá em suas mãos a solução da sua vida: uma Pétala Milagrosa do Buquê da Kaya! Exclusiva para você!

Para comprovar a autenticidade das pétalas, publicamos uma foto inédita do momento em que a Kaya arremessava seu buquê.


Mas ATENÇÃO: existe um número limitado de pétalas. Seja rápida. Mande logo o e-mail que lhe mandaremos a conta bancária para depósito de uma módica e simbólica quantia, que será doada para a FALA - Fundação de Amparo ao Luiz Afonso, uma ONG filantrópica que se dedica a evitar a extinção da linhagem de D. Afonso XX.

Cl@udia e J@rge: toda felicidade do mundo! Que as pétalas desse amor nunca murchem!

Pois é,

Fatos são fatos e com fatos não se discute. João morreu. É fato, não há o que discutir. Pode-se, até, debater a forma como ele morreu, mas não o fato de que João está morto. Assim, partimos de três fatos:

(1) O olfato humano é capaz de discernir mais de 10 mil cheiros diferentes. O olfato salvou a humanidade. As informações recebidas pela mucosa nasal, e que por via de uma estrutura chamada bulbo olfatório são transmitidas ao cérebro, são processadas muito mais rapidamente que os estímulos visual e auditivo. Foi o cheiro que permitiu aos humanos (e ao animais em geral) distinguir, na natureza, o que era comestível do que não era e, portanto, não apenas garantir a sua sobrevivência, como desenvolver todo um sistema econômico-exploratório baseado na agrucultura-da-propriedade-privada-da-terra. Donde se poderá concluir, em capítulo próprio, ao final deste pequeno tratado, que calcinhas e propriedade privada são fenômenos históricos intimamente ligados;

(2) Calcinhas respiram. Sim, meninas, elas respiram tanto quanto vocês. E mais, transpiram!

(3) Experimentos científicos já demonstraram que o cheiro é determinante na escolha do parceiro sexual e, como diz Susan Schiffman, da Universidade Duke: "um casal pode sobreviver a toda sorte de diferenças, mas quando um deixa de gostar do cheiro do outro o relacionamento está arruinado".

Aí começam alguns problemas. O primeiro deles é o perfume. Mulheres, induzidas tão somente pela indústria, derramam-se, diariamente, gotas e mais gotas de perfume (isso quando não espargem pelo corpo inteiro), impedindo, dessa forma, que os homens percebam, desde logo, se haverá compatibilidade (histocompatibilidade) ou não.

Impedidos de sentir o cheiro da mulher, os homens caem como patinhos, levados, como nos desenhos animados, pelas ondas flutuantes de um cheiro artificial. Sim, pois apesar de poder distinguir mais de 10 mil cheiros, os perfumes são feitos com substâncias especiais que anulam essa capacidade, em especial nos homens.

Mas toda verdade tem sua hora. E a hora é aquela. De nada adiantará ter aprendido as lições dos volumes I e II, do Tomo I, deste Pequeno Tratado, porque depois de sentir a calcinha com o tato, chega a hora de sentí-la com o olfato. Que precede, na verdade, em poucos segundos, a prova do sabor.

Mas esses poucos segundos são determinantes. Equivalem ao levantar a tampa da panela. É nesse pouco tempo que decidiremos se vamos comer ou não aquela bela comida que ali se encontra. A comparação é por demais óbvia para que nos estendamos nela. É o olfato que nos faz comer e, portanto, sobreviver. Ou garantir a sobrevivência da espécie.

E é aí que a calcinha se torna importante. Os mais experientes poderão pular esse parágrafo. No entanto, é muito recomendável para os que se iniciam na lide. Após as carícias com a mão e dedos, deve-se fazer o mesmo procedimento com a boca. Sempre com a calcinha posta. O que foi dito para os dedos, faz-se com os lábios e a língua. Mas isso é assunto para o próximo volume. O grande problema é que, antes da boca chegar, o nariz chega primeiro.

Rendas e lycra respiram infinitamente menos que o algodão. Em compensação, absorvem muito mais o cheiro dos produtos utilizados na sua lavagem. E impedem a transpiração. Logo, são altamente acumuladores dos cheiros femininos, que, como é sabido, se não chegam aos 10 mil, em algumas anda próximo. A indústria, no entanto, lança milhares de produtos "especiais" para lavar calcinhas. Se já compraram joguem fora. Apenas - e tão somente - utilize água e sabão neutro.

Nela também. Só assim é possível fazer valer o dito popular "lavou, tá nova!" Quanto mais freqüentes as lavagens melhor. As mulheres levam de tudo na bolsa, menos o mais importante: uma pequana necessaire de plástico contendo uma toalhinha e um sabonete neutro. Para quem passa o dia no trabalho e quer estar sempre pronta para aquela rapidinha de surpresa no elevador, este é um item indispensável.

Pena que a indústria da construção civil, no afã de aumentar seus lucros pela diminuição do espaço comercializado nos apartamentos, a primeira coisa que fez foi eliminar uma das peças mais importantes que a humanidade já inventou: o bidê!

Sábias eram nossas avós, que se utilizavam do bidê para os não menos famosos "banhos de assento". Para os mais jovens, publico aqui uma foto raríssima de um exemplar:


"Aparelho em extinçao..."

Quer que o fato (3) aconteça com você? Não? Então use algodão, água e sabão neutro...

Na seqüência: o paladar.

Pois é,

Depois de admirar longa e calmamente a harmonia da forma e da cor, ritmados, forma e cor, pelos movimentos suaves da mulher, o vivente deve saber tocar numa calcinha. E novamente aqui a harmonia é fundamental. Não se pode deslizar as mãos pelas costas macias de uma mulher e se deparar, de uma hora para outra, com uma lixa tapando a bunda. Donde se conclui, já para excluir qualquer possibilidade de discussão, que as calcinhas com, ou de, rendas são absolutamente descartáveis, desnecessárias na vida de uma mulher. Proibitivas até.

O tecido da calcinha também deve combinar com a pele. O toque deve transmitir maciez. A mesma maciez da pele, sem solução de continuidade. O tecido deve possibilitar a percepção da junção entre a forma feminina e a maciez. Forma e maciez devem ser sentidas como uma coisa só.

A mão deve deslizar suavemente, sentindo a textura dos pelos e do volume que se escondem por baixo da calcinha. O tecido deve permitir que, ao se passar o dedo levemente, sinta-se as ondulações naturais, as nuances entre-lábios e, destes, a pulsação causada pela excitação.

Ora, tudo isso irá causar o fenômeno popularmente conhecido como “viu como eu estou molhadinha?”. A secreção de líquidos é como uma digital: cada mulher tem a sua. Umas mais, outras menos; umas mais viscosas, outras menos. O tecido da calcinha deve permitir a absorção na medida certa e ser permeável o suficiente para aguçar a percepção de maciez, eliminando de vez a diferença entre o corpo e o tecido. Nesse momento calcinha e mulher fundem-se.

As melhores são as de algodão. Suaves ao toque, conformam-se à geografia feminina. Por isso devem ser justas, no tamanho certo. Há também as com lycra. A lycra ressalta os volumes, as aparências e despertam a fantasia. Não sabemos o que há por baixo. E nem deveríamos saber. Calcinhas de lycra exigem maior perícia de quem as acaricia.


"As melhores são as de algodão"

Há que se cuidar, no entanto, com a digital feminina. Para cada nível de excitação e viscosidade, há um tecido certo: algodão para as volumosas e densas, lycra para as contidas. E para isso há uma razão: o algodão absorve mais que a lycra. Logo, mulheres com pouca lubrificação devem mantê-la: a lycra favorece isso, mas que o algodão.

Mas cuidado, a lycra não deve ser usada durante o dia todo, pois irá prejudicar o próximo aspecto: o olfato. Calcinhas de lycra devem ser reservadas para uso apenas nos momentos aqueles.

Pois é,

Se me perguntassem qual a maior invenção humana, não hesitaria em dizer: a calcinha.

Infelizemente nem todas as mulheres sabem usar uma calcinha. O uso de uma calcinha ultrapassa o mero sentido de proteção. A calcinha separa o real do transcendente. O real do imaginário. E não deveriam ser tratadas com tanto decaso pelas mulheres.

Há cor, há textura, há cheiro, há forma! E há sensualidade, antes da sexualidade. E existem as combinações de tudo isso, que devem ser respeitadas, sob pena de as calcinhas serem apenas mais um produto de consumo, estimulado pela mídia. E de as mulheres se tornarem, elas próprias, em produto de consumo masculino.

Existem cinco aspectos que devem ser tratados para uma análise completa da calcinha: O visual, o tátil, o olfativo, o gustativo e, por incrível que possa parecer, o auditivo. Todos importantes, e que, juntos, definirão se a mulher sabe ou não a diferença entre uma calcinha e um pedaço de pano para segurar o absorvente.

O aspecto visual é um dos mais mal tratados pelas mulheres. Tamanho e forma da calcinha devem formar um conjunto harmonioso com o tamanho e forma da mulher. Nâo é o que se vê por ai. Como é moda, as mulheres, em geral, acabam por usar minúsculos modeilitos tapa-sexo, com uma tirinha enfiada na bunda, acabando em um ridículo triângulo que tapa a parte final das costas e vive pra fora das calças, dando uma trabalheira enorme para as mulheres, que ainda tem a cara de pau de reclamar que os homens olham. Ora, se fez a besteira de usar uma droga dessas, agora agüenta.

Isso tem um nome: vulgaridade. Mulheres que não atentam para a proporção e para a harmonia. Mas talvez não tenham culpa. Afinal, vivemos numa época vulgar, onde a moda nada mais faz do que despir a mulher de toda a sensualidade que lhe é natural, em prol de falsas sexualidade e independência. Basta olhar as adolescentes e adultas jovens: ridículas, simplesmente. E não deveriam ser, pois vivem a melhor fase do corpo. Como ridículas são as mulheres que saem por aí "na moda". A calcinha reflete isso.


"Isso tem um nome: vulgaridade..."


Vulgares também são aquelas mulheres que já vão logo tirando as calcinhas, sem esperar que o homem a admire. Não importa se a mulher é "feia" de corpo: havendo proporção e harmonia qualquer uma poderá ser a mais sensual do mundo. Desde que saiba usar! E mostrar!

E o que dizer da cor? Novamente, as indústrias ávidas por vender qualquer pedaço de pano, desenvolvem (e vendem) conceitos completamente absurdos. Dizer que usar uma calcinha vermelha transforma qualquer mulher em uma ninfomaniaca que irá destruir seu parceiro após uma noite de sexo selvagem é o mesmo que chamar as mulheres de "tontas que acreditam em papai noel". A cor da calcinha dever estar em harmonia com a cor da pele. E nem todas as peles combinam com o vermelho, ou com o preto.

Não há cena mais horrível do que uma branquela que nunca foi à praia - ou quando vai, usa fator 50, na sombra - usando uma calcinha vermelha ou preta. Ou então uma morena linda de doer, mas de calcinha azul! Se for do tipo tapa-sexo então...

A exceção fica para as situações em que a combinação vestido-calcinha exige que ambos sejam da mesma cor. Ou, então, quando a transparência assim o exige. A transparência é outra coisa muito mal utilizada pelas mulheres hoje em dia.

A transparência não foi feita para mostrar; foi feita para esconder. E do escondido gerar o vislumbre. Eis a chave: vislumbrar! Vislumbrar é alçar o vôo da imaginação. E o que se vê por aí? Bundas de fora com um fiozinho enfiado no rego, por trás de vestidos que se vendem por transparentes. Vulgaridade, nada mais que isso.

Por fim, calcinhas com coisas escritas ou desenhos estampados, do tipo "me coma ou te devoro!" ou similares, é o fim da picada. Deveriam ter sua fabricação proibida por lei. Sem comentários.

Harmonia entre forma, cor e tamanho. Um visual harmonioso ilumina qualquer mulher.

Na seqüência: o tato.

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