As Aventuras da Condessa Clarissa - VIII

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Para ler tudo, desde o início: As Aventuras da Condessa Clarissa.

A Jornada - Enquanto todos dormiam...

- Edu?
- Já te disse para não me chamar assim quando estivermos perto de outras pessoas.
- Mas estão todos dormindo, qual é o problema?
- Não sei, mas todo cuidado é pouco. Até a Condessa já anda desconfiada. Além do mais, não gosto desse D.Cláudio. Já viste como ele não pára de nos cuidar?
- Até parece que anda desconfiado de alguma coisa. Não entendi por que a Condessa resolveu trazê-lo.
- Eu imagino, Coronel. E essa é mais uma razão para que te mantenhas na linha. Não por ela, mas pelos outros. Nem todos entenderiam e, mais, nem todos aceitariam. Bom, daqui a duas horas aquele cão de guarda do Joseph vem te render. Não gosto dele. Não bastasse aquela cara enjoada, anda como se fosse um gato, sem fazer barulho. Vou dormir um pouco. Fica atento.

Ao se virar ouviu algo que o deixou nervoso...

- Ei, ei, volta aqui!
- O que foi?
- Vais assim, sem mais nem menos?
- Já te disse e repito: até o fim dessa missão sou apenas teu comandante. E dê-se por satisfeito por tê-lo trazido!


"Vais assim, sem mais nem menos?..."

Mais gente participara dessa conversa...


Havia tempos que aquela situação o magoava. Por vezes sentia-se bem por ter nascido numa época mais amena, embora a hipocrisia ainda fosse a mesma de sempre. A duras penas consquistara o posto de general. Não sem sofrimento, pois sabia que devia esconder algo que considerava tão natural.

Por quantas e tantas vezes ainda teria que se debater entre a realidade e a imposição? Buscava na história o momento da separação entre a realização individual e a submissão social e nada encontrava que lhe desse alento. Sentia-se expiando uma culpa que não era sua. "Ou te comporta como queremos, ou não terás o que queres!". Um pensamento constante e perturbador em sua mente. Por várias vezes pensou em abandonar tudo. Talvez não tivesse tanto, mas também não sofreria na mesma proporção. Preocupava-se com Maurício. Aprendera a lidar com isso, mas será que ele suportaria por mais tempo?

Por essas coincidências, o Coronel Maurício pensava, naquele justo momento, na reação do General. Por que será que o Edu tem tanto medo, dizia para si. Será que ele não sabe que a vida pode acabar de uma hora para outra? E se um de nós morrer nessa missão? De que teria adiantado ficar preso a tantos princípios postos pelos outros?

Vontade tinha era de dormir, mas pôs-se a caminhar de um lado a outro do acampamento. Não tanto pelo sono, mas por não entender o comportamento do general.

Às três horas, conforme o combinado, todos foram acordados. Teriam tempo suficiente para uma refeição e para revisarem o plano para a segunda noite. A Condessa acordou com uma estranha sensação de tranqüilidade. Lembrava-se do sonho como se fora o próprio dia em que conhecera o mar e ainda sentia a mão quente da mãe na sua mão. "Não saia daí, mãe!", murmurou.

11 Comments

isso mesmo, isso! sangue, queremos sangue! ah, e também sexo, drogas e rock n' roll! hohohoho. bj (no afonso, no chato, não!)

vixe... q a coisa andou por aqui...!
mas... notícias do cárcere???? alguma sobre coisa sobre o pobre afonso??? será q ta comendo baratas já??? parece q tem comida disponível, mas ele viu papillon, e não resistiu... veja como são nocivas as influências cinematográficas de uma pessoa.

ah, não fumei, nem bebi nada. é de nascença mesmo...

um beijo grande!

Tô adorando essas aventuras... Daria um bom livro infantil. Só as crianças pra entender a longitude der seus pensamentos. Nós adultos não temos tamanha habilidade.

Afonso, está na hora de matar alguém nessa estória. Ou separar amores impossíveis, perder uma guerra ou marcar hora no dentista. Quero sangue e sofrimento!

Bom dia.....

Meio ausente......mas ainda acompanhando a saga....
Bjs....

chato: venho por meio desta informar-lhe que não temo vossas ameaças. continuarei sendo leal ao nosso amigo d. afonso. e por falar nele, trate de libertá-lo. do contrário, sentirás na pele a ira do povo!

Ouvi falar de uma tal Sra. Tempo, que talvez possa ajudar nessa grande missão da Condessa Clarissa. :D

Maravilhosa história. Deve ser documentada para que a pequena - um dia já grande - possa ler.

Beijos!

Que fotinha mais linda!! Meu cachorro não é mais filhotinho assim, mas ainda convivi bem com os gatos. Álias ele não pega nem mosca! um cão de guarda como Joseph!
Beijus

Muito bom tudo isso! Beijos

A gente podia filmar isso em hollywood!! Ou na Cinelândia...

A história está realmente grande. Vou voltar depois para ler com mais calma. Mas já aproveito para desejar um bom final de semana. Abraço.

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This page contains a single entry by D. Afonso XX, o Chato published on fevereiro 18, 2006 1:15 AM.

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