Pois é,
Alguns comentários sobre a iniciativa da Sandra Pontes.
Não foi porque gosto da Sandra que sugeri a ela que transformasse esse post em um manifesto (a sugestão está lá, registrada nos comentários); tão pouco por defender meus textos. Quem já se deu ao trabalho de ler o "Código do Chato" sabe que que não me incomodo com cópias dos meus textos, com ou sem referência ao fato de ser eu o autor.
Se me envolvi na questão e me propus a "trabalhar" o texto para que ficasse com cara de "manifesto" (apenas tirando algumas colocações de ordem pessoal, tipo uso da primeira pessoa e quetais) foi por duas únicas razões.
As três coisas que mais detesto nas pessoas são (em ordem rigorosa):
1. Falta de consideração
2. Falta de respeito
3. Hipocrisia
Há uma linha tênue a separar os dois primeiros: consideração e respeito. Dependendo da situação, podem representar o mesmo comportamento. E essas são as duas razões pelas quais me envolvi nisso.
Tendemos a imaginar que o estrago causado nas outras pessoas, em razão do nosso comportamento, seja mínimo, se é que até não o ignoramos. "Que mal vai fazer isso?", estamos acostumados a dizer, ignorando completamente a possibilidade de que "isso" venha realmente a fazer algum mal.
Mais, quando as pessoas reagem, ainda tendemos a considerá-las "bobas", "fúteis", "chatas" e tantos outros adjetivos que traduzem exatamente a nossa FALTA DE CONSIDERAÇÃO com as pessoas. IGNORAMOS, simplesmente, que elas existem e que têm direito a reagir conforme suas próprias crenças e não conforme as nossas.
O que fiz foi apenas ter CONSIDERAÇÃO com os sentimentos dela. Não impus meu julgamento aos sentimentos dela. Apenas considerei-os. Ainda que eu não tivesse a mesma reação. E aqui vai a tênue linha que separa consideração de respeito.
Embora não tivesse a mesma reação, RESPEITEI a atitude dela. A diferença é fácil de ver. Uma das pessoas que copiou o poema, e que portanto faltou com consideração, ao ser avisada, imediatamente tratou de fazer referência à autoria da Sandra. No primeiro gesto, faltou-lhe consideração; no segundo, sobrou-lhe respeito.
Um segundo ponto a ser analisado, envolve a questão da HIPOCRISIA. Já li comentários e posts de pessoas dizendo que não poderiam colocar o banner em seus blogs porque estão acostumadas a baixar músicas, filmes, fotos, etc., da internet. Mais, porque compram CDs e DVDs nos camelôs e que, portanto, estariam sendo hipocritas ao defender uma causa que, na prática, não seguem.
Pode parecer falta de consideração da minha parte com meus leitores, mas é necessário repetir algumas coisas (que imagino todos saibam): não devemos confundir PIRATARIA com PLÁGIO.
No primeiro, estamos falando de direitos autorais "patrimoniais". Ao comprar um CD na esquina, não pagamos ao autor mas, também, não saimos por aí dizendo que a obra é nossa; no segundo, estamos falando de assumir a autoria de uma obra de outra pessoa. Publicamos em nosso blog para fazer com que nossos leitores pensem que nós escrevemos. Há, claramente, uma intenção de "causar efeito" nos outros, mostrando algo que não somos e que, no mais das vezes, sequer temos capacidade para sê-lo. São direitos autorais intelectuais, que ensejam reparação moral (e não patrimonial), caso sofram dano, e que pode (o dano), ou não, ser convertida (a reparação) em pecúnia.
O que propomos é tão somente o segundo caso, que se respeite o direito intelectual de criação de obras intelectuais. RESPEITO E CONSIDERAÇÃO! Simples assim.
Não me sinto, de forma alguma, hipócrita, ao defender isso e baixar músicas da internet. Jamais disse, por aí, que eu as compus. E sempre que as coloco no meu blog, faço a devida referência ao autor. Eventualmente, quando não encontro o autor de alguma imagem, posto assim mesmo. E mesmo assim há um aviso de que se o autor aparecer é só avisar que a retiro, caso não autorize.
A questão está na INTENÇÃO com que fazemos as coisas. É nela, a intenção, que podemos diferenciar CONSIDERAÇÃO, RESPEITO e HIPOCRISIA.
O direito de defender nossos direitos é sagrado. Mas parece que já nos esquecemos disso, de tanto ver nossos direitos serem desreipeitados e nada fazermos.
Às vezes é bom levar um tombo, para cair na realidade. Tá certo que não precisava ser uma realidade tão dura quanto a madeira do encosto da minha cadeira (foto), quebrado pelas minhas costas; ou, mesmo, o duro chão que minha cabeça acabou experimentando. (por sorte não cai em cima do parafuso).

Grandes embates, entre grandes pensadores de todas as áreas do conhecimento desenvolvido pela humanidade, se deram por carta. A edição das cartas de "luminares" da civilização sempre foi um grande filão editorial. Era nas cartas, muitas vezes, que as teorias se desenvolviam, venciam ou eram postas abaixo.
Neste segundo encontro contaremos com a presença de ninguém mais, ninguém menos, que
E por quê? Simples, ora! Ninguém mais, ninguém menos do que a 







































