De volta ao passado - IX: 30 anos de CMPA

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Pois é, (um post fotográfico)

O IDEAL CUSTA UMA VIDA, MAS VALE UMA ETERNIDADE

"É chegada a hora, sinto por deixar-te. Estou só, a pensar nestes anos que aqui passei e que infelizmente estão chegando ao fim. Sei que não resistirei ao apelo e voltarei para rever-te, relembrar todos esses traços que estão gravados em um canto do meu coração, gravados em alto relevo para nunca mais serem esquecidos.
Já vai longe o dia em que aqui pela primeira vez cheguei, cheio de apreensões e receios, como marinheiro de primeira viajem. Hoje parto para nova fase de minha vida, reconhecido por tudo que me deste. Parte mais um filho teu, que por sete anos acolheste em teu seio; vai, antes de tudo, um amigo que comovido relembra com saudade cada momento aqui passado e a quem tanto saber deste.
A partir de agora, cada um tomará seu rumo, satisfeito por haver cumprido mais uma etapa, rumo este que talvez nos afaste dessas velhas arcadas que compartilharam de nossas decepções e de nossos júbilos. A hora da despedida se aproxima: quase não tenho tempo de parar e de pensar nestes sete anos passados, talvez porque não o queira fazer, pois sei que isto não é um ADEUS e sim um ATÉ BREVE.
"

Esse "até breve", dito em dezembro de 1975, durou trinta anos. Dia 10 de dezembro minha turma no Colégio Militar de Porto Alegre comemorou trinta anos de formados. Nunca mais tinha entrado no colégio, embora passe pela frente quase todos os dias.

Naquele 1975 parece que eu já era metido a besta, pois fui Diretor Cultural do grêmio estudantil (à esquerda na foto acima). O Colégio Militar de Porto Alegre, posso dizer, é quase da minha família. Meu pai estudou ali, na época que era Escola Preparatória; meus dois irmãos mais velhos estudaram ali e, também, minha sobrinha. A Fernanda só não estudou porque a mãe dela resolveu implicar comigo. Coisas de ex! Uma pena, pois ela ficaria linda de uniforme. Eu estudei ali.


Imagem vista na entrada do colégio. Não posso negar o arrepio ao rever essa imagem após tanto tempo.


Olho para o lado e vejo os colegas em frente ao local onde está a nossa placa. De alguns sequer me lembrava. Paguei vários micos por ter que perguntar o nome. Pior ainda, pois todos se lembravam de mim.


A placa comemorativa. Lá está gravado meu nome, para a eternidade. Fui conferir. Posso ir para o outro lado tranqüilo que ainda estarei lá.


Detalhe da placa, com o lema, que já havia esquecido. Foi bom lembrar que, de alguma forma, ele permaneceu inconsciente, pois sou tido por idealista.



Após, muitas conversas, lembranças de coisas acontecidas naqueles anos, histórias de cada um. O momento solene de descerramento da placa comemorativa aos trinta anos.




parte da turma em 1975. Eu sou o quarto, em pé, da direita para esquerda. Mas o tempo passa...


parte da turma trinta anos depois. Pena que nem todos puderam comparecer.

Após, fizemos um passeio pelas dependências do colégio. Algo emocionante. Só não consegui encontrar o lugar onde gravei meu nome. Lembro-me de, numa noite em que aguardávamos o desfile de 7 de setembro, ter gravado meu nome em uma laje. Qualquer dia volto lá para procurar.

a confraternização: almoço no Barranco, tradicional churrascaria de POA.

Foi bom. Foi bem rever amigos; foi bom rever o lema; foi bom lembrar de coisas já quase esquecidas. Somos a nossa história. Saímos de lá, em 1975, cheios de ideais. Uma turma de jovens educada para querer e fazer um Brasil mais justo, entre tantas outras coisas. Em 2005, ao lembrar desses ideais, fico triste, pois não conseguimos. Talvez ainda. Talvez nos custe a vida, mas certamente a eternidade estará gravada na placa. Todos, cada um a seu modo, trabalhamos para isso.

11 Comments

Põ, tem uns gatões aí contigo, hein?

Afonso, é incrível voltar ao colégio de nossa infância e adolescência. Eu lecionei no meu colégio de infância. a sensação de voltar lá, agora como professora é interessante.
Não te identifiquei nas fotos atuais.
abraço, garoto

Você faz sim ou pelo menos me ajuda a pensar nisso quando venho aqui.
Mas não resisto dizer.
você era um gato Afonso. Ui, ui, ui. Fazia sucesso aposto. hahaha!!
beijoca.

Onde você está nas fotos atuais? Você era muito bonitinho na adolescência. Lembrou o meu primeiro namorado, era do Colégio Militar também...

:) Já passei adiante em todas as listas do CMPA!

abraço,
Su

muuuuuuito legal esse post pai! sabe,^tô pensando em fazer um blog.. entra lá no meu fotolog e vê o tamanho do post que eu escrevi :/ oaisjaoijas vamos almoçar ? beijos

Bom dia.....

Pois sabe que esses dias tb visitei meu colegio.......e ver aquilo vazio....
Foi tanta saudade....
Bjs....

Afonso, eu de novo. Enviei uma mensagem para você. Beijocas

Afonso, eu gosto tanto de confraternizações do tipo. Um monte de gente que se reencontra um tempo depois é ótimo. Foi uma pena que muitos não puderam ir, mas ainda assim os momentos que você viveu foram ótimos. Beijocas

na primeira foto voce eh o da direita ou o da esquerda?

Afonso, estou impressionada, pois a Escola Preparatoria de POA eh IDENTICA a de Campinas, onde fui algumas vezes, fazer-nao-sei-o-que [hohoho!].

deve ser muito legal e emocionante poder participar desse tipo de reencontro. eu sonho um encontro com a minha turma muito odara de colegial. sou da classe de 80!

beijos,

Lindo lema! Bom relembrar os momentos que ajudaram a construir o que somos hoje...
=]

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