Pois é,
Pois é,
Pois é,
Pois é,
Pois é,
Pois é,
Pois é,
Pois é,
Pois é,

Pois é,
Tem dias que é tão natural a vontade de desistir, que chega a assustar. Peguei a rosa-dos-ventos e fiz o exercício de olhar para todos os lados, um por um. Inclusive os pontos subcolaterais, tão pouco lembrados por quem já perdeu o rumo.
Houve um tempo em que meu vício era acreditar. Em tudo. Acreditava, também, que esse dia jamais chegaria. Ou, ao menos, que seria bem próximo do fim, naquele derradeiro momento em que somente a crença em outra vida existe. A última crença, afinal.
Olho mais ao Sul e vejo frio. É só o que vem de lá, além de argentinos, claro! (nesse post, em especial, sem qualquer conotação pejorativa). Olho para o Norte e vejo o país inteiro. País, nesse post, em especial, com todas as conotações pejorativas possíveis e imagináveis.
A Leste, o mar. Ainda se fosse um mar bonito vá lá, mas é o mar mais feio da face da Terra. Sujo, água fria, Nordestão, e cheio de gente. Há coisa pior que gente? Há! Praia gaúcha cheia de gente! E de argentinos! (nesse post, em especial, sem qualquer conotação pejorativa, claro!)
Oeste? Campos e mais campos; rios e mais rios. A terra gaúcha. Onde um dia alguns acreditaram ser possível construir um país. Quem sabe um país melhor que a terra brasilis. Mas segue sendo uma terra de poucos. Uma terra que alimenta gado; gado que não alimenta ninguém (o que não significa que eu vá abrir mão da Sagrada Picanha Mal Passada).
Olho pra cima, um ponto que a rosa-dos-ventos não contém. Quem sabe aí esteja a saída? Talvez não, pois vejo apenas estrelas. E recordo do tempo em que elas eram meu vicio. Vício que me fazia tentar entender o mundo, e acreditar nele. Como é boa a juventude, nesse aspecto. Até em estrelas ela nos faz acreditar.
Olho, finalmente, para o último lugar que me resta. Para dentro. E o que vejo? Um ex-viciado!
Um ex-viciado em acreditar.
Preciso urgentemente recuperar meu vício. Sinto falta de acreditar. Vazio. Abstinência de crença dói mais que falta de cerveja às duas da manhã.
Pois é,
O mais esperançosos creditam à ciência e à tecnologia a salvação do meio ambiente. Dizem eles que a humanidade sempre soube descobrir maneiras de resolver seus problemas e que, assim, não haverá fim para a espécie humana, sendo a criatividade o fator mais importante a contribuir para isso. Criatividade, diga-se de passagem, inesgotável. Pensam eles, os esperançosos!
Se olharmos para os momentos decisivos, na linha de evolução da espécie, é até possível dar razão aos mais esperançosos. A dupla Arthur C Clarke e Stanley Kubrick tornou paradigmática a cena onde um macaco, após "descobrir" a utilidade de um osso como arma, lança-o ao alto para transformar-se na nave de "2001: Uma Odisséia no Espaço" (1968).


A linha que une esses dois pontos - sempre acompanhada pelo monolito, ao longo dos milhões de anos ali sintetizados -, começa na criatividade e termina na tecnologia.
Os egípcios resolveram seus anseios por uma vida eterna com criatividade e tecnologia: construiram as pirâmides. A essa mesma forma, a criatividade das civilizações centro-americanas deram outro destino: o domínio da astronomia e do tempo. A criatividade e a tecnologia se encarregaram, também, de colocar um fim a essas e a tantas outras civilizações.
A humanidade vê-se, mais uma vez, diante de um desafio. Não saberia dizer, agora, se o maior de todos ou se apenas mais um. O fato é que não podemos deixar de dar créditos à criatividade e para sua capacidade de desenvolver a tecnologia necessária para a sobrevivênca da nossa espécie. Ah! Os mais esperançosos que o digam.
Pois então! Recebi, hoje, um mail com o seguinte título:
Primeira usina flutuante gera energia a partir do movimento das ondas
Desconhecia por completo a existência desse projeto. O título é atraente por si só. O mar balança suas ondas desde que é mar, há zilhões de anos. E de graça!
Abro o link e leio. Vejo as fotos, o filme, a animação. Putz, a minha talvez pouca fé na criatividade e na tecnologia balança. Não estarão erradas as Sagradas Escrituras, quando dizem que "do pó viestes, ao pó voltarás!"? Não seria mais correto dizer "do pó viestes, ao mar te voltarás!"?
Criatividade e tecnologia serão a salvação?
Também publicado no Faça a sua parte!
Fotos: Cidade Internet - http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/2001/2001.htm
Notícia: IDG NOW - http://idgnow.uol.com.br/mercado/2007/03/23/idgnoticia.2007-03-22.2729895286
Pois é,
Temos em conta os grandes pensadores pelo que "sobrou" de aparentemente útil em suas obras. As besteiras que escrevem passam direto ao esquecimento, como se o "grande gênio" fosse feito apenas daquela idéia maravilhosa que mudou o mundo.
Conheces algum?
Aí vai um exemplo: Montesquieu. Autor da pior idéia já inventada na história da humanidade, mas que dura até hoje! Duzentos e cinqüenta e nove anos após. Por que será?
Pois é,

Truculento. adj. Atroz, cruel, terrível, bárbaro, feroz.
Contraditório. adj. Que envolve contradição, incoerente.
- Chato?
- Quié, Afonso?
- Viste o que andam dizendo de ti? Que és truculento e contraditório?
- Como assim?
- Pois é! És um bárbaro incoerente! hahahahahahaha
- Vai rindo, vai... Certamente era de ti que estavam falando!
- Ué? Não vives dizendo que o blog é teu? Que és tu o autor dos posts? Agora agüenta. A mim poucos conhecem...
- Tá! Contraditorio até posso admitir. Afinal, ainda guardo resquícios dos meus tempos de geminiano em tempo integral. Agora, truculento? Essa não entendi! Quem sabe pedes explicações para a pessoa que disse isso?
- Já pedi, mas a pessoa saiu pela tangente. Mas esquece isso.
- Como assim "esquecer"! Garanto que não ficarias quieto se te chamassem de truculento.
- Por outro lado...
- Por outro lado o quê, Afonso?
- Por outro lado, duas pessoas te indicaram como blog que faz pensar... (o Valter e a Denise - que eu saiba até agora...) Acredita se quiseres!
- Estás de brincadeira comigo. Primeiro dizes que sou truculento e incoerente; agora vens dizer que eu faço alguém pensar com as abobrinhas que escrevo?
- É isso aí. Eu, se fosse tu, ficaria feliz.
- Feliz eu até fico, mas agora vou ter que demonstrar a minha "incoerência".
- Como assim?
- Claro, vou ter que participar dessa corrente e, se tens lido meu "Código do Chato", bem sabes que não participo de correntes...
- Até por aí, né? Toda regra tem sua exceção. E já fizeste uma, o que custa fazer outra?
- Tenho uma proposta para te fazer, Afonso.
- Aí vem bomba! Manda...
- Hoje eu te deixo escrever um post. Dizes que eu estou doente, de cama. Sei lá, inventa algo meio ruim, que é pra deixar as pessoas com pena. Não esquece: isso é técnica. Começa o texto apelando para o sentimento das pessoas. Traz elas para o teu lado sem que percebam. Depois, dizes que só lês blogs por diversão, para descansar e não para pensar. Que se quisesses pensar estarias lendo os grandes filósofos e não blogs. Assim, justificas a tua última frase que será não indicar ninguém. Perfeita idéia, não achas? Só poderia ter saido de uma mente brilhante como a minha!
- Sim, sim, safado! Se eu escrevo tudo isso vão me chamar de truculento...
Bueno, esse blog não é totalmente impessoal, mas também não é totalmente pessoal, confessional. Expressa claramente opiniões (nem todas as que gostaria) sobre certos assuntos e disfarça sobre outros. Não nasci ontem.
Cria ficção a partir de elementos da realidade, sejam quais forem. Pessoais ou não. Experimenta misturas como experimenta temperos. É formal com quem assim deseja. É passional com quem é passional. E gosta de relações. Ao menos até o momento anterior ao famoso DR.
Não é democrático. Acredita que democracia é o governo de uns poucos, para os mesmos poucos e seus descendentes, e para foder o resto! Adora, como todo geminiano, começar e não terminar - exceção feita para a punheta! - Essa é sagrada. Ajoelhou tem que rezar! Pegou tem que gozar!
Mas nunca pensei que fizesse alguém pensar. Tenho tentado rever pensamentos. Grandes e pequenos. E a frase está correta: tenho tentado. O que significa que nem sempre consigo. Para isso criei a categoria "Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras". Tudo o que nos leve a repensar (pronto, olha a contradição) aquilo que pensamos, principalmente nossas "pequenas frescuras". Nelas residem nossos grandes problemas. O dia-a-dia. Não os grandes paradigmas. Esses são criados por gente que não está nem aí para eles. E criam para os que pensam ter consciência. Vamos todos praquele lugar...
E por gente que sequer tem o que comer. Imagina se estarão preocupados com o que farão com o lixo daquilo que sequer tiveram. Algo como quatro bilhões de seres humanos. Esses também têm "pequenas frescuras" com que se preocupar (algo tipo comer, por exemplo)...
Hipocrisia e estupidez. Dois sopros divinos sobre a espécie humana. E deles não estaremos livres nunca.
Há ficção e há realidade. Escolham, pois não vou escolher (o Chato mandou fazer assim) cinco blogs que fazem o Chato pensar.
Pode ser que não encontre três ou quatro... A menos que estejamos falando de umbigos...
Eu posso ser chato, mas não me imaginava truculento e contraditório...
O físico? Dentro dos padrões normais. Nem tanto a gregos, nem tanto a troianos. Nem mais de 20, nem menos que doze. Dezesseis. Há, por acaso, homem que nunca tenha feito isso? Medí-lo? Sempre pensei que fosse o tamanho ideal. Não sobra, quando entra, e não entra mais do que devia. Mais, deve doer, imagino!
Grisalho. Na cabeça e no peito. O resto? Ainda de um "acastanhado que brilha como louro quando exposto ao sol", como diz minha mulher. Um e setenta e oito; agora menos, quem sabe! A idade avança. Nunca me fiz valer pelas pernas ou pela bunda, tão ao gosto das mulheres. Faltam-me (no sentido figurado, claro). Compenso-as com a lábia! E a língua (tão ao gosto das mulheres). Guardo a recordação de ter sido bom beijador. De quaisquer lábios. Bons tempos.
Ainda engano bem, sabes? A língua não precisa de sangue. Ou de Viagra. Ainda bem! Os dedos também não, embora comecem a doer, no inverno.
Pois é,

Recebi da Luma um link que fala sobre sacolas plásticas biodegradáveis, ou oxi-biodegradáveis.
É o link da FUNVERDE - FUNDAÇÃO VERDE.
Em vez de reproduzir o que lá se encontra, vale a pena passear pelo site e ver o que são as sacolas oxi-biodegradáveis, o projeto da Funverde e diversas matérias a respeito. Muita informação interessante.
http://funverde.wordpress.com/projeto-sacolas-ecologicas/
Aqui, o arquivo de posts sobre as sacolas de plástico oxi-biodegradáveis.
É o caso de fazer uma campanha para que os supermercados passem a oferecer essas sacolas. Se meu objetivo, no dia da Terra (idéia 38) era diminuir o uso das sacolas plásticas, passou a ser elaborar uma campanha, aqui em POA, para a utilização dessas sacolas.
Vou entar em contato com a Funverde e me informar sobre como isso será possível e como fazer para aplicar aqui o projeto.
Publicado também no Faça a sua parte.
Pois é,

Contratempo é algo difícil de entender se separarmos a palavra: contra tempo. Diz a ciência que o tempo flui num único sentido. Como, então, algo pode ser contra o tempo? Contratempo?
Já não bastasse o faltatempo para nos deixar preocupados, ainda temos os contratempos. Isso sem falar no própriotempo, que anda aprontando por aqui. Perdi meu guarda-chuva num dia de chuva. Contratempo. O guarda-chuva, claro.
Pois é,

Acima de 30°C - O Chato é a pessoa mais feliz do mundo.
Entre 25°C e 30°C - O Chato percebe algum incômodo no corpo. Algo não vai bem, mas ainda indefinido.
Entre 20°C e 25°C - O Chato consegue definir o que não vai bem: a pele esta pedindo proteção.
Entre 15°C e 20°C - O Chato sente os primeiros sinais de dor no corpo. A pele, mesmo protegida, dói. O andar e o mexer-se tornam-se lentos. O cérebro reduz sua atividade a níveis de segurança. O corpo reclama, pois deve suprir o cérebro com mais energia, o que lhe fará falta.
Entre 10°C e 15°C - O cérebro atinge a faixa crítica de funcionamento. A dor generaliza-se pelo corpo. Um par de meias grossas, cueca e calça jeans, camiseta de manga comprida, camisa, colete e casaco.
Entre 5°C e 10°C - O cérebro suspende quaisquer atividades que não sejam as de sustentação da vida. Os lábios racham, impossibilitando a fala e a alimentação. Dois pares de meias grossas, cuecão, cueca e calça de lã, camiseta de manga comprida, colete de lã, camisa, outro colete de lã, blusão, manta, casaco e sobretudo. Os dedos já não conseguem mais digitar.
En t re0 °c er 5 -
Pois é,
Devia ter largado a cerveja, o cigarro, a mulher e as filhas.
Não necessariamente nessa ordem!
Meu vício foi descobrir essa ordem.
Por via das dúvidas, continuei com as filhas, a mulher, o cigarro e a cerveja.
Não necessariamente nessa ordem!
Pois é,
Seria muito comum dizer apenas que "abriu mais um restaurante em Porto Alegre", pois não é disso que se trata. Mais correto seria dizer que "abre as portas o primeiro restaurante fechado de Porto Alegre". Estaríamos sendo mais coerentes com a proposta, apesar do paradoxo. Como assim? Perguntariam vocês! Como é possível abrir algo que será fechado? Não é novidade no mundo, por certo. E quiçá mesmo aqui em Porto Alegre. Afinal, há mais restaurantes entre o céu e a terra do que ousa sonhar meu pobre e esfomeado estômago.
Don Afonso só receberá amigos. Só. Convites especiais. Personalizados. Com tudo pago antecipadamente.
Moras em São Paulo, Rio, Madri, EUA, Itália, seja lá onde for? És amigo? Terás um dia só teu no Don Afonso. Vinte pessoas da tua livre escolha que serão trazidas e levadas. Venham de onde vierem, voltem para onde quiserem. Tudo pago. Apenas uma noite no Don Afonso.
Cardápio? Exclusivo! Um a cada noite do ano. Apenas 365.
Preparado pessoalmente por mim.
Se eu ganhar na mega-sena, claro!!!
Essa seria uma das coisas que faria se ganhasse na mega-sena. Cozinhar!
- Afonso?
- Quié, Chato? Pensei que estavas aproveitando o feriado para dormir!
- Bem que tento, mas essa tuas bobagens me acordam!
- Não enche o saco!
- Encho, sim! Com tanta coisa bonita para conhecer no mundo, vais querer ficar nessa cidadezinha provinciana, quase do interior, cozinhando? E pros outros? E ainda vais gastar teu dinheiro para trazer gente de lá do fim do mundo só para comer tuas gororobas? Era só o que me faltava! Qualquer dia desses te abandono de vez...
- Não entendes nada da vida, Chato.
- Mais que tu!
- Cala boca e vai dormir! Sabes por que és chato? Porque não te dás o direito de sonhar, de querer coisas, mesmo que não estejam, no momento, ao teu alcance. Já fiz as contas. Vinte pessoas, trazidas e levadas, de qualquer parte do mundo, custariam, no máximo, R$ 40.000,00. O que isso significa para quem ganhou 40 mihões? Só com os juros de um mês da poupança daria para pagar 7 noitadas. Ao final de um ano ainda teria lucro! E o prazer? Cozinhar e receber os amigos? Isso não há o que pague! Não há Paris no mundo que substitua um abraço, um beijo!
- Posso te dar uma outra idéia?
- Pensei que já estavas dormindo! Pode, vá lá!
- Quem sabe se, em vez de ficar em Porto Alegre, fazes um restaurante itinerante?
- Como assim?
- Em vez de trazeres as pessoas pra cá, vais até onde elas moram. E levas junto os convidados dela. Assim aproveitas para conhecer as cidades e para fazer as tuas gororobas!
- Taí, não tinha pensado nisso. Boa idéia. Finalmente mostras que serves para alguma coisa, Chato! Vou pensar nisso!
Pois é,
A tempestade se aproxima. Sempre pensei que escrever essa frase era sinal de pobreza literária. Até que, agora, vejo a tempestade se aproximando e entendo, ou melhor, sinto, os reais efeitos do que seja uma tempestade na vida uma pessoa.