Pois é,
Dias desses, num post, escrevi que não havia comentários para o Poder Judiciário. Taí, ó:
"Folha de S.Paulo - 18/11/2006
Empresas patrocinam congresso de juízes
Evento teve metade de seus gastos pagos por Banco do Brasil, Bradesco, Vale do Rio Doce, Nestlé, Volkswagen e Itaipu Binacional
Assessor da presidência da AMB, Roberto Siegmann, diz que o patrocínio não representa um conflito de interesses com os juízes
DA ENVIADA ESPECIAL A CURITIBA
Os quatro dias do 19º Congresso Brasileiro de Magistrados, organizado pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) em Curitiba, foram patrocinados por grandes empresas privadas e de capital misto, que pagaram aproximadamente a metade dos custos, orçados no total em R$ 1,5 milhão.
Patrocinaram o evento o Banco do Brasil, o Bradesco, a Companhia Vale do Rio Doce, a Nestlé, a Volkswagen, a Itaipu Binacional e uma editora de livros jurídicos. De acordo com o assessor especial da presidência da AMB e juiz trabalhista, Roberto Siegmann, o patrocínio não representa um conflito de interesses com os juízes ou com a associação.
De acordo com a AMB, que não repassou à reportagem os valores exatos, uma parte dos custos do evento foi paga com o valor da inscrição (R$ 400 por pessoa). Por esse cálculo, com os 2.000 inscritos declarados pela instituição, a associação arrecadou R$ 800 mil. O restante, informou, foi custeado pelas empresas.
O transporte aéreo foi pago pela TAM, e os hotéis, pelos participantes, com exceção dos 45 palestrantes convidados pela AMB e dos dez jornalistas.
Os inscritos tiveram direito a dois jantares, coquetéis, esportes, city tour, transporte e, no dia do encerramento, hoje, haverá um show de Jorge Ben Jor -que custou duas parcelas de R$ 45 mil. Um dos jantares, realizado anteontem, foi no tradicional Madalosso, considerado o maior restaurante privado do mundo, com capacidade para 4.600 pessoas.
Segundo a gerência do restaurante, a AMB pagou R$ 25 por pessoa, com direito a bebida (vinho da casa, água, refrigerante e cerveja) e a um rodízio de massas e frango. No total, a entidade pagou R$ 50 mil, além do custo com decoração, que não foi informado.
Antes do jantar, os magistrados e acompanhantes assistiram a uma apresentação da orquestra sinfônica do Estado na Ópera de Arame. As atividades esportivas (jogos de futebol e tênis) e o city tour, informou a associação, eram destinados apenas aos acompanhantes. A Itaipu montou um estande no qual distribuiu uma publicação em que criticava matérias divulgadas pela imprensa desfavoráveis à empresa e elogiava a atuação dos juízes.----------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo - 18/11/2006
Febraban pagou viagem de 47 magistrados a Comandatuba
DA REDAÇÃO
No último feriado de Sete de Setembro, 47 magistrados viajaram e se hospedaram de graça no luxuoso resort Transamérica da Ilha de Comandatuba a convite da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
.(negritos meus)
O evento, que custou ao menos R$ 182 mil só com hospedagem e transporte, teve como motivo palestras aos juízes sobre detalhes do crédito do sistema bancário brasileiro.
Ao todo, estiveram no resort, 16 ministros (dois aposentados) do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e 31 desembargadores de sete Estados. O convite da Febraban foi estendido aos familiares, mas a lista de participantes não foi divulgada.
Apesar do tema, a agenda em Comandatuba foi leve. As palestras começavam às 16h e terminavam por volta de 20h30, com jantar e algum show. O restante do tempo era livre.
Os magistrados chegaram a Comandatuba em um Air Bus fretado da TAM que saiu de São Paulo e fez escala em Brasília.
Além dos juízes, o evento contou com outras 60 autoridades. Compareceram Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco, o presidente do Bradesco e da Febraban, Marcio Cypriano e o presidente do Itaú, Roberto Setúbal.
O encontro deste ano foi o terceiro realizado nesse formato nos últimos três anos.
Juiz com cargo mais elevado no evento, o presidente do STJ, Raphael de Barros Monteiro, foi acompanhado da mulher e de uma filha. À época, parabenizou os organizadores e disse que o patrocínio não influía "na imparcialidade dos juízes"
Fazer o que, né? A gandaia está solta por todos os lados...
"Folha de S.Paulo - 18/11/2006









































Também preciso de patrocínio. Será que o Banco do Brasil me ajuda?
Afonso, sem comentários.Beijocas