Pois é,
Não creio que as mulheres tenham pelas cuecas o mesmo fetiche que os homens têm pelas calcinhas (ver aqui, aqui, aqui). Ou será que os homens não vêem as cuecas da mesma forma que as mulheres vêem as suas calcinhas?
Tenho uma vizinha que só lava as calcinhas uma vez por semana. Deve ter oito, pois todos os domingos pendura sete para secar, no terraço da cobertura. Até pouco tempo eram todas iguais e da mesma cor: beje. Acredito que o marido deve ter dado um ultimato: ou usa outra cor ou troco de mulher, pois começaram a aparecer calcinhas pretas e brancas. Nada que signifique uma grande mudança, algo tipo calcinhas vermelhas, verdes, amarelas, mas já é um começo. Antevejo o dia que estarão pendurados modelitos mais ousados.
Uma calcinha jogada ao chão. A imaginação corre solta: é obra nossa; num rompante de tesão tiramos ali mesmo e sequer temos tempo para pensar em dobrá-la direitinho e colocá-la em cima da cômoda (por sinal, se fizéssemos isso, sabe-se lá do que seríamos chamados). Mas não importa a hora e a razão. Uma calcinha à mostra, seja onde for, é sempre motivo de alegria.
Que atire a primeira pedra o homem que nunca abriu a gaveta da cômoda onde a mulher guarda as calcinhas, só para vê-las dobradinhas e imaginá-las atiradas ao chão. Que atire a primeira pedra a mulher que sempre abre a gaveta do armário onde guarda as cuecas do homem, e que nunca reclamou que é sempre ela quem tem que fazer isso.
Uma cueca jogada ao chão. Pobre do coitado que fez isso: é um porco relaxado que não tem consideração com a mulher. A imaginação corre solta: "filho da puta, depois eu que tenho que juntar e lavar. Tua mãe não te ensinou que cueca suja a gente coloca no cesto?" Tudo isso e muito mais por um simples ato da mais pura essência da natureza masculina: atirar roupas ao chão. É algo que remonta aos tempos da caverna, quando tínhamos apenas uma pele de animal para tirar. As mulheres pensam que não evoluímos, quando, na realidade, apenas mantemos nossas tradições ancestrais. Tenho que as mulheres forçaram o tal de desenvolvimento só para terem gavetas e prateleiras onde guardarem as roupas. Dentre elas, as gavetas para cuecas.
Mulher quando deixa a calcinha pendurada na torneira do chuveiro é porque esqueceu. Homem, pra começar, não esquece; deixa porque quer; porque não vê problema nisso. Porque é um porco relaxado...
E aquela cueca preferida, mantida e usada há anos, já meio "gastinha"? Elas não entendem porque gostamos de usá-la. Cuecas novas pinicam. Por isso coçamos, até que se tornem "já meio gastinhas". Vez por outra aparecem com um presente: uma cueca nova. E quando a gente vai guardar (é claro que guardamos nossas cuecas, nem que sejam as novas), descobre que a cueca preferida foi jogada no lixo. Sim, no lixo, porque nem pra doar serve. Por sinal, este é um preconceito puramente feminino: roupa íntima não se doa. Vai pro lixo. Até parece que pobre, ou gente de rua, não usa cuecas ou calcinhas. Poderíamos, em vez de ficar reclamando do Congresso, lançar uma campanha; "POBRE TAMBÉM TEM FANTASIAS: DOE SUAS CALCINHAS".
Devo confessar, por fim, que nunca comprei uma cueca na vida. As mulheres com as quais me relacionei sempre gostaram de me presentear com cuecas. Como nunca fui a uma loja comprar, também não sei o que quer dizer aquele "P" que tem nas etiquetas...
Não creio que as mulheres tenham pelas cuecas o mesmo fetiche que os homens têm pelas calcinhas (ver aqui, aqui, aqui). Ou será que os homens não vêem as cuecas da mesma forma que as mulheres vêem as suas calcinhas?
Tenho uma vizinha que só lava as calcinhas uma vez por semana. Deve ter oito, pois todos os domingos pendura sete para secar, no terraço da cobertura. Até pouco tempo eram todas iguais e da mesma cor: beje. Acredito que o marido deve ter dado um ultimato: ou usa outra cor ou troco de mulher, pois começaram a aparecer calcinhas pretas e brancas. Nada que signifique uma grande mudança, algo tipo calcinhas vermelhas, verdes, amarelas, mas já é um começo. Antevejo o dia que estarão pendurados modelitos mais ousados.
Uma calcinha jogada ao chão. A imaginação corre solta: é obra nossa; num rompante de tesão tiramos ali mesmo e sequer temos tempo para pensar em dobrá-la direitinho e colocá-la em cima da cômoda (por sinal, se fizéssemos isso, sabe-se lá do que seríamos chamados). Mas não importa a hora e a razão. Uma calcinha à mostra, seja onde for, é sempre motivo de alegria.
Que atire a primeira pedra o homem que nunca abriu a gaveta da cômoda onde a mulher guarda as calcinhas, só para vê-las dobradinhas e imaginá-las atiradas ao chão. Que atire a primeira pedra a mulher que sempre abre a gaveta do armário onde guarda as cuecas do homem, e que nunca reclamou que é sempre ela quem tem que fazer isso.
Uma cueca jogada ao chão. Pobre do coitado que fez isso: é um porco relaxado que não tem consideração com a mulher. A imaginação corre solta: "filho da puta, depois eu que tenho que juntar e lavar. Tua mãe não te ensinou que cueca suja a gente coloca no cesto?" Tudo isso e muito mais por um simples ato da mais pura essência da natureza masculina: atirar roupas ao chão. É algo que remonta aos tempos da caverna, quando tínhamos apenas uma pele de animal para tirar. As mulheres pensam que não evoluímos, quando, na realidade, apenas mantemos nossas tradições ancestrais. Tenho que as mulheres forçaram o tal de desenvolvimento só para terem gavetas e prateleiras onde guardarem as roupas. Dentre elas, as gavetas para cuecas.
Mulher quando deixa a calcinha pendurada na torneira do chuveiro é porque esqueceu. Homem, pra começar, não esquece; deixa porque quer; porque não vê problema nisso. Porque é um porco relaxado...
E aquela cueca preferida, mantida e usada há anos, já meio "gastinha"? Elas não entendem porque gostamos de usá-la. Cuecas novas pinicam. Por isso coçamos, até que se tornem "já meio gastinhas". Vez por outra aparecem com um presente: uma cueca nova. E quando a gente vai guardar (é claro que guardamos nossas cuecas, nem que sejam as novas), descobre que a cueca preferida foi jogada no lixo. Sim, no lixo, porque nem pra doar serve. Por sinal, este é um preconceito puramente feminino: roupa íntima não se doa. Vai pro lixo. Até parece que pobre, ou gente de rua, não usa cuecas ou calcinhas. Poderíamos, em vez de ficar reclamando do Congresso, lançar uma campanha; "POBRE TAMBÉM TEM FANTASIAS: DOE SUAS CALCINHAS".
Devo confessar, por fim, que nunca comprei uma cueca na vida. As mulheres com as quais me relacionei sempre gostaram de me presentear com cuecas. Como nunca fui a uma loja comprar, também não sei o que quer dizer aquele "P" que tem nas etiquetas...











































Afonso, li os posts antigos sobre as calcinhas e adorei. acho que as francesas entenderam tudo direitinho, e é sobre isso que falo no meu post de hoje. abraço.
KKKKK, está se superando, Afonso. Adorei o post. Ainda não havia pensado no problema das cuecas jogadas ao chão por este ângulo. Preciso repensar onde pendurar as... vizinhos... ninguém merece, kkkk.
abraço, garoto
Céus, mas é óbvio: P de "pinto" pra vc saber onde enfiar ele (e se a etiqueta estiver na parte de trás, cuidado!)