Pois é,
Não me canso de dizer que não participo de memes e quaisquer dessas outras brincadeirinhas que rolam pela blogosfera. Nada contra. Até penso que servem bem ao propósito de aproximar as pessoas, coisa que este blog preza e valoriza demais, haja vista os últimos encontros.
Pelo geral, já não consigo escrever o que gostaria, imagina então dedicar o pouco tempo que tenho disponível para escrever sobre idéias de outras pessoas. Afora que, e a bem da verdade, muitos dos memes que por aí circulam, bem podemos classificá-los na categoria dos "absolutamente inúteis".
Mas há uma blogueira, de todos querida, que não se cansa. Admiro essa característica nas pessoas, principalmente quando o objeto dos "ataques" sou eu.
Vivo tentando escapar e, modéstia à parte, por vezes consigo com alguma maestria. A Luma é a autora desses ataques. Pessoa por quem tenho uma admiração motivada por duas razões: a primeira, pelo Luz de Luma. Admiro sua capacidade de escrever os posts que escreve. Sempre leves, com temas variados, informativos, por vezes provocadores. Poderia enumerar diversas outras qualidades do Luz. Seria, como se diz, chover no molhado e mostrar algo que todos já conhecem.
A segunda razão é pessoal e, de certa forma, egoísta. A Luma foi das primeiras a visitar este blog. Mais, se deu ao trabalho de ler todos - sim, todos - os meus posts. Por vezes funciona como minha "memória", ao lembrar que em priscas eras eu escrevi diferente do que escrevo hoje. E segue, por incrível que possa parecer, lendo até hoje.
Admiro as pessoas que vêem em mim algo que preste. É um complexo de inferioridade latente - e presente - desde criança, quem sabe nascido quando, aos sete anos, fui obrigado a usar óculos. Vá entender!
E, no entanto, ela continua a vir por aqui. Mesmo que eu não vá tão freqüente, atualmente, como gostaria, ao Luz de Luma. E aí, quem sabe, esteja uma grande lição dela para mim (e para quem mais quiser aproveitar): gostar não se mede pela freqüência, mas pela intensidade.
Se há algo que ainda acredito nessa vida, é que somente levamos dela a intensidade das nossas relações. Aquilo que verdadeiramente marca nossas "almas", para o bem e para o mal. Intensidade, que é a razão pela qual estou aqui. Não fosse pela intensidade da relação com o Gejfin, a Ana, o Diego, o Roberto e tantos outros colegas de curso, jamais teria a ousadia de criar um blog. Continuaria a pensar - como a maioria, penso - que blog é "diarinho de adolescente".
Não fosse pela intensidade, jamais teria conhecido pessoalmente o Milton, o Tiagón, a Sandra, o Cláudio Costa (a quem, por direito hereditário a mim conferido, atribuí o título de "Don") e outros tantos (viram? Nomear é cometer o pecado da exclusão!) que estão na minha lista.
Não fosse pela intensidade e estas cenas jamais teriam acontecido:

Duas cenas, dois abraços, dois carinhos E a blogosfera por trás.
Não poderia deixar passar esse post sem uma referência especial aos ciberdindos da Condessa: o Edu e a Yvonne, gente que me acompanha quase do início.
E o que tudo isso tem a ver com o tal meme? Se a Luma estiver lendo esse post, já imagino a expressão no rosto e a fala solta no ar: "mais uma vez esse Chato me enrolou!".
Não, Luma! Dessa vez, o tema proposto realmente é interessante:
"Há concorrência/competição na blogosfera?"
Quem teve paciência de chegar até aqui deve estar pensando: o Chato acha que não existe concorrência/competição na blogosfera!
Ledo engano!
Há, e muita! E da pior possível!
- Mas como assim, Chato? Como é que alguém que até escolhe padrinhos virtuais para a filha pode pensar assim?
Pois é, crianças! Engana-se quem pensa ser a blogosfera algo diferente da vida real. Tal qual, é com o tempo que aprendemos a conhecer as pessoas. Qualquer um(a) que tenha a mesma paciência que a Luma teve, acabará, certamente, vendo o Afonso no Chato. É assim com quem quer que seja que tenha um blog relativamente constante por mais de um ano (exceção feita aos blogs do tipo "um tema só", impessoais, técnicos, politicos). Acaba se mostrando. É inevitável, ao menos para os leitores mais atentos. E se mostram tambem nos comentários que fazem nos demais blogs.
E a concorrência/competição se estabelece naquilo que chamei da pior forma possivel: a concorrência do ego. É uma concorrência real transposta para o meio digital. Nada muda.
Quem não tem um colega que vive tentando "puxar o tapete"? Um chefe, que só por ser chefe, vive pisando em cima, embora um boçal de marca maior?
Lemos, com freqüência, a expressão "fulano é do primeiro time da blogosfera". Está aí, admitida, a competição. Se há um primeiro time, é porque há um segundo, um terceiro ... e os "miguxos".
A competição existe entre os que escrevem de forma gramaticalmente correta e os que escrevem aXxim. Os primeiros fulizando os segundos; os segundos literalmente "cagando e andando" para os primeiros.
Pobre Freud! Se imaginasse que um dia existiria a blogosfera...
Gente é gente, seja a sua manifestação real ou virtual. Ou, mesmo, impressa! Sim, pois a boa história, o bom post, a boa novela, o bom romance, todos são assim justamente por revelarem experiências do autor, aquilo que o formou e o faz ser tal qual é.
O que faz alguém pensar que, só por ser um espaço "virtual", poderíamos ser diferentes? Lutamos pelo reconhecimento, seja onde for. E ser reconhecido significa, no mais das vezes, competir com outros que também querem ser reconhecidos. Há ciúmes, há inveja, há brigas - algumas homéricas -, há gente que se detesta e deixa isso bem explicito nos comentários e até em posts.
Há comunidades cujos membros não lêem posts escritos por membros de outras comunidades. Há os de esquerda que falam mal dos de direita. E vice-versa. É a competição do ego. É a hipocrisia humana on-line.
O post de ontem (relatando os dez anos dos blogs) mostra que a competição se dá até entre aqueles que querem ser os "pais" da criança. Mas, apesar de tudo e com as exceções conhecidas por todos, ainda penso que a maior parte da blogosfera convive em harmonia e em cooperação.