Comunicação

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Pois é,

O diálogo foi criado a partir de uma situação real. Apesar de não ser igual ao ocorrido, o significado é o mesmo.

Ontem participei de um procedimento de acareação, na qualidade de interrogante. A certa altura, perguntado se havia informado ao acusado sobre determinada circunstância, um dos acareados respondeu que "sim, avisei ao acusado que estava falando sobre maçãs".

Ato contínuo, foi perguntado ao acusado se confirmava ter o outro acareado dito que falava de maçãs, ao que respondeu: "ele não falou de laranjas".

Pronto! Instalou-se a confusão entre os dois. Cada um defendendo a importância do seu ponto de vista. Após mais de dez minutos de discussão fui obrigado a interromper para dizer que "falar de maçãs" e "não falar de laranjas" é a mesma coisa.

É a difícil arte de se fazer entender e de entender os outros.

4 Comments

A palavra é a negação da "coisa". A linguagem é incompleta. Falar é provocar mal-entendidos. Eis o preço que pagamos por sermos 'parlêttres'.

Concordo. Mas há coisa pior: você ser claro, direto e, ainda assim, não te entenderem... :(

Beijos.

a linguagem apenas não é suficiente...

Muito interessante esse post, Afonso!

Concordo! Principalmente quando se está comendo pêras!

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This page contains a single entry by D. Afonso XX, o Chato published on novembro 2, 2006 7:40 AM.

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