março 2008 Archives

Overdose!

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Pois é,

Overdose de Chato:

- tem Personalidade, lá no As Aventuras da Condessa Clarissa
- tem Duna - II, lá no Ambiarte
- tem Consciência, lá no Faça a sua parte
- tem Analfabetismo, lá no Lili faz a sua parte

Não cansou? Então, pra terminar de torrar a paciência de vocês, tem esse aqui:


O ano? 1986. Só desgraças. Fiquei desempregado, o Brasil eliminado da copa (talvez a mais inesquecível para mim, em função de toda a conjuntura), a primeira das separações (a primeira a gente nunca esquece), a decisão de nunca mais ver telejornal e, do que me lembro hoje, tive que dar o gato, que acabou ficando comigo. Acho que o coitado sofreu mais do que eu com a separação, mas não tinha como ficar com ele.

As lembranças começaram a aparecer ao me deparar com uma matéria no jornal Correio do Povo (edição de 23 de março), que vi ao visitar meu atual sogro (sim, sogro(a) e mulher sempre devem ser referidos como "os atuais"). O título é "Cohn-Bendit pede aos jovens que esqueçam 1968".

Diz ele, na materia: "Meu conselho é que esqueçam maio de 1968. Por quê? Porque acabou! Foi extraordinário, mudou nossas vidas, mudamos a vida. Mas não vamos voltar ao tema eternamente."

Conversando esses dias com a minha filha, Fernanda (a Condessa ainda não está preparada para esse tipo de conversa), fiquei literalmente apavorado ao ver que a geração dela (a atual, pois tem 18 anos) não tem nada do que se recordar. Nenhum movimento político, nenhum movimento cultural, nenhuma rebeldia, nada, nada que possa fazer deles pessoas que digam mais do que ela me disse, quando perguntei se estava sentindo algo diferente, importante, por ter entrado na faculdade: "pai, não mudou nada!"

homem.gifJuntei as duas coisas e foi como se estivesse num jogo de futebol ao receber uma bolada bem ali, ali onde dói mais. Uma me diz que não tem nada do que lembrar; outro me pede para esquecer! Pra completar a dor, ela ainda me sai com essa: "pai, queria ter vivido na tua época!".

Terminei de morrer ali mesmo! Percebi o pecado que cometi ao contar para ela como havia sido a minha infância e, depois, a minha juventude. A "revolução", a Jovem Guarda, os festivais de música, ver "Pra não dizer que não falei das flores" virar hino, Monterey, Woodstock, Beatles, Roling Stones, maio de 68, Chico, Gil, Gal, Bethânia, Elis, Bossa Nova, Tropicália, Cinema Novo, a revolução feminista, a Guerra Fria, a Cortina de Ferro, a Primavera de Praga, Cream, The Who, Pink Floyd, Led Zeppelin, Yes, Hendrix, Joplin, o sonho de liberdade, calça boca-de-sino, usar cabelos compridos, ver  tanques apontando os canhões pra minha casa em Brasília, o Brasil ser eliminado da copa de 66, a Sônia - primeira grande paixão (e também a única primeira grande paixão que me lembro) -, e muito, mas muito mais mesmo.

E tudo isso desemboca na entrada na UNIVERSIDADE, na década de 70. Na década da plena vigência do AI5, do 477, do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, da abertura "lenta, gradual e segura", dos senadores biônicos (Pacote de Abril), da "Disco", da guerrilha, do "Ame-me ou deixe-me!", do "Tri", das crises do petróleo, do computador, da calculadora eletrônica,

E hoje, minha filha diz que entrar na universidade é a coisa mais normal do mundo. Algo tipo "sem graça, sabe!". E o outro me pede para esquecer! Como esquecer as duas décadas mais inesqucíveis que esse país e o mundo já tiveram? (fora, claro, as que eu não vivi)

E por que 1986? Porque está entre 1984 e 1988. Porque está entre a última genuína manifestação de uma geração e a primeira manifestação (porque nascendo) de várias gerações absolutamente inexistentes.

"Diretas Já", gritávamos pelas ruas e comícios! "Impeachment", gritou a geração seguinte, movida apenas por uma mídia interessada em exorcisar "aquilo" que tinha colocado no lugar de Presidente da República. Essa mesma mídia que tratou de pasteurizar uma geração inteira e que continua a pasteurizar as atuais.

Estamos precisando de um maio de 2008 e o tal Daniel nos pede para esquecer maio de 68. Tá certo, vou esquecer. Mas o que devo dizer para a minha filha? Que esqueça os exemplos da história? Que não tenha sonhos, pois os esquecerá, quando tiver 63 anos (Daniel é de 1945)? Que não crie ideais e lute por eles? Se esquecermos de maio de 68, é bem possível que esqueçamos, também, maio de 1945 e de tudo o que representou a IIGG.

Que péssimo exemplo, seu Daniel. Espero que não tenha educado seus filhos, ensinando-os a esquecer o próprio pai.

Imagem: http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/homem.gif


Ainda está aqui?

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Pois é,

Então sai e vai lá no Ambiarte! Mal começou e já tem post novo!

Corre! Corre!


Pois é,

Mal dou conta do que já tenho por fazer, mas como bom geminiano, vivo de inventar sarna pra me coçar. Assim, criei mais um blog:


ambiarte1.gifEste blog é fruto de uma idéia que me ocorreu quando foram publicadas duas crônicas minhas, sobre meio ambiente, na Germina, Revista de Literatura e Arte, editada por Mariza Lourenço e Silvana Guimarães. Por sinal, é culpa da Mariza, pois submeti a idéia e ela aprovou.

O objetivo é comentar (sequer diria analisar, pois isso requereria perícia, coisa que não tenho) sobre como os autores de literatura e artes em geral descrevem o meio ambiente em suas obras.

Cliquem na imagem e vão lá, vão! O Chato agradece antecipadamente.


Pois é,

Aquiferoguarani.gifDia chegaremos em que essa frase-título será ouvida em todas as sinaleiras do mundo, substituindo a atual "Tio, tem uma moedinha pra me dar? É pra comprar comida!"

Temos um sério problema de percepção do tempo. Somos capazes de perceber apenas um  ciclo "dia-noite". Mais, foge da nossa capacidade. Vira futuro! E só sabemos lidar com o futuro na imaginação. O "aqui-e-agora" é o que vale. Cartão-ponto!

As coisas são fáceis para nós. Bateu o cartão na hora, é salário integral no fim do mês. E salário integral para pagar a conta que a grande maioria, que vive de aluguél, não vê, pois vem imbutida no "condomínio": a conta da água!

Desista de ler agora! Para ler o que vem por aí é preciso ter "estômago". Vais prosseguir? Será por conta e risco, hein? O post faz parte da blogagem coletiva que promovemos lá no Faça a sua parte. Acesse o Calendário Verde do Faça a sua parte e informe-se mais sobre esse dia. Leia, também, os posts que estão participando da blogagem.

Tem gente que urina 100 ml (e até menos) e gasta 20 litros da mais pura e tratada água para "limpar" aquilo que considera a "sua sujeira". Já ouvi gente dizendo: "mas é feia aquela água amarelada...". Feio, gente, vai ser pedir água nas esquinas.... E até parece que a casa está sempre cheia de visitas que irão ao banheiro a todo momento e notar. Na maior parte das vezes, nossa urina é da mesma "cor" da água (mas atenção: se isso não acontece com você, procure um médico ou alimente-se melhor).  Claro que para  o n.° 2  não há alternativa,  mas pelo menos esse é apenas uma vez por dia (mas atenção: se isso não acontece com você, procure um médico ou alimente-se melhor).

Ainda se vê por aí (e muito) pessoas "varrendo" calçadas com água. E por que moradores de condomínios deixam isso acontecer? Porque a conta da água não aparece. Mas principalmente porque, ironicamente, fomos educados a não dar bola para a água. E digo ironicamente porque todos sabemos que a água é vital para a nossa própria existência.

Nosso problema de percepção do tempo não nos deixa perceber que a água potável, além de cara, vai acabar. E quando comeeçar a acabar, alguém irá lembrar que estamos sentados sobre uma das maiores reservas mundiais de água doce: o Aqüífero Guarani. Sim, esse da imagem que ilustra o post (região em azul). Já se apregoa, por aí, que existem "movimentações" no lado dos hermanos da tríplice fronteira, como forma de garantir essa disponibilidade de água num futuro não muito distante.

Um vídeo sobre o Aqüífero Guarani, pode ser visto aqui.

Teorias da conspiração à parte, o fato que o Brasil está sobre 70% desse manancial. E "A combinação da qualidade da água ser, regra geral, adequada para consumo humano, com o fato do aqüífero apresentar boa proteção contra os agentes de poluição que afetam rapidamente as águas dos rios e outros mananciais de água de superfície, aliado ao fato de haver uma possibilidade de captação nos locais onde ocorrem as demandas e serem grandes as suas reservas de água, faz com que o Aqüífero Guarani seja o manancial mais econômico, social e flexível para abastecimento do consumo humano na área." (daqui).

Mais, "
Sob condições naturais, apenas uma parcela das reservas reguladoras é passível de explotação. Em geral, esta parcela é calculada entre 25% e 50% (Rebouças, 1992) das reservas reguladoras, respectivamente entre 40 a 80 km³/ano. Este volume pode aumentar dependendo da adoção de técnicas de desenvolvimento de aqüíferos disponíveis; contudo, os estudos deverão ser aprofundados para definir a taxa de explotação sustentável das reservas, uma vez que a soma das extrações com as descargas naturais do aqüífero para rios e oceano, não pode ser superior a sua recarga natural.
aquifero1.gif
A proteção contra os agentes de poluição que comumente afetam os mananciais de água na superfície, que decorre de mecanismos naturais de filtração e autodepuração bio-geoquímica que ocorrem no subsolo, resulta numa água de excelente qualidade. A qualidade da água e a possibilidade de captação nos próprios locais onde ocorrem as demandas fazem com que o aproveitamento das águas do aqüífero Guarani assuma características econômicas, sociais e políticas destacadas para abastecimento da população.

Aspectos relativos ao desenvolvimento e uso das funções do aqüífero são ainda incipientes. O uso da energia termal de suas águas poderá resultar, eventualmente, em economia de energia de outras fontes e em processos de co-geração de energia elétrica. Atualmente, destaca-se o uso energético em balneários e indústrias agropecuárias.

Um dos principais problemas existentes é o risco de deterioração do aqüífero em decorrência do aumento dos volumes explotados e do crescimento das fontes de poluição pontuais e difusas. Essa situação exige gerenciamento adequado por parte das esferas de governo federal, estadual e municipal sobre as condições de aproveitamento dos recursos do aqüífero
."
(daqui)


Um das principais fontes de poluição dos mananciais, além da poluição causada por uso de agrotóxicos, é a falta de sanemento. O Brasil apresenta, infelizmente, um quadro alarmante com relação ao saneamento. O texto a seguir ilustra bem a nossa situação:

"
Apesar da importância para saúde e meio ambiente, o saneamento básico no Brasil está longe de ser adequado. Mais da metade da população não conta, sequer, com redes para coleta de esgotos e 80% dos resíduos gerados são lançados diretamente nos rios, sem nenhum tipo de tratamento.

O descaso e a ausência de investimentos no setor de saneamento em nosso País, em especial nas áreas urbanas, compromete a qualidade de vida da população e do meio ambiente. Enchentes, lixo, contaminação dos mananciais, água sem tratamento e doenças apresentam uma relação estreita. Diarréias, dengue, febre tifóide e malária, que resultam em milhares de mortes anuais, especialmente de crianças, são transmitidas por água contaminada com esgotos humanos, dejetos animais e lixo.

Em 2000, 60% da população brasileira não tinha acesso à rede coletora de esgotos e apenas 20% do esgoto gerado no País recebia algum tipo de tratamento. Nesse mesmo ano, quase um quarto da população não tinha acesso à rede de abastecimento de água. Este quadro foi apresentado em 2004, no Atlas de Saneamento do IBGE, que teve como base os dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), divulgada em 2002, combinado com informações do Censo 2000 e de instituições do governo e universidades.

A avaliação da abrangência dos serviços de saneamento no País feita pelo IBGE considerou a existência ou não de serviços de saneamento nos municípios, independentemente de sua extensão, eficiência e quantidade de domicílios atendidos. O resultado é que a maioria dos municípios brasileiros, cerca de 97,7%, conta com rede de abastecimento de água e apenas metade deles possui rede de esgoto.  Ainda segundo o Atlas, mais de 77,8% dos domicílios brasileiros tinham acesso à água potável em 2000, enquanto apenas 47,2% das casas eram servidas pela rede de esgoto.

Ainda segundo esta pesquisa, entre os 5.507 municípios do País, mais de 1,3 mil enfrentam problemas com enchentes. A coleta de lixo é amplamente difundida, porém a grande maioria dos municípios (63,3%) deposita seus resíduos em lixões a céu aberto e sem nenhum tratamento. Os aterros sanitários estão presentes em apenas 13,8% dos municípios brasileiros, e apenas 8% deles afirmam ter coleta seletiva.

esgoto.gif

A ausência de investimentos em itens tão fundamentais como os serviços de saneamento têm impactos sobre a saúde da população e o meio ambiente. O estudo do IBGE mostra que, em 2000, foram registrados mais de 800 mil casos de seis doenças - dengue, malária, hepatite A, leptospirose, tifo e febre amarela - que estão diretamente ligadas à má qualidade da água, às enchentes, à falta de tratamento adequado do esgoto e do lixo. Naquele ano, mais de 3 mil crianças com menos de cinco anos morreram de diarréia.

A pesquisa do IBGE demonstra grande desigualdade na distribuição dos serviços pelas grandes regiões do País. A região Sudeste se destaca como a área com os melhores serviços de saneamento.  Por outro lado, as regiões Nordeste e Norte são as que apresentam os piores índices. No Nordeste, mais da metade dos municípios não conta com rede de abastecimento de água e de esgotos." (daqui)


O site do Ministério das Cidades tem muito material interessante sobre o assunto no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento.


Bueno, se um país não consegue investir sequer em saneamento básico, que dirá investir na proteção dos seus mananciais, como o Aqüífero Guarani. Talvez nem seja o caso de uma guerra, pois é muto fácil tomar conta de algo que não é cuidado.

Só nos restará pedir: Tio, me dá um gole d'água, por favor!

Imagens: WikipédiaEmbrapa e Santa Genebra.



Pois é,

O dia 22 de março comemora o Dia Mundial da Água. Nesse dia teremos mais uma edição da  postagem coletiva do Faça a sua parte.

A ONU escolheu 2008 como o "Ano Internacional do Saneamento". O Dia Mundial da Águá fará parte dos eventos programados.

A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de dezembro de 1992 (p. 22/02/93), através da qual 22 de março de cada ano seria declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 93, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. E através da Lei n.º 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data.

Visite o Calendário Verde do Faça a sua parte e leia mais sobre o Dia Mundial da água. Clique no banner e informe-se. Veja porque o saneamento é um tema importante não apenas para o meio ambiente, mas para todos nós.

A Terra deveria chamar-se ÁGUA. Pense nisso. Há muita coisa para ser escrita. PARTICIPE! Faça seu post e deixe aqui um comentário com o link. No dia 22 faremos um lista com os participantes. Depois, a lista será incorporada ao Calendário Verde do Faça a sua parte e seu post servirá de fonte de consulta para estudantes e para todos os que buscam informações e conhecimentos sobre a natureza.


Pois é,

Por uns dias esse blog deverá abandonar a habitual característica de ser um blog "coisinhas-caseiras-diarinho-infanto-juvenil-amontoado-de-bobagens-etc-e-tal-que-só-
meia-dúzia-se-dão-ao-trabalho-de-ler", para parecer, aos novos visitantes, se é que haverá, um blog sério.

germina_ban.jpg
É que esse chato que vos chateia, recebeu a honra - "e ainda hoje me arrepia" (como diz o grande poeta gaúcho Jayme Caetano Braun) tanta honra - de ser publicado numa das mais conceituadas revistas eletrônicas: a GERMINA, Revista de Literatura e Arte. E friso a palavra "recebeu", pois acredito que não poderia ter usado "mereceu", como sói acontecer.

Estar ao lado de grandes pode ter dois efeitos: ou nos faz sentir pequenos, ou nos ilude de que também somos grandes. Tanto faz para os que tem um pingo de consciência: A sensação é a mesma, a de que ainda temos muito que aprender.

Há uma frase (que vai aqui de memória, portanto pode estar mal reproduzida) que diz: "por trás de todo homem, há sempre uma grande mulher!" Pois esse crédito devo a Mariza Lourenço, uma das editoras, junto com Silvana Guimarães, da Germina.

Não sei se por causa do meu olhar profundo (que ela nunca viu, diga-se de passagem), ou dos meus já grisalhos cabelos (que teimam enganar as mulheres com a aura da experiência...), mas o fato é que ela, como a gente vê em alguns filmes norte-americanos, resolveu apostar no azarão da vez. Tadinha! Não a crucifiquem, por favor, se daqui a alguns dias, ela resolver confessar no seu blog: "gente, errar é humano!".

Vão lá! Cliquem no banner aí em cima ou no link e leaim. Toda a revista, claro. Está ótima. Eu? Bom, eu estou em "Variedades"...

Em tempo: tem novidades lá na Condessa Clarissa.





Pois é,

pedras3.jpgPROPOSIÇÃO III

O mundo é dos que dão!

DEMONSTRAÇÃO. Ora, a humanidade ja se constitui, hoje em dia, de 53% de mulheres. Portanto, 53% da humanidade dá!

Dos 47% restantes, algo em torno de 60% já está dando, mesmo que boa parte de forma escondida.

A matemática é uma ciência exata. Façamos as contas e veremos que 81,2 % da humanidade dá. Como não existe meio virgem, ou "só deixar a cabecinha entrar e achar que não deu!", devemos arrendondar para 82, isto é, 82% da humanidade dá!  Decorre daí,que o mundo é dos qu dão! Q.E.D.

ESCÓLIO

Até inventarem a cultura ocidental judaico-cristã, dar era algo natural. Tanto quanto viver. Os gregos e romanos que o digam. Não que eles , os desenvolvedores da cultura judaico-cristã, tenham mudado isso, mas apenas deram um "tom" filosofico-moral-religioso para o dar. Dar virou máxima: "é dando que se recebe".

Claro que quem falou isso devia gostar de dar.

Eu, por exemplo, já estou na fase de dar uma por semana. Bom, pelo menos eu ainda tento...


Pois é,

lago1.jpg
PROPOSIÇÃO II

O Brasil é um país rico, mas muito rico mesmo!

DEMONSTRAÇÃO - Basta a ver a quantidade de dinheiro que é roubado, desviado em falcatruas, sonegado, lucrado pelas empresas (bancos, vales e br's e teles....a lista é longa). Não se pára mais de descobrir dinheiro sumido nesse país e que vai para o bolso de uns poucos. Ora, se há muito para ser roubado, é porque há muito dinheiro disponível e quem tem muito dinheiro disponível é rico. Logo, o Brasil é um país muito rico.  Q.E.D.

COROLÁRIO

Se há tanta pobreza no Brasil e se há tanto dinheiro sumindo por aí, ou os homens públicos desse país fazem parte, ou não fazem a sua parte.

ESCÓLIO

Claro que as hipóteses do corolário são ambas verdadeiras, apesar da partícula "ou". Não há órgão público, ou mesmo poder, que possa se sentir "à vontade" hoje em dia. E, na contrapartida, há muitos que pensam duas vezes antes de dizer que "dormem tranqüilos".

Não porque ambos, público ou privado, estejam preocupados com a miséria a que submetem um pais tão rico, mas com a atual e real possibilidade de serem "pegos". Não que isso se lhes importe. Afinal, ainda vivemos num país onde é mais fácil prender ladrões de galinhas...

A conta é simples: calculem quanto do dinheiro anunciado por aí, que tenha sido roubado, foi recuperado? Quantos, dos tantos que se locupletam com o dinheiro público, estão realmente cumprindo alguma pena?

É fácil roubar nesse país. É um país rico, mas muito rico mesmo!

E ficamos tranqüilos, inertes, anestesiados pela midia. Como se estivéssemos lendo, ou assistindo, coisas que só acontecem em longínquos países da Terra do Nunca.

Na verdade, os que podem não querem e os que querem não podem.

E não podem porque anestesiados, repito, por uma mídia que, a bem da verdade, cumpre bem o seu papel: tornar as pessoas cada vez mais ignorantes, mais alienadas, menos cidadãs.

O Brasil é rico. Nós, os brasileiros, é que somos pobres. De espírito!


No Princípio

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Pois é,

calc.jpg

No princípio era só verbo. Fez-se tímida, como manda o recato.
Apenas longas conversas, entremeadas de pequenas sílabas que mostravam
que não demoraria muito e ela trocaria o verbo por gritos de prazer.


E não demorou muito. Ele sabia que precisava arriscar. Estás de
calcinha? E logo veio a reposta. Sim, de algodão, de rendas e pequena.
Isso não foi uma deixa, foi um pedido, pensou.


Leiam o resto no Macabelagem...



Pois é,

folhas6.jpgTodo grande pensador propõe-se a fazer proposições. O Chato não seria diferente, embora não seja um grande pensador. Mas o Chato pensa, e se pensa, é porque o Chato existe. Vai daí, que lançamos o Livro de Proposições do Chato, onde são explanadas as grandes e profundas verdades da natureza, da vida e de tudo quanto mais possa ser pensado.

PROPOSIÇÃO I

Todo ser humano é chato.

DEMONSTRAÇÃO - Qualquer um, em algum momento da vida e por uma razão qualquer, já foi chamado de chato. Q.E.D.

ESCÓLIO

Todos temos vizinhos e todos somos vizinhos. E um dia todos, ou quase todos, acabamos por ter filhos. E a primeira coisa que os filhos dos vizinhos fazem, quando crianças, é chorar e berrar de madrugada, acordando a vizinhança toda. Isso vale para nossos filhos em relação aos vizinhos. O que fazemos? Pensamos, ou dizemos para quem está conosco: mas que criança mais chata essa!. Como toda criança chora de madrugada, não há criança que já não tenha sido chamada de chata. Assim, todos somos chatos desde que nascemos. Ser chato é próprio da natureza humana.


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