Pois é,
O tempo passa depressa para quem não tem tempo para sentir o tempo passar.
Desconheço se alguém já escreveu essa frase. Evoco o artigo 4°, seus incisos e parágrafos, do Código do Chato.
Fatos, por vezes os mais banais, fazem o tempo congelar. E o tempo congelado nos permite ver o quanto ele passou. E pensamos, puxa, quanta coisa eu fiz nesses ultimos 20 anos, ou qualquer número de anos que o tal fato sugerir.
Pois ontem, retornando de uma viagem que fiz para Caxias do Sul, e ao passar pelo metrô, perguntei para a colega que me acompanhava: já andaste de metrô? Ao que ela respondeu: nasci no ano em que inauguraram o trem. Foi o que bastou para congelar tempo e me lembrar que havia trabalhado na construção do metrô de Porto Alegre.
Vinte e um anos se passaram de lá para cá. Três casamentos, duas filhas, um monte de namoradas entre os casamentos, três faculdades, um monte de empregos, quatro negócios próprios - uma lavanderia, uma confeitaria, uma consultoria, uma distribuidora (atacado).
E as memórias foram passando tanto quanto passavam os quilômetros. E foi pouca distância para tanta memória. Vou programar uma viagem de uns mil km da próxima vez. Assim terei duas mil memórias para recordar, enquanto vou e venho...









































A vida só tem sentido para quem tem memória! Recordar com tanta carga afetiva, como você faz, é reescrever a própria história: de cá, acompanho e, às vezes, me identifico. Há ressonâncias emocionais e isso nos irmana. Vá! Viage... e, principalmente, conte, tal Sherazade em suas Mil e Uma Noites: assim, a imortalidade é garantida.
"O tempo passa depressa para quem não tem tempo para sentir o tempo passar".
acho que imagino exatamente o que você quer dizer...
mas você até que fez bastante, hein? vai ser difícil, impossível eu acho, te alcançar. hehehe
Não fosse na Sibéria, sugeriria darmos uma volta na Trans. Eu, você, Glória Maria e Paulo Coelho. Pergunte pra quem assiste Fantástico que vai entender.
Bj!
E já tá nublado outra vez... ô, boca!