Pois é,
Dezoito de agosto deveria ser o dia da mulher e não 8 de março. Nesse dia, em 1960, era liberada oficialmente a pílula anticoncepcional. Nada se compara, em termos de quebra de tabus e paradigmas, à pilula. Nem mesmo a conquista do direito de votar foi capaz de causar tantas mudanças na sociedade e, principalmente, nas mulheres.
Mais do que a independência, ou a liberdade, da mulher, a pílula representa a plenitude feminina. Com a pílula a mulher pode finalmente apropriar-se de si mesma. Ter-se a si própria, porque até então a mulher pertencia ao marido, aos filhos e à sociedade. A mulher não tinha a propriedade daquilo que lhe era próprio, por mais paradoxal que possa parecer a frase. E o que é que é próprio de um ser humano? A autonomia da vontade, que é bem diferente de liberdade. Ter liberdade não significa, necessariamente, que possamos realizar aquilo que queremos. A liberdade é limitada. Por outro lado, a autonomia da vontade implica no querer-poder realizar-se. Significa ter a vontade e poder realizar-se sem depender de mais ninguém; significa a posse do "sim" e do "nao" sobre si mesmo.
A descoberta da plenitude desse querer-poder deu às mulheres as chaves do mundo. E temos visto, nesses 45 anos, as mulheres inciarem a lenta, mas inexorável, caminhada para o comando da história. Talvez estejamos assitindo ao início do final de uma grande era da humanidade: a era do homem, do masculino. A era da ganância, da guerra, da hipocrisia, do homem predador de si mesmo, destruidor da natureza. Este homem só não destruiu por completo a humanidade porque a humanidade carrega em si o feminino, a mulher.
Outros métodos contraceptivos já existiam antes da pílula mas, mesmo que se alegue a existência de interesses comerciais e sociais pelo sucesso da pílula, sem dúvida ela tornou-se um símbolo. Tornou-se o símbolo do nascimento de uma nova era, a era da mulher. Não estaremos aqui para vivenciar esse mundo, mas certamente ele será melhor do que foi até hoje.









































u anti-concepcional...
melhoroo meu auto-estimaa
Afonso,
Desejo que tudo esteja bem com vocês!
E um VIVA à pílula!! E eu NUNCA tomei umazinha! rsrs Convenhamos que, no meu caso, o controle de natalidade nunca me fez perder noites de sono.
Mas, sim, eu me preocupo com isso. Gravidez é coisa séria e assunto que merece respeito.
E mais um VIVA à liberdade! Mas que não confundam liberdade com promiscuidade. rs
Um beijo!
Ainda precisamos de muito mais ,caro Afonso !Boa noite prá te .
Também apóio a pílula. Lembro de cada dia seguinte...
Creio que ela já me livrou de boas encrencas. Sou a favor da pílula, poque sou a favor da mulher.
Ciao
Gostei da correlação entre a pílula e o dia da mulher.
Ah! a pílula libertou o homem de mais uma responsabilidade! Quer dizer então que daqui pra frente além da casa temos que cuidar do mundo? (rs*) Beijus
*clap*clap*clap*
grande texto! grande elogio às mulheres.
eu, mezzo-feminista nas horas vagas, me sinto lisonjeada.
beijos pra ti e para tuas meninas!
Santa pílula!
Amém!
Santa pílula, melhor que ela só a camisinha. diz aí...
bju. adorei o blog, vim pelo bia.
Bom dia.....
Me sinto parabenizada....
Santa Pilula.....
Rsrs...
Bjs...
Afonso, li sobre o seu cansaço. Existem dias assim, não? A gente acorda e se sente mal demais com um monte de coisas que acontecem no mundo. Daqui a pouco as coisas melhoram. Quanto à pílula, graças a Deus eu pude usufruir dessa maravilha quando moça. Você tem razão, dia 18.08 deveria ser o Dia Internacional da Mulher porque este anti-concepcional foi um divisor de águas nas nossas vidas. Beijocas