Pois é,
Desde cedo a gente aprende - no meu tempo pelo menos a gente aprendia - que a família é a base da sociedade e patati patatá... É bem verdade que o bicho humano nunca foi monogâmico. Se deixado a solta na natureza, deita e rola. Quem se dedicar um pouquinho à genealogia logo de início se dá conta que a putaria rolava solta nos melhores ambientes reais. Poucos nobres, dentre eles reis e rainhas, eram fiéis e quase todos tinham alguns, ou vários como no caso de D. Pedro I, "por fora". Às vezes penso que essa istituição é a criação mais artificial do ser humano.
Pois se isso é verdade, vai daí, como já contei aqui, que minha família por parte de mãe, nasceu de um bastardinho desses, filho de Felipa de Lancaster, casada com D. João I, rei de Portugal, com algum gajo que não devia fazer jus ao esteriótipo que fazemos dos primos portugueses.
A questão é que essa família simplesmente acabou, ao menos o ramo de um tal de Joaquim Antônio de Alencastre, chegado ao Brasil lá por meados do século XVIII. Somos, eu e meus irmãos, junto com duas primas, os últimos representantes dela na terra brasilis. (a bem da verdade, dias desses descobri, pela internet, um cara que ainda tem o sobrenome. Estou tentando contato, mas parece que é meio arredio a querer saber histórias de família. Falei por telefone com a ex-mulher que se prontificou a fazer o contato. Até agora estou esperando).
Nesses quases trezentos anos de Brasil e Rio Grande do Sul tem muita história. Por isso gosto de genealogia. É o resgate e a manutenção da vida das pessoas que fizeram a gente estar aqui. E são histórias que podem desaparecer de uma hora para outra. De histórias simples de vida a passagens gloriosas pela história, não importa, as pessoas deveriam ser ensinadas, desde crianças, que família não é apenas é a base da sociedade, mas é a nossa própria base.
Não entendo alguém que não tenha ao menos curiosidade sobre seus antepassados e suas vidas. Um dia a família pode acabar - como a minha - e ninguém vai saber. Há muitas histórias interessantes que podem ser contadas. Quer ver? Meu tataravô era farroupilha e o pai dele do exército imperial. Pai e filho lutaram em lados opostos. Mas devem ter se acertado depois, pois no testamento do pai ele deixa tudo para o filho. Quanto coisa não se esconde por trás desse fato? E se o pai tivesse, numa batalha, matado o filho? Eu não estaria aqui enchendo o saco de vocês com essas bobagens. Nessa categoria, "Genealogia", contarei uns causos interessantes das famílias.
Pena que os hábitos mudaram e a gente não coloca mais todos os sobrenomes nos filhos. D. Pedro I tinha 26 nomes. Legal, né? Vou colocar o sobrenome da minha mãe na Clarissa, junto com o meu (do meu pai). Ela também vai ter os sobrenomes dos pais da Kaya. E desde cedo vamos ensiná-la a ter orgulho disso e conhecer a história da família. História e histórias certamente não hão de faltar na vida dela...









































Afonso, no meu caso eu prestei mais atencao a historia da familia do meu pai, porque dela nao sabiamos quase nada. meu pai eh bem caladao tambem. eu ouvia algumas coisas das irmas mais velhas dele e uma meia irma fez ou tentou fazer a arvore genealogica. ja a familia da minha mae era cheia de historias contadas, entao eu sabia tudo. mas os italianos tambem eram interessantes, nao quis dizer o contrario! :-) beijos,
Legal, Fer, também não achei que fossem, heheh bjs
Afonso, você é muito sortudo ao saber direitinho a história da sua família. As minhas são uma confusão só pois as pessoas mudaram seus sobrenomes. Qualquer dia desses eu te conto. Beijocas
Não foi sorte não, Yvonne, foi muita pesquisa. Até porque minha família era um tabu, em função de brigas, e nunca ninguém me contou nada. bjs
como meus pais casaram-se ja orfaos, nao connheci meus avos, nenhum. entao sempre tive fascinacao por historias de familia. do lado da minha mae nao tem muito glamour. uma italianada pobre deixou Potenza no inicio do seculo vinte e foi ralar em Sao Paulo. mas o lado do meu pai eh divertido. meu bisavo portuga era o primogenito e destinado a batina. mas vejam so se ele se dobrava aos desmandos da familia? pulou o muro, entrou no navio e chegou no Brasil, onde casou, procriou. felizmente, assim eu pude existir! :-)
beijos!
Será, Fer? Quantas histórias de vida não existiram em um aparentemente inofensivo "ralar em São Paulo"? Talvez isso se deva ao fato de privilegiarmos a família do pai, quase que em detrimento da família da mãe. Sociedade patriarcal dá nisso, hehehe. É a mulher que perdia as referências (nome) ao casar. Isso tira dos filhos possuir o nome dos avós, por exemplo. Pelo geral só tenho visto genealogistas terem interesse pelos nomes maternos, o que é uma pena. bjs
Ainda bem que, pra mim, o bolo da Luma não engorda. Porque engulo até o caroço! ;-)