Pois é,
Sobre o caso de plágio, escancarado pela Sandra.
De inicio, um trecho (p.205) do texto "Variabilidade comportamental", de autoria de Josele Abreu-Rodrigues, publicado no livro "Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação", de Josele Abreu-Rodrigues e Michela ROdrigues Ribeiro (orgs)1(negritos meus):
"O que é um comportamento criativo? Winston e Baker (1985) apontam que o termo criatividade tem sido comumente identificadao com diversidade/variabilidade e novidade/originalidade. Esses termos, por sua vez, podem ser multiplamente definidos. Um livro técnico, por exemplo, pode conter diversidade em termos da quantidade de tópicos abordados ou da quantidade de análises diferentes apresentadas para um mesmo tópico. Pode também ser considerado original porque é diferente de tudo aquilo que o autor fez antes ou porque apresenta análises nunca antes oferecidas naquela área de conhecimento. Diante disso, qual seria a dimensão relevante para considerar este livro um exemplo de comportamento criativo? Essa questão, ainda não resolvida na literatura pertinente, aponta para o fato de que a definição de criatividade deve considerar o contexto sociocultural em que o comportamento ocorre. Assim sendo, todo trabalho criativo envolve diversidade e originalidade, mas o contrário nem sempre é verdadeiro. Winston e Baker argumentam que, para um comportamento ser considrado criativo, é necessário também que ele seja apropriado, relevante, útil ou valioso de alguma forma, dentro de uma certa cultura e em um determinado momento no tempo. Dessa forma, o livro seria um exemplo de criatividade quando, além de apresentar alguma das (ou todas as) características mencionadas, fornecesse uma contribuição efetiva para o desenvolvimento da área de conhecimento."Bueno, o que dizer diante de uma situação como a ocorrida com a Sandra?
Eu, particularmente, desde que comecei este blog (lá no blogspot), fiz questão de colocar no "Código do Chato" o meu pensamento a esse respeito. A mim não incomoda que porventura copiem o que escrevo, citando ou não a fonte. Não me creio dono de nada, sequer de idéias.
Nem sempre foi assim. Houve tempos em que brigava por isso. Principalmente de idéias profissionais. Sempre argumentei com a famosa pergunta: "Porque todo mundo sabe que a galinha coloca ovo, mas não sabe que a pata também coloca?".
Mas há que respeitar quem pensa diferente. E a Sandra pensa! Tanto é, que faz questão de colocar, ao final dos seus posts, a observação "Texto registrado. Proibida reprodução sem prévia autorização", o que evidencia seu pensamento. Assim, não há porque desrespeitá-la.
Não por que a lei assim o determina, mas por pura questão de respeito humano. E quando desrespeitamos um ser humano, estamos sendo estúpidos; estamos propagando a estupidez humana, que dá título a essa categoria de posts que escrevo. O comportamento é anterior à lei e não, como talvez muitos pensem, condicionado pela lei. Agimos certo porque é certo agir certo e não porque temos medo da punição. Assim deveria ser, ao menos. E o que observamos, hoje em dia, é que as pessoas se esquecem disso!
Agimos por ação ou por omissão. Ao alegar, o autor do fato, que recebeu o texto de um amigo e que este lhe garantiu "não ter dono", é, no mínimo, um atentado à inteligência humana, acumulada durante milênios de evolução. Peca, esse rapaz, por ação e por omissão. Por ação, por ter aceito algo que não era seu - mesmo que "sem dono" - e, com pequenas e deliberadas alterações, publicou-o. Por omissão, porque diante de tanta tecnologia, jamais poderia ter deixado de fazer uma pesquisa, mínima que fosse, para verificar se já não existia algo semelhante publicado. Aqui sequer podemos alegar ignorância (no sentido estrito da palavra) das ferramentas , pois o mundo está aí, exposto na internet.
O que se observa, no caso - em em todos os similares de plágio, é, indiscutivelmente, uma má formação de caráter. Está na origem, na educação recebida dos pais, da família. Talvez não tenha sido educado, estimulado, quando criança, a obter resultados pelo próprio esforço e, sim, aplaudido quando "imitava" o que os outros faziam. Soe acontecer...
Ninguém está livre de cometer enganos, de escrever algo que alguém já tenha escrito. Foi-se o tempo dos "enciclopédicos"; o tempo em que as pessoas podiam conhecer tudo, ou quase tudo, o que tinha escrito no mundo. Impossível para qualquer ser humano, nos dias correntes, conhecer tudo o que está escrito. Não por outra razão é que se desenvolvem ferramentas de buscas e comparação de textos na internet.
A um ser humano que não seja estúpido, cabe a obrigação de utilizá-las, sob pena de tão somente conseguir o desprezo de todos quantos ainda podiam nele acreditar. De toda sorte, cabe-nos esperar que esse rapaz tenha aprendido com a experiência. Se assim for, ótimo! Que retorne ao convívio da blogosfera com a grandeza de quem soube admitir o erro e de pedir desculpas.
Caso contrário, que o inferno o tenha!
Artmed Editora S.A., 2005









































P.S.: E eu avisei a autora que estava copiando.
Sempre concordei com tua opinião, mesmo por que não escrevo nada digno de plágio. Mas, como você, por saber da opinião da Sandra é que, sim, aquele "Conversa de bar" foi pra ela. :-)
Não há dúvida que ele copiou, adaptando uma palavra ao texto dela. Ingenuidade? Talvez. Bem, pelo sim, pelo não, já coloquei o banner do Copyscape lá no blog, he he...
abraço, garoto
Rogando praga, Chato? Olha que pega, hein!
Acho que a Sandra não deveria ficar tão irada. Veja o lado bom da coisa: o reconhecimento de seu talento. Agora todos já sabem que o gênio é ela.
Sabe que o que o rapaz fez é uma técnica usada em Redação: uma adaptação. Fazemos muito isso nas aulas de poesia. Com textos clássicos. Os alunos reescrevem os poemas adaptando-o a realidade deles.
Tentei comentar no blog da Sandra, mas não achei os links pros comentários, então, abusei do espaço aqui.
abraço, garoto
Denise,o link para comentários fica meio escondido. Ao lado do título tem um número meio apagado. É por ali. Quanto à "adaptação", uma coisa é fazeres isso na escola como exercício de escrita. Outra é quase que simplesmente trocar uma única palavra do texto (relógios por mente) e PUBLICAR como se fosse teu. bjs
Don Afonso, lança aí em tua agenda:
http://www.bn.br/site/default.htm
clicar em Serviços a Profissionais/EDA
Abraço grande
Valeu, já dei uma boa olhada lá. abs
Afonso:
Uma criança aprende por imitação, mas temos que incentivá-la a caminhar com sua próprias pernas, a pensar por sí, sem precisar ferir os outros.
O mundo está cheio de "Gersons", que acha que o importante é levar vantagem em tudo, sem se importar se está pisoteando o outro ou não.
Pessoas assim são aquelas que dizem que achado não é roubado, e são aplaudidas por isso.
É apenas, se é que isso é pouco, uma questão de caráter.
Um beijo
Aninha, talvez o que te refiras como "a criança aprende por imitação", seja "a criança aprende pelo exemplo". Há uma diferença entre um e outro. bjs
Don Afonso, todo plágio demonstra primeiro falta de caráter pois pressupõe apropriação indébita e em seguida também incapacidade intelectual por querer algo pronto por não ter capacidade para tal.
Quando escrevo aqui na web sei que corro risco de ter o trabalho copiado, mas também não faço restrição, desde que citem a fonte, no mínimo.
Agora estou agilizando o registro no EDA(Biblioteca Nacional)pois pretendo publicar em livro. Custa só vinte reais e dimninui a possibilidade de plágio.
Ah! e pode-se registrar também um blog ou site, já me informei também sobre isso.
Abraço grande, tchê!
Vou dar uma olhada nisso. Dá mais informaões. Tem página? Link? abs
Ufffaaa... Prendi o fôlego no começo e fui soltando o ar devagar, saboreando cada frase tua!
Eu vou repetir aqui o que disse lá no blog: eu tenho amigos maravilhosos. E isso ninguém, nunca, vai copiar de mim!
Amo você!!! (Kaya, no sentido figurado de amiga virtual!!)
Beijos
Não te preocupa com a Kaya. Ela não tem mais tempo para nada, que dirá ler meu blog, hehehe. De mais a mais, mereces! bjs