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Pois é,

"O ex-presidente da Coreia do Sul Roh Moo-hyun, 62 anos, morreu neste sábado ao se jogar de uma montanha. O ex-governante escalava a montanha em Bongha, no sul do país, onde tinha uma casa de campo, quando se lançou em um precipício. Ele estaria envolvido em corrupção e deixou uma carta de suicídio.

No último dia 30, Roh compareceu ao escritório da Promotoria de Seul para depor sobre seu suposto envolvimento num escândalo de suborno. O ex-presidente, que já havia pedido "perdão por ter decepcionado" a população, admitiu que sua mulher, Kwon Yang-sook, aceitou dinheiro de Park Yeon-cha, diretor de uma fábrica de calçados sul-coreana e detido por subornar altos funcionários do Executivo
." (daqui)

E por aqui, no Estado das Maravilhas? Já nem falo mais do Congresso das Maravilhas...

Por falar em Congresso, bem ou mal devemos apreciar a atitude do deputado gaúcho: afinal, somente ele teve a coragem de dizer aquilo que todos eles fazem, isto é, "se lixar" para a opinião pública.

Aguardarei pelo dia em que algum deles resolva assumir que roubam do povo, que não fazem nada a não ser tentar garantir o próximo mandato, etc., etc., etc...

Em alguns países a honra parece ser algo tão valioso, que só é comparável com a própria vida. E em alguns casos mais ainda: perde-se a vida mas não a honra.

Sim, pois honrado não é o Homem que nunca erra, mas aquele que, errando, assume seu erro. Esse valor parece esquecido pelas plagas pampeiras e brasilianas.

Algumas comparações e uma conclusão:

- Por três anos fui vizinho, na rua Barão do Amazonas, da atual sátrapa do RGS. Morávamos em prédios de classe média;

- Ambos éramos servidores públicos;

- Na mesma época ela era Diretora, e professora, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e eu aluno da Faculdade;

Conclusão: eu sou burro!

Pois continuo sendo servidor público (Ela? Só fode com o público!), morando em prédio classe média (Ela? Casa de R$700.000,00!) e ambos deixamos a faculdade (Ela? Pode voltar. Eu? Claro que não!).

Up: aqui!
 


Pois é,

Hoje não sei mais como se chama. Em alguns países, governantes sob suspeita no mínimo retiram-se de cena; renunciam aos cargos públicos obtidos com a confiança do povo. Supõe-se que sejam pessoas honradas e que, por essa razão, admitem o erro (afinal, errar é humano) e afastam-se. Preferem a integridade íntima, característica da honradez, à vã tentativa de provar que onde há fumaça não existe fogo.

Mas, como dizem, somos um país jovem, forjado do estado para a sociedade e não como as grandes nações, onde nelas os homens já aprenderam a ter honra.

Por aqui não temos. Por aqui preferimos as pessoas que lutam para provar que a fumaça não vem do fogo, mas apenas da oposição; de gente interessada em destruir o que de bom o governo tenta fazer pelo povo!

Poderia falar apenas da atual situação do governo do meu estado. Afinal, há dois anos que a atual mandante vem afirmando que a fumaça não vem do fogo. Mas não, isso parece ser geral no País das Maravilhas.

Do Congresso não há mais o que falar; há, simplesmente, o que fazer: não mais votar. E que não se invoque a parábola do joio e do trigo, onde apenas, com certeza, só temos joio. Se algum trigo há, será como procurar uma agulha no palheiro.

Pois tanto o Congresso, quanto o governo do meu estado, atingiram o limite que, em alguns países, já levou pessoas ao suicídio.

Não que eu deseje isso para nossa atual governante, mas que ao menos tenha "vergonha na cara".

Ou, como diriam os gaúchos, que honre o fio do bigode!

Ops! Esqueci: é mulher e não é gaúcha. Vai ver é por isso...
 


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