outubro 2007 Archives

Pois é,

Não se trata de estar "chupando limão de novo" como disse a Sandra, no comentário ao post anterior Trata-se da simples aceitação de uma verdade. E, por favor, não me venham os chatos de plantão dizer que não existe verdade. Às favas com isso!

E qual é essa verdade? Os homens são os dinossauros da vez. Simples assim!

Estamos prestes (em termos relativamente cósmicos, claro. O que pode significar mais algumas poucas centenas de anos) a desaparecer da terra. Não pelas anunciadas mudanças climáticas, que contra isso saberemos bem nos defender, mas pelas mãos dos próprios homens.

Só não vê quem não quer! Por mais exagerados que possam parecer os números anunciados por aí, quase a metade da humanidade não deverá sobreviver por falta de alimento e/ou de água. É a natureza a causa disso? Apesar de detestar essa palavrinha, sou obrigado a usá-la: óbvio que não!

Se falta comida e água é tão somente pela ganância dos homens. Ou de alguns poucos, melhor dizendo. A pobreza e a morte em massa de seres humanos pela falta de coisas tão fundamentais é necessária para que uma minoria possa usufruir de supérfluos. E com direito a defender com unhas e dentes o direito de usufruir dos supérfluos como legado divino.

Aliás, só inventaram deus para justificar a meritocracia: "Deus me fez assim, superior aos demais. Logo, posso ter o que quero e o resto - coitados dos que pertencem ao resto, só lhes resta a misericórdia divina, que Deus os tenha ao seu lado direito - que siga seu destino já traçado ao nascerem pobres e desprovidos daquilo que eu tive ao nascer!".

A fortuna acumulada pelos 500 mais ricos é suficiente para alimentar com dignidade 3 bilhões de pessoas, o que os faria viver pelo menos uns 70 anos. O lucro das maiores empresas alimentaria mais 3 bilhões.

E querem me falar de humanidade?

Algo com o 90% das mortes de seres humanos são causadas por outros seres humanos. Guerras; acidentes de automóvel; miséria; falta de remédios - ou porque os governos não dão (seres humanos que "entendem" que não devem dar), ou porque a indústria está mais preocupada com seus lucros -; por falta de atendimento de saúde pública (seres humanos que "entendem" que não devem dar); etc., etc., etc...

Mata-se por idéias!

E querem me falar de humanidade?

Ah! Chato! Pensa no lado positivo da coisa. E a solidariedade onde fica?

Não fica! A solidariedade ajuda alguns poucos milhares de pessoas mundo afora. E o que dizer das bilhões que nada recebem? E morrem por todos os motivos citados?

Não existe espécie sem predador na face dessa terrinha depredada. Desde há muito, quando descobriu que poderia dominar tudo na natureza, o homem voltou-se contra o homem, tornando-se seu único predador. Parece idiota dizer isso, mas é assim mesmo.

No reinado desse sistema, em que muitos se fodem para que poucos possam foder tranqüilamente, não há esperanças para a sobrevivência da espécie.

Somos os dinossauros da vez! Alguma dúvida?

Salvando... II

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Pois é,

Mas tem dias que parece que o mundo não quer ser salvo...

Tirando os seis bilhões de pessoas que sequer sabem o que é mundo, das 500 milhões que sobram 90% entrou na fila da complicação no mínimo 10 vezes. Pra se especializar em tornar as coisas simples em complicadas.

Eu, hein!?

Gastamos tempo demais - dessa curta vida - satisfazendo egos. Os dos outros e o nosso. O mundo não funciona por que sempre tem alguém que acha que o mundo deveria ser como ele pensa. E dane-se o resto do mundo!

É! Parece que não tem jeito mesmo...

Salvando...

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Pois é,

Tentando salvar o mundo...

Brasília

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Pois é,

Brasília quarta, quinta e sexta-feira. A trabalho. Inclusive à noite, no hotel, para compensar a ausência. Pouco tempo, pois, para outras atividades. Apenas uma tentarei me dar ao direito, nos horários de almoço: visitar os locais que freqüentava nas duas vezes que morei em Brasília: de 1961 a 1965 e em 1972, quando meu pai lá faleceu.

Existem alguns marcos muito importantes na minha vida associados a Brasília. Mas talvez sejam histórias para quando voltar... E espero que volte...

Blog Action Day

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Pois é,

action.jpgHoje é dia do Blog Action Day, cujo tema deste ano é o meio ambiente. Faço uma pequena colaboração, repoduzindo o seguinte pensamento:

"Estou otimista, porque a vida tem os seus próprios caminhos para evitar a extinção; e também os seres humanos têm os seus próprios caminhos. Eles vão dar contiuidade à tradição da vida."

Vandana Shiva, citado por Fritjof Capra em seu livro "As Conexões Ocultas".

Também publicado no Faça a sua parte.

Das duas, uma!

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Pois é,

Das duas, uma: ou desisto das minhas pretensões gastronômicas, ou peço aulas para a Cláudia. Cláudia, para quem ainda não sabe, é a esposa do MIlton Ribeiro. É certo que ele vive alardeando os dotes culinários da Cláudia, mas outra coisa é, pessoalmente e sem representantes, experimentar as delícias que ela preparou para receber os amigos para uma despedida - "como manda o figurino" - para D. Cláudio e D. Amélia.

Não há nomes para os pratos, segundo admitiu a autora dos crimes. Sim, verdadeiros crimes, pois os comete quem não come e também quem, como eu, extrapola a cota do que poderiamos chamar de "educada" e repete diversas vezes.

Que as fotos, tiradas por D. Cláudio, falem por si:

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De entrada, sobre uma base de rúcula com molho de mostarda, um pão tostado com queijo de minas (trazido diretamente das Gerais pelo mineiro casal). Até eu, que detesto mostarda e rúcula, comi. O pão e o queijo, claro!

Outra surpresa nos esperava:

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E foi surpresa mesmo, pois os conchiglie (sim, sim, massa em formato de conchas) tinham dois tipos de recheio: bacalhau e nozes com ricota. Mui esperto que sou, tratei logo de identificar os recheados de bacalhau, embora os com recheio de nozes com ricota fossem tão bons quanto.

Imaginando que os conchiglie fossem último e principal prato, tratei de saboreá-los com a devida vênia. Qual minha maior surpresa, quando surge, à mesa...

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... um filé de salmão. Um crime inafiançável. Eu, devorador de vaca quase crua que sou - leia-se picanha mal passada -, cedi aos encantos, não só aos estéticos, mas aos olfativos, gustativos, sonhativos e a tantos outros - se é que sentidos mais há, que possam descrever o sabor - do tal peixe. Mesmo parecendo ser "sem graça", devo dizer que é "de dar água na boca". Babar. isso, babar. Por sorte havia um guardanapo por perto...

Tudo isso regado a vinhos vários... tintos...

Como se não bastassem os crimes gastronômicos, o casal ainda cometeu vários outros. Imaginem que a Condessa, uma chata digna de receber o título do pai, sentiu-se à vontade tão logo entrou na casa. Tão à vontade que tratou de derramar um copo de vinho no sofá assim que pode (uma pequena explicação, antes que os defensores da Infância e da Juventude saiam a minha cata: o copo estava nas mãos da mãe e foi atingido por uma almofada lançada pela Condessa).

Aconchegante é pouco para definir a casa. Acolhedora talvez se aproxime mais. Acolhedora é uma definição que envolve os donos, e é assim que eles são. Como também foram os demais convidados, todos da família, diga-se de passagem: a irmã e o cunhado do Milton; o irmão e a cunhada da Cláudia. Combinou, né? Sem falar, é claro, nos minúchos, que, a essas alturas, até gauchês estavam falando (tem foto deles pilchados como testemunha de que se renderam a nós...). Sentimos carinho de todos eles. E isso foi importante.

Isso é um dom: receber pessoas e fazê-las felizes. Algumas poucas horas pelas quais esquecemos o dia-a-dia. Algumas poucas horas que nos fazem pensar que ainda resta uma salvação para a humanidade. E não estou exagerando ou apelando. Foi tão bom que ficamos até passada a meia-noite, e com a Condessa acordada e aproveitando. Raro, muito raro isso...

Uma foto para atestar:

Imagem003.jpg

Por fim, a despedida no aeroporto:

foto006.jpg

Pois é,

A luta contra o aquecimento global recebeu hoje um justo reconhecimento: Al Gore e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) receberam o Prêmio Nobel da Paz.

Coincidentemente, Al Gore teve seu documentário - que recebeu o Oscar da categoria - questionado por um juiz da Alta Corte britânica. Do site da BBC:

"Segundo o magistrado, os erros científicos da obra incluem a alegação de que o nível do mar subirá até 20 pés (mais de 6 metros) por causa do derretimento do gelo na Antártida e na Groenlândia.

Esta afirmação foi considerada "alarmista". Segundo o juiz, indícios apontam que o derretimento do gelo da Groenlândia liberaria esta quantidade de água "apenas em milênios".

Outra parte do documentário reprovada pelo juiz faz referência a estudos científicos que indicam que, pela primeira vez, ursos polares se afogaram ao tentar nadar longas distâncias – até quase 100 quilômetros – em busca de gelo.

O único estudo científico que ambas as partes conseguiram apontar é um que indica que quatro ursos polares foram encontrados recentemente afogados por causa de uma tempestade", disse o juiz.

A Corte aceitou ainda a argumentação de que não há evidências científicas suficientes para estabelecer uma relação entre o aquecimento global e o desaparecimento da neve no monte Kilimanjaro, no leste da África."


De qualquer forma, o filme poderá ser exibido desde que os professores apontem as questões controversas e estimulem o debate apresentando os argumentos e provas contrários.
Mantidas as devidas proporções entre as afirmações científicas e aquelas de caráter publicitário, o fato é que Uma Verdade Inconveniente tornou-se um marco, agora definitivo, da luta contra os abusos que a humanidade comete contra o meio ambiente.

Melhor presente nossas crianças não poderiam ganhar no seu dia, pois essa Terra será delas.

action.jpgNão podemos esquecer, também, que dia 15 - segunda-feira - é o Blog Action Day para questões do meio ambiente. Faça seu post sobre o meio ambiente e colabore para ampliar a consciência da humanidade sobre a urgente necessidade de estancar a agressão que estamos cometendo contra a Terra e contra nós mesmos.

Também publicado no Faça a sua parte.

O público ausente

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Pois é,

Enriquez.jpgLendo uma entrevista1 com o psicossociólogo e professor emérito da Universidade de Paris 7, Eugène Enriquez, alchei interessante o trecho onde ele fala sobre o público ausente. Fica aqui o registro para quem se interessar, pois penso ser bastante pertinente aos que escrevem em blogs. A entrevista tem por título "O ato de escrever":

"P: Existe o problema do que vais ser escrito e o público que vai ler e como vai ser vista esta ou aquela questão, não é?

Enriquez: Sim, existe o problema que é evocado por André Green, de que nós escrevemos para o ausente. Quando falamos, o fazemos com alguém, enquanto que quando escrevemos não sabemos para quem escrevemos, e assim a representação que podemos ter de quem vai nos ler é muito importante e pode nos causar medo. Se temos um alvo, se pensarmos num determinado público não teremos tanto angustia ao escrever. Diríamos: eis aqui o tema desse público e aqui as palavras que devemos lhes dizer. MAs escrevemos para um público variado, por exemplo, um colega de outro país que não precisa necessariamente pensar da mesma forma que você, para um outro, para estudantes, ou mesmo para outras pessoas. Essa multiplicidade de públicos faz com seja muito angustiante escrever. Não sabemos como vai ser recebido o que estamos dizendo. Quando fazemos uma conferência, ao fim de um certo tempo percebemos se o que estamos dizendo agrada ou não, mas quando escrevemos somos definitivamente confrontados com esse público ausente, que é ao mesmo tempo muito presente. Também nos confrontamos com a representação que temos de nós mesmos. Podemos sempre justificar quando falamos algo, mas não podemos justificar o escrito, mesmo que seja revisado, uma vez publicado testemunha de uma certa posição de que somos. Assim, de certa forma a escrita nos enclausura dentro de um personagem que escreveu algo em um dado momento..." (negrito meu)

1Entrevista completa aqui.

Imagem: Eugène Enriquez, http://membres.lycos.fr/laboratoirelcs/Enriquez.jpg

Um pedido de desculpa ao meu público nem tão ausente assim:

o sistema de letrinhas faz parte da nova versão do MT. Já reclamei para o síndico que me disse não ser possível mexer. Também não gosto, mas não tenho o que fazer. Também já percebi que os comentários não aparecem na hora e que fica difícil saber ser foram recebidos ou não. Para isso tenho uma dica: depois que a tela de comentários retorna teclem Ctrl junto com F5 (isso atualiza a página e aí os novos comentários aparecem). Outro problema que há é que o sistema nunca mostra o número de comentários já existente.

Acredito que os blogueiros no mundo inteiro devam estar reclamando e o MT deverá mudar.

Pois é,

Há dias em que acordo absolutamente igualitário. Sim, igualitário! Uma utopia que desconsidera as diferenças nas causas, mas que deseja a igualdade nas conseqüências.

Difícil? Nem tanto!

A humanidade é meritocrata por natureza, penso. E três são os méritos: o mérito da força, o da esperteza e o mérito da herança.

E os seres humanos podem ser classificados entre os que têm, porque têm mérito e os demais. Esses, por óbvio, sequer mérito têm. A não ser o de terem nascido sem mérito algum. Não, ao menos, os três citados. Alguns possuem algo que, em determinadas circunstâncias, poderia ser considerado um mérito: inteligência. E digo em determinadas circunstâncias, pela simples razão que inteligência, sozinha, não leva a nada.

Bueno, depois eu continuo, pois fui pego de surpresa com a visita de D. Cláudio Costa e a D. Amélia, vindos diretamente das Gerais para passar uma semana nos pagos gaúchos. Serra e Capital. Fomos até o hotel e eis que a gentileza desses mineiros sempre fala mais alto: chegaram cheios de presentinhos. A mim coube uma bela caixa de madeira, artesanal, para guardar pequnas coisas. D. Cláudio não esqueceu os comentários que fiz, quando da última visita, de que adoro caixas. Tenho várias guardadas. Quase uma coleção. Para a Kaya, trouxeram um porta retrato com uma foto da Condessa. Lindo. E, claro, vários mimos para a Condessa, que saiu feliz com seu anel da Hello Kity. Não bastasse tudo isso, ainda trouxeram um legítimo queijo de minas. Esse, certamente, não vai durar a semana. As fotos, vamos às fotos:

viscla01.jpg

viscla02.jpg

Aproveito para retormar a atualização do blog da Condessa. Vão lá, vão lá...

Pois é,

Descobriram nova utilidade para as minhocas: notícia. Isso mesmo, usam minhocas para criar e veicular notícias. Lendo o site da BBC, me depero com a seguinte manchete:

"Parar de comer doces 'pode prolongar a vida em até 15 anos'"

com o seguinte subtítulo:

"Uma pesquisa realizada na Alemanha sugere que abdicar de doces e carboidratos pode aumentar a expectativa de vida em até 15 anos."

Como não como doces (açucar), ou muito raramente como, fiquei feliz por saber que tenho mais quinze anos de vida. Imaginando o que farei com o brinde, começo a ler a notícia. Bueno, leiam por vocês mesmos, é curtinha:

Nutrição Humana, da Universidade de Jena, realizaram experiências em minhocas e observaram que o corte da ingestão de glicose, encontrada em alimentos ricos em açúcar e carboidratos, levou os invertebrados a aumentarem consideravelmente a produção de radicais livres.

Os radicais livres são moléculas que podem ser prejudiciais ao organismo porque estão ligadas a processos degenerativos, como o câncer e o envelhecimento.

Os pesquisadores, no entanto, observaram que a falta de glicose fez com que as minhocas rapidamente reagissem aos radicais livres, produzindo enzimas de defesa contra estas moléculas e aumentando a expectativa de vida em 20%.

Este número, calculam os pesquisadores, seria o equivalente a 15 anos na espécie humana.

“Se este resultados se mostrarem efetivos para a espécie humana, isto significa que o fim do consumo de glicose pode ter efeitos positivos na expectiva de vida”, afirmou Michael Ristow, um dos líderes da pesquisa.

“Durante o processo, as minhocas produziram mais radicais livres, mas ao mesmo tempo ativaram rapidamente as defesas contra essas moléculas. O mal acabou produzindo algo bom no fim”, acredita.

Ainda de acordo com ele, o consumo de açúcar corresponde de 15% a 20% da ingestão diária de calorias, que não são necessariamente glicose, mas acabam se transformando na substância durante a digestão.

Fiquei triste. Antes tivesse parado a leitura na manchete. Poderia sair por aí dizendo a todo mundo para que parassem de comer doces (quem não iria gostar seriam os donos das confeitarias e produtores de açucar) e vivessem mais.

Mais triste ainda fiquei por ter, depois de tantos anos de experiência, caído no conto da manchete. Definitivamente, não dá pra levar a sério a mídia. E espero que vocês não tenham caído no conto do título...

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