Pois é,
(pra quem já leu, tem atualização no final)
Dediquei boa parte de 2006 a procurar respostas para diversas perguntas. De todas, sobraram dez, para as quais não encontro. Se alguém puder me ajudar. Aí vão:
1. Por que a lata de extrato de tomate CAJAMAR é toda ondulada?
2. Por que o gás sempre acaba na hora do banho e nunca quando estamos apenas cozinhando ou lavando as mãos?
3. Por que um vídeo da Cic@rell@ trepando na praia dá mais notícia do que as milhares de crianças que morrem de fome diariamente?
4. O que, afinal de contas, esses deputados, senadores, magistrados e otras cositas más, pensam que nós somos?
5. A qual reino pertence a pimenta do reino?
6. Quando o relógio aponta meio-dia, ele faz "tic" ou faz "tac"?
7. Por que os livros são tão caros no Brasil?
8. Qual é a diferença entre uma besta quadrada e um imbecil esférico?
9. Em que dia, mês e ano alguém decidiu que a sexualidade humana seria um tabu?
10. VETADO. (Código do Chato, art. 8°).
11. Por que vocês passaram o ano inteiro lendo essa droga de blog?
Atualização:
Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que torci pelo Internacional apenas porque "representava o Brasil". É duro agüentar o Gavião falando isso o tempo todo. Palhaçada. O Brasil não existe! A imprensa carioca e paulista passa o ano interiro literalmente igonorando os times gaúchos e, como não tem mais como faturar em cima dos seus próprios times, "elevam" os gaúchos a "representantes do Brasil". HIPOCRISIA PURA!
Noventa e nove por cento do meu ser torceu contra. O um por cento restante levou em consideração que, quer goste ou não, o Internacional é um time gaúcho. Um por cento, é o que basta. De resto, quis mais é tomassem uma goleada do Barcelona, de preferência com uns dois gols do gremista Ronaldinho (que quase os fez, embora "quase" não ganhe jogo!).
Flauta os colorados não podem nos tocar. Não é essa a questão. Afinal, temos duas Libertadores, um Mundial, um vice-Mundial e muito mais na frente deles. O difícil, em tese, e agüentar a Kaya querendo cooptar a Condessa para ser colorada.
Isso me faz lembrar da razão pela qual me tornei gremista. Em 1965 meu pai foi transferido para Porto Alegre. MOrávamos em Brasília e a "gloriosa" comemorava seu primeiro aninho. Naquele ano o Grêmio foi mais uma vez campão estadual (pela quarta vez consecutiva). E assim seria por mais três anos. Hepta-campeão. Seqüência só interrompida em 1969, quando o Internacional inaugurou o conhecido "Chiqueirão" (para os íntimos).
Com oito anos e descobrindo o mundo, descobri que queria ser vencedor. Então, só poderia ser gremista. Meu pai e meus irmãos eram colorados. Perdedores. Teriam sido um péssimo exemplo. Por isso não me preocupo muito com a insitência da Kaya em que a Condessa se torrne colorada. Há tempo...De qualquer forma, a Fernanda é gremista. Isso é o que chamo de "influência paterna benigna". Quando ela fez um ano, dei uma camiseta do Grêmio de presente. Esse ano já dei duas outras (ela me pediu três, dizendo que a culpa era minha...) Já dei um uniforme para a Condessa, mas tenho cá comigo que a Kaya já deve ter jogado fora. Um crime, diga-se de passagem.
De qualquer forma, e mesmo tendo que agüentar os colorados, parabéns pela conquista. Talvez agora eles saibam como é sentir-se como nos sentimos. Sempre houve uma tristeza muito grande entre os gremistas: os colorados nunca nos entenderam. Jamais souberam compartilhar o nosso sentimento. Pois agora poderão!
E digo mais, homenagem maior esses colorados não poderiam ter: coloquei o símbolo deles aqui no Chato!









































Complicada esta questão da Clarissa. Se a menina gostar de futebol como minha filha gosta, a Kaya irá levá-la ao estádio?
Enfim, complicado.
Abraço.
Aqui em Belô diz-se que "se tiver uma camisa do Atlético (Galo) no varal, o atleticano torce contra o vento". O mesmo atleticano comemora mais uma derrota do Cruzeiro (Raposa) que uma vitória do próprio time (os cruzeirenses, idem). Assim é a paixão: irracional. Isso compensa as amarras culturais, as normas sociais e as repressões às quais somos submetidos desde a infância: pelo menos como torcedor podemos quebrar a etiqueta. Inda bem!
Afonso,
Gostei da pimenta do reino?
E o Milton, hem?! está todo prosa...
Este goyano, gremista no Sul e colorado em Goiás (o Vila que tá na terceirona...) tem que aguentar, mas não perder a classe.
Abraço do Beto.
Muito bom! Passarei o dia pensando em mais e mais perguntas... rsrsr
Por que os livros aqui são tão caros? Gostaria muito de saber!!!
Afonso, quanto às nove primeiras perguntas, vou ficar devendo. A décima é porque eu adoro o seu blog. Beijocas