Pois é,
Meu primeiro vôo de avião foi num Constellation, da VARIG por supuesto, do Rio de Janeiro para Brasília, em 1962. A Varig era um símbolo de infância; um símbolo que embalava os sonhos de voar, principalmente das mocinhas da época, que sonhavam em ser "aeromoças" e mesmo dos rapazes. Quem não pensou em ser piloto de avião? Em ser "comandante da Varig"? E quem não nasceu, cresceu e andou de VARIG? Quem não se embalou na música de natal, e até mesmo ainda se lembra dela "de cor"?
Pois acabou! Ou, se ainda não, falta pouco.
Um dos credores, o fundo norte-americano Matlin Patterson, dono da companhia de logística VarigLog, ofereceu US$ 350 milhões pela companhia aérea. Embutido na proposta a previsão da demissão de mais de 6 mil dos 10,3 mil funcionários, além da divisão da companhia em duas outras.
Uma, novinha em folha, passaria a operar com foco nas rotas internacionais; a outra, permaneceria com as dívidas, que somente se resolveriam dentro do plano de recuperação judical que está em andamento.
Vivos eles, não? Não é por menos que a grande maioria dos credores são empresas brasileiras, inclusive a terceira maior credora, a Petrobrás (a segunda é a Boeing). E depois, como soe acontecer nesse país, o governo "dá um jeito", mesmo porque, de quem é a Petrobrás?
Outro símbolo da infância que se foi - mas não de qualquer infância, de uma infância onde havia inocência; onde haviam as brincadeiras de roda, os carrinhos de rolimã, corridas de bicicleta, polícia e ladrão, e tantas outras brincadeiras - é o palhaço CAREQUINHA. Morreu aos 90 anos.
E quem não cresceu ouvindo seus discos, suas histórias, vendo na TV? Na verdade, há muito que ele "tinha se ido", mas só agora o fez de corpo e alma.
E tinha se ido porque não havia mais espaço para a inocência na TV. Era - e é - preciso ensinar a violência desde cedo para nossas crianças. Era - e é - preciso ensinar a sexualidade desde cedo para nossas crianças. E é isso que os programas infantis fazem hoje: tiram a inocência das crianças e as brutalizam, tiram delas o discernimento do que seja bom ou ruim.
Foi-se uma época. Não porque eu já esteja velho, mas porque hoje não temos mais uma Varig e um Carequinha.









































Vou tentar de novo. Não deu certo o primeiro comentário. Eu tinha dito que moro no interior de Minas e já vi uma apresentação do carequinha na minha tenra infância. Ele é o símbolo da inocência da infância. Não sabia que ele tinha morrido não. Bjs e bom domingo.:)
Pois é, Helenice. Mesmo assim ainda fico feliz, pois me pergunto: que símbolos minhas filhas terão para lembrar? Xuxa? Ai, ai, ai.... beijão
Vim aqui pra cantar!
"O bom menino, nao faz pipi na cama, o bom menino nao faz malcriacao! Papai do ceu protege o bom menino, que na escola aprende sempre a licao!"
Querido dom Afonso, me desculpa, mas Carequinha sucks!!! Becitos!
Afonso, sem maiores comentários. Beijocas tristes
Bom dia.....
Foram boas gargalhadas com ele......
Bjs....
Eu cheguei a ver um show do Carequinha ao vivo! E da infância a Varig para mim era mais a lembrança da música do comercial "Varig, Varig, Varig, Cruzeiro, Cruzeiro..."
A música serve para as duas estrelas:
"Estrela brasileira no céu azul,
Iluminando de Norte a Sul.
Mensagem de amor e paz..."