Agora já dá para contar! - VI, escadas, meus dentes e globalização

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Pois é,

Tabac, nos comentários, levanta a questão da escada. Por sorte, não havia nenhuma viga que impedisse quebrar a laje da cobertura. Assim, apelamos para a quadratura do círculo. Vamos colocar uma escada de madeira em "U" e retirar a lareira dali. Na verdade, o espaço ocupado pela nova escada será praticamente o mesmo ocupado pela anterior.

Entramos numa fase mais para "logística" do que para "obra", pois é a hora em que uma coisa deve esperar pela outra e esta por outra e assim por diante. A guarnição da cobertura (que inclui as árvores) deve vir antes da escada (senão não passa), que deve ser colocada após o piso, que só será colocado após a pintura, que só poderá ser terminada após a colocação da escada...

Se a impressão que temos, ao longo da fase "obra" já é a de que nunca há de terminar, agora, na fase dos "detalhes e acabamentos", a coisa piora. E nessas horas é que as mulheres "aprontam". Na quebradeira é com a gente. Nos detalhes é com elas. Eu uso trena; ela, os olhos.

Sem falar que a pior das piores partes ainda me aguarda: transferir o telefone, a tv por satélite e a banda larga. Acontece com todo mundo ficar sem eles por um bom tempo. Por mais que tentemos nos antecipar. Essa é uma das coisas que não dá para entender nas companhias de serviço brasileiras (na verdade, até dá para entender...): sempre deixam os usuários na mão. Todos os blogueiros que conheço que se mudaram passaram por isso. Uma, duas, três, até um mês sem conexão com o mundo.

E por falar em mundo, pego a caixinha do remédio receitado pelo dentista e começo a ler as letrinhas miúdas:

"Produto fabricado por: XXXXX - Inglaterra
Embalado por: XXXX - Itália
Distribuído por: XXXXX - Brasil"

E o laboratório, que é americano, ainda tem a cara de pau de colocar um tal de "Farmacêutico responsável", com um nome bem brasileiro. Responsável pelo quê? Pelo papelão da embalagem, única coisa brasileira (???) existente ali? E ainda tem um "Indústria Brasileira" estampado na caixa!

Parece que é para isso que serve a tal de globalização. O remédio custa R$40,00 (pobre não sente dor, não esqueçam; ou então disfarça com paracetamol) e gostaria que alguém me disse o seguinte:

- quanto, desses R$40,00, foi para cada país (EUA, Inglaterra, Itália e Brasil)?

4 Comments

Deve ter ido tudo pras bichonas.

você parece estar feliz, apesar de todo o transtorno e isso é que interessa. continuo adorando a historinha em capítulos e estou aguardando o próximo ansiosamente. bjs

Afonso, continuo aguardando o resto. Beijocas

agora que já sei o endereço... quando for ao restaurante ao lado... aviso para nos encontrarmos. ;D

obras são um algo! nunca me mudei daqui - a casa dos meus pais... mas eles sempre inventaram de mudar as coisas por aqui: quando pequena, me lembro bem, passamos dois meses com a cozinha na sala por conta de uma obra gigantesca, que se estendeu por cozinha - área de serviço - dependência de empregada. digo mais: obras são um vício! depois que pega o gosto... sei não. :D

de dentes eu entendo bem... sabes disso. ando a base de Tilex por conta da provável última cirurgia. e paracetamol adianta numa hora dessas?

beijos! e... mãos à obra
(ok. é um trocadilho infame).

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This page contains a single entry by D. Afonso XX, o Chato published on junho 27, 2006 12:33 AM.

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