dezembro 2009 Archives

Desafio para 2010!

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Pois é,

Faça duas listas: uma contendo todas as coisas ruins que aconteceram no mundo em 2009; a outra, contendo as coisas boas.

Desafio a que alguém me apresente uma lista das coisas boas que atinja, pelo menos, 10% da lista de coisas ruins.

Tente e eu prometo que para cada boa eu cito 1000 outras ruins.

(ajudinha: deixe a hipocrisia de lado ao fazer as listas)


Pois é,

A criatividade mantém uma relação direta com a quantidade de bobagens que expressamos, não importando o meio. Falando, escrevendo, pintando, etc., quanto mais bobagens fizermos, maior a probabilidade de que algo genial apareça.

Assim, quem passar por aqui, em 2010, encontrará "As 365 Bobagens do Chato". Começaremos, claro, no dia primeiro de janeiro de 2010.

Duvido que alguém consiga ser mais chato!


Pois é,

Um Natal nada ecológico: Pato à Califórnia e Bacalhau à Portuguesa. O bacalhau foi maravilhosamente preparado pela patrôa.




linhas

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Pois é,

Há uma tênue linha entre o "ser público" e o "ser privado". A mesma linha que separa hipocrisia e realidade. A conveniência desenha a linha.


HO! HO! HO!

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Pois é,

Esse é o som que somente alguns poucos podem realmente fazer.


Pois é,

Papai Noel passou antecipadamente por aqui e me deixou alguns artefatos para cozinha: balança, moedor de alimentos, ravioleteira e, melhor de todos, um cilindro para fazer massas.

Claro que também antecipei a estreia, até porque deixar para a noite de Natal seria muito arriscado. Enfim, fiz um ravioli caseiro para testar.

Os ingredientes:

400 g de farinha de trigo
6 ovos
um pitada de sal



Para o recheio, uma mistura de queijos (suiço, provolone e parmesão, além de um pouco de presunto de peru defumado para dar um gostinho diferente):


massa e recheio prontos, mãos à obra:


Quatro ovos, quatro pedaços, não é essa a regra?


a grande estreia:


meio caminho andado:


até que para uma primeira vez ficaram bem quadradinhos. Mas claro que tem um segredo...


depois de cozidos e molho acrescentado, eis o resultado (descontada, claro, a inépcia do fotógrafo):


Barbadinha e dá o maior prazer. Dica para iniciantes como eu nas artes das massas caseiras (ao menos para ravioli): deixar a massa o mais fina possível.

Um dia eu chego lá!



Pois é,

"Papai Noel promove estilo de vida pouco saudável, diz especialista" (BBC Brasil)


Vale a leitura, tamanhas são as bobagens que o tal pesquisador, apresentado como especialista em saúde pública, diz.

Realmente, a estupidez humana não tem limites!


Pois é,

Filhota fotogrando. É bom guardar essas. Sabe como é: daqui a alguns anos poderão valer milhões, heheheheh





Viva Copérnico!

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Pois é,

O mundo dá voltas em torno de si e do Sol. Ao menos é o que parece!

Já notaram - ou sou eu que ando completamente atrasado - que a política brasileira está repleta dos "ex-qualquer-coisa da ditadura"?

A pergunta pra eles é: agora vale estar no sistema?

(por outro lado, parece que ter sido "ex-qualquer-coisa da ditadura" serve de currículo...)


Aposentadoria.

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Pois é,

Tarefa das mais difíceis é explicar a um jovem o que é "aposentadoria". Aposentar-se ainda é sinônimo de morrer. Fomos, os de meia idade pra cima, criados num mundo sem alternativas para a chamada "velhice". E a velhice chegava com a aposentadoria. Era o que nos ensinavam.

Todo um mundo foi criado em cima disso. As pessoas queriam "fazer carreira" para chegar ao fim da vida (leia-se aposentadoria) em situação de "bem viver a velhice". Poupança, segurança para si e para a família, planos de saúde que só pensavam nos "anos tristes", carro, casa própria, eram todos objetivos da nossa felicidade.

Felicidade que duraria pouco, pois não restaria muito a fazer, a não ser ajudar a (des)criar os netos, fazer festas de fim de ano para reunir a família e rezar para não ficar doente.

Quando comecei a vida, lá pelos 20 anos, aposentadoria era uma palavra desconhecida. Talvez por ter começado em uma atividade puramente intelectual, a Física - e depois a Astrofísica -, não imaginava o cérebro "parando" de trabalhar.

Trinta anos passados e o que percebo é que não há como fazer o cérebro parar. Ao contrário, não há tempo suficiente para o cérebro funcionar o tempo todo.

Há tanto o que fazer na internet, que 24 horas são, definitivamente, insuficientes.

O ponto de mutação entre as últimas gerações se deu entre o "não ter o que fazer" e o "ter demais o que fazer". Antes os pais colocavam os filhos para "tocar" o negócio que eles criaram e desenvolveram. Hoje? Hoje os pais tentam tocar os filhos pra fora de casa, para que se virem. Os filhos da internet não sabem mais o que fazer diante de tantas escolhas.

Dito de outra forma: "não tenho o que escolher" e "tenho que escolher". O que antes significava o "justo descanço", agora significa "o justo estresse". A "falta de escolha' contra "não sei o que escolher".

A internet trouxe estresse. Comunidades, grupos, comunicadores instantâneos, necessidade de estar "a par de tudo", de estar sempre on-line para não perder nada, não tem idade. O que antes era a busca pela segurança virou o estresse da falta de segurança.

Quem tem um blog sabe o quanto é difícil escolher sobre o que escrever. Lembrando, claro, que toda regra tem exceções.

O Chato passou, ou passa, por essa crise. Ou se aposenta, ou segue em crise!


Pois é,

Quem diria, o presidente dos EUA, ao receber o Prêmio Nobel da Paz (o que, por si só, é um absurdo! Ou absurdo seria esse tal de Nobel da Paz?) disse:

"Não se enganem: o mal existe no mundo. Um movimento de não violência não poderia ter parado os Exércitos de Hitler. Negociações não podem convencer os líderes da Al-Qaeda a depor suas armas. Afirmar que a força é necessária em algumas ocasiões não é um chamado para o cinismo, é um reconhecimento da história, das imperfeições do homem e dos limites da razão." (BBC)

Não há dúvidas de que o mal existe no mundo, assim como movimentos de não violência sequer conseguem parar o trânsito. Será que ele pensa que chamar o Bin Laden para um chopinho ia resolver alguma coisa?

Agora, reconhecer e utilizar como argumento as imperfeições do homem e os limites da razão, para justificar aquilo que eles mesmos (os norte-americanos) fazem como necessário é ultrapassar qualquer limite da "razão".

Defender-se é diferente de atacar. Mais ainda quando os motivos são puramente econômicos, como no caso do Iraque. Usar da força para defender-se está até previsto no nosso código penal. Mas há que lembrar da proporcionalidade da força usada na defesa em relação à força utilizada no ataque. Havendo proporcionalidade é legítima defesa; caso contrário é crime.

E é isso que o atual Nobel da Paz faz: usa de força desproporcional sob a alegação de que está defendendo seu povo. Que ameaça o povo do Iraque representava para o povo norte-americano? E mesmo o Saddan? Se Bin Laden representou ameaça foi por causa da "mosconice" do governo norte-americano, "que não soube remar...".

Vai mal o mundo! Muito mal. Quando esse tipo de gente ganha reconhecimento por mandar matar e ainda vem a público dizer que não é cinismo, algo vai mal, muito mal.

Concordo que não é cinismo, é hipocrisia mesmo. Do mais puro malte.


Pois é,

Filhota mandando ver no seu primeiro desfile:

Aqui!



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