Pois é,
Após exaustivas investigações, que me levaram a viajar por diversas cidades desse Rio Grande do Sul, finalmente o Chato descobriu onde eles se escondem (sabem quem são, né? É, são eles mesmos, o ponto final do valerioduto):
A BR386, conhecida como Estrada da Produção (escoa a produção da zona noroeste do estado, maior produtora de grãos) sobe a serra gaúcha por um dos pontos mais bonitos. Na ida, pensei em tirar algumas fotos da serra. Mas, como queria chegar ainda durante o dia em Cruz Alta, deixei as fotos para a volta.
Quem mandou! Azar! O céu simplesmente baixou na parte mais bonita. Não dava pra exergar "um palmo adiante do nariz", ou melhor, um ônibus diante do nariz!
Literalmente eu "andava nas nuvens!"
Em um post recente falei dos trens (não falo do post sobre a "descoberta" do trem). Pois não é que tive uma surpresa em Cruz Alta? No dia seguinte acordei adivinhem com o quê? Isso mesmo, com o apito do trem. Todos os dias, às 6:30h e às 23:00h, o trem passava perto do hotel onde estava hospedado, apitando. Há tanto tempo não ouvia um apito de trem. Trens fazem falta na vida da gente.
Fico imaginando minhas filhas que talvez nunca tenham o prazer de fazer uma viagem de trem aqui no Brasil.
A vida do José Dirceu é o típico exemplo de que a vida deve ser vivida intensamente hoje, pois o amanhã talvez nem Deus saiba. De preso pela ditadura, acabou expulso, pelos pares, da democracia pela qual tanto lutou.
Conhecem o "fundo do poço"? Claro que conhecem! Estamos nele! Quando até estagiários conseguem aplicar golpes nas instituições públicas, é porque não mais por onde cavar. Tenho um amigo que me chama de o "Schopenhauer dos pampas", pois acha que sou muito pessimista. Pode até ser, pois tem dias que não vejo saída alguma.
E aí eu me pergunto: de que adianta o apito do trem?
A vida dá voltas. E o grêmio voltou. E olha aí o presentinho que dei para a Clarissa:
Dei outra para a Fernanda, mas ela ainda não me mandou a foto. Te agiliza, Nena!
Volto a ler e comentar os blogs, finalmente!