março 2006 Archives

Pois é,

Não recordo se já contei essa aqui, em todos os casos...

- Afonso?
- Sim, Kaya?
- Com quem andavas hoje pela manhã?

O simples tom da pergunta me fez estremecer por dentro. Assim, sem mais nem menos, na chegada do trabalho e pego de surpresa, minhas memórias matinais simplesmente sumiram.

Nunca traí a Kaya, mas a minha cara deve ter encarnado o maior dos cafajestes.

- Com ninguém, falei. Estava no trabalho, como sempre.
- Não mente pra mim, eu sei que não estavas no trabalho!

A situação estava piorando...

- Não era eu. Devia ser algum sósia. Já sei! Deve ter sido o Kiko (uma amigo parecido comigo).
- Não era o Kiko.

Nesse momento ela começou a tortura:

- Te viram tomando um refrigerante num bar assim, assim... e começou a descrever a cena.
- Mentira de quem te contou. Decerto alguma não muito amiga tua que tá afim de te azucrinar...

E o pior de tudo é que não me lembrava de absolutamente nada, mas tinha que manter a pose de inocente. Afinal, nossa pose de inocente é o que nos salva, sempre. Resistir até o fim. Funciona. Chega um momento que as mulheres desistem e acabam acreditando. No meu caso, ao menos, era a pura verdade: eu não tinha traído a Kaya.

E a sacana continuou a descrever o que eu tinha feito pela manhã. E eu, atormentado pelo "flagrante", não conseguia vislumbrar uma saída.

- E sei, também, que só chegaste no trabalho as onze horas.

Aí eu apelei: - Ah, tá! Agora resolver mandar me seguir. Qualé, hein? Eu nunca fiz nada para merecer essa desconfiança toda, e blá, blá, blá... Quando ela viu que eu ia ficar brabo, resolver abrir o jogo.

- Seu babaca, tu estavas comigo a manhã toda! Não lembra? E desatou a rir...

(lembrei-me dessa história ao ler o post de ontem do Tiagón, onde ele relata que os neurônios dele demoram para se dar conta de que ele estava paquerando a própria namorada...)



Pois é,

Esse eu escrevi no dia 26 de junho de 2004. Quase dois anos, portanto. E não é que as coisas só pioraram? Essa cidade está cada vez pior...

O portoalegrense é o bicho mais mal educado que existe no trânsito desse Brasil. É um inferno andar nessa cidade. Ninguém respeita nada:

- param no meio da rua e ligam o pisca-alerta. Com isso acham que estão a salvo do inferno. Em pleno horário de pique e nas ruas mais movimentadas. Dane-se o mundo, né? Afinal, só existo eu mesmo. O resto é pura imaginação! E quem são esses FDP que ficam buzinando aí atrás de mim? Quem eles pensam que são para questionar o meu direito de parar onde eu bem entender? Já não liguei o pisca-alerta? Que querem mais?

Só para dar um exemplo: experimentem ir pela Borges de Medeiros (centro-bairro) às seis da tarde. Passem em frente ao Tribunal de Justiça. Opa!! Não te mete com os Desembargadores e seus familiares ou com os servidores do TJ. Eles tem direitos que nós, réles mortais, não temos. Podem parar em plena Borges como bem entendem! Aliás, podem parar em qualquer lugar. Afinal, só existe o umbigo deles nesse mundo... (atualização/2006: essa até que melhorou um pouco. Afinal, com todo mundo de olho na Justiça...)

- Já escrevi para todas as montadoras sugerindo um tipo especial de carro popular para Porto Alegre: não precisam de sinaleira. Economia de quatro sinaleiras mais a parte elétrica. Sinaleira pra quê? Alguém já viu portoalegrense "dar sinal" quando vai dobrar? Bobagem, eu tô na frente posso fazer o que eu bem entender! Quem vem atrás é que deve me cuidar. Afinal, só existe o meu umbigo nesse mundo...

- Já escrevi para a Prefeitura pedindo que parasse de gastar tinta pintando aquelas faixas brancas na esquinas e onde tem sinaleira. Pra quê? Já viram motorista portoalegrense respeitar faixa de segurança? Claro, é segurança para eles, motoristas, que sabem que podem atravessar tranqüilos que nenhum pedestre é tão maluco de se arriscar. Afinal, só existe o umbigo deles nesse mundo...

- pedestre. Não vi pior pedestre que o portoalegrense. Atravessam em todos os lugares, menos na faixa de segurança. Claro, meu, eles sabem que na faixa vão ser atropelados. Com razão os motoristas cariocas que andam a milhão pelas ruas do Rio: qualquer pedestre sabe que se atravessar fora da faixa, morre na hora. Em compensação, lá os motoristas param na faixa ou na sinaleira. Afinal, voltando para os portoalegrenses, só existe o umbigo deles no mundo...

- Preferencial? Acho que as auto-escolas andam economizando nas aulas. Não ensinam mais o que é preferencial. Experimentem tentar entrar à direita em uma rua! Se vier um carro do outro lado, querendo entrar na mesma rua e no mesmo sentido, aí vai um conselho: não te mete porque o animal portoalegrense não sabe que quem entra à direita tem a preferencial. Alias, de preferencial, só mesmo o umbigo deles...

- Sempre achei que o IBGE mentia. Pois mente quando diz que a taxa de analfabetismo dos portoalegrenses é pequena. Garanto que 90% dos motoristas portoalegrense são analfabetos. Não sabem ler aquela plaquinha que tem em cima das sinaleiras "nunca tranque o cruzamento". É o que mais fazem. Sabe aquela coisa de "vai dar pra eu passar...", "dou uma aceleradinha e passo...". Pois é, são tão ignorantes que sempre dá engarrafamento. Afinal, só existe o umbigo deles nesse mundo...

- Azulzinhos? Essa é boa! Alguém já viu azulzinho onde deve estar? Se responder que sim, é porque é um deles! Te rala meu. Vai trabalhar e parar de ficar batendo papo com os colegas em alguma esquina sem movimento. É sempre assim: um puta engarrafameto (via de regra causado por algum FDP que parou no meio da rua - não sem antes ligar o pisca) e, logo ali, dois ou três azulzinhos batendo papo...É, afinal, só...

- Taxistas. Racinha danada. Com raras exceções, não respeitam ninguém. Acham que só porque passam o dia inteiro no trânsito, as ruas são deles. Tocam por cima de ti, com base na teoria do SCC, ou SPP e não querem nem saber. Afinal. só existe...esses são os próprios...


- Deixei uma por último (se é que não esqueci de alguma. Me ajudem): buzina. Que maldita mania que o portoalegrense tem de buzinar. Pra tudo. O cara é o décimo quinto da fila e quando abre o sinal ele taca o dedo na buzina! Ele vê um carro por perto e taca o dedo na buzina (pra deixar bem claro que a rua é dele). Ele vê um pedestre e taca o dedo na buzina. Passo todos os dias na frente do HPS (Hospital de Pronto Socorro). Ahahahahahaha! Alguém respeita? Só dá buzina...dá vontade de dizer pra pegarem o dedo e ó...lá mesmo! Afinal, só existe o rabo deles mesmo nesse mundo!

Bueno, se lembrar de mais alguma, escrevo. Se alguém souber de outras, comente! Afinal...



Pois é,

Notícia do Portal Terra:

75% dos eleitores cometeriam ato de corrupção

O eleitor brasileiro é tolerante com a corrupção. É o que mostra pesquisa Ibope sobre o tema, divulgada nesta terça-feira. Os dados mostram que nada menos do que 69% dos eleitores admitem cometer pelo menos um tipo de ato ilícito entre 13 ilegalidades do cotidiano listadas pelo pesquisador. Pior, se tivessem oportunidade, 75% dos eleitores dizem que cometeriam ao menos um ato de corrupção entre 13 apresentados pelo instituto aos entrevistados.

Assim, se fossem eleitos, 40% dos eleitores brasileiros escolheriam familiares ou pessoas conhecidas para cargos de confiança, 18% mudariam de partido em troca de dinheiro ou cargos, 18% contratariam sem licitação empresas de parentes para prestar serviços públicos e 31% aproveitariam viagens oficiais para lazer próprio ou de familiares.

Em situações do dia-a-dia, 14% dos eleitores admitem subornar alguém para se livrar de uma multa, 7% sonega impostos, e nada menos do que 55% compram cópias piratas ou falsificadas de produtos.

Os percentuais crescem muito quando o eleitor se refere não a si mesmo, mas a terceiros - especialmente políticos. Para os eleitores, 84% dos brasileiros e 86% dos políticos escolheriam amigos ou parentes para cargos públicos, 62% da população e 83% do mundo político usam dinheiro de caixa dois para fazer campanha eleitoral, por exemplo.

O levantamento foi realizado em janeiro deste ano e foram entrevistadas 2001 pessoas em todo o País.

Onde vamos parar...



Pois é,

Reportagem na Isto é online:

O hotel mais caro do mundo

O Emirates Palace, nos Emirados Árabes, consumiu US$ 3 bilhões na construção. Saiba o que ele tem de especial

Por carlos sambrana

São 140 elevadores, dois mil funcionários, mil lustres de cristais Swarovski, 114 cúpulas com o topo banhado a ouro, 755 televisões de plasma espalhadas por todos os ambientes, 128 cozinhas, 170 chefs e 1,3 quilômetro de praia particular. Ufa... À primeira vista, esse cenário parece extraído de um conto das “Mil e uma noites”. É isso mesmo. São alguns dos detalhes do Emirates Palace, hotel localizado em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes.

É o mais luxuoso e caro do planeta. Para erguer o suntuoso edifício, pronto para atender os plebeus endinheirados como se fossem sheiks árabes, o governo da cidade (uma das sete cidades-estado do país) desembolsou espetaculares US$ 3 bilhões em um prédio com somente 392 quartos. O retorno financeiro, evidentemente, não virá tão rápido - exigirá décadas de operação. Pouco importa. O objetivo de tanta ostentação é pôr a cidade no circuito mundial dos grandes destinos turísticos como Dubai, também nos Emirados Árabes, vem fazendo nos últimos anos. É um turismo classe A - as diárias do Emirates Palace vão de US$ 773 a US$ 11,2 mil.


Ostentação: tetos folheados a ouro, quartos com sistema de automação e frota de carros Rolls Royce

Os valores são altos, é verdade, mas os serviços vão muito além do que é oferecido pelos hotéis mais refinados do planeta. Justamente por isso, quando perguntados se o Emirates Palace tem cinco, seis ou sete estrelas, os funcionários dizem que não é uma coisa, nem outra: trata-se de um palácio, e ponto.

Os funcionários, cinco para cada hóspede e um mordomo particular para cada quarto, são preparados para atender qualquer pedido. Algumas das dependências do prédio como, por exemplo, o lobby têm o teto adornado em ouro. Os 12 restaurantes servem comidas típicas de todos os cantos do mundo e para se locomover pela gigantesca construção o hóspede recebe uma tela de cristal líquido com mapas digitais.

A brincadeira não pára por aí. Todos os quartos, 16 deles exclusivos para os chefes de Estado dos países da Liga Árabe, são high-tech. Além de serem decorados com paredes folheadas a ouro, eles têm um sistema de automação. O turista controla, em uma tela sensível ao toque, as luzes, o ar-condicionado e o home theater com tela de plasma de 50 polegadas. Os quartos também dispõem de laptop, scanner, impressora, fax e internet sem fio em todos os ambientes do hotel como na piscina e até na marina repleta de imponentes barcos.

E, como o luxo pressupõe consumo, quem estiver no Emirates Palace encontrará um shopping com mais de 17 lojas de grifes internacionais. É o endereço perfeito em um lugar onde o dinheiro do petróleo jorra sem parar.

Link original: http://www.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/istoedinheiro/444/estilo/hotel_mais_caro.htm



Pois é,

Faz tempo que a Ana me convocou para responder esse negócio de manias. Não respondo a correntes, todo mundo sabe disso. Essas coisas pra mim tem um sentido de exclusão: vou responder pra fazer parte da turma. Mas como estou precisando "sair do ar" um pouco, tá bom, eu respondo!

1. Corto as unhas das mãos e dos pés sempre na mesma ordem: primeiro a mão esquerda e depois a direita; primeiro o pé direito, depois o esquerdo. Primeiro o seu vizinho, depois o seu mindinho; após, o pai de todos e o fura bolo; por fim, o mata piolho. Nunca descobri a razão dessa fixação por começar com o seu vizinho. Manias, né?

2. Os cabides para pendurar minhas camisas devem ser da mesma cor da camisa. E todas viradas para o mesmo lado. Antigamente isso era impossível, pois os cabides eram de madeira (sim, crianças, existiram cabides de madeira!).

3. Não durmo sem antes tomar um gole d'água. Um só!

4. Não jogo nada fora. Tenho mania de achar que tudo pode ter uma utilidade.

5. Sempre aperto a pasta de dentes pela base (já fiz até um post sobre isso).

Viram? O Chato é mais chato do que vocês imaginavam!



Pois é,

A vida não é nada disso que dizem por aí. A vida, na verdade, é um constante aprendizado da frustração. É poder fazer, mas ser vencido pelas circunstâncias, pelo que chamamos de sistema.

Parte do “saber meu lugar no mundo” passa por saber se – e onde, exatamente - estamos inseridos, ou não, no sistema.

O que é sistema? Duas pessoas formam um sistema. Podem ou não estar em contato. Quanto maior a proximidade das pessoas, maior será a intensidade percebida do sistema. Algo parecido com os conceitos da física. O sistema eqüivale ao campo. A proximidade define o quanto as forças atuantes (ações) interferem nas pessoas.

Eu e qualquer antípoda humano formamos um sistema. Um casal de namorados forma um sistema. Por óbvio, a proximidade dos namorados determina um sistema muito mais intenso, forte, que o tênue sistema existente entre eu e o antípoda humano. As ações possíveis (força) entre o casal de namorados certamente têm a capacidade de interferência muito maior, um no outro.

A família tem sido considerada como a celular mater da sociedade. Na realidade, a família é o primeiro grande sistema. Nela podemos experimentar todas as possibilidades existentes de interação, isto é, de todas as possíveis combinações de inter ação entre as forças (influências) entre as pessoas.

O que aprendemos na família levamos para os demais sistemas. E é na família que deveríamos aprender que a vida é um constante aprendizado da frustração.

Não é por menos que o binômio “veículo de mídia/propaganda” atua por aí. Os veículos detonan com a família com o objetivo único de minimizar as possibilidades do aprendizado da frustração; a propaganda, por sua vez, estimula a idéia de que tudo podemos e de que não precisamos frustar nosso desejo de consumir aquilo que eles criam.

Está feita a bagunça. Uma sociedade formada por pessoas que não sabem lidar com a frustração e que saem à cata daquilo que pensam poder ter. Resultado: criminalidade, violência, crianças e adolescentes que não respeitam pais e professores, corrupção e toda sorte de mazelas que bem conhecemos.

Precisamos ensinar nossas crianças a frustração e como lidar com ela. O problema é que já está difícil mesmo para os adultos. Como lidar com o fato de que um deputado, declaradamente participante de um esquema de corrupção, por ter recebido dinheiro do valerioduto, tenha sido absolvido pelos seus pares?

Cada vez que retorno de uma viagem e tento escrever é como se uma jamanta tivesse passado por cima de mim na estrada. O efeito é o mesmo. Lemos, lá no Bombordo, que Maluf, em entrevista ao Biajoni, pretende retornar como Deputado Federal.

Há momentos, na vida, que até saber o "meu lugar no mundo" é difícil.

(sinto por não poder estar visitando os amig@s. Muitas viagens, cansaço e frustrações. E olha que é difícil me derrubar... Talvez passe, ou não.)

(Se os numerinhos de controle retornarem, não se assustem e, por favor, não reclamem. Pensem pelo lado positivo: já imaginaram se fosse aquela porcaria do UOL? O fato é que as invasões causam muito incomodo ao servidor, dentre elas a demora para acessar as páginas e a caixa de comentários. É mais uma frustração, pois bem sabem que sou contra isso. Mas faço pelo bem de vocês mesmos, heheheh)



Meu lugar no mundo

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Pois é,

Poucas coisas aprendi nessa vida. E as classifico em três categorias:

- as que formam um arcabouço de erudição inútil;
- as que formam um arcabouço para a sobrevivência, normalmente associadas ao trabalho e, a única realmente importante,
- o meu exato lugar no mundo.

Se as pessoas se dessem conta de que as duas primeiras simplesmente desaparecem quando morremos, talvez não perdessem tanto tempo com elas.

A falta da terceira é a causa de todos os males.



Pois é,

Hoje tem eu lá no

Clica aí e vai lá...



Pois é,

Alguém já teria dito que o Brasil não é um país sério. Enquanto a CPI dos Bingos caça o ministro Palocci, num flagrante desvio do seu objeto (tanto que estão arrumando as assinaturas necessárias para ampliá-lo e, assim, continuar no seu objetivo meramente político de derrubar um ministro), a CPI dos Correios não fez nada ou, se fez, fez apenas "muito barulho por nada", visto que sequer o Congresso põe na rua comprovados membros do valerioduto.

Quem são os futuros candidatos à presidência? Dentre eles, três pessoas com passagem por governos estaduais: Rigotto, no Rio Grande do Sul, e Garotinho, no Rio de Janeiro, disputam as "prévias" no PMDB. Alckmim, em São Paulo.

Ora, nenhum dos três resolveu os problemas de seus estados. O Rio de Janeiro "continua lindo", mas ainda é mais seguro viver na faixa de Gaza. O Rio Grande do Sul teve seu pior desempenho econômico dos últimos tempos. A coisa por aqui está tão ruim, que diversas instituições públicas e poderes de estado se reuniram, com organizações privadas, num seminário para "dar um jeito no RS".

Pra que serve governo, então, se pra fazer a lição de casa chama professores particulares? Incompetente é o mínimo que se pode dizer do governador. E quer ser presidente da república.

De Alckmim, se pudessemos apenas dizer que representa um continuismo que nada solucionou nesse país, ficaríamos no lucro. Mas não! Trará com ele o retrocesso a um obscurantismo que está, aparentemente, sob controle no país: as ligações religiosas com o governo civil.

Aqui no RS temos um ditado para pessoas bobas que entram em frias por conta da inocência: "entrar de cu em baile de pica". Foi o que fez o Lula. Na inexperiência de quem nunca havia administrado nada antes, quase sucumbe ao monte de caralhos que literalmente queriam foder com o seu governo. Ainda é o preferido dos eleitores, mas talvez por falta de opção apenas.

Meu medo, é que nessas horas a mídia adora descobrir "caçadores de marajás".

SOCORRO!

E não percam: logo mais à meia-noite, grande estréia no Bombordo.



A lide

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Pois é,

Não deveria ter nascido humano, definitivamente!

A lide cotidiana com a hipocrisia é algo que me cansa!

Por vezes penso entender porque os hindus veneram a vaca. A vaca tá cagando e andando...

Abre parêntesis: (se ainda não leu, tem bastante coisa pra ler no final de semana: Biajoni e Leila lá no Bombordo. E, pasmem:

Eu estréio, ao que tudo indica, na segunda-feira. NÃO PERCAM!!!!

Mas se não for na segunda, será na terça. Porque hoje é sábado, já diria o poetinha!

Nem todos os habitantes da nau que vai a (teste: é com ou sem crase?) Bombordo são Verbeaters - se fossem, não ia ter graça -, mas todos são da Blog-left (uma moderna seita secreta, tipo Rosa Cruz, onde somente iniciados podem entrar), um grupo de pessoas que se imaginam - e se auto-intitulam - progressistas, se é que alguém nesse mundo sabe o que é isso!

No fundo, é um bando de maníacos-compulsivos que, além de escrever nos próprios blogs, ainda resolve criar outros blogs para dar vazão àquela velha crença de que "somente eu tenho razão"! ) Fecha parêntesis.



Viagens II

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Pois é,

Enquanto eu viajo por aí, vocês viajam por aqui. Clica no banner e vai lá. É a estréia do BOMBORDO!

Mas vai lá todos os dias, viu? É, todos os dias vai ter algo legal para ler.

Clica aí e depois comenta.



Viagens...

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Pois é,

"Minha vida é andar por esse país..."

Aguardem amanhã! Grande estréia do BOMBORDO!

Vocês nunca viram nada igual!



A LÓGICA FEMININA

Marido chega em casa e pega a esposa, na cama, com um garotão, 25 anos, forte, bronzeado, cheio de amor pra dar...Arma o maior barraco, mas a mulher o interrompe:
- Antes..., você deveria ouvir como tudo isso aconteceu.
- Na rua, vi esse jovem maltrapilho cansado e faminto.
Então, com pena do estado dele, eu o trouxe para casa.
Dei a ele aquela refeição que eu havia preparado para você ontem. Como você chegou tarde e satisfeito com o tira-gosto do boteco....e não comeu, eu guardei o jantar na geladeira, lembra-se? Ele estava descalço, então dei a ele, aquele seu par de sapatos... que, como foi minha mãe que te deu, você nunca usou. Ele estava com sede e eu servi aquele vinho que estava guardado...Para aquele sábado que vc prometeu mas que nunca chega...pois, num dia é futebol,noutro poker, noutro pescaria. As calças estavam rasgadas, dei-lhe aquele seu jeans seminovo...ainda estava em perfeito estado, mas não cabia mais em você porque engordou. Como ele estava sujo, aconselhei-o a tomar um banho....fazer a barba, então dei a ele aquela loção francesa novinha....que você nunca usou, porque acha fedorenta. Daí, quando ele já ia embora, perguntou:
- Dona, tem mais alguma coisa que seu marido não usa mais?
Nem respondi !!!!!!!.............Dei logo!!!



Pois é,

Estive viajando. Quarta e quinta em Caxias do Sul. Isolado do mundo blogosférico. Várias visitas novas. Farei as visitas durante o final de semana, junto com as "velhas". (pedirei ao Sêo Síndico tirar esses numerinhos da caixa de comentários. Mas se um dia o Chato for atacado, eu coloco.)

Bueno, vou manter o assunto na ala feminina do mundo, muito embora hoje não seja mais o dia delas!

Está encalhada?
O namorado vem te embromando há mais de dois anos?
Já se sente conformada quando a chamam de "titia"?
Acha que homem é tudo igual e nenhum presta?

Meninas, não se desesperem. Seus problemas acabaram.

Acreditem no poder das PÉTALAS MILAGROSAS DO BUQUÊ DA KAYA.

É, é ele mesmo, aquele que algumas fazem cara feia quando são chamadas para participar do auê! O famoso buquê da noiva.

Pois ele funciona. Essa moça aí da foto, pegando o buquê da Kaya no dia do nosso casamento, vai casar neste domingo. Viram? Funciona!


Funciona mesmo! Nenhum homem resiste a uma mulher que tenha uma Pétala Milagrosa do Buquê da Kaya!

Não perca tempo! Mande já um e-mail e em três dias você terá em suas mãos a solução da sua vida: uma Pétala Milagrosa do Buquê da Kaya! Exclusiva para você!

Para comprovar a autenticidade das pétalas, publicamos uma foto inédita do momento em que a Kaya arremessava seu buquê.


Mas ATENÇÃO: existe um número limitado de pétalas. Seja rápida. Mande logo o e-mail que lhe mandaremos a conta bancária para depósito de uma módica e simbólica quantia, que será doada para a FALA - Fundação de Amparo ao Luiz Afonso, uma ONG filantrópica que se dedica a evitar a extinção da linhagem de D. Afonso XX.

Cl@udia e J@rge: toda felicidade do mundo! Que as pétalas desse amor nunca murchem!



Pois é,

Ontem fui ao médico.

- O senhor experimenta seus sapatos antes de comprá-los?
- Não, doutor, quem compra meus sapatos é minha mulher.
- E suas camisas, o senhor experimenta?
- Não, doutor, quem compra minhas camisas é minha mulher.
- Certo, vamos tentar outra coisa. Suas calças?

Já percebendo onde ia parar a conversa, repondi:

- Doutor, nem minhas cuecas eu compro. Tudo é minha mulher! Ela sabe exatamente do que eu gosto e os tamanhos de tudo que eu uso.

Pela expressão dele percebi que devia estar me achando um inútil. Incapaz de comprar as próprias cuecas.

(o diálogo é real)

Inútil? Não, claro que não! Apenas alguém que reconhece o esforço feito por uma mulher em me conhecer, em fazer por mim coisas que eu não faço por ela. E mesmo que tentasse seria difícil. (Convenhamos, conhecer os gostos de uma mulher é algo mais do que difícil!).

Então, minha forma de dar prazer a ela e de mostrar o quanto sou grato por isso é usando - também com prazer - tudo quanto ela compra pra mim. Sim, as mulheres adoram comprar coisas para seus homens. Eu apenas deixo ela exercitar o seu prazer, seu ser.

Essas são as mulheres. Seres capazes de uma dedicação inalcançável para os homens. No início, enquanto os homens se dedicam a conhecer o corpo da mulher, as mulheres se dedicam a conhecer nossa alma, nosso temperamento, as coisas que gostamos e as que não gostamos; nossas manias e pensamentos.

E são fieis ao que descobrem, quando amam.

Mas há uma pequena coisinha que está ao alcance da minha inutilidade: não espero o dia internacional da mulher para dar flores. Todas as semanas eu a presenteio com flores. E cada semana com flores diferentes. E isso há quatro anos, desde que nos conhecemos.

Pronto, contei! Agora tá contado.

O que podemos fazer pelas mulheres? Apenas não decepcioná-las. E flores, muitas flores, pois elas merecem.



Pois é,

Fatos são fatos e com fatos não se discute. João morreu. É fato, não há o que discutir. Pode-se, até, debater a forma como ele morreu, mas não o fato de que João está morto. Assim, partimos de três fatos:

(1) O olfato humano é capaz de discernir mais de 10 mil cheiros diferentes. O olfato salvou a humanidade. As informações recebidas pela mucosa nasal, e que por via de uma estrutura chamada bulbo olfatório são transmitidas ao cérebro, são processadas muito mais rapidamente que os estímulos visual e auditivo. Foi o cheiro que permitiu aos humanos (e ao animais em geral) distinguir, na natureza, o que era comestível do que não era e, portanto, não apenas garantir a sua sobrevivência, como desenvolver todo um sistema econômico-exploratório baseado na agrucultura-da-propriedade-privada-da-terra. Donde se poderá concluir, em capítulo próprio, ao final deste pequeno tratado, que calcinhas e propriedade privada são fenômenos históricos intimamente ligados;

(2) Calcinhas respiram. Sim, meninas, elas respiram tanto quanto vocês. E mais, transpiram!

(3) Experimentos científicos já demonstraram que o cheiro é determinante na escolha do parceiro sexual e, como diz Susan Schiffman, da Universidade Duke: "um casal pode sobreviver a toda sorte de diferenças, mas quando um deixa de gostar do cheiro do outro o relacionamento está arruinado".

Aí começam alguns problemas. O primeiro deles é o perfume. Mulheres, induzidas tão somente pela indústria, derramam-se, diariamente, gotas e mais gotas de perfume (isso quando não espargem pelo corpo inteiro), impedindo, dessa forma, que os homens percebam, desde logo, se haverá compatibilidade (histocompatibilidade) ou não.

Impedidos de sentir o cheiro da mulher, os homens caem como patinhos, levados, como nos desenhos animados, pelas ondas flutuantes de um cheiro artificial. Sim, pois apesar de poder distinguir mais de 10 mil cheiros, os perfumes são feitos com substâncias especiais que anulam essa capacidade, em especial nos homens.

Mas toda verdade tem sua hora. E a hora é aquela. De nada adiantará ter aprendido as lições dos volumes I e II, do Tomo I, deste Pequeno Tratado, porque depois de sentir a calcinha com o tato, chega a hora de sentí-la com o olfato. Que precede, na verdade, em poucos segundos, a prova do sabor.

Mas esses poucos segundos são determinantes. Equivalem ao levantar a tampa da panela. É nesse pouco tempo que decidiremos se vamos comer ou não aquela bela comida que ali se encontra. A comparação é por demais óbvia para que nos estendamos nela. É o olfato que nos faz comer e, portanto, sobreviver. Ou garantir a sobrevivência da espécie.

E é aí que a calcinha se torna importante. Os mais experientes poderão pular esse parágrafo. No entanto, é muito recomendável para os que se iniciam na lide. Após as carícias com a mão e dedos, deve-se fazer o mesmo procedimento com a boca. Sempre com a calcinha posta. O que foi dito para os dedos, faz-se com os lábios e a língua. Mas isso é assunto para o próximo volume. O grande problema é que, antes da boca chegar, o nariz chega primeiro.

Rendas e lycra respiram infinitamente menos que o algodão. Em compensação, absorvem muito mais o cheiro dos produtos utilizados na sua lavagem. E impedem a transpiração. Logo, são altamente acumuladores dos cheiros femininos, que, como é sabido, se não chegam aos 10 mil, em algumas anda próximo. A indústria, no entanto, lança milhares de produtos "especiais" para lavar calcinhas. Se já compraram joguem fora. Apenas - e tão somente - utilize água e sabão neutro.

Nela também. Só assim é possível fazer valer o dito popular "lavou, tá nova!" Quanto mais freqüentes as lavagens melhor. As mulheres levam de tudo na bolsa, menos o mais importante: uma pequana necessaire de plástico contendo uma toalhinha e um sabonete neutro. Para quem passa o dia no trabalho e quer estar sempre pronta para aquela rapidinha de surpresa no elevador, este é um item indispensável.

Pena que a indústria da construção civil, no afã de aumentar seus lucros pela diminuição do espaço comercializado nos apartamentos, a primeira coisa que fez foi eliminar uma das peças mais importantes que a humanidade já inventou: o bidê!

Sábias eram nossas avós, que se utilizavam do bidê para os não menos famosos "banhos de assento". Para os mais jovens, publico aqui uma foto raríssima de um exemplar:


"Aparelho em extinçao..."

Quer que o fato (3) aconteça com você? Não? Então use algodão, água e sabão neutro...

Na seqüência: o paladar.



Pois é,

Depois de admirar longa e calmamente a harmonia da forma e da cor, ritmados, forma e cor, pelos movimentos suaves da mulher, o vivente deve saber tocar numa calcinha. E novamente aqui a harmonia é fundamental. Não se pode deslizar as mãos pelas costas macias de uma mulher e se deparar, de uma hora para outra, com uma lixa tapando a bunda. Donde se conclui, já para excluir qualquer possibilidade de discussão, que as calcinhas com, ou de, rendas são absolutamente descartáveis, desnecessárias na vida de uma mulher. Proibitivas até.

O tecido da calcinha também deve combinar com a pele. O toque deve transmitir maciez. A mesma maciez da pele, sem solução de continuidade. O tecido deve possibilitar a percepção da junção entre a forma feminina e a maciez. Forma e maciez devem ser sentidas como uma coisa só.

A mão deve deslizar suavemente, sentindo a textura dos pelos e do volume que se escondem por baixo da calcinha. O tecido deve permitir que, ao se passar o dedo levemente, sinta-se as ondulações naturais, as nuances entre-lábios e, destes, a pulsação causada pela excitação.

Ora, tudo isso irá causar o fenômeno popularmente conhecido como “viu como eu estou molhadinha?”. A secreção de líquidos é como uma digital: cada mulher tem a sua. Umas mais, outras menos; umas mais viscosas, outras menos. O tecido da calcinha deve permitir a absorção na medida certa e ser permeável o suficiente para aguçar a percepção de maciez, eliminando de vez a diferença entre o corpo e o tecido. Nesse momento calcinha e mulher fundem-se.

As melhores são as de algodão. Suaves ao toque, conformam-se à geografia feminina. Por isso devem ser justas, no tamanho certo. Há também as com lycra. A lycra ressalta os volumes, as aparências e despertam a fantasia. Não sabemos o que há por baixo. E nem deveríamos saber. Calcinhas de lycra exigem maior perícia de quem as acaricia.


"As melhores são as de algodão"

Há que se cuidar, no entanto, com a digital feminina. Para cada nível de excitação e viscosidade, há um tecido certo: algodão para as volumosas e densas, lycra para as contidas. E para isso há uma razão: o algodão absorve mais que a lycra. Logo, mulheres com pouca lubrificação devem mantê-la: a lycra favorece isso, mas que o algodão.

Mas cuidado, a lycra não deve ser usada durante o dia todo, pois irá prejudicar o próximo aspecto: o olfato. Calcinhas de lycra devem ser reservadas para uso apenas nos momentos aqueles.



Pois é,

Se me perguntassem qual a maior invenção humana, não hesitaria em dizer: a calcinha.

Infelizemente nem todas as mulheres sabem usar uma calcinha. O uso de uma calcinha ultrapassa o mero sentido de proteção. A calcinha separa o real do transcendente. O real do imaginário. E não deveriam ser tratadas com tanto decaso pelas mulheres.

Há cor, há textura, há cheiro, há forma! E há sensualidade, antes da sexualidade. E existem as combinações de tudo isso, que devem ser respeitadas, sob pena de as calcinhas serem apenas mais um produto de consumo, estimulado pela mídia. E de as mulheres se tornarem, elas próprias, em produto de consumo masculino.

Existem cinco aspectos que devem ser tratados para uma análise completa da calcinha: O visual, o tátil, o olfativo, o gustativo e, por incrível que possa parecer, o auditivo. Todos importantes, e que, juntos, definirão se a mulher sabe ou não a diferença entre uma calcinha e um pedaço de pano para segurar o absorvente.

O aspecto visual é um dos mais mal tratados pelas mulheres. Tamanho e forma da calcinha devem formar um conjunto harmonioso com o tamanho e forma da mulher. Nâo é o que se vê por ai. Como é moda, as mulheres, em geral, acabam por usar minúsculos modeilitos tapa-sexo, com uma tirinha enfiada na bunda, acabando em um ridículo triângulo que tapa a parte final das costas e vive pra fora das calças, dando uma trabalheira enorme para as mulheres, que ainda tem a cara de pau de reclamar que os homens olham. Ora, se fez a besteira de usar uma droga dessas, agora agüenta.

Isso tem um nome: vulgaridade. Mulheres que não atentam para a proporção e para a harmonia. Mas talvez não tenham culpa. Afinal, vivemos numa época vulgar, onde a moda nada mais faz do que despir a mulher de toda a sensualidade que lhe é natural, em prol de falsas sexualidade e independência. Basta olhar as adolescentes e adultas jovens: ridículas, simplesmente. E não deveriam ser, pois vivem a melhor fase do corpo. Como ridículas são as mulheres que saem por aí "na moda". A calcinha reflete isso.


"Isso tem um nome: vulgaridade..."


Vulgares também são aquelas mulheres que já vão logo tirando as calcinhas, sem esperar que o homem a admire. Não importa se a mulher é "feia" de corpo: havendo proporção e harmonia qualquer uma poderá ser a mais sensual do mundo. Desde que saiba usar! E mostrar!

E o que dizer da cor? Novamente, as indústrias ávidas por vender qualquer pedaço de pano, desenvolvem (e vendem) conceitos completamente absurdos. Dizer que usar uma calcinha vermelha transforma qualquer mulher em uma ninfomaniaca que irá destruir seu parceiro após uma noite de sexo selvagem é o mesmo que chamar as mulheres de "tontas que acreditam em papai noel". A cor da calcinha dever estar em harmonia com a cor da pele. E nem todas as peles combinam com o vermelho, ou com o preto.

Não há cena mais horrível do que uma branquela que nunca foi à praia - ou quando vai, usa fator 50, na sombra - usando uma calcinha vermelha ou preta. Ou então uma morena linda de doer, mas de calcinha azul! Se for do tipo tapa-sexo então...

A exceção fica para as situações em que a combinação vestido-calcinha exige que ambos sejam da mesma cor. Ou, então, quando a transparência assim o exige. A transparência é outra coisa muito mal utilizada pelas mulheres hoje em dia.

A transparência não foi feita para mostrar; foi feita para esconder. E do escondido gerar o vislumbre. Eis a chave: vislumbrar! Vislumbrar é alçar o vôo da imaginação. E o que se vê por aí? Bundas de fora com um fiozinho enfiado no rego, por trás de vestidos que se vendem por transparentes. Vulgaridade, nada mais que isso.

Por fim, calcinhas com coisas escritas ou desenhos estampados, do tipo "me coma ou te devoro!" ou similares, é o fim da picada. Deveriam ter sua fabricação proibida por lei. Sem comentários.

Harmonia entre forma, cor e tamanho. Um visual harmonioso ilumina qualquer mulher.

Na seqüência: o tato.



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