O Plano
- Soldado!
- Senhora?
- Diga ao General Eduardo que quero vê-lo!
O General Eduardo já havia se recolhido. Sentia-se exausto após a travessia do rio Inhatuim. Não imaginava o que a Condessa poderia querer. Afinal, a madrugada corria alta. Vestiu-se e, ao dirigir-se para a barraca da Condessa, percebeu uma movimentação no acampamento. Achou estranho, pois o normal era estarem todos dormindo.
Barraca da Condessa Clarissa
Ao fundo pode-se ver a fortificação tomada das FRC
- Senhora?
- Entre General! Sente-se, por favor.
- O que a deixa preocupada, minha Senhora?
- Não temos muito tempo. Temo que os reforços que minha irmã, D. Fernanda, está trazendo não serão em número suficiente para atacarmos o castelo.
- Bem eu sei, Condessa. Mas os homens estão dispostos a lutar por D. Afonso.
- Sabemos disso, General, mas não seria justo sacrificá-los se sabemos que as possibilidades de vitória são pequenas, quase nulas.
- E o que a Senhora pretender fazer.
- Tenho um plano. Vamos resgatar meu pai.
- Impossível, Senhora!
- General, já lhe disse que essa palavra é proibida por aqui. Mais ainda se vinda da sua boca!
- Perdão, Condessa, foi apenas uma expressão de surpresa pela idéia.
- Reúna quatro dos seus melhores homens. Iremos até o castelo durante a noite. A pé, que é para não chamar a atenção.
- Mas Condessa, são 50 Km daqui até lá. Levaremos no mínimo cinco noites andando.
- Não lhe parece que eu já tenha pensado nisso?
- Descupa, não foi bem isso que eu quis dizer, mas é que...
- O quê?
- Não imaginei que a Condessa fosse junto!
- É claro que vou. E D. Fernanda também. Já mandei um mensageiro avisá-la para que venha antes. Não apenas vou, como seremos nós, eu e minha irmã, a entrar na cela do nosso pai para retirá-lo de lá. Vocês apenas serão a nossa proteção.
- Condessa, devo lembrar-lhe a sua condição de herdeira do blog.
- E de que adiantaria herdar o blog sem meu pai? Está decidido. Hoje pela manhã passarei o plano para vocês. Já determinei aos homens que comecem a preparar o material que julgo vá ser necessário. À noite, tão logo D. Fernanda chegue, partimos.
Não era uma época boa. A lua cheia poderia atrapalhar. A Condessa foi dormir preocupada.
O Sonho
Demorou para dormir. Pensava em todas as alternativas para o seu plano. Quando finalmente conseguiu, viu-se sozinha no centro de uma imensa planície. Olhou para todos os lados e apenas vislumbrou uma pequena árvore no longínquo horizonte. Aquele vazio trouxe-lhe uma sensação de solidão. De uma insuportável solidão. Lembrou-se dos seus tempos de bebe, mimada por D. Afonso. A lembrança do pai fez cairem-lhe as lágrimas. Desatou a chorar como chorava quando era pequenina e queria o aconchego do colo do pai. Tentou controlar-se e começou a caminhar na direção da árvore. Talvez por ali haja alguém, pensou.
Quanto mais caminhava, mas a árvore se afastava. De repente, sem que pudesse imaginar de onde teriam saído, aparecem na sua frente três hienas. Nem mesmo seu treinamento militar foi suficiente. Desmaiou. Ao desmaiar, acordou. Ainda tomada pelo sonho, foi percebendo, aos poucos, que se encontrava em sua barraca. Chamou imediatamente um soldado da guarda.
- Soldado!
- Senhora?
- Traga aqui, imediatamente, D. Cláudio.
D. Cláudio era o especialista da corte nas artes de interpretar os sonhos. Assim que D. Cláudio chegou, a Condessa contou-lhe seus planos e o sonho que acabara de ter.
- O que significa meu sonho, D. Cláudio?
- Não vá, Condessa. O sonho foi um aviso de que o plano não terá sucesso!
- Explique melhor.
- Perdoe-me a lembrança, Condessa, mas já notou como sua mãe não aparece nessa história?
- Já pensei nisso, mas deve ser porque ela está cuidando dos seus afazeres, mantendo a ordem na casa, agora que meu pai está longe.
- A árvore é sua mãe, Condessa. É a árvore que dá flores e frutos, que procria e multiplica com suas sementes. São as árvores, assim como as mães, que ficam as raízes no solo e nos dão a firmeza diante das intempéries da vida. É a ela que recorremos quando o vento sopra forte, quase a ponto de nos derrubar. É no seu colo que sentamos para nos guardar do sol escaldante, que nos machuca a pele assim como a vida nos machuca a alma.
- E por que ela se afasta de mim no sonho?
- Não é ela que se afasta. É a Senhora!
- Como assim?
- É tipico da fase que a Senhora está passando, se me permites dizê-lo assim. A descoberta da existência separada da mãe a leva a procurar pelo pai. Por essa razão esta empreitada que estás a iniciar, Condessa. Sua mãe e a Senhora, que até então pareciam ser a mesma pessoa, começam a se afastar.
- E a planície?
- Mais do que a planície, importa analisar o sentimento de solidão. A planície é grande e infinita como a vida. E nela estamos sempre sozinhos. Por essa razão disse que o sonho era uma premonição. Mesmo sem saber, a Senhora começa a se dar conta de que só dependerá das suas próprias forças para alcaçar o que deseja na vida.
- Muito ouvi meu pai dizer isso para D. Fernanda, minha irmã.
- E certo ele estava, Condessa.
- E as hienas, que me dizes delas?
- Essa é a pior parte do sonho, Condessa. As hienas representam todos aqueles que estarão rindo da Senhora, duvidando da sua capacidade, desejando o insucesso, o fracasso. Estão em toda a parte e aparecem de onde menos se espera. Por isso, no sonho, surgiram do nada. Estão entre os que se mostram amigos, mas no fundo são invejosos. Prometem defendê-la, mas serão os primeiros a apontar a arma da traição. Precavenha-se de quem levará junto ao castelo.
- Tenho medo, D. Cláudio.
- Ter medo é humano e nobre, Condessa.
- Vais comigo, está decidido!
- O que posso fazer eu, simples interpretador de sonhos?
- Muito D. Cláudio, muito.
PS: A Yvonne (NPN) é a feliz ganhadora de um brinde surpresa do Chato, por ter postado o comentário de número 2000.









































Querido Afonso,
Essa saga da Condessa tá demais!
Mas além das hienas, diga a ela que sempre tem os beija-flores e os cães de guarda, os gatinhos companheiros e os anjinhos pelo caminho.
E por essa herança vale qualquer esforço! Nada como ter um pai assim...pode apostar que isso é um caminho de tijolos dourados pavimentado com todo amor por onde ela vai passar com muito mais felicidade, apesar das hienas!
Um beijo, querido
d. cláudio, na verdade, é um agente secreto, misto de mestre dos magos e mcgyver, a serviço do chato.
ele usa um liquidificar walita vermelho, conectado a um palm top japonês, com memória de elefante, para preparar poções q dá a condessa clarissa, e, assim fabricar seus sonhos.
um perigo.
... pronto, desmascarei!!!
e, parece q o chato não conseguiu interceptar a mensagem a tempo...
codessa clarissa???
[beijo!]
Que marmelada eh essa de numero 2000? Bem, ja que perdi, perdi. Agora, fico so pensando quando Clarissa for moca e ler isso. Eu, se tivesse um pai como vc, ia amar ler essas doidices. Isso eh raro feito um diamante. Becitos azuis lapis-lazuli!
Essa condessa é mesmo da pá virada: cada aventura... e cada sonho! Só mesmo D. Cláudio... hehehehe
é, sr. chato, acho que topastes com alguém que deseja concorrer contigo, hehe (modéstia à parte, já disse que quando você fizer um concurso de leitora mais chata periga eu ganhar o prêmio nº 1...). o fato é tem uma tréplica. não precisa ler se achar que a chatice tá demais. juro que vou entender. bj
Os soldados do Chato não são usuários de informática?? Fiz minha carreira em cima disso!!
Bom dia.....
Aqquiii...acompanhando letrinha por letrinha...
Condessa Clarissa é minha idala......
Rss...
Bjs....
Tô perdendo a saga? Barbaridade, tchê! Mas coloco a leitura em dia logo , logo. Vim retribuir a visitinha e trzaer beijinhos pra condessa.
abraço, garoto
Úia, o General nunca que vai colocar "seus" homens em perigo, mas pela Condessa e pelo sr. D. Afonso ele é capaz de matar o Chato sozinho arrancando seu coração com uma colher! Grrrrr!!!
Afonso querido, estou simplesmente adorando as aventuras da Condessa Clarissa. Beijocas com gostinho de quero mais