Pois é,
Eis um dos tantos:
Sabemos que o modelo de desenvolvimento da nossa atual civilização não é o único problema que afeta o meio ambiente. Um dos grandes problemas diz respeito com a alimentação da humanidade. E, nesta, os problemas causados pelo item de maior consumo: o arroz.
Segundo do site da Embrapa:
“...Nenhuma outra atividade econômica alimenta tantas pessoas, sustenta tantas famílias, é tão crucial para o desenvolvimento de tantas nações e apresenta mais impacto sobre o nosso meio ambiente. A produção de arroz alimenta quase a metade do planeta todos os dias, fornece a maior parte da renda principal para milhões de habitações rurais pobres, pode derrubar governos e cobre 11% da terra arável do planeta." (Ronald Cantrell, 2002).Cerca de 150 milhões de hectares de arroz são cultivados anualmente no mundo, produzindo 590 milhões de toneladas, sendo que mais de 75% desta produção é oriunda do sistema de cultivo irrigado.
O arroz é um dos mais importantes grãos em termos de valor econômico. É considerado o cultivo alimentar de maior importância em muitos países em desenvolvimento, principalmente na Ásia e Oceania, onde vivem 70% da população total dos países em desenvolvimento e cerca de dois terços da população subnutrida mundial. É alimento básico para cerca de 2,4 bilhões de pessoas e, segundo estimativas, até 2050, haverá uma demanda para atender ao dobro desta população.
O arroz é um dos alimentos com melhor balanceamento nutricional, fornecendo 20% da energia e 15% da proteína per capita necessária ao homem, e sendo uma cultura extremamente versátil, que se adapta a diferentes condições de solo e clima, é considerado a espécie que apresenta maior potencial para o combate a fome no mundo.
Aproximadamente 90% de todo o arroz do mundo é cultivado e consumido na Ásia.
A América Latina ocupa o segundo lugar em produção e o terceiro em consumo. Assim como na Ásia, o arroz é um produto importante na economia de muitos dos países latino-americanos pelo fato de ser item básico na dieta da população, como nos casos do Brasil, Colômbia e Peru, ou por ser um produto importante no comércio internacional, como no de Uruguai, Argentina e Guiania, como exportadores, e de Brasil, México e Cuba, entre outros, como importadores.
A produção mundial de arroz não vem acompanhando o crescimento do consumo. Nos últimos seis anos, a produção mundial aumentou cerca de 1,09% ao ano, enquanto a população cresceu 1,32% e o consumo 1,27%, havendo grande preocupação em relação a estabilização da produção mundial.(negritos meus)
Os dados acima são impresionantes, mais ainda se levarmos em conta as necessidades futuras. No Brasil, o Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz, produzindo quase 50% do arroz nacional.
E por que o arroz como tema? Porque:
1. O consumo está aumentando
Vale reler o ultimo parágrafo da citação:
"A produção mundial de arroz não vem acompanhando o crescimento do consumo. Nos últimos seis anos, a produção mundial aumentou cerca de 1,09% ao ano, enquanto a população cresceu 1,32% e o consumo 1,27%, havendo grande preocupação em relação a estabilização da produção mundial."
2. O arroz compete pela água com os seres humanos
A irrigação do arroz compete com o abastecimento de água da população, pois ela é retirada dos rios que abastecem as cidades (em muitos casos os produtores fazem açudes). Os produtores captam água diretamente dos rios, desobedecendo, em parte, a legislação, pois sabem que os poderes só podem atuar com a lei. Isso sigifica anos e anos de pendengas judiciais. Até que uma sentença possa ser dada (quase dez anos), o produtor já enriqueceu e, via de regra, pode parar.
A legislação sobre águas, por seu turno, ainda é incompleta, pois depende, em muitos casos, de regulamentos ainda inexistentes. Um desses regulamentos é o que estabelece os usos das águas. Sem ele não é possível para os poderes públicos fazerem muita coisa.
Mas os produtores podem fazer o que quiserem, enquanto isso. E fazem!
Em 2005/2006, durante uma grande seca aqui no RS, o problema chegou ao extremo, quando a população das cidades abastecidas pelo rio Gravataí (POA e região metropolitana) e pelo rio Santa Maria (região dos pampas) ficaram sem água por causa da irrigação do arroz. Diversas reuniões entre os poderes públicos e os produtores resultaram apenas numa diminuição do problema naquela época, mas a situação continua a mesma, isto é, a captação de água no Gravataí segue como sempre. Nenhum produtor foi punido. No rio Santa Maria um acordo com os produtores possibilitou a minimização do problema. Esses são apenas dois exemplos que me ocorrem agora. E pelo mundo afora?
E até quando?
3. O arroz compete com os rios pelas matas ciliares
Continua...
PS: Soube agora do falecimento da MEG do Sub Rosa. Uma pena. Que tenha sido em paz o passamento.









































A humanidade terá que se haver com o uso desordenado do solo, das águas, do subsolo e até do espaço sideral! Viver sem estragar o meio ambiente será possível, com taaannnta gente?
Catzo! Não sabia da demanda do arroz por água, nem do passamento da Meg! Virge!
Pois é, Afonso, nesse ponto concordo, entendo e até compartilho de teu pessimismo: é dificílimo conter empresas endinheiradas. Mas, não quero crer que nossa geração seja dizimada por ganância e egoísmo. Uma lástima.
abraço, garoto
ui. eu estou com uma nuvem preta sobre minha cabeça hj. daí o pessimismo. olha, se não se pensa nem no bem-estar das pessoas que vivem no nosso tempo, duvido que as gerações posteriores entrem na pauta seriamente.
o mundo é cruel. o q me decepciona.
Afonso, antes de mais nada acertou a sigla na mosca. Estou chegando à conclusão que para haver equilíbrio entre o que a natureza pode nos oferecer e as nossas necessidades é preciso haver uma grande catástrofe que mate não sei quantas milhões de pessoas no mundo. Cientistas afirmam que vem uma pandemia por aí pior do que a gripe espanhola do início do século passado. Afonso, acredito que está chegando o momento de haver esterilização em massa. Sei lá,. Não sei o que dizer. Beijocas