Pois é,
Vou fazer uso de parte do manifesto "Pela Liberdade e Democratização da Comunicaçao", do Tiagón e do Gejfin:
Não há quem não conheça a palavra "liberdade". Mas, sozinha, ela quer dizer muito pouco; liberdade precisa de um objeto para o qual ser livre. Ela surge de algo que cerca, cerceia. Conquistamos nossas liberdades à medida em que conhecemos seus contrapontos; e é preciso reinventá-las todos os dias. Se cessarmos essa procura, ficamos acomodados, e assim a liberdade termina. Redescobrimos sua necessidade dia após dia - afinal, não sabemos de tudo. Se soubéssemos, talvez muita coisa fosse diferente. Saber é importante e todos deveríamos ter o direito de saber das coisas, não?Pois temos. Isto se chama liberdade de informação - e garante que um indivíduo receba informação de outro. Isso é suficiente? Nem sempre, porque para que a informação chegue é preciso termos assegurada nossa liberdade de expressão - o direito que um indivíduo tem de manifestar-se livremente, desde que não atente à moral e integridade física de outro indivíduo. Logo, as duas andam de mãos dadas, e assoviando. Elas reafirmam que nós, pessoas "livres", temos o direito de receber e de produzir informação. É o que basta? Não. Não adianta nada eu expressar minha opinião no banheiro ou numa sala vazia; da mesma maneira que é inútil ficar com o ouvido alerta na varanda de casa e a informação não chegar. Porque há alguma coisa aí no meio: de fato, é O MEIO. A mídia; o que está entre a informação criada e a informação recebida. Entre cada um de nós.
Penso que somos isso no Faça a sua parte, mídia e liberdade de informação. Mas apenas liberdade de informação não basta. É preciso comunicar! É preciso que haja uma mudança no emissor e no receptor das informações, caso contrário estaremos "falando sozinhos". Não há comunicação sem mudança.
A vinda para a Verbeat é mais um passo nessa mudança que acreditamos ser essencial para a presenvação não apenas do meio ambiente, mas da nossa própria existência e da existência daqueles que nos sucedem na manutenção dessa unidade chamada "humanidade".
Norberto Bobbio (1909 - 2004)afirma, em seu livro A Era dos Direitos, não haver direito fundamental absoluto. Quem sou eu para discordar do Bobbio, mas discordo. Há sim, um direito fundamental absoluto e esse direito é o que a nossa Constituição expressa como o direito que todos temos "ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida...".
Sequer a vida é um direito fundamental absoluto, sabemos disso. Em países em que a pena de morte é permitida - como no caso do Brasil, mesmo que em situações excepcionais, e em outros em que é "normal" - podemos pensar que nada mais nos resta a fazer a não ser "sobreviver". Ledo engano!
Se a vida depende de um suporte para existir, então certamente esse suporte é mais importante.É fundamental, pois sem ele sequer a vida poderá existir. O meio ambiente é o suporte da vida; sem ele vida alguma existe ou existirá. Daí porque penso ser o direito ao meio ambiente sadio e equilibrado um direito fundamental absoluto.
Não podemos transigir na sua preservação. Abrir mão dele significa abrir mão da própria vida. E não creio que queiramos isso. Ao menos aqueles dentre nós que conseguem visualizar uma existência além do simples tempo que nossos orgânicos corpos resistem.
E para isso é preciso liberdade. Liberdade para sentir a natureza; para vê-la e ouvi-la; cheirá-la e dela poder degustar toda gama de sabores. E acima de tudo, não esquecer que dela fazemos parte. A nossa parte.
Faça mais que a sua parte, seja parte da natureza. Reintegre-se a ela! Comunique-se com ela! Não se preocupe em deixá-la para as próximas gerações, como se fosse algo que somente elas poderão aproveitar. Preserve para si e aproveite.
A preservação é uma vivência que somente poderemos transmitir aos outros se realmente a vivenciarmos. Esse é o sentido da educação ambiental: aprender a preservar agora para que possamos ensinar nossas crianças a que também preservem. Caso contrário, para elas não passará de um amontoado de conceitos que não saberão colocar em prática.
O Faça a sua parte mudou-se para a Verbeat. Mas não mudou a filosofia que nos orienta: preservar o meio ambiente para preservar a vida. Peço desculpa aos amigos do Faça se, nesse texto, extrapolei opiniões pessoais tomando-as como se do grupo fossem. A eles,
- Allan, do Carta da Itália
- Denise, do Sturm und Drang!
- Flavio, do Lixo Tipo Especial
- Lucia Freitas, do Ladybug Brasil
- Lucia Malla, do Uma Malla pelo mundo
- Maria Augusta, do Le Jardin Éphémère
- Ptolomeu
- Silvia D. Schiros
meu muito obrigado pela aprendizagem que a convivência com vocês tem me permitido.
E vocês? Ora, vão lá: Faça a sua parte
Atualizem seus blogs, copiem o selo atualizado. E sejam bem-vindos aqueles que quiserem colaborar fazendo parte da equipe.
Ao Gejfin e ao Tiagón nosso muito obrigado pela hospedagem. Aos novos vizinhos do condomínio: a coleta seletiva do lixo será feita às segundas, quartas e sextas-feiras. Lembro que o Lixo Tipo Especial já tem lugar reservado.









































Poxa! Pra variar, pago mico! Como a página não afirmasse o recebimento, continuei mandando. Coloquei com www, sem www, com http, sem http. Bom, mico é um mamífero brasileiro, já começo fazendo a minha parte.
Parece que pulou algo daqui... Mas li e entendo.
Beijos, meu anjo.
Esse texto me lembra um poema do Ted Perry: "Isso sabemos. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une a família... Tudo que acontece com a Terra, acontece com os filhos e filhas da Terra. O homem não tece a teia da vida; ele é apenas um fio. Tudo o que faz à teia, ele faz a si mesmo". No entanto, colocando fogo na discussão, eu só considero 'direito' aquilo que é respeitado 'de fato'. Daí que não vejo nada como 'direito absoluto'. Vejo o direito ambiental apenas como 'direito parcial', pois se aplica a alguns e por determinado tempo. Afinal, alguém - rico ou pobre - pode dizer que nunca teve seu meio ambiente agredido? O que temos, no momento, é um monte de 'letra morta'. Vez por outra, face algum interesse particular, revivemos alguns trechos da lei. Depois, voltamos a matá-lo. Basta ver - a título de exemplo - a discussão sobre emissão de gases (e isso nada tem a ver com flatulência - 'peidar pode'). Bom, mas isso é discussão pra cacete. Então, deixemos que outros falem, pois toda verdade é, no máximo, 'meio-verdade'. Parabéns pelo trabalho desenvolvido no 'Faça a Sua Parte'. Volto depois, prometendo ser ainda mais chato. Um abraço a todos!
(testando)
Tô fazendo, tô fazendo! Mesmo porque não pretendo sair deste planetinha tão cedo, muito menos viver uma vida miserável. Então se não for pelos outros, será egoisticamente por mim... e pela Clarissa! :-)
(eu ODEIO este captcha do MT... ODEIO. Nunca consigo ler as letras... AFE!)
Boa, D. Afonso, o Chato! vida pede responsabilidade, esta parceira tão necessária da liberdade. E quando a gente é responsável faz parte e se comunica. Meus 2 cents para esta maravilha. Lindo texto.
E o Manifesto de Tiagon e Geijfin continua a me emocionar como na primeira vez em que o encontrei. Que 'petáculo!
bj
(eu ODEIO este captcha do MT... ODEIO. Nunca consigo ler as letras... AFE!)
Boa, D. Afonso, o Chato! vida pede responsabilidade, esta parceira tão necessária da liberdade. E quando a gente é responsável faz parte e se comunica. Meus 2 cents para esta maravilha. Lindo texto.
E o Manifesto de Tiagon e Geijfin continua a me emocionar como na primeira vez em que o encontrei. Que 'petáculo!
bj
Hahaha!! O horário da coleta perfeito! :D
Muito boa sua colocação, Afonso. Um ambiente saudável é realmente direito absoluto. As pessoas precisam perceber q quando agridem o ambiente agridem a si próprias acima de tudo, e q nessa teia delicada uma hora o fio se parte.
Façamos então a nossa parte para evitar essa quebra!
Bjs.