Pois é,
Cento e cinqüenta e dois dias para completar 50 anos. Mil novecentos e cinqüenta e sete; dois mil e sete. Cinqüenta bem poderia ser um número como qualquer outro, mas não é. Não por culpa minha, mas da humanidade, que precisa estabelecer marcos para referenciar a vida.
Se os quarenta, nos paises de língua portuguesa, representa a entrada definitiva na vida, isto é, a entrada nos "enta", idades das quais só se sai pela morte, os cinqüenta representam, em tese, a meade da vida; mesmo que a expectativa seja de apenas 72 anos e a metade não passe dos 36. Chegar aos 50 significa, então, que já "ganhei" 7 anos de lambuja.
Complicado esse negócio de fazer cinqüenta anos. Queria ter dinheiro suficiente para fazer uma festa para todas as pessoas que conheci na vida. Desde a infância. Contrataria uma equipe só para descobrir o paradeiro de toda essa gente; e convidá-los, com todas as despesas pagas. Viessem de onde viessem, não gastariam um único tostão.
Teria um problema a enferentar: convencer a Kaya a receber todas as minhas ex-namoradas e todas aquelas que deveriam ter sido minhas ex-namoradas e não quiseram.
Há gente da minha infância que sequer lembro o nome, mas que guardo o sentimento causado pela passagem de algum período da vida juntos. Há, em especial, três ou quatro amigos que gostaria de rever. Mas a vida, parece, é assim mesmo. Restam apenas sentimentos, marcas que levamos como bagagem.
Vamos ver no que dá!









































pense sobre a expectativa de vida que aumenta e tem levado pessoas para além dos cento e pouco... pensando assim, os "enta" são apenas o início. esses cinqüenta devem ser pra lá de comemorados porque são únicos! assim como são únicos todos os minutos da vida.
beijos e um feliz 2007 para ti e para as meninas!
150 dias... Tá longe ainda!!
:P
FELIZ ANO NOVO!!!
Você já está elaborando a chegada ao meio-século de vida, né? Geralmente é uma aproximação lenta e indolor, desde que não se façam muitas contas, não se olhe demais pra frente nem se fique a lamentar o que passou. "Vivre pour vivre", além de intitular um antigo filme francês pode (e deve) ser um princípio de vida: Carpe Diem!, meu caro Chato.