Pois é,
Sexta-feira, final de tarde. Estava eu, mui belo e faceiro, tomando uma cervejinha e começando a escrever a continuação do post de ontem. Clarissa dormia tranqüila. Eis quando o céu começou a escurecer. Com o horário de verão, nessa hora o sol ainda se encontra alto. Uma tempestade de verão se aproximava. São lindas as tempestades de verão. Fortes, rápidas e luminosas. Relâmpagos iluminavam o céu já escuro. Trovões e raios. Um espetáculo. Resolvi fotografar. Claro que o aprendiz de feiticeiro ainda não descobriu como funciona a máquina digital.
As duas fotos foram tiradas em seqüência, o que mostra a rapidez com que o céu escureceu. Mal havia tirado essas duas e uma ventania, que depois li ter andado na casa dos 80Km/h, me obrigou a fechar as portas que dão para a sacada. E o céu desabou.
Uma chuva de granizo com pedras de tamanho suficiente para colocar num copo e tomar um uísque. Mas a festa ainda estava por começar. Enquanto me divertia a tirar fotos, os gatos entram em pânico e começam a correr pela casa em busca de abrigo. Estavam assustados. Com a correria e o barualho dos trovões, Clarissa acordou e começou a chorar. E toca a campainha.

Eram os vizinhos avisando que que o telhado se rompeu e a água estava inundando o prédio e os apartamentos do andar de cima (o edifício é pequeno, apenas dois andares e eu moro no primeiro). Queriam ajuda para tirar a água do corredor, antes que o estrago fosse maior. Foi quando vi que a água já estava invadindo o meu apartamento. Imediatamente peguei um rodo e desci para o térreo, onde a água se acumulava. Nenhum dos três vizinhos do andar térreo se manifestava. Toco a campainha do apartamento mais próximo da entrada do prédio, para onde eu estava empurrando a água, e literalmente convoco a moça para ajudar.
Lembram da vaca (a vizinha) que dava choques nos cachorros? Pois é, a fdp simplesmente olhou o que estava acontecendo e, como não estava entrando água no ap dela, fechou a porta e o resto que se dane. Confesso que tive vontade de inverter o sentido para onde estava empurrando a água e jogar tudo pro lado do ap dela. Um dia eu chego lá. Ando treinando minhas maldades.
Abro a porta do edifício para que a água saia e vejo que a rua está completamente inundada, com a água já batendo na mureta do prédio.
Ficamos nessa função por duas horas. Alguns vizinhos subiram no vão do telhado e, iluminados apenas por velas, com baldes tratavam de ir tirando a água que continuava a entrar.
O que era para ser uma linda tempestava transformou-se numa aventura assutadora. Porto Alegre teve cenas que estamos acostumados a ver apenas pela TV ou nos jornais. Tipo essa:
O post "Pós-conceito II" ficará para segunda-feira.
Foto da senhora sendo resgatada: http://www.clicrbs.com.br. As demais, pode-se notar, são minhas.









































Esqueci! Não chama essa muié de vaca não... Vacas são tão prestativas (leite) e queridas!
Só uma sugestão de uma veterinária que adora os animais.
Vixe Maria. Aqui onde moro, tem dessas chuvonas lindas também, mas como as cidades são bem pequenas, na sua maioria, nem tem boeiro pra entupir, para alagar as ruas, que na sua maioria são sem asfalto (é eu moro no "interior de Rondônia" rsrsrsrs)
Nós sofremos mais é com o lamaçal que forma. Um horror.
Ahhh, pega um balde de água e taca na vizinha....rsrsrs, brincadeirinha. O universo é ciclico, uma hora Ele dá um jeito na muié.
Beijoks
Puxa, meu amigo, que coisa!!! Fiquei assustado. Na frente da casa do Bichinho sempre alaga e é um horror. Só não entra na casa pq ela é bem mais alta que a rua, mas o carro - um velho 147 - já foi pego de surpresa e "lavado" por dentro algumas vezes. Beijos pra vocês.
Afonso, antes de mais nada gostei de saber que a Clarissa estava dormindo tranqüila. Sinal que deve estar havendo uma melhora nas dores dela. Conte-nos como ela está.
Quanto à tempestade, que sufoco, hein? Nós aqui no Rio já estamos acostumados com essas chuvas pavorosas e que sempre nos deixam de cabelo em pé, mas aí em POA não é comum, né? A propósito, nunca vi uma primavera tão horrível como essa. Beijocas
Pimenta nos olhos dos outros é colírio: pois adorei as fotos e sua descrição. Tudo muito lindo! (hehehehe). De qualquer forma, mermão, estou solidário daqui de Belorizonte, pois quando o céu cai, nas montanhas das Minas Gerais, sai de baixo! Segunda-feira passada foi isso Em setembro, o granizo furou telhas, estragou carros, entupiu ruas! Vejo que vocês estão sãos e salvos: o que é o melhor. Allelluia.
Nossa, tenho horror a enchentes... Vi muitas quando morei no Rio, mas como morava em prédios altos, nunca tive o problema de prejuízos dentro de casa; só assistia da janela o trabalho de porteiros e alguns moradores que heroicamente iam tentar desentupir bueiros de lixo e detritos para ajudar a escoar as águas.
Peguei esta tormenta no meio da tarde, aqui em Santa Maria. Foi só a ventania, sem chuva, mas preteou tudo.
O pessoal que trabalha comigo tinha cabado de empilhar 2000 bombonas (vazias) para um transporte na segunda.
Hpje tiveram que buscar a uns 500 m do local de armazenagem.
Minino! Cruz credo! Aqui no Uk tem dessas coisas, mas sem tempestade: vai chovendo, chovendo, derretendo, ateh que, passados alguns dias a agua sobe e vc tem de pular fora! Isso duante todo o ano! Becitos de rodo pro ce!
Eu adoro tempestades, quando estou a salvo em algum lugar.
Que sufoco, hein, Afonso! Espero que os prejuízos não tenha sido muito grandes.